quarta-feira, 22 de março de 2017

Manias da minha criança


O Miguel tem uma mania que muito me irrita: leva um ano no banheiro lavando as mãos... gasta quase um vidro de sabonete líquido... e fica ali perdido, sem pensar em nada... perde a noção do tempo e só sai de lá quando a gente grita e ameaça ir lá arrastá-lo! Costumo brincar que ele herdou essa mania do avô paterno, Lelei, e o curioso é que nem dá para dizer que imita, porque quase nem convivem! (risos) 

Tem o hábito de comer no quarto, em frente à televisão, e eu nem tenho moral para brigar, porque foi comigo que ele aprendeu! Fico trabalhando no laptop e comendo ao mesmo tempo, com a TV ligada, prestando atenção a uma coisa ou outra que me interessa. É só ele se sentar em sua cadeirinha e a gente colocar alguma coisa na mesinha que ele já pega o controle e aperta o 610, seu canal preferido: o tal de Cartoon Network (para o meu desespero, já que sempre achei o Discovery Kids muito mais educativo para crianças da idade dele, enfim...).

Outra mania que ele tem é de beber água depois de toda vez que toma remédio! É só pegar o remédio que ele sai correndo pra buscar a garrafinha d´água! Chega a ser engraçado! Parece um robozinho programado! E ainda vai tão veloz quanto o Papa-léguas! Biiiip, biiiip! (risos)

Engraçada também é a mania que ele tem de falar que "vai tirar a barriga da miséria" quando chega algum lanche ou quando vem o almoço e a janta. O entregador de pizza já até sabe e morre de rir, antecipadamente! Diz ele que aprendeu isso num desenho de que ele gosta! Louquinho de pedra esse meu filho! Um palhacinho! Faz todo mundo rir! Não sei a quem ele puxou! kkkkkkkkkkkkk

Fora isso, acho que ele tem aquelas manias comuns a todas as crianças da idade dele! Nada de anormal ou preocupante! Muito pelo contrário: me divirto com a grande maioria dela... menos, claro, com a primeira, porque daqui a pouco terei de trabalhar só para pagar contas de água e de perfumaria, graças a ele! Mas aos poucos ele cede e aposenta essa mania, de tanto que eu alego que, assim, ele ainda vai acabar com toda a água do planeta! E como ele também tem a mania linda de acreditar em um mundo melhor...

Mas se tem uma mania da qual nós não abrimos mesmo mão é a de sermos felizes, plenamente, sempre que podemos, afinal, sabemos que "a vida é trem-bala, parceiro, e a gente é só passageiro prestes a partir"!!!
 
(Andreia Dequinha - mãe do Miguelito nem tão cheio de manias)

segunda-feira, 20 de março de 2017

Manias de criança...

Por onde começar já que são tantas as manias que o meu filho tem?! Umas lindas, porém outras que me incomodam, pois sei que fogem ao nosso controle.
O Gustavo, ao longo desses seus três anos, vem desenvolvendo inúmeras manias, claro que, muitas das vezes, por conta de ser um menino autista, elas logo se tornam frequentes, tanto que às vezes eu nem sei bem controlar, mas confesso que, no fundo, todas as manias dele me agradam.
Como, por enquanto, tudo é novidade, vamos lá às manias: 

A melhor de todas  elas: SORRIR; outra é RODAR (ele gira mais que o pião do Sílvio Santos); tem mais uma que é GOSTAR DE ÁGUA (pelo menos três vezes ao dia: piscina!); mania de imitar os desenhos do Ben 10 (agora mudamos de fase e largamos o Buzz um pouco, agora somos aventureiros... ele, o Ben, e acho que sobrou para mim ser um encanador! A criança sabe todas as falas e gestos do filme antes mesmo de acontecerem).

·      Além dessas, ainda tem a mania de assistir a seus desenhos mexendo em seu tablet (olha ele! quando eu tinha a sua idade eu mal tinha um caderno para rabiscar, é a chamada EVOLUÇÃO – de que, particularmente, eu não gosto, pois para mim criança tem que forçar a imaginação, brincar com o anonimato, e aos poucos o estou levando para esse meu mundo mágico também!).

Temos mais e mais manias e sinto que sempre teremos mais e mais! Agora, por exemplo, ele pegou a mania de encher a cama de travesseiros e deitar lá... Será que é para pensar na vida? Não sei, mas meu homenzinho está ficando cada dia mais independente, só às vezes que se isola em seu mundinho  (não critico, pois também gosto muito disso, confesso!).
Ele também tem a mania de cuidar de mim quando estou doente! Se agarra tanto que fica gripado junto, mas me cobre, me faz carinho: é o chamado PROGRESSO! Estamos mudando aos poucos: eu, ele, nós. E ainda vamos atingir o topo das conquistas, juntos ou separados, mas é certo que muuuuitas outras manias irão surgir! Que venham! Todas elas!
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(Elizabeth Oliveira - Mãe ansiosa do pequeno Luis Gustavo)

domingo, 19 de março de 2017

Tudo tem o seu tempo!

"Há tempo de nascer e tempo de morrer". (Ec 3:2) Essa citação maravilhosa que a Bíblia nos apresenta nos faz refletir sobre a vida e em como temos que cumprir o nosso papel de pessoas preparadas para enfrentar, com maturidade, todos os tipos de situação na nossa vida, inclusive a morte.

Eu nunca passei por perdas muito dolorosas, não conheci a minha avó paterna, e convivi menos do que mais, com o meu avô paterno, por isso não foi uma separação dolorosa, que penso que sentimos apenas pelos mais próximos, que certamente sentiram muito com a separação eterna.

Quanto aos meus avós maternos, também convivi muito pouco com eles, ficamos mais próximos, porque depois de muitos anos de separação por morarmos tão distante (Nordeste), me mudei para o Centro-Oeste e, por isso, ficamos algum tempo mais próximos. Os dois se foram no ano de 2007. Com apenas dois meses de diferença da partida de um, o outro se foi, ficamos tristes, mas, ao mesmo tempo, alegres, porque temos a certeza de que partiram para a glória eterna com Cristo e ficaram livres dos sofrimentos terrenos.

Os meus filhos não passaram por nenhuma perda dolorosa, pois os quatro avós, graças a Deus, ainda estão com vida. Mas estão preparados para quando esse momento chegar. Aceitar a vida como ela é é o princípio da confiança em Deus. A nossa missão como mãe inclui isso também: preparar os filhos para enfrentar as situações dolorosas e encará-las com naturalidade, com tristeza, mas nunca com desespero. 
                                                                                                      (Maria José - mãe de Mateus e Elias)

quarta-feira, 15 de março de 2017

Como lidar com as perdas?!?


Muito difícil a gente se preparar para lidar com as perdas, imagine então ter de preparar filho para com elas lidar! Parece uma missão impossível, ou quase! Mas eu tento! Tento criar o Miguel na travessia entre o ser sensível e o se proteger, se poupar, coisa que eu, com mais de quarenta, ainda não sei fazer, confesso. Apanho um bocado nesta segunda parte: a de me poupar. Só sei sentir, só sei sofrer, mas me livrar do que absorvo é algo que ainda tenho buscado. 

Minha primeira grande perda foi aos dez anos, quando perdi minha vó paterna, com quem a gente morava. Fiquei sem chão. Levei aaaaaaanos para me recuperar desse baque e hoje já até toco no assunto sem chorar. Depois perdi a minha avó materna, mas não senti tanto porque via menos, não dividia com ela a minha rotina, como era com a outra. Perdi, também, vários bichos. Acho que morri um pouco com cada um deles. Fazia o maior escândalo e ficava mal com cada gato, cachorro, galinha, pintinho, passarinho que enterrava. E precisava ser próximo? Não. Sofri quando Tancredo Neves morreu, Ulisses Guimarães, Ayrton Senna, Mamonas Assassinas, Vander Lee e mais dezenas e dezenas de pessoas. E precisava ser famoso? Também não. Sofri por tantas pessoas anônimos que caíam de avião, que morriam em desastre ou incêndios, que eram vítimas de bala perdida... 

São muitas perdas acumuladas já! De alunos, de ex-alunos, de parentes, de amigos, de pais e mães de amigos, do meu primeiro grande amor (Leandro Cebola), até que veio, até agora, a mais dolorosa delas: a do meu pai. Segunda vez que o meu chão sumiu. Sumiu e eu tive que providenciar outro, porque não era mais criança e adulto parece que nunca mais pode sofrer inteiro, sem se preocupar com nada. A gente não quer é preocupar o outro, quem fica e sofre tanto quanto você, ou mais até! 

O Miguel só perdeu, até hoje, uma cachorra, a Lilica, e não sofreu taaaaaanto porque entendeu que ela estava doente e sofrendo. A morte, pra ela, foi um alívio. Eu também sabia disso, mas, mesmo assim, sofri. Ele que me consolou... 

Tento me preparar para lidar com as perdas que ainda virão, administrando-as nesse amontoado de perdas ao longo da vida, mas a sensação que tenho é que nunca conseguirei, então tento transmitir para o meu filho que todo mundo só está aqui neste mundo de passagem... ninguém é imortal... e que chato seria se todo mundo vivesse para sempre... O importante é a gente ter a consciência em paz e a certeza de que aproveitou aquela pessoa ou bichinho o máximo que pôde! Que a gente deixou bem claro o quão especial cada uma era pra gente! E que mesmo assim não é nada fácil... a saudade aperta... as lembranças nos visitam... só Deus mesmo para nos manter firmes... só Ele...!!!

(Andreia Dequinha - mãe de um rapazinho chamado Miguel)

segunda-feira, 13 de março de 2017

A dor da perda


Nossa! Eu imaginava que meu filho não era de sentir as coisas, etc, mas um dia aconteceu algo que me chocou muito! Eu jamais pensei que uma atitude minha, num momento de raiva, fosse afetar tanto elezinho como, de fato, afetou! "Morri" nesse instante! 

Um belo dia, numa das minhas quinhentas brigas com o pai dele, fui ao extremo: o celular do pai dele estava carregando no móvel, eu peguei e joguei da janela abaixo... Pronto! Foi ali que vi que feri meu filho, ele entrou em choque, se tremia todo e corria para janela. Putz! Que dó! Eu, uma idiota, fazendo uma criança sofrer daquela maneira! O menino ficou dias indo até a janela, desesperado! 

Me senti a pior pessoa do mundo, um animal da pior espécie! Jamais tinha visto meu filho tão infeliz, e pior: não podia compensar com nada, pois ele usava o celular para ver os desenhos dele, pois o aparelho era maior que o meu...

De lá pra cá, tenho me policiado mais, por conta dele! Não quero vê-lo sofrer com nenhum tipo de perda, nenhum, ainda mais vindo de mim, de quem mais o ama no mundo! 

(Elizabeth Oliveira - a mãe louca do Luis Gustavo)

sábado, 11 de março de 2017

Quase inimigos dos remédios!


Se tem uma coisa ruim na vida é ver filho doente! Tenho certeza de que todas as mães pensam assim e, se pudéssemos, transferiríamos a dor deles para nós mesmas.

Os meus nunca me deram trabalho na hora de tomar as vacinas, nunca fizeram escândalo quanto a isso,  mas o Mateus sempre teve  uma relação meio conflituosa com os medicamentos. Ainda bem que foram poucas as vezes em que ficou doente enquanto era ainda bem pequeno, pois, em algumas dessas ocasiões, quando ficava queimando de febre, vomitava todo o remédio. Era um "Deus nos acuda" e eu só sabia chorar, às vezes no meio da noite, sem saber o que fazer, por fim, com bastante calma, tentava misturar no suco e ele acabava engolindo um pouco sem jogar fora. Cresceu, mas só toma remédio quando é mesmo muuuuuito necessário!

O Elias também vomitou algumas vezes, ele até lembra de uma vez em que tomou às pressas para não sentir  o gosto, um soro daqueles de pacotinho que a gente compra na farmácia, mas não adiantou a maneira como tomou: botou tudo pra fora! E só toma um analgésico com um copo de água à parte, para engolir depressa, a fim de não sentir o gosto do remédio.

Uma vez ele deu uma de engraçadinho... Não queria ir à escola e então resolveu inventar uma dor de cabeça. Eu e o pai dele desconfiamos e fizemos pressão, dizendo que se ele tomasse remédio sem estar doente ficaria ruim de verdade, mas ele preferiu arriscar, então acreditamos que ele estava realmente doente, já que tomou o remédio sem reclamar. Porém, pra quem não gosta de tomar remédio, tinha que estar com muita vontade de não ir à escola!! Só confessou isso anos depois. (risos).

Sempre procurei passar para eles que nem tudo na vida é agradável, mas muitas coisas são necessárias para o nosso bem estar.  Mesmo com todos esses discursos de que tem que tomar, porque é bom pra saúde, o Mateus nunca se aliou aos chás, não toma  de jeito nenhum! 

Esses são alguns dos nossos desafios como mãe, mas com tranquilidade é possível resolver as situações da melhor maneira. Com paciência, eles acabam entendendo a razão do uso dos medicamentos. Sorte nossa! E deles! 

                                    (Maria José -  mãe dos meninos quase inimigos dos  remédios, Mateus e Elias)

quarta-feira, 8 de março de 2017

Vai um Rivotrilzinho aí?!?


Desde que o Miguel era bebezinho eu sofri com ele no quesito tomar remédio! Por sorte minha e misericórdia divina, foram bem poucas vezes em que ele ficou doente! Nem mesmo é criança que vive ralando os joelhos, ao contrário de mim, que vivia arrebentada e em uma época em que Merthiolate ardia pra caramba e eu ainda preferia o tal do "Mercúrio Cromo", que deixava tudo gritantemente vermelho, fazendo o machucado parecer ainda mais grave do que era, naaaaada discreto! 

O primeiro remedinho que logo me deu trabalho foi o Protovit (o "viti viti", no linguajar dele!), que rendia caras e bocas e até me divertia um bocado, já que ele não chegava a chorar nem nada, só tentava fugir, virando o rosto! De lá pra cá, não tenho mais problema em se tratando de Vitamina C, porque ele mesmo pega, todo dia, do pacotinho, uma jujubinha de Redoxitos e manda pra dentro! (risos) Além disso, toma também suas gotinhas diárias de própolis, quando acorda, antes de ir para a escola e na hora de dormir! Raramente fica gripado depois disso  (sem falar que ainda funciona como repelente)! 

Às vezes precisa tomar Ferro por conta de um pouquinho de anemia que costuma ter, por ser péssimo pra comer. Não gosta de quase fruta nenhuma, nem de legumes e verduras e não suporta bife de fígado! O que salva um pouquinho a pátria é que ama açaí, que é uma excelente fonte de Ferro! Puxou à minha mãe!

Quando ele passa da conta e piora no quesito "comer" e  quando me dá dor de cabeça extra quanto a isso, costumo dar um Apevitin dia sim e dia não, para abrir um pouco o apetite -- escondido da pediatra dele, que é contra! (que ela não leia este texto hoje! kkkkkkkk) Evito por puro medo de ele vir a engordar e também porque ele praticamente hiberna quando toma. 

O escândalo maior dele fica empatado entre a nebulização (quando era bebê, que ficava até vermelho e todo suado), tirar sangue para fazer exame (sorte que só fez uma ou duas vezes por ano, no máximo, até agora) e também entre tomar remédio de verme! Odeeeeeeeia! Faz um drama tão grande que a vizinhança deve pensar que eu o espanco e qualquer dia o Conselho Tutelar vai vir conversar comigo! (risos)

Uma vez ele estava febril e eu estava trabalhando, longe de casa, e pedi ao pai para vir dar um antitérmico! Fez mais show ainda do que o habitual e, como ainda estava com tosse, vomitou tudo. Chorou à beça. E ainda ficou me esperando chegar da escola pra poder dar banho... Sinistro! Não gosto nem de me lembrar disso! 

Os outros remédios ele, felizmente, toma direitinho (dentro do possível), quando precisa, ainda que resmungue às vezes e sempre bebendo água em seguida, "para tirar o gosto ruim" (segundo ele)! E às vezes até me surpreende, positivamente, como a única vez em que precisou ficar no soro (teve uma virose tão braba que ele ficou sem conseguir andar por duas semanas e numa época em que nem se falava em Chikungunya, mas teve todos os sintomas, o que o faz falar que foi "a primeira cobaia") e se comportou que nem um rapazinho! 

Deixou-me orgulhosa quando tomou (também uma única vez até agora) a tal de Benzetacil no bumbum, que dizem que dói horrores (e que eu nunca tomei), e já saiu da UPA andando, deixando com vergonha muitos adultos que saíam de lá mancando e que só não choraram por pura vergonha, verdade seja dita! (risos)

Também nunca me deu trabalho com vacinas... Chora, mas não tem medo porque sabe que precisa tomar para se proteger (sempre expliquei tudinho antes) e geralmente dá o braço numa boa (talvez o "numa boa" seja um exagero meu, tá, mas encara!). Só a primeira vez em que tomou uma gotinha que fez um escândalo, para a minha surpresa, invertida! Um tremendo "gorila"! 

Fora isso, comportou-se bem, dentro do possível, na única vez em que precisou dar uns pontinhos no queixo, quando também foi ao otorrino por ter enfiado um elástico pequenininho no nariz, quando bateu raio X ao cair de cabeça de um brinquedo do parquinho da escola. Também se comportou bem no dentista, se bem que ainda não precisou fazer nada além de limpeza e de aplicação de flúor. Tomara que assim continue com os futuros procedimentos, como obturação e afins! Que Deus nos ajude! E não tenho dúvida de que Ele protege, de forma especial, as mamães, tão neuróticas que a gente fica quando o filho adoece e precisa tomar remédios! Quase que EU preciso recorrer a um Rivotrilzinho, confesso! (risos) 

(Andreia Dequinha - mãe do mais ou menos estressadinho Miguel) 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Na hora do remédio...

Para uns, fácil, é pura didática, vai vendo; já no caso do meu filho, eu prefiro enfiar quinhentos comprimidos na boca de um animal feroz a dar uma gota de qualquer remédio para ele! Sem exagero...  Eu rezo e agradeço todos os dias por ele estar bem e não adoecer, porque a cada remédio é um berro maior que o outro (pra que tanto escândalo, Jesus?!).

Eu disse a ele que seria responsável por tomar seu Redoxon todos os dias! Se eu esqueço os meus, haverá de esquecer o dele também! Nesse ponto é tranquilo, já que ele me arrasta para a cozinha e pede para tomar (Ótimo! Maravilhoso) e aí a esperta aqui resolver fazer o quê? Todos os remédios são Redoxon! Ele até abre a boca, mas quando sente o gosto... parece um chafariz e adeus, remédio! Vai tudo pela casa, pela roupa e tudo o mais... Aí sai correndo, berrando mais alto do que carro de bombeiro em acidente grave! 

A solução que eu encontrei para tudo isso eu nem sei se é a correta: tasco dentro de mamadeira, com suco e por aí vai, dá certo, ou são as minhas orações?!? (risos) 

O bom mesmo é fazer nebulização! Ele adora brincar com a máscara e quando eu faço quer fazer também, de bagunça, mas quando precisa, de verdade, posso virar de cabeça para baixo, fazer minha barriga bater no queixo (essa parte é mole, já que a banha cai fácil), que a criança não para de berrar, aí vêm as pessoas que gostam de falar mais do que a alma: "Esse menino é fresco, faz à força!" Aí eu pergunto: pra que essa ignorância toda?! Já coloquei pirulito na máscara para ele chupar e fazer, já fiz de tudo, tento fazer até com ele dormindo, mas o raio do aparelho parece uma britadeira que faz barulho e o menino vai ao céu em cinco segundos.

Definitivamente meu filho é estressado no que diz respeito a remédio, termômetro (esse tenho de vários modelos e funções), mas mãe que é mãe arruma um jeito de cuidar de seus filhos! Do jeito dela! Hoje acredito naquele ditado que diz que só a mãe sabe atender e entender seus filhos e que cada um é diferente! Graças a Deus nunca critiquei nenhuma mãe em suas invenções! Cada uma faz o melhor para seus filhos! Eu apenas as admiro...

(Elizabeth Oliveira - Mãe atrapalhada do Luis Gustavo)

domingo, 5 de março de 2017

Os meus "grandes" campeões!


Olhando para o critério talento, o Mateus é medalha de ouro em desenho, pois ele é dono de uma criatividade espetacular. Não sei se é o meu olhar de mãe que o vê dessa forma, mas acho incrível o que ele consegue fazer! Além disso, é campeão em fanatismo pelo esporte, ama futebol, joga nas horas de folga e é torcedor fanático do "Santos". Nesse sentido, o Elias também é medalha de ouro, porque também gosta de jogar futebol e até já ganhou mais de vinte medalhas como goleiro, e ficou conhecido como o melhor goleiro da nossa região. É certo que se os dois morassem em um lugar mais avançado teriam tentado carreira no futebol.

Porém, quando olho para o critério psicológico, o Mateus se sobressai com as suas opiniões e manias, além de  ser muito argumentador  em determinadas situações.  Se ele achar necessário, se achar que está  certo, me enfrenta, para fazer prevalecer as suas opiniões, ele só não questiona mais porque ainda não se deu conta de que veio ao mundo só a passeio e com isso iria achar que todo mundo teria que fazer tudo pra ele, pois nem café sabe fazer! É um zero à esquerda na cozinha. (risos)

Talvez ele não sabe disso, mas é campeão em cortesia com os amigos: dá carona pra todo mundo, leva pra tudo que é canto, cinema, lanchonetes, e quando é para o futebol, enche tanto o carro que chega até a arrancar a proteção do porta malas para colocar mais gente lá dentro (um fora da lei) (risos).

Quanto ao Elias, aaaah!... Esse menino é de ouro!... Ele é medalha de ouro no critério carisma, humor, alegria (os amigos que o digam). Também o é em bondade, mansidão... Não que o Mateus  não tenha alguns desses aspectos, mas é que o Elias ganha dele em cumplicidade e confidências comigo e com o pai. Não sei se é porque sou a mãe, mas o Elias é o genro que toda sogra deseja para a sua filha. Só que essa frase é do Mateus, ele diz ser "esse cara". Sei não, mas acho que o Elias ganha nesse critério. (risos).

Mas, para finalizar, há um critério atribuído aos dois e como são campeões nisso! Até já falei sobre isso anteriormente. Demoram demais no banho e isso me tira do sério, porque eu sou o contrário. Só meu pai se iguala a mim. (risos)

Independente de tudo e de todos os títulos que já conquistaram, os dois são medalhas de ouro por serem bons filhos: educados, íntegros, honestos, verdadeiros cidadãos do bem, eles são os meus troféus! Eu que sou a grande campeã por Deus ter me dado filhos e por eles serem quem eles são:  a razão da minha vida!


                                                                (Maria José - mãe dos campeões Mateus e Elias)