quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Maternidade, aqui vamos nós!


Se tem uma fase que eu adorei em minha vida foi a de quando eu estava grávida, pois me sentia a própria mamãe-canguru, carregando meu filhote naquela bolsa linda chamada barriga e, por conta disso, nem precisaria de mais nada, de nenhuma outra bolsa ou bagagem... já tinha em mim tudo o que eu, de fato, precisava -- elezinho e minha coragem,  mas, mesmo assim, levei uma bolsa para a maternidade, é claro! (risos)

Ser ansiosa tem lá as suas vantagens, como a de ser organizada e deixar tudo direitinho, antecipadamente, mesmo que ainda faltasse um mês ou até mais! Sem falar que ainda cismei que, seguindo o meu exemplo, Miguel anteciparia a sua chegada! Então deixei a bolsa prontinha dentro do berço, do meu lado, e todo dia eu olhava para ela! (risos)

Fiz questão de eu mesma cuidar de tudo! Lavei cada roupinha com sabão em pó de coco (carííííssimo!), passei (e olha que eu odeeeeeeeio essa tarefa, pois sou calorenta por natureza!), escolhi cada uma delas com carinho e coloquei um look completo dentro de cada saquinho plástico. Etiquetei também cada um deles: "Look para o primeiro dia", "Look para o segundo dia", "Look para o terceiro dia", "Look reserva", "Look para a saída da maternidade". 

Além disso, levei duas pomadas da Turma da Xuxinha (sempre detesteeeeeei o cheiro do Hipoglós e como aquilo grudava na pele, eca!), sabonete neutro da Granado, xampu e condicionador "Mamãe Bebe" da Natura, um potão de lenços umidecidos, escovinha para cabelos, chupeta (que ele nem usou!), duas toalhas, duas fraldas de pano, um saquinho de dormir, uma mantinha, dois cueiros, termômetro, um pacotinho de fralda para recém-nascido e outro tamanho P (lembro-me de ter levado da Pampers, porque minha irmã disse que tinha usado nas minhas sobrinhas e que era muito boa e tal... mas depois usei a vida toda no Miguel a Tripla Proteção, da Turma da Mônica, que achei beeeem melhor e nunca vazou nem deu alergia!). Não levei muito mais coisas porque a clínica era perto da minha casa e todo dia tinha gente lá, que poderia levar o que faltasse! Não me lembro de ter precisado de nada além disso, porém! 

Na minha bolsa, também foi pouca coisa... Toalha de banho e de outra de rosto, chinelo de pano beeem confortável, um pijaminha para eu dormir, três vestidos, quatro calcinhas, um sutiã para amamentação, um pacotão de absorventes cirúrgicos, escova de dente e de cabelo, batom, sabonete, xampu, condicionador (estes três últimos quase nem usei, porque faltou o principal lá na maternidade: água! Dose! Estresse! Mas isso fica para outra história...).

Ahhhh, levei também, claaaaaaaaro, máquina fotográfica! Ou então não seria eu! (risos) Mas acabei de perceber, depois de anos, uma grande falha minha: não tenho uma foto sequer da minha bolsa, que me acompanhou por tantos meses e por tantos lugares! Que pena! Que gafe! Nem na minha última foto grávida, indo para a maternidade, eu estou com ela! Já estava no carro! Era verdinha, como a cor predominante do meu enxoval, e muito fofa...!!!! Me amarrava nela!!! Pôxa...!!! A mais parecida que eu encontrei:
(Andreia Dequinha - mamãe canguru do Miguelito, com muito orgulho)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Bolsa X Mala

Pense em uma pessoa confusa! Prazer! Sou eu! Nunca tive tanta dificuldade na minha vida em arrumar uma bolsa para maternidade... Que suplício! Socooooorro!

Entro eu no quarto do menino e começo a enfiar tudo e mais 10% na bolsa, aí vêm os palpiteiros de plantão:  tira isso, põe aquilo... Pronto! Fechou o tempo! Neurônios fumaçando já... e isso só para arrumar a bolsa do menino! Pense agora na minha...! Já lá pelas tantas consegui fechar os modelitos do "boy magia", que tinha, claro, que "causar" na maternidade! Primeiro filho e naaaada poderia dar errado (mas só que não)! 

Minha bolsa, mil vezes maior que a do menino, até mesmo pelo tamanho das roupas, e olha que nem foram tantas: duas camisolas, um short e uma camiseta, várias calcinhas, toalhas, sabonete, shampoo, absorventes (do tamanho de um bonde), fralda (que não cabe em mim, mesmo no tamanho XXGGG, e abafa que meu pandeiro é mega!). kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Como fiquei cheia de dúvidas para saber o que levar... Aí alguém pergunta: e os aventais da própria maternidade? Aqueles lindos aventais não cabem em mim, quer dizer cabem, mas deixam minhas partes à mostra, beeeem visíveis, se querem saber (isso provei nas várias visitas feitas na maternidade).

Aí lá fui eu para a maternidade... Tudo lindo... pronto... aí chego lá e -- pahhhh -- não vou internar! Me mandaram voltar dali a uma semana! 

Pronto! Nesse tempo, cismei de incrementar ainda mais a bolsa! Na bolsa dele, mantive tudo o que levei no começo e mais um pouco: vários sabonetes para o menino, pois não havia ido nenhum, cremes de assaduras (que também havia me esquecido de colocar), lenços umidecidos trocados por um pacotão deles! (pois vai que se suja e eu aí limpo o moleque todo no lenço! risos). Agora em minha bolsa já entrou uma revistinha de palavras cruzadas e uma almofada, pois se já tivesse que esperar eu ia aproveitar para me distrair um pouquinho! (risos) Desta vez nem mais shampoo foi, já que minha vizinha, com dó, fez um trança para prender os meus cabelos rebeldes, para eu não ficar feia na hora da visita! Coloquei mais uma toalha de banho, outra de rosto, chinelos e até m ventilador! 

Agora sim, prontos, lá fomos nós e desta vez ficamos! E eu que achei que iria demorar, esperei apenas 30 minutos para que o pequeno viesse ao mundo, depois de muitas piadas no centro cirúrgico, já que a anestesia fez um efeito alucinante legal em mim! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Só sei que bolsa de maternidade é algo que não tem fundo, pois sempre cabe mais meia dúzia de coisas... sempre...

(Elizabeth Oliveira - mãe atrapalhada do Gustavo)

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Até aqui o Senhor nos ajudou!!


Tudo o que mais precisamos para educar os nossos filhos é, primeiramente, sabedoria, e isso só é possível quando buscamos sabedoria divina, pois "Feliz de quem tem o Senhor como auxílio..." (Sl 146:5). Além disso, uma boa dose de paciência, amor e coerência, contribui muito com a finalidade que temos de formar um cidadão de caráter e coerente em suas atitudes.

Mesmo tendo tido uma educação muito rígida, eu sei que tudo o que minha mãe fez para educar os filhos foi pensando simplesmente no nosso bem. Hoje eu sei que tomar conta de "um exército", vivendo na pobreza, que vivíamos nunca foi uma brincadeira! Tudo isso passou e nós vencemos! Agradeço a Deus por ela e por tudo o que fez por nós (sete filhos).

Tentei criar os meus filhos de maneira diferente, mas seguindo certos princípios que aprendi com os meus pais, pois foram regras de condutas muito preciosas e que valeram muito para o meu crescimento como pessoa. Claro que, em algumas situações, procurei agir com menos dureza e mais conversa. Nunca gritei com eles, e esse foi o grande propósito da minha vida como mãe. Foi fácil!?!... Não!!... Não foi! Mas como eu sempre trabalhei fora, tinha um propósito comigo, como ficava muito tempo fora deles, procurava sempre chegar em casa com a maior tranquilidade do mundo, se tivesse alguma coisa errada, conversávamos e resolvíamos.

Com certeza fui megera em algumas situações, disse "não" quando poderia ter dito "sim" e muitas vezes bati sem necessidade. Vencemos e posso dizer: "Até aqui o Senhor nos ajudou"! Tenho muitos arrependimentos como mãe, mas já diz o dito popular: arrependimento tarde, não salva ninguém.(risos)

O tempo passou e hoje tenho a certeza de que com a ajuda de Deus e do meu esposo formamos dois cidadãos de bem, pois os dois são homens responsáveis, dignos, trabalhadores e certamente serão pais de família muito responsáveis e maridos exemplares para as felizardas que tiverem a grande sorte de se casarem com esses meninos. Mãe coruja, né!?!... Só um pouquinho!! (risos) 

Só conseguem me deixar muito irritada, porque nossos ritmos são completamente diferentes: eu tenho pressa, eles não!!!... Eu sou rápida no banho, eles não!!!...Entram no banheiro e se esquecem de sair, chego a pensar que morreram!... É que eles seguem o ritmo do pai, mas se até agora foi assim, isso não muda mais. Tenho que aceitar, porque dói menos!!! (risos)

                                                                      (Maria José - mãe dos "sem pressa" Mateus e Elias)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Ter de educar também nos educa!


Costumo brincar que eu era excelente mãe, até o Miguel nascer! (risos) Impressionante como a gente parece ter solução para todos os problemas dos outros, fórmulas mágicas para os filhos dos amigos, para os nossos sobrinhos e por aí vai! Tudo parece ser muuuuito fácil, até a gente ter nossas próprias crias. No meu caso, menos pior: minha própria cria -- no singular. Um só, mas que vale por dois (ou mais). Tantos dilemas... e sei que muitos outros ainda me esperam! Coragem, Dequinha! (risos)

No fundo, todo mundo queria poder ser sempre uma mãe controlada, equilibrada, zen, então confesso que sofro quando perco a paciência ou que preciso dizer NÃO, e isso parece doer muito mais em mim do que nele, que logo esquece e me abraça, enquanto eu fico ruminando e com o coração apertado por um bom tempo, principalmente quando me excedo e acabo gritando e até batendo! Foram raras as vezes em que precisei bater, ao contrário de minha mãe, e nunca bati com outra coisa que não fosse a mão! Nada de chinelada nem cipó, objetos que tanto remetem à minha infância! 

Pra ser sincera, não tenho muito do que reclamar do Miguel. É uma criança boa, pura, carinhosa, nunca foi de bater em ninguém nem de morder, nem de fazer pirraça nos lugares nem de se jogar no chão e espernear (acho que eu o pegaria pela orelha, porque acho suuuuuuper feio!). A única coisa que me irrita nele é a teimosia, mas basta o segundo grito para ele baixar a bola. (risos) 

Além disso, também me irrito com a mania que tem de fingir que não está ouvindo quando lhe convém... fica distraído... no mundo da lua... Como sou ligada no 220, me emputeço também com a lentidão dele em fazer as coisas, assim como ele fica irritado com a minha pressa e rapidez para tudo. Conviver é cada um ceder, independente da hierarquia presente na relação de "mãe e filho". Tenho tentado educar o meu filho para que seja um ser humano de bem, que respeita as pessoas, que é carinhoso com todo mundo, agradável no trato, mas, acima de tudo, noto que ele também muito me educa, numa deliciosa e rica troca! 

Com ele, tenho percebido que não posso querer que tudo saia do meu jeito, porque ele também tem as suas escolhas... de roupa, de brincadeira, de sonho, de livrinho, de passeio, de amiguinhos preferidos, de comidas, de músicas... é um mundo paralelo ao meu, e que a cada dia mais eu vou perdendo o poder de controlar, de invadir. Só me resta orientar, aconselhar... gritar de vez em quando, ameaçar colocar de castigo ou dar umas boas palmadas (risos)... ou simplesmente reconhecer que também erro e, claro, ceder, entrar em um acordo civilizado. 

(Andreia Dequinha - a mãe que "apanha" um bocado para educar o Miguelito)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Hoje é o dia dele: Mateus!!!

Hoje eu invadi o blog para uma postagem extra, já que a data é mais do que especial: aniversário de meu amado filho!


E vinte e um anos se passaram...! Que linda foi a sua chegada!.... Mas aquele bebezinho cresceu, e como cresceu! Agora está com aproximadamente um metro e oitenta. Me sinto tão pequena perto dele!! (risos)

Todos os dias, desde que entrou na minha vida, agradeço a Deus por ter você como meu filho! Foi graças a Ele que consegui transferir o melhor que havia em mim. Ver você crescendo tornou a nossa família muito mais abençoada e invadiu a nossa vida de amor, de muito amor e muita felicidade!

"O Senhor te abençoe e te guarde". (Nm 6:24), que saúde nunca lhe falte e que receba sempre o melhor de Deus em sua vida. Você é um filho muito amado e tenho certeza de que Deus o ama muito, e que estará sempre cuidando de você!

Que neste dia tão especial você se sinta muito mais abençoado e lembre-se de que com o Senhor tudo se torna mais bonito, mais feliz, e muito mais fácil na sua caminhada. Que muitas outras outras graças ainda sejam derramadas na sua vida e que o dia de hoje seja repleto, principalmente de muita gratidão!

Deus sempre abençoa as pessoas genuínas, inteligentes e boas como você. E hoje é provável que as bênçãos sejam em dobro, já que é o seu aniversário! Que todos os seus sonhos se tornem realidade! Um dia fantástico para você!

Amo você, meu filho! Tenha um feliz aniversário e que Deus o permita comemorar ainda muitos anos de vida! Parabéns!!..."E o SENHOR te guiará continuamente..." (Is 58:11)

                                                                                         (Maria José - mãe do aniversariante Mateus)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A difícil arte de dizer NÃO


Hoje consigo refletir bem no que diz respeito ao que meu compadre me disse certa vez na vida: “ --Vá ter seus filhos para depois se meter na educação dos filhos dos outros”! Isso me doeu taaaaanto na época, pois se tratava da minha afilhada, que amo de paixão, minha primeira filha, minha menina e o pai dela me disse isso, mas agora, depois que tive o LG, eu entendo essa parada aí...

Educar é um processo difícil e doloroso, porque queremos sempre o sorriso de nossos filhos, mas pecamos, nós como mães erramos muito, pois um bico, um sorriso, até mesmo uma lágrima nos comovem muito e é aí que, ao meu ver, começamos a errar.

Eu quero muito não errar na educação de meu filho, pois exemplo de pai ele não tem, pois este tem a vida torta e esse é o meu grande medo, pois sempre que tentamos mudar algo na vida de nossos filhos eles sempre se bandeiam para o lado errado... Mas espero, de coração, que isso não aconteça com o meu pequeno!

Me dói dizer NÃO para ele, ser dura, e ele é muito mimado, então meu medo de deixá-lo triste me faz errar demais nisso, mas ainda dá tempo de mudar, pois quem vai querer um menino mimado do lado, né?!? Ninguém tem paciência para as necessidades dele, vejo às vezes elezinho triste e amuado em um canto, esperando por mim, porque até sei que é errado, mas nos entendemos pelo olhar. Sem a fala, usamos nossas expressões corporais para nos comunicarmos e tem dado certo, mas eu vou até o mundo dele, invado mesmo, só que as outras pessoas não, apenas criticam, então nesse momento vem à minha mente a tal frase que meu compadre me disse há anos e ela é mais do que certa! Que cada um cuide dos filhos, que não dê palpite na vida dos filhos dos outros, se não tem a solução para aquele problema... toda crítica é bem-vinda, se ela vier acompanhada de uma solução! 

Sei que vou apanhar muuuuuito ainda, pois minha sábia mãe não está aqui para me orientar, então conto com uma grande amiga: minha pequena Rose, mas ela tem sua vida, seus problemas, porém, mesmo assim, ela me educa, me ajuda a ver a vida com outros olhos, a pensar de forma mais radical, digamos assim! Educar um filho é dizer muitos "nãos", mas devemos sempre explicar o porquê de cada um, pois dizer "não" também é um grande jeito de amar.

(Elizabeth Oliveira - a inexperiente mãe do LG)

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Ó que saudades que eu tenho!


Ó que saudades que eu tenho das nossas férias tão lindas! Das viagens coletivas que os anos não trazem mais! Que alegria! Que prazer, naquela estrada tão longa! Juntinhos com nossos risos e com a nossa canseira! Como foram belos os dias que  desfrutamos unidos de tamanha alegria!

Desde que os meninos eram bem pequenos, viajávamos coletivamente para curtir as tão sonhadas férias no Nordeste, onde meus pais moram.

Nossas viagens sempre foram muito divertidas e inesquecíveis! Era muito cansativo, mas era a nossa grande alegria, o acontecimento mais esperado do ano. Ao todo, foram sete viagens de carro, percorrendo 3.500 km (três dias na estrada) e duas vezes de avião. 

Quanta saudade eu tenho disso! Dói só de pensar que dificilmente teremos férias ao mesmo tempo, porque estão trabalhando e não mais terão férias ao mesmo tempo que eu!

É isso que o tempo faz com a gente: os filhos crescem! Eles cresceram!?! Nem percebi! (risos) Estão trabalhando, namorando! E as nossas férias juntos!? Ahhh!  Eu acho que isso está mais para fantasia do que para realidade...

Até o acampamento espiritual que fazíamos juntos quase todos os anos no período de carnaval, essa será a primeira vez que viajaremos sozinhos. Triste! Mas não podemos mudar o rumo das coisas, elas acontecem conforme a vontade de Deus e isso me conforta!

                                                       (Maria José - mãe dos tão crescidos e ocupados Mateus e Elias)