terça-feira, 27 de setembro de 2016

Penso que já sei me vestir, mas...

Mas heim?! Pois é, não é que a criança acha que já sabe se vestir sozinha?!

Pense no rapaz que quer colocar as calças pela cabeça, as blusas nas pernas e por aí vai... Então, é o meu pequeno quando não gosta do que eu escolho para ele e sai desarrumando tudo só para ter o prazer (para ele) de colocar o que bem quer.

Mas tenho que admitir que ele realmente é bom nessa tarefa de tirar as roupas, pois odeia panos, sempre odiou, sejam eles quais forem!

Ele já chega da escola arrancando os sapatos, as meias, tudo, até ficar nu... Fico me perguntando: Será que ele é um gogo boy e já com essa idade?! (risos) Pois bem, se for, acho que já terei que providenciar as águas ferventes para as mulheres e chumbinho para toda a comunidade! Hunft!

Brincadeiras à parte, é muito divertido observar qualquer criança tentando ser independente, e ficar olhando para ele, a minha cria, é beeeem mais prazeroso ainda! (mãe nada coruja eu, né?)

E ele gosta de se mostrar, vai até o espelho para falar com Pedro Ivo (superstições que não se pode falar o nome da criança, porque aí ela não fala, então apelidei a sua imagem de Pedro Ivo, e daí ele ainda não fala e eu só fiz foi confundir o pobrezinho, disfarça! rs rs rs). Eu só não posso pentear seus cabelos ruins (era tão lindo lisinho, mas agora resolveu ficar rebelde, aff), porque ele é vaidoso, e talvez seja só estilo esses cabelos despojados (bagunçados)! Ahh, e ele adora perfume... se deixar toma até banho! 

Estou cada dia mais louca para ficar fitando de longe, vendo meu homenzinho se vestir sozinho, cada dia mais seguro de si mesmo! 

 (Elizabeth Oliveira – Mãe coruja do LG)

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Olha como eu sei me arrumar, mamãe!


Muito engraçado quando a gente perde o poder de escolher as roupinhas que os filhos vão usar! A gente coloca tudo combinando, na moda, e sai toda orgulhosa exibindo a cria, aí de repente a criatura se rebela e quer decidir tudo sozinha! Pior quando a combinação se assemelha a uma roupa de palhaço ou de monstro do pântano e nada podemos fazer! Lá está a criatura se achando o máximo e irredutível, sem querer nem dar uma negociada! (risos) 

Muito pior é quando a figura cisma com determinadas roupas, e aí só quer usar aquelas! Vixe! Miguel andou assim em uma época e usou tanto a camisa do Fluminense que parecia até a segunda pele dele... A sensação que eu tinha era que era só ele assoviar que ela saía do gaveta e pulava no corpo dele, de tão depressa que eu olhava e lá estava ele, usando-a! Só Jesus na causa! Já imaginei até a cena: muitas pessoas ficando com pena porque "o filho da Dequinha está sem roupa e só tem aquela camisa, coitado!" e me fazendo doações! (gargalhadas)

Depois ele mesmo resolveu deixar um pouco de lado, para a minha surpresa e, claro, felicidade e alívio! (risos) Mas teve uma coisa que ele faz desde que se entende por gente: me pede pra cortar tooooooooooooooooooooodas as etiquetas das camisas... diz que incomoda e tal... e é um inferno! Depois eu fico que nem uma tonta sem ter em que tamanho me basear...

Lembro-me de uma vez em que fui fazer um rápido xixi e quando eu voltei Miguel soltou a pérola que intitula esse meu texto: "-- Olha como eu sei me arrumar, mamãe!". E ele estava hilário: usando uma blusa minha (que ficou um vestido nele) e usando meus saltos altos! Só faltou colocar batom pra parecer um traveco! E pior: não parecia estar brincando!!! Ele estava achando tuuuudo liiiiiiiiiiiiiiiiiiindo!!! Uma comédia!!! E que pena que não registrei esse tão hilário momento!!! 

(Andreia Dequinha - mãe do estiloso Miguel)

sábado, 24 de setembro de 2016

Os primeiros passos de muitos que virão...


Como é linda e inesquecível a fase dos primeiros passos dos nossos filhos! Inseguros ainda, eles se apoiam em tudo que está próximo, suas perninhas meio tortas e bambas ensaiam alguns movimentos para se locomover,  porém, ainda lhe faltam a firmeza e coordenação necessária para concluir o ato com perfeição. O aprender a caminhar é um dos maiores desafios enfrentados pela criança. Quando estão de mãos dadas com os pais, a história é outra;  não há problema algum e parece muito fácil, entretanto o pequeno guerreiro precisa vencer sozinho suas próprias batalhas...

Tombos, sustos, choros, nova tentativa uma, duas, três, quatro... Nós, espectadoras de carteirinha, vibramos na torcida por cada conquista. Tantas vezes assistimos às cenas. Engraçadinhos e determinados, eles não saem do foco, instintivamente,  até conseguir os primeiros passos dos muitos que virão em seguida...

Por três vezes acompanhei esse processo em minha casa: primeiro foram os filhos; Danilo e Patrícia;  anos depois,  Gabriel, meu neto,  vivenciava a mesma experiência do pai e da tia.

Danilo, medalha de ouro em precocidade, mostrou-se ansioso para explorar o universo que o rodeava. Quando percebi seu interesse e coragem em dar os primeiros passos, apoiei a ideia. Colocava-o em pé encostado à parede para que não caísse de costas, sentava no chão à sua frente com uma distância segura e o chamava até mim, sem tocá-lo. Ele encarava o desafio e vinha, movendo-se devagarzinho. Para mim, aquilo não passava de uma brincadeira, mas para ele aqueles exercícios eram sessões de ensaios cujos resultados  eu pude conferir logo depois que ele completou 9 meses. Isso mesmo: o apressadinho andou aos nove meses de idade sem engatinhar.  Adeus sossego, o mundo que o aguardasse!! Era um toquinho andando pela casa e quintal, explorando cada centímetro da sua área de conforto.  Não satisfeito totalmente, continuava a façanha  à noite ou  madrugada. Não esqueço o dia em que acordei assustada com ruídos de passos correndo de um cômodo a outro pela casa e quando fui verificar, deparei-me com ele.

Com a melhor das intenções e sempre pensando no melhor, compramos um andador que serviu depois para a irmã. Algumas quedas aconteceram, provando que o tal objeto deixava muito a desejar com relação à segurança, mesmo assim foi útil e atendeu as fases de ambos os filhos.

Em menos de dois anos, a chegada de mais um ilustre ser agitou o nosso ninho. A maratona começara novamente. Danilo, como um autêntico irmão  mais velho, ensinou algumas traquinagens para a parceirinha Patrícia, entre elas, como sair do berço. Agora nada mais a detinha! Em seguida,  tratou logo de aprender a engatinhar; mais tarde, caminhar; e finalmente, correr... Ela andou aos dez meses de idade e aprendeu a falar cedo também (Lógico! Tinha distribuir o seu arsenal de argumentos o mais rápido possível). Utilizei o método da parede com ela e deu certo também. Pequenina e espertinha, a figurinha acompanhava o irmão e ambos  se lançavam nas aventuras deixando toda a família de plantão com o coração em pulos.

Gabriel, quando chegou (Vinte anos depois) fez a diferença e tornou-se o centro das atenções. Rodeado de cuidados e mimos, não fugiu à tradição do pai e da tia, igualmente andou logo, por volta dos dez meses de idade. Fez uso do andador algumas vezes, caiu, levantou-se e foi desbravando o seu território,  cheio de  graça e sabedoria , encantando-nos a cada dia.

Enfim, andar e falar: dois verbos que Danilo, Patrícia e Gabriel aprenderam a conjugar antes de completar um aninho. O futuro tornou-se presente como num passe de mágica. Aqueles passinhos, tão bem ensaiados; aquelas primeiras palavras balbuciadas,  evoluíram;  hoje pisam firmes e confiantes nos bons caminhos que eles mesmos constroem e suas palavras são as chaves que definem o contínuo e recíproco diálogo com a vida.

                                     (Zizi Cassemiro – Mãe do Danilo e da Patrícia; avó do Gabriel e do Johnny)

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Primeiros passos... Tempo feliz!

Não há nada mais gratificante para uma mãe do que contemplar os primeiros passos do seu bebê. É um grande momento na vida deles, e como é bom estar junto, para viver essa sensação tão contagiante!  É o momento deles, de independência, de grande conquista!

Não tenho muitas lembranças de todos os detalhes dessa fase, afinal, eles já estão velhos. (risos), mas sinto saudades da época, e lembro que o Mateus deu os primeiros passos por volta de onze meses, já o Elias foi um pouquinho mais adiantado, aos dez meses estava andando.

Não comprei andador, o Elias é que não perdeu tempo, quando em uma de nossas viagens, viu o andador do primo e quis dar umas voltinhas. Se divertiu bastante e eu aproveitei o momento e tirei a foto.

Cada fase é tão diferente da outra, mas eu não esqueço a famosa  frase que diz: "Criar filho é igual  jogar vídeo game, a próxima fase é sempre mais difícil". Não sei se isso se aplica a todos os casos, mas sinto falta de quando eles ainda eram bem meus! De quando estavam totalmente dependentes de mim, como no caso dos primeiros passos. Hoje, saem para o futebol, fico preocupada, um pega o carro e vai para o cinema em outra cidade, viaja com uma turma de amigos para outra cidade e chega no outro dia. Haja coração!!! Que saudades dos primeiros passinhos!!... 

Eles não me dão trabalho, são meninos excelentes, filhos maravilhosos, mas sempre há as preocupações. Acho que já estou vivendo uma fase de saudades, mesmo eles estando comigo todos os dias. (risos)

"O que me consola na minha angústia, é isso: que a tua palavra me vivifica". (Sl 119:50)

                                       (Maria José, mãe saudosa de uma fase inesquecível de Mateus e Elias)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Primeiros passos...


Esse foi o período mais louco para mim... Tudo para mim era novo demais, até mesmo seu andar, porque ele nasceu com uma abertura na coluna que poderia interferir em sua locomoção e ele, como sempre gostou de me deixar nervosa, veio a andar com 1 ano e uma semana... aliás, andar não, porque o foquetinho quis logo correr... Lógico que teve os seus ensaios, sempre com passos curtos e lindos, mas eu vibro com cada coisa que ele faz mesmo!!! 

Ele começou andando no quarto dele, sempre com o sorriso no rosto, depois fez novamente na varanda e caiu, e eu me lembro muito bem de que quase tive um treco!!! (coisas de mãe velha)

Mas ainda me lembro de que estavam em casa a minha prima e a madrinha dele, todos vibrando com a nova conquista do pequeno! Ele sempre teve um lado meio louco, pulando etapas, mal engatinhou, talvez por medo da mãe, já que demorei a comprar andador por sempre falarem que faz mal e blá-blá-blá... Porém, hoje em dia, ele às vezes engatinha (e eu não brigo, pois me disseram que faz bem para o cérebro, então partiu engatinhar... risos) e anda nas pontas dos pés, mas não reclama de andar, só levanta os braços para que alguém o pegue (acho que é preguiça herdada da mãe).

Sei que o seu caminho será longo e sua caminhada sem fim, então o quanto eu puder poupar suas pernocas finas eu certamente o farei! E com prazer!

(Elizabeth Oliveira – mãe coruja do andarilho  LG)

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Primeiros passos: passo a passo!


Acho que ele puxou a mim, pois, segundo mamãe, comecei a andar um pouco depois da minha festinha de um ano. Aliás, acho que muitas crianças fazem isso. Parece que o primeiro aninho serve como inspiração para se libertarem... Freud de repente até explicaria! Ou não.

Na festinha de um ano ele ainda não andava, não sozinho, mas lá ia ele todo durinho, metido e apressado se alguém lhe desse a mão e, por conta disso, teve um monte de "participação especial" de várias mãos nas fotos, especialmente, claro, da minha! Ahhhh, e dos meus joelhos também! (risos) 

Parecia implicância ou provocação dele, pois, uns quinze dias depois, no máximo, ele começou a andar, de fato. E foi um período muito legal, divertido e tenso também! Ele segurava nas paredes e nos sofás e soltava as mãos... rindo... corajoso... e dava umas duas ou três passadas, no máximo.

Lembro-me de que um dia estávamos numa festinha na casa da minha amiga Lucimara Secco e ele deu uma, duas, três, quatro, cinco, seis, umas sete passadas, tudo isso porque queria ir brincar com as crianças maiores e nem eu, nem o pai, nem a vovó Marisa queríamos levantar para levá-lo até lá! Nada como um estímulo a mais... Comemoramos! E lá foi ele, pela mão, brincar conforme tanto queria!

Gozado era ele dar as passadas no quintal, na calçada, e toda hora caía. Se levantava. Limpava as mãos, com arzinho de nojo, e recomeçava, a não ser quando via uma pedrinha ou um galhinho ou um manga-filhote perdida no chão, aí isso acabava desviando a sua atenção mesmo).

Como sempre fui meio avessa a andadores, por achar que, além de arquearem as pernas (como aconteceu com os meus canicinhos!), também tornam as crianças mais preguiçosas, não comprei, mas como minha amiga Mariana me emprestou, o colocava uma hora por dia. Na minha visão, isso não ajudou nem atrapalhou. Foi só uma forma diferente de ele firmar as suas passadas e se preparar para as suas futuras andanças... Emocionante mesmo foi vê-lo conquistar coragem, um pouquinho a cada dia, e começar a sua caminhada, literalmente (fora, claro, o medo de ele cair com força e se machucar, se ralar... coisas de mãe preocupada e zelosa).

Saía pelo quintal afora, se esbaldando, descobrindo um novo caminho sem precisar do auxílio de ninguém! E logo depois já estava abusando e correndo... ralando os joelhos... ficando com galos e manchas roxas... e haja gelinho e Merthiolate! E haja susto e coração! Afe! 


Como os primeiros passos são marcantes! Acho que muito mais pra gente que é mãe do que para eles, por conta de toda a simbologia que eles trazem! Ali começa uma longa caminhada... e eu espero que Deus me permita estar presente na vida dele para acompanhar vários outros passos... tantos... sempre corajosamente... e que ele caia muito pouco! Amém! 

(Andreia Dequinha - mãe do caminhante Miguel)

sábado, 17 de setembro de 2016

Ídolos e heróis legítimos



O contato com o mundo da fantasia começa bem cedo quando os pequenos são colocados diante de uma colorida e animada telinha e assistem às mais diversas  histórias movidas por seus múltiplos personagens. Os poderes que cada um deles possui, revelam-se nos momentos das batalhas, dos desafios, dos salvamentos. Os olhinhos atentos acompanham as cenas e torcem para que a vitória esteja do lado daquele que demonstrou possuir habilidades especiais que sobressaem aos demais.

Embora os episódios sejam inéditos, os enredos se repetem porque, na verdade, não existe uma intenção de desmitificar ou de destruir a figura de um herói. Esses personagens com sua eterna busca da superação, além de alimentar e  de motivar a imaginação das pessoas, vão além do entretenimento: o fascínio pela atuação dos super heróis contribuem para a  formação da personalidade da criança; ajudam na compreensão do mundo, apresentam  valores morais estabelecendo a distinção entre o bem e o mal, estimulam o senso crítico, ensinam responsabilidades, mostram as prováveis consequências para atitudes inadequadas e, quem sabe,  podem até revelar as iminentes façanhas dos nossos super-filhos-heróis.

Enquanto eles se espelham nos atos heroicos do mundo ficcional, traçam enredos reais em nosso cotidiano, revelando suas capacidades criativas e físicas diante de outra tela denominada olhos maternos: a minha princesa, por exemplo, não é a Mulher Maravilha, mas possui coragem de sobra para enfrentar desafios, é poderosa com as palavras no sentido da exatidão e da persuasão, discernimento e inteligência guiam suas decisões,  e um ingrediente extra a torna ainda mais especial: uma  sensibilidade aguçada conhecida como sexto sentido completa seu perfil heroico.  

Meu príncipe também não é o Homem-aranha, mas sobe em paredes, muros, árvores e telhados rapidinho; não é o Batman, mas cria estratégias perfeitas para driblar os adversários; não é o Super-homem, mas já voou de cima do guarda-roupa para a cama; não é o Hulk, mas aos 7 anos conseguiu quebrar uma cama de madeira maciça; não é o Flash, mas soube ser ligeiro quando perseguido pelo trote escolar; não é o Capitão América, mas haja reflexo (ou sorte) para escapar dos tombos do fogão e sair debaixo sem um arranhão ou fraturas; não é o Thor, mas sua mãozinha pesada era como um martelo que reduzia a cacos alguns vidros e o box de banheiro, além dos brinquedos, móveis, louças; não é o Homem Invisível, mas conseguia escapar aos olhos da mãe, pai, avós e tia em lugares públicos, não é o He-man, mas sua infinita força se expressa na coragem,  determinação e compromisso com os objetivos, além da dedicação e do amor incondicional pelas pessoas que compõem o seu coração.  

Filhos, nossos legítimos ídolos e/ou heróis.  Por eles qualquer sacrifício é aceito, sem hesitação, como um desafio pertinente.  Por eles valem as noites sem dormir, as olheiras, as dores passadas, o cansaço, as lágrimas, a correria, os nervosismos, as preocupações,  porque sabemos que eles são, literalmente, o motivo da nossa alegria, o ingrediente que dá sentido ao amanhecer, o brilho do nosso olhar, o pretexto para o sorriso, nossos melhores troféus, as maiores vitórias, a  incrível continuação do nosso ser...

(Zizi Cassemiro – Mãe dos super-heróis: Danilo e Patrícia; avós dos Heróis-mirim: Gabriel e Johnny)