terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Mais uma de tantas!


Filhotinho querido da mamis, 

Nem sei por onde começar... Às vezes acho que perdi o jeito por já não lhe escrever todo mês, como quando você nasceu. Isso virou um vício para mim durante um bom tempo, lembra? Claro que não, né? Mas um dia terá a chance de ler todas elas e fora os tantos textos acolhidos e reunidos neste blog, cuja maior inspiração, para mim, claro, é você! Aliás, verdade seja dita, você é a minha inspiração de vida, em tudo, já que tudo o que faço é pensando em você ou para você! 

Apesar de você ser apenas um rapazinho de 7 anos, já passamos por muitas fases... algumas muito alegres, mas outras nem tanto. E se eu consegui passar, até hoje, por elas, certamente foi por sua causa, por ter você sempre ao meu lado, me apoiando até mesmo quando eu erro. 

Uma nova fase desponta: você querendo me proteger, tomando as minhas dores, saindo em minha defesa nas tantas discussões com sua vó. E isso me dá, confesso, mais medo e preocupação do que alegria e orgulho, porque não queria nunca que você conhecesse (e entendesse!) esse outro lado de alguém que você tanto ama  e nem que se sentisse tendo que optar por um dos dois lados, quando o ideal seria ver ambas do mesmo lado, sempre. Não queria que você conhecesse também esse outro lado que eu também tenho, capaz de revidar com ofensas, deboche, desprezo... Não queria nunca que aprendesse nada disso, assim como não fala palavrão, embora eu tanto fale. 

A vida nem sempre é bela e alegre, meu filho, e muito menos coerente... Teremos também alguns conflitos e alguns embates, inevitáveis são eles nesse caminho que liga mãe e filho, mas saiba que eu JAMAIS vou me arrepender de ter tido você, porque você é bênção, sempre! É um presente de Papai do Céu para mim, para me servir de bússola e para que eu tente ser melhor do que sou, em todos os sentidos, desde que me levanto até quando me deito. Posso falhar inúmeras vezes (e como falho!), mas saiba que eu sempre busco esse aprimoramento como ser humano, só para que um dia você de mim possa se orgulhar e a ponto de não querer ter outra mãe, nenhuma mãe diferente da que eu consigo ser! 

Obrigada por você existir e por ser meu anjo, o meu sol e também esse meu potinho de ouro no final do arco-íris! Enfim, você é TUDO pra mim... e mais um pouco! 

Com amor, Mamãe Andreia

(Andreia Dequinha - a mãe que ama escrever cartas, especialmente para o Miguelito)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Algumas linhas para o meu LG


Filho amado,

Eis que escrevo para você, uma pessoa tão linda, cheias de mistérios a serem desvendados a cada instante, e saiba que eu, sua mãe, sou a pessoa mais feliz deste mundo por ter você! Sua luz ilumina meus dias e seus sorrisos alegram minha vida!

Desejo-lhe todas as sortes de bênçãos desse mundo e que você possa ser compreendido e aceito pelas pessoas, que você tenha um bom coração, que cresça e se torne um bom homem.

O que dizer a você, meu pequeno em tamanho, mas gigante em aprendizado, pois até o seu silêncio nos ensina!? Menino do olhar forte, tinhoso e por vezes amoroso, espero que não deixe ninguém mudar sua personalidade forte, essa aparente ausência de medo (que você a use para o bem).

Você, meu filho, veio de uma gestação inesperada, mas quando soube que você estava aqui passei a ver que meu sonho de adolescência estava ali se concretizando! Você foi muito amado em meu ventre, muito desejado, não sai de minha cabeça seu cheiro doce assim que nasceu...

Você é muito amado,  rodeado de mimos, de paparicos... Para quem perdeu seus avós (maternos) você foi recompensando com várias avós, tios... enfim, pessoas que o amam, e que você possa dar valor a todos, pois cada um fez (e faz) um grande esforço por você.

Menino do sorriso fácil e que a todos cativa, sua missão nesse plano é semear o amor, levar a sabedoria, a compreensão e a felicidade para todos que se aproximam de você. A mamãe tem muito orgulho de você, que, mesmo ainda tão pequeno, é forte ao me ajudar, ao cuidar de mim, ainda que sendo em suas brincadeiras.

Voce sempre estará em meu pensamento e em meu coração! Meu colo jamais será pequeno para as suas angústias, seus choros ou até mesmo quando você quiser proteção...

Eu o amo, meu menino, e sei que vai crescer, a ordem natural das coisas será a nossa separação, inevitável (o ciclo da vida irá se cumprir), mas uma certeza você terá: tive uma mãe que, entre erros e acertos, muito me amou, como nunca amou alguém, pois só você, meu filho, me trouxe vida e esperança onde não mais existiam.

Eu agradeço a sua existência, a permissão divina de ser sua mãe, pois é um privilégio grande demais cuidar de você... Obrigada! 

(Elizabeth Oliveira - mãe apaixonada do Luis Gustavo)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

E nada se perdeu!!!

Guardei tudo o que foi do Mateus, pensando numa segunda gravidez, inclusive os meus vestidos de grávida. Aproveitei todos!. Essa é uma das vantagens de ter filhos bem próximos um do outro.

Quando o Elias nasceu, o Mateus estava com dois anos e dois meses. Tudo que guardei do enxoval estava tudo bem conservado, por isso, foi uma bela economia. O Elias usou os "restos' sem problema. (risos)

Nada se perdeu! Usou o mesmo carrinho, as roupas de cama, toalhas, roupas, calçados, enfim, não comprei nada, o que ele usou de "novo" foi o que ganhou no chá de bebê!

A grande vantagem nisso tudo, foi ter, só filhos homens, sempre achei muito mais econômico do que se fossem meninas, nada contra as menininhas, elas são todas umas lindas! Mas para mim, foi muito mais prático, porque as roupas nunca se perderam, à medida que foram crescendo, as roupas do Mateus  foram passando para o Elias, e isso era muito booooom!!!  E muito vantajoso para o meu "bolso".

Mas isso, só durou até um certo tempo, porque agora, ninguém passa mais nada, porque nada mais se perde! Os dois vestem e calçam o mesmo número. Passei algumas roupas para os meus sobrinhos, mas agora não dá mais, porque todo mundo cresceu, e os quatro estão mais ou menos com a mesma estatura, aproximadamente 1.80 cm cada um. Quanto aos calçados, os meus filhos chegaram ao 43/44, mas os meus sobrinhos, um pouco menos.

O passa e repassa acabou, mas nada se perde, usam até ficar tudo bem velhinho! Quando um gosta da camiseta do outro, eles trocam entre si, afinal, estão bem crescidinhos! ...  E nada mais se perde!!!

                                                                                                    (Maria José, mãe de Mateus e Elias)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Até que não perde tanta...!!!


Vejo muitas mães reclamarem de que os filhos perdem muitas roupas e tal, mas eu, particularmente, penso que o Miguel perde até bem poucas, a ponto de eu dar algumas não porque não dão mais nele, mas porque eu até enjoei delas! A grande maioria sempre dou em ótimo estado, sem manchas, sem nem desbotar, até porque estou sempre comprando e aí dá pra gente variar bastante, não precisamos surrar tanto! Quem acaba ficando com pouca roupa, quase pelada, sou eu, já que ele é sempre a minha prioridade! (risos) 

Costumo comprar roupas um pouco maiores e assim ele acaba usando mais! O mesmo vale para sapatos, que reparei que ele estaciona por quase dois anos em um número (perca a sua vez), e depois avança duas casas, que nem um jogo! (risos) Aí, como sou boa observadora, vou abastecendo na época certa e tem funcionado (pelo menos até agora). Bermudas, shorts e calças ele quase não perde, pois a cintura é sempre a mesma -- de etíope --  como eu era quando tinha a idade dele. Perde só por conta da altura mesmo... Como nunca gostou de cintos, só compro aquelas que têm aquele elástico e aí dá pra gente estar sempre regulando...  As camisas continuam entrando nele, mas ficam baby-look, com a barriga (invisível) à mostra! (risos)

Infelizmente não temos a sorte que alguns têm de ganhar roupas dos outros, já que não há quase menino na nossa família e as pessoas mais chegadas são meninas, então a gente vai só fazendo o caminho inverso, doando para um monte de gente... e até que roupa ele não liga, não tem muito apego, ao contrário dos livros e dos brinquedos! Um horror para dar! Tenho sempre que fazer isso escondido, aproveitando quando ele está na escola! (risos) Nunca tive grilo com relação a isso... nunca pensei em vender nada, apesar da crise e disso estar na moda, principalmente entre os mais ricos! (risos) 

Só fico meio revoltada quando a pessoa diz que quer roupas e afins e NUNCA vejo usar nada... parece até que passa adiante ou pior ainda: lucra em cima das doações, vendendo. Quando observo que esse tipo de coisa acontece, nunca mais dou nada! Quando vejo usar, fico feliz e abasteço a pessoa, com prazer! E assim tem sido! 

(Andreia Dequinha - mãe do Miguelito)

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Doar para receber...

Vou te contar um segredo... Ohhhh coisa louca é criança perdendo roupa, gente do céu!!

Desligada como sou, quando menos espero estou vendo o menino sem roupa alguma! Claro ele tem as doações dos primos mais velhos, mas que estão bem mais adiantados, e aí ele acaba usando algumas coisas assim mesmo! (risos)

Esses dias, eu sempre focada nas coisinhas dele da creche, ter que ir com shorts e camisetas para voltar, me descuidei e quando fomos convidados para um aniversário vi que o pequeno tinha pouca ou quase nada de roupa fresca para ir à festa. Beleza! Arrumei igual a um rapaz lindinho (me deixa que eu sou coruja mesmo!), só que semanas depois ele foi chamado para outra festinha... Ele não é menina, mas repetir modelito em festa da mesma família não rola.... (risos) Então lá vou eu correndo pelo centro favelístico da comunidade carente procurar algo fresquinho para o pequeno calorento!

Pronto! Mãe surtada! Como eles perdem roupa! Mas o Gustavo é engraçado... Ele está crescendo, mas as perdas são estranhas, elas não ficaram apertadas, ficaram largas (graças a Deus o pequeno é magrelo). Acho que vou deixar como ele gosta: nu... meu índio predileto!!

O bom nisso tudo é pegar as coisinhas dele que não servem mais e doar para alguém, pois fomos felizes com os modelitos e, quem sabe, outros também poderão ser!


(Elizabeth Oliveira - mãe do calorento e sapeca  LG) 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Manias...


Às vezes (quase 24 horas) me pego olhando para o meu pequeno e observando as suas já manias, às vezes tento puxar pela minha memória, mas eu acho que não tive tantas assim! 

Tentei seguir à risca tudo o que disseram os pediatras: não dê chupeta, deixe só no peito, evite a mamadeira... mas como? A criança não conseguia mamar direito (acho porque minhas peitolas sufocavam o bichinho!), e, mesmo com todo malabarismo feito para amamentar, mil pessoas puxando os meus peitos para o menino não sufocar! Então tive que recorrer à mamadeira, que eu fazia bem morninha, mas me queimava toda durante a madrugada...

Então veio também a chupeta para tentar fazê-lo se acalmar... Pronto! Essa porcaria eu não consigo arrancar da boca da criança e mais uma vez um especialista em filhos dos outros diz: -- Tira a chupeta, se não ele não fala (fono)! Saco! Ela que venha aqui experimentar tirar e ainda sobreviver aos gritos! Eu não sofri disso, então vem tirar pra ver, hunft! Ia ter que levar a minha mão, pois eu fui adepta ao famoso dedo... que delícia!!! Não precisava ficar preocupada se ia faltar ou se não ia achar na farmácia... Claro que mamãe apelou pra tudo quanto foi pimenta e afins... não adiantou muito... mas o dedo está aqui, mais fino, mas está! (risos)

Depois de um tempo, uma infeliz apresentou o tal do paninho... Pôxa, não poderia deixar o menino sem isso! Menos mal é que ele me permite trocar todos os dias por um limpinho, assim não corro o risco do pano sujo, pelo menos para dormir, porque, de resto, esse pano limpa a poeira da casa (detalhe: é uma fralda enooooorme!) e já me causou sérios problemas, pois minha prima "boca de fogo" disse que ele poderia ser enforcado na creche... Afff, moro em comunidade, será que os pequenos já vêm com essa malícia?! Por vias das dúvidas, os paninhos da creche, que teimam em sumir, são pequenos, somente para ele ter o cheirinho, mas eu, particularmente, não gosto, acho feio, mas preciso respeitar o tempo dele para largar...

Mamadeira o rapaz só toma de manhã e às vezes para dormir, e é super envergonhado... se tiver alguém diferente ele pode estar verde de fome que não mama de maneira nenhuma. Figuraça! E aplausos para a mamadeira quando ela chega... Claro que vai encher o bucho...!! (risos)

Mas a pior mania de todas desse pequeno é esperar eu virar as costas para ele e vir se aninhar atrás, entre a curva do meu pandeiro e o pescoço! Pronto! Pense no menino para gostar de correr perigo desde pequeno... É ele! kkkkkkkkkkkkkk

(Elizabeth Oliveira - mãe do pequeno LG, cheio de manias)

domingo, 8 de janeiro de 2017

Chupetas, mamadeiras, paninhos e afins...


Eu me recordo de ter chupado chupeta até uns cinco anos, e esse cálculo foi possível porque eu me lembro de vir da escola correndo para enfiá-la na boca! Saudades dela, mas mamãe não me deixava levar, e acho que eu também tinha vergonha! O mesmo valia para mamadeira, que também tomei até tarde. De paninho eu já nunca gostei, que eu me lembre! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Lembranças à parte, cá pra nós, acho uma graça ver criança chupando chupeta! Não as com mais de quatro anos, porque aí, sinceramente, já acho velhas demais para isso, mas os bebês... aaaahhhhh, acho uns fofos chupetando! Só que Miguel, claro, rebelde, não colaborou comigo nesse sentido e não quis, de jeito nenhum, pegar chupeta, salvo por uns minutinhos, o suficiente para eu tirar uma ou duas fotos, só para eu não ficar frustrada de vez! E justo eu, que comprei um monte delas! (risos)

Ele também não aderiu ao famoso chupar dedo... graças a Deus... mas também não aderiu, salvo os primeiros meses, quando eu não tinha leite suficiente, a mamadeiras nem a chucas (experimentou todos os bicos possíveis!)... e sim ao canudo, que, aliás, gosta de usar até hoje! Era uma comédia aquela criatura miúda e tão novinha sugar o canudo... todo mundo parava pra ver e comentava... 

Outra coisa que eu achava uma graça e eu não tive foi a questão do paninho! Achava um barato ver a criança eleger um paninho como preferido e ele se tornar o seu amigo inseparável... indo junto a todos os lugares, pra baixo e pra cima com ele... a ponto até de ficar encardido! (risos)  Miguel, por sua vez, inovou e só dorme, até hoje, com seu travesseiro, com uma fronha já velhinha do seu time (Nense), e que não gosta nem que se lave! Chega a reclamar quando ela está clarinha... Um porquinho! E cada doido com a sua mania... (risos)

(Andreia Dequinha - mãe do inovador e sem manual Miguelito)