sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Uma mãe, nem um pouco travessa!

De todos os perfis, das mães que eu conheço, há aquelas mais brincalhonas, outras mais sérias, tem as mais pacientes, as mais estressadinhas, e as mal humoradas por natureza; essas nunca deveriam  ter tido filhos, mas entre todos esses perfis, há uma espécie travessa, aventureira, só que não é o meu caso, antes fosse, assim eu teria muita história para contar. (risos)

Eu me encaixo em um perfil mais sério, e diante de determinadas situações, sou aquela mãe dramática. Talvez por isso, não me lembro de nenhuma travessura que mereça destaque. Com certeza é porque não fui de fato uma mãe travessa.

As poucas vezes em que me aventurei com eles, morávamos na chácara. Foram alguns momentos de bate bola, beeeem divertidos, e na meninice deles, fazíamos a famosa expressão: "Dançando na chuva", pois tomávamos muito banho de chuva. Aproveitávamos a chuva para correr e pular a vontade. Outra coisa que gostávamos muito de fazer juntos, era subir em árvores! Eu sempre gostei de subir em árvores desde a minha meninice! Como era bom!!  Tempos inesquecíveis!

 Outras vezes, quando íamos à piscina, represas ou cachoeiras eu era o trampolim deles, pois subiam no meu ombro, seguravam nas minhas mãos, ficavam de pé e pulavam.  Eles faziam um rodízio, até eu não aguentar mais. Era muito divertido!

Mas entre tudo isso, a maior aventura da minha vida com eles, foi no dia que resolvi ir ao parque de diversões. Fui numa tal de cadeira maluca, e quase fiquei maluca de tanto vomitar. Passei uns quatro dias para me livrar das voltas que o mundo deu ao meu redor. Inesquecível! Só mãe mesmo para se prestar a um papel desses! (risos)

Tudo em nome do amor de mãe! Pois por outro motivo, não faria a metade disso. Mas toda mãe tem que ser um pouquinho de cada coisa, para que haja uma harmonia, uma cumplicidade! Afinal, eles são a maior alegria das nossas vidas! Os filhos são herança do Senhor, e é só por eles, que viramos criança outra vez, nem que seja só por um instante!!

                                                                     (Maria José, mãe dos eternos brincalhões, Mateus e Elias)

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Que mamãe travessa, meu Deus!!!

Não me lembro de nenhuma travessura que, de fato, mereça menção! Mas é claro que já tive meus momentos mais levados ao lado do meu filhote, e sempre torcendo para que ele não quisesse me imitar! 

Lembro-me de uma vez que saímos de um baile chato de Carnaval no Tamoyo e fomos dar uma passada pelo Malibu para ver o movimento dos blocos... Paramos na pracinha... lanchamos... ouvimos umas marchinhas que estavam tocando... e meus pés estavam acabando comigo e eu precisava sentar um pouco, pra aguentar vir para casa! Não tinha um banco livre! Então o jeito foi sentar na grama e... De repente me deu a maior vontade de sair rolando nela... e assim eu fiz! (o fato de já estar em formato de bola é óbvio que facilitou! kkkkkkkkkkkkkkkkkk). Minha amiga e o filho dela se acabaram de rir, e Miguel mais ainda, repetindo a todo instante como a mãe dele era louca! Até hoje, vira e mexe, ele se lembra disso, ri, me zoa... 

Há, ainda, uma outra vez em que eu simplesmente cheguei da escola, à noite, maior calor, peneirava, e eu tirei a minha roupa e, de calcinha, pulei na piscina! Ele ficou doido, ria, dizia que eu era doida, mas... arrancou as roupas também e lá foi ele pra piscina, só de cueca! E a chuva apertando... Neste dia eu senti que ele percebeu que não se precisa, necessariamente, de convenções do tipo "para ir à piscina tem que estar cedo e com sol" ou "pra ir à praia ou à piscina tem que ter sunga e biquíni". Tudo é relativo e é a nossa vontade (só ela) que deve contar! 

Acabei me lembrando também do dia em que fui correndo tentar separar uma briga do meu cachorro com uma gata que entrou aqui em casa... Entre gritos e sangue, quase consegui salvar a gata, mas também quase perdi a minha mão. Travessura que eu falo para ele jamais fazer, mas que, no fundo, como puxou a mim e por adorar bicho, sei que se for preciso ele vai fazer também, apesar de ser beeeem mais medroso do que eu! (risos)

Minha travessura também permite que ele veja uns filmes de terror comigo, desde bebê, e é ele que me protege! É ela que permite também que a gente vá tomar sorvete mesmo quando a garganta está inflamada, porque pelo menos assim o coração não adoece! Graças a ela que a gente cisma de preparar pastel e ele morre de rir porque eu praticamente arremesso de longe, por puro medo de me queimar (sou assumidamente um desastre na cozinha!). Abro lata de leite condensado para a gente comer quando estamos vendo filme... fazemos brigadeiro... pipoca... inventamos cabaninha feita de lençol para fingir que estamos na mata, acampando... 

Gosto de implicar com ele e saímos correndo pela casa... imitando monstros... derrubando o que vemos pela frente... às vezes também fazemos isso no quintal com os cachorros... Jogo bola na pracinha cheia... brinco de pique... corro que nem uma doida... volto a ser criança... mesmo com o olhar de reprovação de alguns pais, para o qual, sinceramente, eu cago e ando! 

De tudo isso, o mais legal é que o Miguel fica um pouco tímido no começo, mas logo depois passa, não noto nenhuma vergonha nele de eu ser meio louca e de fazer o que me dá vontade, doa em quem doer. Bom saber que, mesmo assim, surtada e meio excêntrica, ele me ama e me aceita como sou! O resto é resto...

(Andreia Dequinha - mamãe maluquinha do príncipe Miguel) 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Doces ou travessuras

Ahhhh, como gostaria de ser mais travessa, tipo aquela mãe que só faz peraltices!!!

Mas vamos nós, né, minhas travessuras se resumem às guloseimas, às piadas loucas e à bobeira que ainda se torna constante (acho que eu não cresci, credo, pois ainda falo besteiras e fico rindo delas!).

Eu e meu pequeno temos nossos instantes de loucura descabida, de baderna meio organizada, zoamos o plantão. Gostamos de brincar tirando fotos, fazendo "selfies" loucos, gostamos de contar histórias debaixo do edredom e só com a luz do celular ligada, nossas farras no banho pintando as paredes, sentados no chão (o problema sou só eu, que levo séculos para levantar toda essa banha!).

O Gustavo, por ser bastante alegre, mais do que o normal, se diverte com qualquer besteira que eu faça, então esses dias inventamos uma bateria com suas ex-latas de leite e... deu certo! Eram batidas nas latas, piano tocando, apito, palmas e, ao final, claro, o leke de circo bate palma e levanta os braços, agradecendo aos aplausos e à nossa platéia imaginária! (risos)

Bom mesmo é fazer bolo com ele... Pronto! É a cozinha de perna pro ar! Ele logo quer uma vasilha e uma colher para fazer igual, só que os ingredientes dele são os mais loucos possíveis: o último foi Bombril e pregador, e o cara quer colocar isso tudo dentro do forno... Será que ele já viu o Didi, dos Trapalhões, fazendo bolo?!? (risos).

Acho que faz parte da vida de mãe fazer besteiras, brincar sem medida, já que os pais têm pouco tempo (ou não querem dispor dele para os filhos), então só nos resta sermos as super heroínas das suas histórias, com corredores imaginários e com aqueles amigos loucos que aprontam tudo e fazem o errado virar certo.

Jogamos bola sem a mãe (que sou eu perturbar), afinal, se der BO eu estava junto, né?!? Está garantido, pois tenho os dois pés esquerdos e ruins de mira, então a bola vai no teto, mas não acerta o gol feito de chinelos! Já ensinando a ele as manhas da rua... (risos)

Soltamos pipa (só que feita de saco de mercado e no murinho da varanda)... Uai, não conta? Por que não?!? Ele se acaba!!! Depois sentamos e ficamos mexendo com as pessoas da rua, claro que às vezes jogamos umas bolinhas de papel nelas, mas ainda não o ensinei a cuspir (será que devo?!? rs rs rs).

Hoje vejo que Deus acertou no sexo do meu filho, porque sempre fui uma "menina-macho" (como papai falava) e só fazia traquinagem quando pequena... Agora me amarro em passar tudo isso para ele! 

Mesmo manca dos quartos (tipo cão com cinomose), lá vou eu com minha cria, pela casa! Ainda não saímos (pra piorar, ainda adquiri a chamada "Síndrome do Pânico"), mas sobrevivemos, por enquanto, a esse mundo louco e já estamos quebrando as barreiras, pois ele segura forte, bem forte a minha mão e me conduz pela rua. Meu pequeno homenzinho levado...


(Elizabeth Oliveira – mãe moleca do também moleque LG)

domingo, 4 de dezembro de 2016

Nunca, dois iguais, foram tão diferentes!

Que lindo é saber que cada um de nós foi feito à imagem e semelhança de Deus! Que encantador é saber que cada ser em particular é um indivíduo com suas características próprias e que privilégio as mães possuem por aprenderem desde cedo, a lidar com toda essa diversidade! Cada filho possui o seu jeito especial de ser, a sua característica  marcante!

Os meus filhos sempre foram muito parecidos em algumas coisas, e diferentes entre outras. Eu costumo dizer, que um é mais doce, e que o outro chupou limão na maternidade. Porém, os dois têm algumas características em comum. Sempre foram obedientes na mesma medida, sempre foram nota dez em comportamento, até mesmo na infância, nos tempos da escola, nunca me deram trabalho. Só recebi elogios a respeito deles, por isso sempre os considerei diferentes de muitas crianças e adolescentes da idade deles. E o melhor disso tudo, foi ouvir de algumas pessoas: "Esses meninos têm excesso de educação". Muito orgulho deles, por isso!

O Mateus sempre foi diferente do Elias, e de muitas outras crianças, por não apreciar as gostosuras que adoçam a nossa vida, e ainda hoje é assim.  Ele sempre dispensou quase todos os doces do universo. Coisas que toda criança gosta. Eu sempre achei muito prazeroso lamber a restinho do leite condensado, lamber a vasilha do bolo que acabei de colocar na forma, mas  ele nunca fez isso. Também  nunca quis provar o sabor de um doce de leite, de mamão, de coco, de abóbora, entre outros, com exceção de chocolate, pois este, não dispensa de jeito nenhum! Também nunca experimentou  pudim, cural, canjica, tapioca, água de coco e qualquer coisa que contem coco. Eu sempre digo que ele vai morrer sem  provar as gostosuras do universo! (risos). 

Os dois, são meninos bons, cordiais, cumprimentam as pessoas, dão atenção aos idosos, se preocupam em saber se o outro já comeu, são humildes e verdadeiros, porém o Elias se destaca mais,  por ser mais amável comigo, mais doce, mais humilde, me ouve com mais atenção e está sempre bem humorado. Também se destaca,  por sempre tentar se colocar no lugar do outro. Ele se preocupa com a dor dos outros. Há poucos dias, ele se mostrou bastante preocupado com o Mateus, porque os dois estão fazendo uma disciplina da faculdade juntos. (O Mateus já reprovou por  quatro vezes, por não ter  facilidade com cálculo). Quando chegou o dia da prova, o Elias comentou comigo que estava com medo de tirar mais nota do que o Mateus, e ele ficar chateado. Não deu outra, foi exatamente isso  que aconteceu. Mateus tirou três e ele dez. Só que no final, ele acabou tirando onda com o Mateus. Contradição né!?! (risos)

Mas mesmo com as adversidades da vida, é muito gratificante conviver com as características de nossos filhos! Conhecer profundamente cada um deles, saber muitas vezes o que podemos dizer para um, e dizer a mesma coisa, de maneira diferente para o outro, é no mínimo um ato de heroísmo! E saber lidar com tudo isso, é nosso maior conforto! Mas não conseguiríamos todas essas preciosidades se Deus não estivesse dirigindo a nossa vida!
                                                    
                                                                 (Maria José, mãe dos tão iguais e tão diferentes, Mateus e Elias)

sábado, 3 de dezembro de 2016

Preciosidades singulares


Lindos. Inteligentes. Espertos. Perfeitos!  Diante de um olhar materno, a descrição dos  filhos não foge muito desse paradigma, visto que cada um deles é singular dotado de características distintas que o torna tão especial e inconfundível. Não há dúvida de que o amor de mãe é intenso, infinito e desprovido de juízos de valor.

Assim, nutrida de propriedade criadora, ela preenche sua tela com os inigualáveis tons da emoção  e,  com traços subjetivos e abstratos, cautelosamente, delineia a prole e expõe ao mundo a primorosa obra, coerente ao compromisso e dedicação que assumiu ao dizer  sim à maternidade.

Por isso, seria injusto categorizar os relatos maternos. Todos eles representam capítulos de uma existência com relevância voltada mais para o prazer do que mera obrigação. Tais enredos orais e escritos espalham-se pelo mundo real e virtual. São depoimentos legítimos, portanto dignos de respeito,  que exemplificam situações diversas vivenciadas pelas mamães com suas respectivas progênies: esses inspiradores e imensuráveis tesouros.

 Basta uma busca pelos contornos da memória e “zap”, lá está mais um fato cujo perfil permite ao expectador possíveis reações que vão dos aplausos às vaias: emocionante: ”Ohhhh!”;  divertida: Lol!!;  intrigante: “Por quê?”;  curiosa: “Como assim?”; assustadora: “Nossa!!”;  duvidosa: “Será?”;  indiferente: “tsc-tsc-tsc”;  satírica: “Bah” ou “Argh”, etc.  

Para  ilustrar, vamos aos exemplos. O que dizer sobre um bebê que segurou a tesoura médica na hora do parto? Parece absurdo, mas é fato. Danilo nasceu de parto normal (portanto eu estava bem lúcida) e quando saiu daquele casulo aquecido que o manteve por nove meses, foi colocado em uma mesinha ao lado enquanto eu também era atendida para os procedimentos convencionais do pós-parto. Olhei, então,  para aquele serzinho inquieto e vi que ele segurava em uma das mãozinhas uma tesoura médica, provavelmente a mesma que fora utilizada para cortar seu cordão umbilical. O medo que ele se ferisse com aquela ferramenta  acionou o meu instinto materno e soltei um grito imediato: “O bebê está com a tesoura na mão!”. Os médicos nem tinham percebido e, rapidamente, retiraram o instrumento do pequenino traquina.

 Naquele momento já deduzi que aquele menininho iria “pintar o sete” na minha tela. Os dias e anos que sucederam, confirmaram minhas meras suposições: movido pela inquietude,  esperteza, inteligência,  curiosidade e travessura, Danilo praticou arte de A à Z,   cujos detalhes estão descritos em mais de cinquenta textos já elaborados para o “Maternaidade” e que o evidencia como único no seu estilo, pois passou pela infância e adolescência deixando todos “de cabelo em pé”  e encarou o mundo adulto com uma postura inversa: sério (até demais!) e altamente comprometido com suas obrigações profissionais e sociais. (Ufa!!)

Ela, também faz valer ouro a própria existência. Minha Pequena Notável, a Princesa da casa, a Grande Miúda e tantas outras denominações carinhosas atribuídas à Patrícia não são apenas alcunhas oriundas de um coração materno e sim uma forma de gratidão pelo que ela representa em nossa vida.

Em alguns aspectos, Patrícia traçou um caminho oposto ao do irmão. Sua pequena estatura e frágeis proporções físicas disfarçavam a sua coragem e força, escondida nas atitudes e nas palavras. Uma criança  com visão madura da realidade, que já sabia se defender dos parasitas,  utilizando palavras exatas que derrubavam argumentos mal fundamentados. Ficava de olho em tudo e em todos. Alvos do seu sermão: qualquer um! Não escapou nem o irmão, nem o pai, nem o avô (Por motivos justos, lógico!). Preferia conversar e aprender com pessoas idosas, embora tivesse amigos da mesma idade. Em suma, uma adulta no corpo de uma criança.  Pode parecer exagero, mas minha filha NUNCA me deu trabalho em questões de atos inconsequentes  ou  aventuras da idade. Sua característica marcante que me deixou em maus lençóis algumas vezes foi o excesso de franqueza nas palavras proferidas a outrem. Particularidade que se mantém até hoje, embora mais ponderada. Não conheço pessoa mais verdadeira que ela,  ensinou-me, dentre outras coisas, a dizer “NÃO”.

Ele era altamente brincalhão e levado;  ela, séria e madura;  hoje ele se mostra  sério e maduro, totalmente comprometido com as atribuições do mundo adulto;  ela aderiu ao jeito  menina  levada e bem humorada, porém conserva sua maturidade e língua afiada quando a ocasião exige.

Quando achamos que os filhos já povoaram o espaço total do coração e que já vivenciamos todas as emoções possíveis, entra em cena a deliciosa surpresa: os netos. Estes sim completam a obra divina com um colorido diferenciado que somente eles conseguem reproduzir. Antes, como pais: a preocupação em educar e ensinar da melhor maneira; como avós, já “experts” na função,  podem aproveitar melhor o precioso tempo na companhia dessas incríveis bênçãos.

Gabriel, meu neto,  em 2004 veio como uma luz e entrou em minha casa, alterando nossa rotina de forma radical e definitiva. Ele foi capaz de conseguir grandes vitórias, até então, impossíveis para mim. E não precisou pedir, nem implorar NADA. Sua simples presença foi o suficiente. Agradeço a Deus por ele existir e dar sentido aos meus dias. Gabriel, a  dádiva concedida, o companheirinho de todos os momentos e lugares,  o amigo , a alegria, o tudo,  o renascer...

Entretanto, não existe ponto final, as histórias não terminam, dão segmento e nos surpreendem com novos recheios.  Novamente, Deus provou sua grandiosidade e celebrou a esperança com outra vida a caminho:  Johnny.  Um ser abençoado, um milagre que comove  aqueles que conhecem a sua história a qual resumo em poucas palavras: Johnny, com apenas dois meses de gestação, sobreviveu, sem nenhum dano a ele ou a Jackeline (sua mãe), a um grave acidente de carro no qual meu filho sofreu fratura de quatro costelas. A gestação da minha nora caminhou normalmente e no período esperado ele nasceu. É lindo e esperto: possui os traços da mãe e o jeito do pai. Já completou um ano de vida e esbanja graça e beleza nas suas descobertas e nos encanta cada dia mais...

Dessa forma, só me resta concluir que pessoas são singulares, únicas, inconfundíveis. Não dá para compará-las. Todas são preciosas e carregam um diferencial que as tornam muito especiais. Filhos e netos:  que sejam todos bem-vindos:!!  Obrigada, Senhor!!


                                        (Zizi Cassemiro -  mãe do Danilo e da Patrícia; avó do Gabriel e do Johnny)

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Nisso ele é bem diferente das crianças da idade dele!

No auge dos seus 2 anos e 8 meses (já está velho pacas, heim!), vejo meu pequeno bem diferente das crianças da idade dele em várias coisas, que para uns podem ser boas e para outros ruins, mas para mim todas as fases e dificuldades dele são válidas, pois aprendemos juntos.

Às vezes não sei se é porque eu "viajo legal na maionese" e fico esperando que ele também o faça, mas ele é uma criança que não usa muito esse lado criativo, ainda, embora eu o estimule! Agora começo a vê-lo brincando com os bonecos, fazendo sons, etc, quando muitas crianças já fazem isso há tempos. Porém, tem o outro lado: o menino está "fera" no celular, entra e sai dos desenhos e joguinhos dele (amo muito tudo isso. Será que ele vai trocar mensagens comigo?!? (risos)

Vejo que ele não tem muita coordenação nas pernocas para pular, já pensei, na suave loucura de ser mãe, em ter um pula pula só pra ele, mas vamos colocar onde aqui em casa????? Tudo isso só para ele não passar vergonha nas festinhas, mas quem liga para isso?!? (Só eu, né?). Até porque se tiver uma piscina de bolinhas... afe! Ele até dorme dentro, sem nem ligar se está sendo pisoteado...

De tudo isso, o que mais nos angustia é a ausência de fala! As  crianças nessa idade já falam tudo e ele ainda está bem devagar, então sofro e ás vezes acho que ele também, mas meu menino é tão "safo" e alegre que vem tirando isso de letra! Está perdendo a vergonha de falar sua linguagem embolada na frente das pessoas, já está se socializando um pouco mais, porém agora surgiu a fase da vergonha (ai, que lindo): ele não toma mamadeira na frente de estranhos, empurra e ri... Como sempre, ele ri de tudo!!!

Obediência?!? Ahhh, isso não existe para o Gustavo, pois ele não tem medo de nada, e o novo o atrai demais, então quando vejo uma criança andando do lado da mãe acho tão bonitinho... porque ele, se soltar, cooooooorre, porque vai para longe e para alcançar e fazê-lo parar somente se me jogar no chão e sair rolando... (risos) 

Organização é outro fator curioso nessa criança! Ele gosta das coisas dele tudo em seu lugar e sabe exatamente onde está tudo... Noto que é bem diferente de mim! Ainda bem! (risos)

(Elizabeth Oliveira – mãe do pequeno descobridor – LG)

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Nisso ele é beeeeeem diferente!

Mesmo não querendo -- e não devendo -- comparar nossa cria com outras crianças, da mesma idade, tal fato é inevitável. 

Miguel é mais lento com relação à queda dos dentes de leite! Enquanto todos os amiguinhos já estão banguelas e até com os novos dentes nascendo, ele só entregou dois dentinhos à fada do dente! Todo dia a gente fica vendo se já tem algum mole, principalmente aqueles dentões da frente, e n-a-d-a! 

Além disso, noto que ele costuma ser mais sensível que as crianças da sua idade, até mesmo as meninas. Uma vez veio revoltado porque um coleguinha havia jogado no lixo o lápis personalizado, que foi lembrancinha do niver dele. Ele foi lá pegar o lápis, e achou muito feia a atitude do menino. E foi, de fato. Agressão gratuita! Ficou meia hora falando aborrecido, contando cada detalhe... De dar dó! Dia desses, novamente veio da escola todo triste, cabisbaixo, chorando, todo sentido, e quando eu perguntei o que havia acontecido, ele me respondeu que o melhor amigo dele da escola rasgou o desenho que ele tinha feito pra ele, de presente! Me deixou meio sem saber o que fazer... Se já é complicado de a gente lidar com as próprias frustrações, decepções, imagine então ter de lidar com as dos filhos, que doem ainda mais! Ô, como doem!

Apesar desse lado sentimental dele, paradoxalmente, não tem nada de inseguro! Veste a roupa que cismar mesmo correndo o risco de zoarem, dança do jeito que desejar no meio de uma multidão e sem nenhuma sombra de vergonha e muito menos demonstra interesse em saber se está ou não agradando a plateia, assume sua magreza mesmo que o chamem de magrelo, faz o que tem vontade sem nem ligar se vão achá-lo maluco ou patético, como se fantasiar de Mogli, o Menino Lobo, só de cueca e peruca! (risos)

Também já observei que o Miguel é maduro para a idade dele, que aceita bem as coisas, negocia, abdica, cede... Ele não tem quarto, sempre dormiu comigo, desde que nasceu, e nunca dormiu sozinho. Até mesmo quando vai dormir na casa de alguém -- o que é raro -- sempre teve alguém junto. Dia desses precisei viajar para fazer um curso no Rio, dois dias, e ele ficou com a minha mãe, que falou que não queria dormir na minha cama porque sentiria dor nas costas. Preferia dormir na dela, no quarto dela... Para seu espanto, ele respondeu que poderia dormir lá que ele já era HOMEM e poderia dormir sozinho no quarto dele! (risos) 

Independente de ser tão igual em tantas coisas e tão diferente em outras, ele é meu precioso, o meu especial, o meu inigualável, único no mundo, pois me cativa desde que nasceu, antes mesmo de nascer. E que seja sempre assim!  

(Andreia Dequinha - mãe do singular Miguel)