quarta-feira, 29 de março de 2017

Já nem me lembro mais...


Sinceramente, não me recordo mais de quando foi a primeira vez em que o Miguel foi ao cinema, mas provavelmente tem registro, como quase tudo meu, nosso! (o problema é arrumar tempo para vasculhar tantos e tantos arquivos de fotos atrás disso!). Amo fotos e amo esses registros, que servem como tratamento para a minha amnésia! E a tendência é piorar... Sorte que, com o blog, muita coisa ficará viva, eternizada! 

Desde bem pequeno ele foi acostumado a ver filmes, longos, e sempre teve a maior paciência. E não me refiro apenas aos infantis não, mas alguns de adultos, como uns do "Percy Jackson" e "Escorpião rei", enooooormes, ainda mais para crianças! Sempre me acompanhou! Cinéfilo também! Emendamos um filme no outro, amarradões, tal qual eu fazia com o meu pai.

Por essas e outras, nunca apresentou nenhum problema no cinema, e olha que nem sempre precisa ter refri, pipoca, chocolate... essas coisas que seduzem mais a mim do que a ele, sinceramente! (risos) Ele se comporta, vê tudinho, às vezes solta umas risadas e uns comentários, mas nada preocupante ou que incomodasse ninguém! Nunca me pediu nem para ir ao banheiro, porque não queria perder nenhuma parte do filme (e, segundo ele, nem dá para "pausar"). he he he he

Lembro-me bem da primeira vez em que fomos ao cinema assistir a um filme 3D!!! Os óculos mal cabiam na cara delezinho! Foi o maior barato, porque as personagens e os objetos pareciam sair da tela e vir para cima de nós!!! O Miguel ria e se abaixava, tentava pegar o que parecia ser arremessado! Até eu tinha essa impressão, mas, adulto, tenta disfarçar para não pagar mico! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

O filme? Já não tenho certeza se foi o "Meu Malvado Favorito 2", "Os Smurfs 2" ou "Tá chovendo hamburguer 2", mas acredito que tenha sido um desses! E já repararam que eu tenho certeza de que era "algum dois" da vida! Ao menos isso! (risos)

Foram bem poucas as vezes em que eu não o acompanhei, como quando foi com o pai ver "A Era do Gelo - Big Bang" e outra em que foi com a tia Wellen e tia Tamires ver um filme do Bob Esponja (que eu deteeeeeesto!).

Só sei que, da primeira vez para cá, já foram muitos, incontáveis filmes a que assistimos, dentre eles: "Minions", "O bom dinossauro", "Procurando Dory", "Moana", "Pixels", "Alvim e os esquilos - Na estrada" e até "Minha mãe é uma peça 2" (Olha o dois aí de novo! he he he). Por isso que eu nem me incomodo com o fato de o primeirão ter fugido da minha mente, pois o único registro que verdadeiramente importa é o clima de parceria, de cumplicidade e de contentamento por estarmos juntos nesses momentos tão agradáveis! 

(Andreia Dequinha - mãe do cinéfilo Miguelito)

segunda-feira, 27 de março de 2017

Esperando a nossa sessão azul


Por incrível que pareça, o LG ainda não foi ao cinema e eu confesso que sonho com esse dia, mas tenho muito medo de levar o pequeno, por receio mesmo, já que ele não gosta de som alto e sai correndo! Acho que precisamos dar mais tempo e mais atenção às crianças que não se adaptam ao “sistema”! E, afinal de contas, quem disse que o "sistema" é certo?! Hoje olho por outro lado: o "sistema" é o que o Gustavo pode... ele é o que vale... o bem-estar dele que conta... ele que é importante... é o que eu tenho que levar em conta!
Mas juro que sonhei que, com a sua chegada, meu ingresso para os filmes infantis estava garantido e que agora não precisava mais pedir para ir com minhas amigas quando levavam seus filhos ou sobrinhos... Ainda iremos a muitos juntos, tenho absoluta certeza!

Até lá, fico aqui imaginando-o assistindo aos filmes, vendo os personagens enoooormes naquele telão e acho que ele vai gostar, mas estamos nos adaptando aos sons altos aos poucos. Sua socialização está ficando melhor a cada dia e assim sempre será, pelo menos se eu estiver perto...
Será mágica a nossa primeira sessão azul, eu sei que será, pois será o nosso momento! Nós iremos viajar por esse e por todos os mundos mágicos da fantasia... Elezinho vai se adaptar! Eu sei, eu sinto, eu torço!

(Elizabeth Oliveira -  Mãe sonhadora do Luis Gustavo)

domingo, 26 de março de 2017

Manias que valem por dois!

As manias do Mateus são as mais notáveis do universo, quem convive com ele, sabe o quanto ele é campeão em manias. Tem mania de lavar as mãos, de entrar no banheiro e não sair nunca mais, às vezes penso que morreu lá dentro.

Além disso, ele tem um perfeccionismo assustador, quando se trata de coisas que  cria, pois  quer que fique perfeito. Não vejo defeitos nos desenhos dele, mas tem sempre que apagar alguma coisa, ou até mesmo recomeçar, por achar que não está bom. O mesmo acontece com as canecas que ele imprime, sempre acha que o cliente vai reclamar, porque aos olhos dele  ficou com defeito. Chega mesmo a fazer mais de uma, nesse caso ficando no prejuízo, porque quando é personalizada, não tem como vender para outra pessoa. É um dilema!!!

Queria que esse perfeccionismo todo servisse para o quarto dele, roupas, calçados, mas não, quando abro o quarto, fico com dó de mim! (risos), O guarda-roupas, meu Deus!! Que é isso? Fico até triste!! Só não tem roupas pelo chão, porque nisso eu fui muito enérgica! "Não quero roupas jogadas pelo chão"! Consegui! Vitória! Mas não consegui fazer com que mantivessem tudo arrumadinho! Snif!! Snif!

Mas a maior de todas as manias do Mateus, me deixa um pouco preocupada, já cheguei a pensar que ele tem problemas. É difícil falar sobre isso, mas vamos lá. Mesmo não tomando café, ele enche uma xícara de café, mas bem cheia mesmo, se não for derramando, não serve, se não tiver café suficiente para fazer transbordar a xícara, ele desiste, porque não está cheia na visão dele. Tudo isso para molhar um pacote inteirinho de bolacha de sal, e comer uma por uma até o fim,  e tem mais,  a bolacha tem que ser de uma marca específica, não adianta eu comprar outro tipo, porque ele não aceita. Além do mais ele só faz isso, no mesmo lugar de sempre, quem estiver sentado no sofá da sala, de frente pra Tv, tem que sair, e mais ainda, isso só acontece a tardezinha, ou à hora que está passando um jogo de futebol. Nunca falha! É mania que não acaba mais! (risos).

Diante de todas essa manias, digo que ele tem manias de sobra, por ele e pelo o Elias, mas a maior mania dos meus filhos, é que os dois são  filhos amorosos, atenciosos, educados e cheios de talentos. Deus me concedeu dois seres encantadores como presentes. Sou muito feliz por isso! As manias acabam me divertindo, porque a gente tem sempre o que conversar, pois as maiores manias do povo dessa casa é conversar demais, principalmente  os meus dois Elias! Conversam por todos! (risos)
                                     
                                                                                                        (Maria José, mãe de Mateus e Elias)


quarta-feira, 22 de março de 2017

Manias da minha criança


O Miguel tem uma mania que muito me irrita: leva um ano no banheiro lavando as mãos... gasta quase um vidro de sabonete líquido... e fica ali perdido, sem pensar em nada... perde a noção do tempo e só sai de lá quando a gente grita e ameaça ir lá arrastá-lo! Costumo brincar que ele herdou essa mania do avô paterno, Lelei, e o curioso é que nem dá para dizer que imita, porque quase nem convivem! (risos) 

Tem o hábito de comer no quarto, em frente à televisão, e eu nem tenho moral para brigar, porque foi comigo que ele aprendeu! Fico trabalhando no laptop e comendo ao mesmo tempo, com a TV ligada, prestando atenção a uma coisa ou outra que me interessa. É só ele se sentar em sua cadeirinha e a gente colocar alguma coisa na mesinha que ele já pega o controle e aperta o 610, seu canal preferido: o tal de Cartoon Network (para o meu desespero, já que sempre achei o Discovery Kids muito mais educativo para crianças da idade dele, enfim...).

Outra mania que ele tem é de beber água depois de toda vez que toma remédio! É só pegar o remédio que ele sai correndo pra buscar a garrafinha d´água! Chega a ser engraçado! Parece um robozinho programado! E ainda vai tão veloz quanto o Papa-léguas! Biiiip, biiiip! (risos)

Engraçada também é a mania que ele tem de falar que "vai tirar a barriga da miséria" quando chega algum lanche ou quando vem o almoço e a janta. O entregador de pizza já até sabe e morre de rir, antecipadamente! Diz ele que aprendeu isso num desenho de que ele gosta! Louquinho de pedra esse meu filho! Um palhacinho! Faz todo mundo rir! Não sei a quem ele puxou! kkkkkkkkkkkkk

Fora isso, acho que ele tem aquelas manias comuns a todas as crianças da idade dele! Nada de anormal ou preocupante! Muito pelo contrário: me divirto com a grande maioria dela... menos, claro, com a primeira, porque daqui a pouco terei de trabalhar só para pagar contas de água e de perfumaria, graças a ele! Mas aos poucos ele cede e aposenta essa mania, de tanto que eu alego que, assim, ele ainda vai acabar com toda a água do planeta! E como ele também tem a mania linda de acreditar em um mundo melhor...

Mas se tem uma mania da qual nós não abrimos mesmo mão é a de sermos felizes, plenamente, sempre que podemos, afinal, sabemos que "a vida é trem-bala, parceiro, e a gente é só passageiro prestes a partir"!!!
 
(Andreia Dequinha - mãe do Miguelito nem tão cheio de manias)

segunda-feira, 20 de março de 2017

Manias de criança...

Por onde começar já que são tantas as manias que o meu filho tem?! Umas lindas, porém outras que me incomodam, pois sei que fogem ao nosso controle.
O Gustavo, ao longo desses seus três anos, vem desenvolvendo inúmeras manias, claro que, muitas das vezes, por conta de ser um menino autista, elas logo se tornam frequentes, tanto que às vezes eu nem sei bem controlar, mas confesso que, no fundo, todas as manias dele me agradam.
Como, por enquanto, tudo é novidade, vamos lá às manias: 

A melhor de todas  elas: SORRIR; outra é RODAR (ele gira mais que o pião do Sílvio Santos); tem mais uma que é GOSTAR DE ÁGUA (pelo menos três vezes ao dia: piscina!); mania de imitar os desenhos do Ben 10 (agora mudamos de fase e largamos o Buzz um pouco, agora somos aventureiros... ele, o Ben, e acho que sobrou para mim ser um encanador! A criança sabe todas as falas e gestos do filme antes mesmo de acontecerem).

·      Além dessas, ainda tem a mania de assistir a seus desenhos mexendo em seu tablet (olha ele! quando eu tinha a sua idade eu mal tinha um caderno para rabiscar, é a chamada EVOLUÇÃO – de que, particularmente, eu não gosto, pois para mim criança tem que forçar a imaginação, brincar com o anonimato, e aos poucos o estou levando para esse meu mundo mágico também!).

Temos mais e mais manias e sinto que sempre teremos mais e mais! Agora, por exemplo, ele pegou a mania de encher a cama de travesseiros e deitar lá... Será que é para pensar na vida? Não sei, mas meu homenzinho está ficando cada dia mais independente, só às vezes que se isola em seu mundinho  (não critico, pois também gosto muito disso, confesso!).
Ele também tem a mania de cuidar de mim quando estou doente! Se agarra tanto que fica gripado junto, mas me cobre, me faz carinho: é o chamado PROGRESSO! Estamos mudando aos poucos: eu, ele, nós. E ainda vamos atingir o topo das conquistas, juntos ou separados, mas é certo que muuuuitas outras manias irão surgir! Que venham! Todas elas!
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(Elizabeth Oliveira - Mãe ansiosa do pequeno Luis Gustavo)

domingo, 19 de março de 2017

Tudo tem o seu tempo!

"Há tempo de nascer e tempo de morrer". (Ec 3:2) Essa citação maravilhosa que a Bíblia nos apresenta nos faz refletir sobre a vida e em como temos que cumprir o nosso papel de pessoas preparadas para enfrentar, com maturidade, todos os tipos de situação na nossa vida, inclusive a morte.

Eu nunca passei por perdas muito dolorosas, não conheci a minha avó paterna, e convivi menos do que mais, com o meu avô paterno, por isso não foi uma separação dolorosa, que penso que sentimos apenas pelos mais próximos, que certamente sentiram muito com a separação eterna.

Quanto aos meus avós maternos, também convivi muito pouco com eles, ficamos mais próximos, porque depois de muitos anos de separação por morarmos tão distante (Nordeste), me mudei para o Centro-Oeste e, por isso, ficamos algum tempo mais próximos. Os dois se foram no ano de 2007. Com apenas dois meses de diferença da partida de um, o outro se foi, ficamos tristes, mas, ao mesmo tempo, alegres, porque temos a certeza de que partiram para a glória eterna com Cristo e ficaram livres dos sofrimentos terrenos.

Os meus filhos não passaram por nenhuma perda dolorosa, pois os quatro avós, graças a Deus, ainda estão com vida. Mas estão preparados para quando esse momento chegar. Aceitar a vida como ela é é o princípio da confiança em Deus. A nossa missão como mãe inclui isso também: preparar os filhos para enfrentar as situações dolorosas e encará-las com naturalidade, com tristeza, mas nunca com desespero. 
                                                                                                      (Maria José - mãe de Mateus e Elias)

quarta-feira, 15 de março de 2017

Como lidar com as perdas?!?


Muito difícil a gente se preparar para lidar com as perdas, imagine então ter de preparar filho para com elas lidar! Parece uma missão impossível, ou quase! Mas eu tento! Tento criar o Miguel na travessia entre o ser sensível e o se proteger, se poupar, coisa que eu, com mais de quarenta, ainda não sei fazer, confesso. Apanho um bocado nesta segunda parte: a de me poupar. Só sei sentir, só sei sofrer, mas me livrar do que absorvo é algo que ainda tenho buscado. 

Minha primeira grande perda foi aos dez anos, quando perdi minha vó paterna, com quem a gente morava. Fiquei sem chão. Levei aaaaaaanos para me recuperar desse baque e hoje já até toco no assunto sem chorar. Depois perdi a minha avó materna, mas não senti tanto porque via menos, não dividia com ela a minha rotina, como era com a outra. Perdi, também, vários bichos. Acho que morri um pouco com cada um deles. Fazia o maior escândalo e ficava mal com cada gato, cachorro, galinha, pintinho, passarinho que enterrava. E precisava ser próximo? Não. Sofri quando Tancredo Neves morreu, Ulisses Guimarães, Ayrton Senna, Mamonas Assassinas, Vander Lee e mais dezenas e dezenas de pessoas. E precisava ser famoso? Também não. Sofri por tantas pessoas anônimos que caíam de avião, que morriam em desastre ou incêndios, que eram vítimas de bala perdida... 

São muitas perdas acumuladas já! De alunos, de ex-alunos, de parentes, de amigos, de pais e mães de amigos, do meu primeiro grande amor (Leandro Cebola), até que veio, até agora, a mais dolorosa delas: a do meu pai. Segunda vez que o meu chão sumiu. Sumiu e eu tive que providenciar outro, porque não era mais criança e adulto parece que nunca mais pode sofrer inteiro, sem se preocupar com nada. A gente não quer é preocupar o outro, quem fica e sofre tanto quanto você, ou mais até! 

O Miguel só perdeu, até hoje, uma cachorra, a Lilica, e não sofreu taaaaaanto porque entendeu que ela estava doente e sofrendo. A morte, pra ela, foi um alívio. Eu também sabia disso, mas, mesmo assim, sofri. Ele que me consolou... 

Tento me preparar para lidar com as perdas que ainda virão, administrando-as nesse amontoado de perdas ao longo da vida, mas a sensação que tenho é que nunca conseguirei, então tento transmitir para o meu filho que todo mundo só está aqui neste mundo de passagem... ninguém é imortal... e que chato seria se todo mundo vivesse para sempre... O importante é a gente ter a consciência em paz e a certeza de que aproveitou aquela pessoa ou bichinho o máximo que pôde! Que a gente deixou bem claro o quão especial cada uma era pra gente! E que mesmo assim não é nada fácil... a saudade aperta... as lembranças nos visitam... só Deus mesmo para nos manter firmes... só Ele...!!!

(Andreia Dequinha - mãe de um rapazinho chamado Miguel)

segunda-feira, 13 de março de 2017

A dor da perda


Nossa! Eu imaginava que meu filho não era de sentir as coisas, etc, mas um dia aconteceu algo que me chocou muito! Eu jamais pensei que uma atitude minha, num momento de raiva, fosse afetar tanto elezinho como, de fato, afetou! "Morri" nesse instante! 

Um belo dia, numa das minhas quinhentas brigas com o pai dele, fui ao extremo: o celular do pai dele estava carregando no móvel, eu peguei e joguei da janela abaixo... Pronto! Foi ali que vi que feri meu filho, ele entrou em choque, se tremia todo e corria para janela. Putz! Que dó! Eu, uma idiota, fazendo uma criança sofrer daquela maneira! O menino ficou dias indo até a janela, desesperado! 

Me senti a pior pessoa do mundo, um animal da pior espécie! Jamais tinha visto meu filho tão infeliz, e pior: não podia compensar com nada, pois ele usava o celular para ver os desenhos dele, pois o aparelho era maior que o meu...

De lá pra cá, tenho me policiado mais, por conta dele! Não quero vê-lo sofrer com nenhum tipo de perda, nenhum, ainda mais vindo de mim, de quem mais o ama no mundo! 

(Elizabeth Oliveira - a mãe louca do Luis Gustavo)

sábado, 11 de março de 2017

Quase inimigos dos remédios!


Se tem uma coisa ruim na vida é ver filho doente! Tenho certeza de que todas as mães pensam assim e, se pudéssemos, transferiríamos a dor deles para nós mesmas.

Os meus nunca me deram trabalho na hora de tomar as vacinas, nunca fizeram escândalo quanto a isso,  mas o Mateus sempre teve  uma relação meio conflituosa com os medicamentos. Ainda bem que foram poucas as vezes em que ficou doente enquanto era ainda bem pequeno, pois, em algumas dessas ocasiões, quando ficava queimando de febre, vomitava todo o remédio. Era um "Deus nos acuda" e eu só sabia chorar, às vezes no meio da noite, sem saber o que fazer, por fim, com bastante calma, tentava misturar no suco e ele acabava engolindo um pouco sem jogar fora. Cresceu, mas só toma remédio quando é mesmo muuuuuito necessário!

O Elias também vomitou algumas vezes, ele até lembra de uma vez em que tomou às pressas para não sentir  o gosto, um soro daqueles de pacotinho que a gente compra na farmácia, mas não adiantou a maneira como tomou: botou tudo pra fora! E só toma um analgésico com um copo de água à parte, para engolir depressa, a fim de não sentir o gosto do remédio.

Uma vez ele deu uma de engraçadinho... Não queria ir à escola e então resolveu inventar uma dor de cabeça. Eu e o pai dele desconfiamos e fizemos pressão, dizendo que se ele tomasse remédio sem estar doente ficaria ruim de verdade, mas ele preferiu arriscar, então acreditamos que ele estava realmente doente, já que tomou o remédio sem reclamar. Porém, pra quem não gosta de tomar remédio, tinha que estar com muita vontade de não ir à escola!! Só confessou isso anos depois. (risos).

Sempre procurei passar para eles que nem tudo na vida é agradável, mas muitas coisas são necessárias para o nosso bem estar.  Mesmo com todos esses discursos de que tem que tomar, porque é bom pra saúde, o Mateus nunca se aliou aos chás, não toma  de jeito nenhum! 

Esses são alguns dos nossos desafios como mãe, mas com tranquilidade é possível resolver as situações da melhor maneira. Com paciência, eles acabam entendendo a razão do uso dos medicamentos. Sorte nossa! E deles! 

                                    (Maria José -  mãe dos meninos quase inimigos dos  remédios, Mateus e Elias)