domingo, 19 de junho de 2016

Existe amor no colorido


O tema é complicado, mas muito importante, pois até uma certa época de minha vida eu fui muito preconceituosa, homofóbica mesmo, de carteirinha, chegando a ser grossa com pessoas que hoje amo.

Tudo começou no meu ambiente de trabalho, já que lá tinham pessoas que são homossexuais, e eu, de cara, tinha repulsa, pouco me aproximava, chegando a ter nojo mesmo. RIDÍCULA eu fui, eu sei! Sorte que a gente muda... repensa... evolui... Hoje uma dessas pessoas é, inclusive, padrinho (ou será madrinha?!? he he he) de meu filho! Aprendi muito com elas e entendi que o amor tem suas inúmeras formas, basta apenas respeitarmos.

Quanto a meu filho ser homossexual ou não, deixarei para que ele escolha, certa de que que estarei ao lado dele para tudo, mesmo sabendo que terei por parte da avó dele muitos falatórios DESNECESSÁRIOS, já que ela recrimina até as roupas coloridas dele, os SALMÕES (rosa mesmo!)! Mas será que um tom irá definir o caráter de uma pessoa? Será que essas cores vibrantes e alegres podem determinar se vale ou não a pena estar do lado de alguém?

Perguntas e mais perguntas... todas sem respostas...

Hoje tenho consciência de que tenho um filho,  um ser humano livre do peso sexual, pois é muito novo ainda para se decidir o que deseja ou não. É meu filho, meu pequeno raio de luz e nesse raio quero todas as cores vibrando, que ele possa se encantar com todos os tons, que ele possa viver a magia das cores, que ele cresça uma pessoa digna, amável, tolerante, feliz...

Porque neste pequeno tempo que temos nesse espaço chamado Terra, devemos compreender realmente o outro como sendo único, nossos irmãos mesmo, e nós, na condição de mãe, aquela que gera um feto que mal se sabe o sexo, temos que apoiar nossos filhos em suas escolhas, e quando essas não nos agradarem devemos ouvir deles as suas razões e demonstrarmos as nossas, aí, somente depois disso tudo, dizer que vamos ou não apoiá-lo, e seguirmos nossa missão, que é mar , cuidar do filho gerado sem discriminá-lo, pois o pior preconceito vem de dentro de nossas casas.

Nós somos responsáveis por toda maturidade das escolhas de nossas crias.

Amo meu filho sendo ele do sexo masculino, gay, travesti, transformista, ou simplesmente sendo o MEU Luis Gustavo!
(Elizabeth Oliveira - mãe do LG, o Luís Gustavo )

5 comentários:

  1. Elizabete Sampaio19 de junho de 2016 21:40

    Adorei seu texto Elizabeth, é preciso conversar abertamente com nossos filhos sobre isso, ensiná-los a respeitar a diversidade e a amar as pessoas independentemente de sua opção sexual.

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    1. Sim claro, eu não era para ter esse tipo de problemas, pois meus pais eram nega abertos a isso.

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  2. Adorei principalmente a sua coragem de dizer que era preconceituosa (coisa que muita gente esconde debaixo do tapete!) e depois a sua visão mudou. Isso é evolução! Parabéns! E parabéns por tentar conduzir a vida do seu filho de forma leve, sem cobranças ou preocupações com coisas fúteis, banais... O mundo precisa mesmo disso, sempre! Beijos!

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    1. Todos somos passíveis ao erro, e reconhecer e mudar faz parte, quanto s cobrar jamais...todos temos o direito s escolha, mas temos que suportar as consequências

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  3. Muito bem escrito e cheio de verdades o seu texto. Parabéns por ter encontrado o equilíbrio para escrever um tema tão complicado e mostrar que o amadurecimento pode ocorrer com qualquer um. O respeito é para todos e não é opção sexual que vai mudar.
    Amei quando mostrou em palavras que ama seu filho porque ele é seu filho! Isso diz tudo! Lindoooo!

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