segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Compartilhando desde o início!



Começo falando a respeito não da primeira roupinha em si, mas,  do sentimento que acompanha cada peça de roupa que você compra pensando naquele serzinho ainda informe  que está crescendo dentro de você...O cheirinho, a maciez, toda aquela nuvem de carinho que envolve cada pecinha de roupa do seu bebê que vai chegar.  Não tive uma experiência  feliz na minha primeira gestação... por isso, nas duas gestações seguintes só me preocupei  mesmo com a roupinha  quando já estava perto delas nascerem.

A roupinha que me marcou no nascimento de Liz foi a primeira que escolhi, porque, as outras muitas, ela ganhou de presente da vovó e da dinda... a primeira que escolhi, me lembro com clareza, foi um pimpão rosinha de capuz, liiindoooo!!! O meu desejo era usá-lo quando saíssemos da maternidade. Mas não deu, o pimpão ficou gigante nela e tive que usar uma outra roupinha que minha tia Célia deu, também linda!!!

Quanto a Giulia,  só comprei as roupinhas quando faltavam poucas semanas para o nascimento dela...  passei por momentos difíceis na 36ª semana, tive uma virose violenta e quase que Jujubi nasce antes da hora com as roupinhas sem lavar ainda...

Mas o que eu prometi que faria, e fiz, foi colocar na Giulia a mesma roupinha que Liz usou quando nasceu...para que ambas tivessem o mesmo tecido envolvendo pela primeira vez na vida seus corpinhos, para que Liz  e Giulia entendam que não há diferença entre uma e outra, para compreendam que assim como a roupinha o amor é o mesmo para ambas e que devem sempre compartilhar as coisas, protegerem-se mutuamente, e se amarem incondicionalmente. Como um ato profético, carregado desses sentimentos todos, usaram ambas,a mesma roupinha ... assim a primeira roupinha da vida da Giulia foi a primeira roupinha da Liz!!! 

                                      (Lú Thompson, mãe da Liz e da Giulia)

domingo, 30 de outubro de 2011

A primeira ida ao pediatra

Caramba! Isso é remexer num baú de recordações beeeeeeem antigas, que eu já tinha até arquivado no porão da minha memória! rsrs  Terei que contar as três primeiras idas ao pediatra, com a Lívia, o Renan e o Ramon.
Uma mamãe de 19 anos, empolgadíssima em saber o peso da primeira filha depois de um mês, a primeira ida ao pediatra poderia se comparar ao dia da primeira ultrassonografia: uma emoção sem fim.
Passei a anotar no caderno da faculdade todas as medidas da Lívia, o peso, diâmetro cefálico, a dieta... tudinho. O que o Dr. Edgard dizia era verdade mais absoluta do mundo e eu cumpria “à risca” o que ele pedia pra fazer: vitaminas, geleias, papinhas, etc.
Bom... essa recordação só ficou pra Lívia, porque para os outros dois eu relaxei tanto, que às vezes, nem os levava na data marcada! Tadinhos! Mas a mamãe mais experiente já conhecia as “manhas” e tirou de letra. Só não guardei as medidas, como fiz com a primeirona... mas o zelo e o amor eram os mesmos.
E uma curiosidade: o mesmo médico cuidou dos três. Uma gracinha que, pra mim, é o “melhor do melhor do mundo!”.

(Vânia Oliveira - mãe da Lívia, do Renan e do Ramon)

sábado, 29 de outubro de 2011

Parabéns, Dequinha!!!!

Resolvi fazer essa postagem extra porque acho que ela merece esse carinho. Foi ela que idealizou esse blog e nos fez emocionar com tantas histórias lindas e emocionantes. Sinceramente eu não sei como ela consegue fazer tanta coisa ao mesmo tempo e ainda ser MÃE!!

DEQUINHA, minha amiga querida, parabéns!! Que Deus continue guiando seu caminho assim, tão perfeitamente. Que seus dias sejam lindos ao lado do Miguel, a pessoinha mais importante de sua vida e que, com certeza, faz com que tanto amor transborde de seu coração. Você é uma pessoa incrível e fico muito feliz por ter sua amizade, mesmo que virtualmente, por tantos anos. Queria muito agora te dar uma abraço apertado e dizer o quanto amo você e torço pelo seu sucesso.

 Esperamos (digo em nome de todas aqui porque tenho certeza que elas compartilham do mesmo sentimento que eu) que todos os seus sonhos se realizem. Sonhos maternos, sonhos profissionais, sonhos pessoais...TODOS! Somos muito felizes por confiar sua amizade tão sincera a nós!

Beijos, índiaaaaaaaa! (pra não perder o costume...rs)

Simone Maróstica

Só inquietações maternas


 “Você é fumante?” 
Algumas vezes ouvi essa pergunta e não me incomodei tanto. Sei que as pessoas são curiosas mesmo e adoram estar “atualizadas” com os assuntos alheios. Elas nunca me viram fumar e jamais veriam, é lógico! Quem sabe, me perguntavam isso porque o dono da pensão parecia mais uma maria-fumaça em  constante atividade e eu, sempre circulando por perto, acabava fumando por tabela. Nunca fumei,  nem pretendo, isso faz parte da minha formação, meus pais nunca fumaram,  minhas irmãs muito menos.
Entretanto, essa pergunta me deixou realmente intrigada por duas vezes: quando tive meus dois filhos. Ao nascerem,  o peso deles era abaixo do que eu estava acostumada a ver na família. O Danilo pesou 2, 500 Kg; a Patrícia 2,300 Kg e ambos com 46 cm   (Os 22 quilos que eu engordara na gravidez  não migraram;  continuaram me fazendo companhia... Afff!)
Olhava para aquelas coisinhas miúdas e perdidas dentro da roupinha. Por que eles eram tão enrugadinhos, pelancudos, Chorões, embora lindinhos? Seriam frágeis demais, doentes, desnutridos? Será que eu saberia cuidar direito em casa? Sobreviveriam? Atordoada, saí do hospital com essas erupções mentais. Minha ida ao pediatra seria muito em breve, com certeza!
 E, realmente, não demorou nada. Com medo de ser tarde demais, fui à procura de um pediatra que me  orientasse melhor, pois parentes e amigos cheios de boas intenções,  não economizavam palpites e sugestões das mais diversas e absurdas possíveis como: substituir o leite do peito (que julgavam fraco) por mingau de maizena ou  comida, dar leite de saquinho, iogurtes, leite de cabra, leite condensado, etc.
Inexperiente sim, burra não!  Eu não obedecia  quase nada das “dicas milagrosas”. Continuei amamentando, e com o tempo ia acrescentando à alimentação deles leite em pó (para recém-nascido), chás, maçãs raspadas, bananas amassadas, suco de laranja, sopinha de legumes.
O pediatra ouviu as minhas inseguras inquietações a respeito do peso deles.  Pedi que receitasse uma vitamina, ele recusou completamente e ainda questionou-me:  “Para quê”?.  Disse que gordura não era sinônimo de saúde para ninguém e que eu deveria alimentá-los só com o meu leite natural; que não existia leite materno fraco. O fato de eles terem nascido com pouco peso e tamanho não era preocupante, uma vez que aumento de peso é mais significativo após o nascimento e não antes. Concluindo: não havia motivos para preocupações.  A  criança  era saudável, o que eu queria mais?  Fiquei mais aliviada depois  disso. Percebi que estava no caminho certo. Eu não era uma mãe relapsa. Apenas uma  aprendiz  com muita vontade de acertar logo de primeira. Os anos posteriores se encarregaram de me provar que eu me saí bem; hoje não me canso de apreciá-los, são lindos, saudáveis, inteligentes...
Meu desatento baú de guardados denominado memória possui algumas brechas: não me recordo dos rostos,  nem dos nomes dos médicos que passei meus filhos, mas suas palavras ficaram cristalizadas.  Elas estão aqui fresquinhas sendo recontadas hoje e, quem sabe, consigam tranquilizar algum coração aflito de mãe, perdido em algum lugar deste nosso imenso mundo pequenino...

                                        Zizi Cassemiro, mãe inquieta do Danilo e da Patrícia

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A primeira e última


Como uma boa mãe de primeira viagem que eu era, e ainda sou, não me liguei em procurar um pediatra para Cauã. Partiu de mamy essa preocupação e ela mesma marcou a consulta. Eu só sabia ficar sentada no sofá da sala ou na minha cama dando de mamar para o bezerrinho.
Lembro que no dia da consulta inventei, não sei por que, de colocar por baixo da roupa um macacão c-o-l-o-c-a-t-u-d-o-n-o-l-u-g-a-r que me apertava horrores e pra completar o auge da primeira consulta do filho o fecho dele era embaixo, juntamente com os pontos do parto “anormal”. Fiquei aguardando a vez de Cauã rezando para que ele não sentisse fome (já que a anta aqui colocou uma blusa que não facilitava nem um pouco a amamentação, só a exposição do meu macacão super “sequici”) e eu não sentisse vontade de ir ao banheiro pra não precisar abrir o fecho e (ui!) fechá-lo novamente.
O interessante, nesse dia, foi a sensação que tive ao ouvir a recepcionista chamar o nome Cauã na hora da consulta e não o meu nome. Achei estranho aquilo, pois jurava que, como sempre, seria o meu nome a ser chamado. Esqueci, por um breve momento, que tinha outro ser em meus braços e não era mais só eu. Era eu e ele dali em diante.
A consulta demorou muito. Nunca mais Cauã teve uma consulta tão demorada quanto aquela. A pediatra examinou tudo, fez várias recomendações e eu, claro, fiz muitas perguntas. A recomendação que levei à risca e hoje me pego reproduzindo para algumas mamães: seu filho chorou. Não é cocô, não é xixi, então é peito. Dê o peito sempre! Ela ainda brincou dizendo que na próxima consulta queria um Cauã “bolota”.
Vale ressaltar que nessa consulta tão demorada meu filhote ficou quietinho, sem chorar, na maior tranqüilidade... E foi assim por um bom tempo. Passou um maravilhoso período sem chorar pra tomar injeção, nenhumazinha, gente! Agora, até com vacina gotinha ele dá um escândalo,esperneia, grita e eu lá me virando nos trinta - braços - para segurá-lo. Ai, ai...
P.S: Nunca mais, nunquinha mesmo, depois daquela consulta eu usei o tal macacão. Quando voltei para casa a vontade que tive foi de tacar fogo nele, mas como foi minha irmã querida (?) que me emprestou e ela queria ter outro filho, guardei para nunca mais vê-lo, nem com fechos de ouro!

                                                                                 Dani Lino, mãe antimacacão (pós-parto) de Cauã

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Minha querida "tia" Quistina


A primeira ida de Miguel ao pediatra foi com 15 dias de nascido, para a revisão, e fomos ao consultório do Doutor Edimar, que foi quem assistiu ao meu parto, por fazer parte da equipe da minha obstetra! Não o conhecia nem sequer de nome, mas confesso que gostei do seu jeito de tratar o meu filho, todo carinhoso, apesar de o achar, por outro lado, meio grosso ao falar com uma mãe de primeira viagem que até deu o número do celular, porém era só para ligar em caso de extreeeeeeeema urgência! Essa é uma questão muito relativa, bem subjetiva, pois o que é de extrema urgência para uma mãe aflita?!? TUDO!!! E se eu não podia contar com ele para tirar minhas dúvidas iniciais, com quem poderia então?!? Além disso, a agenda dele era sempre lotada, tomei um puta chá de cadeira até chegar a nossa vez e piscava em neon em sua testa que ele gostava muuuuuuito mais do dinheiro do que das crianças que atendia, então...

Resolvi então, sem dúvida alguma, mudar de pediatra! E então considero a primeira consulta pediátrica de Miguel com 18 dias, embora a foto de hoje tenha sido da segunda, que eu me lembrei de registrar!

Até hoje Miguel está com a Maria Cristina, ou, como ele diz, com a "Tia Quistina", de quem eu gosto muito e é sempre atenciosa e paciente. Miguel, no começo, a olhava com ar desconfiado, o que era de se compreender, afinal, ninguém gosta de ter sempre de ficar pelado para ser examinado, com massagens no bilau para tentar livrar da fimose, pauzinho colocado na boca para olhar a garganta, bumbum em contato com o gelado da balança, ser medido...  Agora já se acostumou com tudo isso, acho, está ficando mais simpático com ela e adooooora brincar com os carrinhos e os dinossauros que moram em seu baú!


Já temos um monte de historias engraçadas para contar, como a vez em que Miguel, ainda com meses, pegou piolho do irmão. Fiquei desesperada e liguei para ela aos prantos, me sentindo a pior mãe do mundo! Ela me tranquilizou, no primeiro momento, em vez de rir. O riso, de ambas, veio tempos depois, já com a vitória contra os piolhos! (risos)

Cristina é um pouco mais “seca” se comparada com o Edimar, mas... muito mais importante do que só dar carinho (já que isso ele tem de mãe, avó, pai, tias, primas, amiguinhos...) é prestar socorro, é orientar, é nos ouvir com a maior paciência do mundo... talvez se lembrando do que é ser mãe e se colocando no lugar do outro... compartilhando sua aflição naquele momento... É também saber dar broncas e vira e mexe eu levo umas (às vezes merecidas). Ela tenta não atrasar muito nas consultas por ter consciência de que a longa espera irrita qualquer um, principalmente crianças. Tento seguir tudo o que ela diz, confio nela, embora às vezes eu desobedeça em algumas coisas, mínimas, mas sempre seguindo o que eu penso ser ainda mais sábio do que o melhor pediatra do mundo: o sexto sentido de mãe!!! Este raramente falha!!! Já vem, creio, com o kit-mãe (ou será chip?!?).

(Andreia Dequinha - mamãe do fofinho do Miguelito)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Pediatria


Eu não tive dúvidas em escolher o primeiro pediatra de meus filhos.
Sabe aquele médico da família??? Aquele que  não vemos mais???
Eu tive a sorte de conhecer um. Grande médico!!! Cuidou da minha filha, como tratou de mim e de todos da minha família, mas que, infelizmente, já não se encontra entre nós. Então aproveito o espaço para fazer uma homenagem a ele e a todos os grandes médicos que ainda persistem e nos auxiliam em momentos tão difíceis como o de ver nossos filhos doentes.


Poema do Pediatra
 Oh! Fazer sempre o bem
Sobretudo a quem
ainda não encontrou
a justa senda

Tratar
Sim, tratar dos pequenos
dos pobres
e dos desvalidos

Porque são mudos
não gritam
não têm voz

E com essa concessão
divina
Entender os gestos
as dores

A tristeza de depender
e desgraçadamente
não ter
braços estendidos

Celeste procuração
Inscrita nos cartórios
da alma.
Doa-me a mim antes
Pois tenho o dom
da fala

E quando segurar
Tomar as medidas
e pesar
os pequeninos
Muito antes
em remoto compromisso
espiritual
Talvez há séculos
dos séculos
quem sabe

Eu já tenha
Sido pesado
e medido
pelo Pai
Celestial!

(Luiz Tyller)
(Carmem Lúcia - mãe da Bia e do Filipe)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Pediatra, neuropediatra, ortopediatra...

A escolha do pediatra do Henrique não foi feita a dedo. Foi feita de sopetão mesmo! Quando tive que correr às pressas, em trabalho de parto (com 33 semanas, não se esqueçam...rs), para a Maternidade, nem sequer tinha pensado que deveria ter um pediatra para a hora que o bebê nascesse. Pouco leiga na arte de ser mãe?

No meio da confusão toda, consegui falar com uma amiga muito querida que ligou na hora para UM dos pediatras do filho dela. Sim, ela era/é neurótica..rs
E então o Dr. Jaime ficou sendo o pediatra do Henrique. Foi ele quem visitou meu pitoquinho todos os dias enquanto ele estava internado e quem deu a tão sonhada alta pra ele.


Uma semana depois, lá estávamos nós retribuindo a visita em seu consultório. Henrique ainda muito miudinho, precisando de cuidados e ele, todo delicado, olhando, examinando cada parte daquele corpinho tão frágil com o maior zelo do mundo. Me encantei por ele. Lembro que foi uma mega consulta, bem demorada mesmo.

A única coisa que me deixou um pouco insegura em relação a ele foi que quando falei que estava percebendo algo diferente no Henrique, pois ele disse que era normal e que ele estava atrasado apenas os dois meses da gestação que ficaram faltando, que aos poucos tudo iria se normalizar. Mas diante da minha insistência, ele encaminhou o meu filhote (com 10 meses) ao neuropediatra.

A partir daí, nossas visitas a ele foram se espaçando, pois outros profissionais tomaram seu lugar. Mas até hoje, depois de 6 anos, é a ele que recorro pra poder conseguir as guias da fisioterapia.

Simone, mãe esquecida do Henrique

PS: gente do céu, momento amnésia by Else...rsrs....queria escrever mais detalhes, mas cadê que eu consigo lembrar? rs

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pediatra?


Quando a Sâmia nasceu, aqui em minha cidade mal havia médico. Quando o médico que fez o meu parto mudou-se para cá, só havia dois. Fui ao médico poucas vezes, durante minha gravidez. Não havia o tal do ultrassom, tampouco o teste do pezinho, muito menos pediatra. Mas tenho especial carinho por Dr. José Antônio Dias, clínico geral, uma pessoa boníssima, que era o faz tudo do Hospital de Minas Novas e se desdobrava para dar conta de tudo e de todos, ao lado de outro médico, recém-chegado, chamado Dr. Rafles.  Eram adorados por toda a cidade.










Dr. Zé Antônio fez o meu parto complicado, ele não sabia se cuidava de mim, com a pressão nas alturas, ou se consolava meu tio Júlio e minhas irmãs que choravam sem parar. Tornou-se o médico da Sâmia. Infelizmente ele não mora mais aqui, mas volta de vez em quando, para matar as saudades de suas crianças, como ele diz. Lembro-me de que um dia, ele me parou na rua e disse: “Quando a Sâmia era criança, eu a vi quase todos os meses, agora que ela cresceu nem liga mais para mim. Diga para ela ir ver o baixinho que a trouxe ao mundo...” E era sempre assim: carinhoso, falante, alegre, mais amigo que médico. Ele mudou-se de Minas Novas há mais de dez anos, mas não há quem não tenha uma história engraçada, triste, alegre ou comovente para contar sobre o Dr. Zé Antônio.
(Irene Sena - mãe da Sâmia)

domingo, 23 de outubro de 2011

Fotos ou memória?

A persistência da memória - Salvador Dali

O primeiro registro fotográfico meeesmo da Talitinha foi feito pelo Mô, assim que ela foi retirada  da minha barriga, toooda sujinha e inchada... E ainda lembro direitinho daquele momento em que encarei aquele par de superbochechas e apertei o narizinho dela.

Mas deixem-me falar sobre uma outra, que me emociona muito até hoje, embora eu não a tenha aqui em mãos, perdida que está em alguma órbita desconhecida deste meu universo  destituído de organização em que se transformou a nossa casa...  Meu pai adora fotografar, ainda que não tenha mais feito isso ultimamente. Não perdia uma chance, estava sempre com a máquina a postos, sacava a iluminação, o foco, todos os detalhes,  enfim. Ele Ficou de plantão em frente ao janelão de vidro do berçário, esperando a Talita entrar. Lá dentro havia uma imagem gigante da Nossa Senhora, e  pediu à enfermeira que botasse a Tatá pertinho da santa, o que rendeu uma foto belíssima, porque ficou parecendo que a Tatazinha fazia parte de um quadro com a mãezinha de Jesus!!!

A primeira foto do Tariq, se não me engano, hehehe (e é bem possível que eu me engane devido a uma amnésia que despencou em mim há uns anos),  foi comigo na cama do hospital. Que coisa, isso acontece com vocês também? Sumiços de detalhes significativos, coisinhas que gostariam de se lembrar, mas que foram se apagando, se diluindo... Muitas vezes fico em dúvida se o que tenho na cabeça é, na realidade, uma lembrança, ou se o que está lá é a imagem da foto que guardei não sei onde. É uma coisa meio neurótica, eu sei,  hehe, mas me incomoda um cadinho. Sinto isso principalmente em relação ao parto do Tariq, ficaram uns buracos, umas lacunas impreenchíveis, penso se a anestesia estragou parte dos meus neurônios encarregados dessa parte, ou se a idade pesou, ou até se houve algo emocionalmente intimidador na época, que tenha bloqueado meus guardadinhos mentais... Sempre me valho dos meus caderninhos, mas eles pouco me ajudaram aqui hoje. Bem que foram vasculhados, à procura de uma pista que me levasse a detalhes que pudessem enriquecer meu textinho, mas nadica tinha lá...

Comecei a escrever toda animadinha, fui ficando meio receosa e termino por aqui, com a cabeça  pesada, com uma dorzinha assim meio sem nome,  saudade talvez,  nostalgia, não sei, algo que não ficou muito bem digerido, quem sabe, nessa história de primeira foto.  Coisas de quem lidou com placentas e  umbigos, com leite pingando dos seios, coisas de quem vive as emoções desse amor incondicional, que mexe com o nosso sono, que nos deixa ligadas 25 horas por dia, não importa a idade das nossas crias.
                                                                                                        (Else Portilho)

sábado, 22 de outubro de 2011

Inesquecíveis!

As primeiras fotos dos meus filhos não foram tiradas no hospital, não lembro o motivo disso. Lembro apenas que tirei muitas fotos deles, pois tenho álbuns e mais álbuns dos dois e olha que não foi na era digital.

 Mandava revelar todos os meses. Tenho sequência de cada mês até os dois anos, depois fui enchendo outros álbuns com outros momentos, como viagens, encontros com as famílias no Nordeste e outras ocasiões divertidas da nossa vida.

 Hoje, na era digital não tenho álbuns e sim pastas no computador,  eles mesmos tiram as  fotos como querem, nem precisam mais da mãe, mas os álbuns continuam guardadinhos, uma gaveta é reservada só para eles.

Que emoção poder olhar para as fotos e reviver momentos tão inesquecíveis!

É como diz Fernando Pessoa: “Existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis...”

    (Maria José - mãe de Mateus e Elias)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

"Tá tão apertadinho aqui"

Nossa!!!!Como demorei para achar essa foto !!!Ufa!!!Depois de duas mudanças, encaixotando  fotos e mais fotos...Mas achei a  que imaginei colocar aqui nesse post, porém confesso que não me lembro se foi a primeira ou não hahahahah, mas o que vale é a intenção.

Como todos já sabem foi mesmo um perrengue quando elas chegaram e ainda mais antes do tempo, portanto como sou """organizadíssima""""(com três aspas mesmo para enfatizar o quanto sou organizada), ainda faltavam alguns(muitos) detalhes para a chegada delas.Então no começo não me lembro de ter tirado muitas fotos.Todo parto foi filmado, mas foto dele não tiramos.

Essa sempre me chamou a atenção pois foi a primeira vez que saimos de casa depois de sete dias, quando retornamos ao consultório do pedriatra- Dr. Ramiro - Que pediatra!!!

Não sabíamos muito como levá-las então decidimos colocar as duas dentro do Moisés e viajarmos assim mesmo(60 Km).Quando as vi ali dentro tão pequeninas, tão fofas, tirei essa foto que me encanta todas as vezes que olho para ela. A Catarina e a Beatriz não sabiam que ela existia e quando mostrei a elas hoje ficaram me perguntando o porquê de estarem juntas num mesmo lugar hahahahah.

A Catarina é a que está enrolada na manta com detalhes em azul e a Beatriz com detalhes em vermelho. A chupeta sempre foi minha aliada e confesso que não sou contra, quando chegou o momento de tirar , tirei e pronto.

Quando chegamos ao consultório as secretárias e as pessoas se assustavam quando olhavam para dentro do Moisés, pois iam com a intenção de ver um bebê e viam dois hahahah, ,era ilário ver a cara delas hahaha. 

Gosto demais de tirar fotos, pois para mim eternizam momentos que nunca voltarão.Que saudade!!!Parece que foi ontem que fiquei por alguns minutos olhando as duas em cima da cama, quietinhas esperando o momento de dar uma voltinha hahahah.

E 13 anos se passaram...

                              Maria Regina - mãe das sempre unidas Catarina e Beatriz

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Carinha de coruja



Bom mesmo é ser segundo filho. O Felipe tirou sorte grande. (risos) Já o pobrezinho do Lucas foi motivo de experiências várias de uma mãe desastrada. Entre elas, a primeira foto. Como toda mãe, eu queria a primeira imagem do meu filho...então teve foto nascendo, foto pesando, foto deitado sobre a mesinha e lá bem por último foto todo enrolado de cobertores no colo da vovó e mais uma dúzia de pessoas que o esperavam tão ansiosos como eu. O grande problema é que esse desfile todo foi na noite mais fria daquele ano, sem contar que ele nasceu com o ombro deslocado e ninguém sabia até então. Todas essas fotos foi em meio a berros e a expressão de dor que há em seu rostinho faz com que eu  as desteste. Estava todo inchado e com uma bola na cabeça, pois demorou muito para nascer. O pai dele dizia que ele nasceu de capacete. E gente!!! Tenho que confessar uma coisa...era feio de dar dó! (risos) Demorou dias para seu rostinho ficar normal. Então eu costumo contar essa história para ele e brincamos muito com isso dizendo que ele era a nossa corujinha. E ele acostumou com a brincadeira e pedia que eu cantasse "Corujinha" para ele dormir. Minha coruja de 15 anos...ainda hoje se empoleira em um canto qualquer, com o bico comprido, quando algo não vai bem. 
Só para concluir: O Felipe não teve o desfile. A primeira foto foi todo vestido, com carinha feliz e no colo do irmão (que queria jogá-lo fora, porque nasceu "marrom").

(Mariuza Freire)

Mergulhada na transição!

As primeiras fotos de Miguel foram tiradas pelo seu primeiro pediatra, Dr. Edimar, na hora do parto, e pelo menos duas delas já ilustraram textos meus aqui, então, para evitar repetições, recorro à primeira foto tirada fora desse contexto, que foi esta tirada pelo emocionado pai. Lá estava meu filhote ainda como veio ao mundo, exibindo o bilau e com um saco maior do que o do Papai Noel. (risos) Fito os olhos nesta foto demoradamente... e viaaajo... pensando em qual motivo o teria levado ao choro naquele momento... Frio? Medo? Dor? Insegurança? Saudade? Não sei, só posso garantir que sinto ciúme por não ter podido estar ali com ele, em TODOS esses instantes, enquanto brincavam de costurar na minha barriga. Queria ter ficado ali grudada o tempo todo para que pudesse aproveitar cada segundo e explorar cada sensação... Não pude...!!!

Lamento por não saber ao certo que cheiro meu filho teve logo assim que saiu de mim, antes de ser limpo, antes de ser vestido e a mim entregue. O pai teve a sorte de registrar este momento importantíssimo de transição... entre o natural e o convencional... mas duvido que tenha tido feeling para sacar tudo isso! Nenhum homem tem, acho, por isso jamais entenderão que a maternidade rasga muito mais na alma do que no corpo... que o corte feito na barriga, por mais que incomode por uns dias, é “pinto” perto da dor dilacerante que é ter alguém não só que depende de você pra TUDO e pra SEMPRE, mas que VOCÊ é ali automaticamente escravizada, tem sua alma meio que dividida, roubada, CEDIDA! Você nunca mais será a mesma! E é por essas e outras que, não desmerecendo de forma alguma a paternidade, a maternidade cria um cordão na alma que é beeeem mais forte do que o primeiro cordão – o umbilical – e não só nos limitamos a olhar o que ocorre com nossos filhos, como também sentimos, e em dobro. A tristeza dele eu também sinto, em dobro; a alegria dele eu também sinto, em dobro; o medo dele eu também sinto, em dobro...

Naquele instante em que eu não pude estar perto dele, eu sei que ele sentiu frio pela mudança brusca de temperatura; sei que ele sentiu medo do mundo enorme que lhe acenava; sei que ele sentiu dor devido a cada mudança que se instalava em seu ser; sei que ele sentiu insegurança por terem mudado tudo o que ele já conhecia; sei que ele sentiu saudade do mundo que o abrigou durante os nove meses e que o protegia... Sei porque simplesmente sinto tudo isso... em dobro... e só de olhar para uma aparente tão simples e inocente foto! Sou MÃE!


(Andreia Dequinha – mãe “carrapato” de Miguelito) 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Foto em preto e branco


A primeira vez que te vi, você nem tinha olhinhos ainda, mas já tinha coração, que batia forte, num ritmo mais rápido do que a mamãe emocionada.

No começo, eu não entendia aquela foto: tudo preto e uns pontinhos brancos. Depois, descobri que aquele pontinho maior que pulsava, pulsava, pulsava... era você.

Os médicos te compararam a um grão de arroz. Então, eu passei a observar os grãos de arroz. Não tinha muita noção espacial e isso me fazia entender qual era seu tamanho. Mas todos acham que eu era meio boba, de ficar parada admirando meu prato. O que me importava? Contanto que me lembrasse da sua primeira foto!

Não sabíamos se você era menina ou menino e isso nem importava. Você existia e isso bastava.  Claro que ficávamos curiosos para saber como seriam seu rosto, seus cabelos, seu corpinho.
                
Decorei sua foto de tanto olhá-la. Era difícil crer que aquilo era uma foto de dentro de mim. Uma foto sua dentro de mim.

E, assim, a cada sessão fotográfica, digo, a cada ultrassonografia, te ver ficava mais emocionante. Tinha direito a videozinhos, com movimentos de mãozinhas e chutes na mamãe.
                
Quando você saiu da sua casinha confortável e, finalmente, nos olhamos olhos nos olhos, veio a primeira foto “oficial”. Não foi o papai que a tirou, porque ele preferiu te abraçar e guardar aqueles momentos todos no coração. Até hoje ele conta vantagem de que foi o 1º. A te segurar e beijar... Foi o moço do hospital que registrou suas primeiras carinhas e postou no site.  Todos os amigos ganharam uma senha para te ver online. Mundo moderno.
                
Ao chegar no quarto e reencontrar com a mamãe e o papai, foi o tio-coruja que registrou suas primeiras imagens. Sabe aquela que temos na geladeira, em que você está toda enrugadinha, de macacãozinho rosa (hoje sua cor favorita)? Pois bem, foi uma das suas primeiras.
                
E hoje, olhando pra você, relembro como era emocionante e, ao mesmo tempo angustiante, te ver pelos olhos dos aparelhos. Que bom que posso abraçá-la e tirar muitas fotos “ao vivo”!  Que bom relembrar e contar tudo isso pra você!

(Nina Marinho, mãe da Mariana)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Péssima fotógrafa!

Meu filhote nasceu na era não-digital, então as fotos eram mais restritas, mais controladas. Eu adoro tirar fotos, mas é aquele adoro que sempre esqueço da máquina e de tirá-las. rsrs Depois fico chateada porque não tirei as fotos que gostaria. Comigo e com meu filho acabou sendo sempre assim. Na gravidez eu tirei um rolo de filme, só fui revelar depois que o filho nasceu. Qual a surpresa? Quase todas tinham queimado. Eu que mandei  revelar duas, mesmo estando péssimas. Tinha que ter uma prova que realmente fui grávida um dia. Nossa, fiquei super chateada com isso!

Do filhote tenho bastantes fotos, porque tenho a cunhada que adora e meu pai também. Os dois não esqueceram de tirar dos grandes momentos da vida dele. Sorteeeeee, porque se dependesse de mim... rsrs Agora que tenho uma máquina digital, mudou alguma coisa? Nada! Sempre esqueço de levá-la e nunca revelei as fotos que já tirei. Coloco no Orkut, no facebook e só. rs rs Mas vou tentar mudar, porque gosto muito de ver as fotos depois e não quero perder mais os lindos momentos que passamos juntos. Eu e ele merecemos. Apesar de que agora ele já é um homem e já tem a máquina dele, então que seja diferente de mim e registre mais os seus momentos.
(Cris Happy - mãe do Pedro)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Incompartilhável...


Desta vez vou poder falar também da minha Giujubinha... que, por sinal, está saindo cada vez delícia nas fotos!!!

Inicialmente, preciso dizer que não fui eu quem clicou a primeira foto das minhas filhas, da Liz foi o papai e da Giulia, o vovô. Mas esses dois momentos, para mim,  têm algo de incrivelmente semelhante: a sensação de, ao ver as fotos pela primeira vez, ter  a certeza de como minhas filhas se comportariam! Quando vi a primeira foto da Liz sabia que ela não seria uma criança calminha e percebi que usaria sua potência vocal de alguma forma, porque chorava a plenos pulmões... já na vez da Giulia, tive certeza de que ela seria uma criança doce e tranqüila e que ia chupar chupetinha!!!  

As minhas previsões se confirmaram, como se aquelas fotografias pudessem ter extraído, naquele momento único, a impressão da alma das minhas filhas, como diziam os índios... Liz começou a falar muito cedo e “a-do-ra” cantar e a Giulia, além de amar a chupetinha, exala uma fofura que não há quem resista! Coisas de mãe coruja? Claro que não! As fotos falam por si, não estão vendo?!?

Quando vi aquelas fotos pela primeira vez, vi a generosidade de Deus nos presenteando com  crianças tão graciosas! Através delas compartilhava com o mundo as coisinhas fofas que estavam guardadas dentro de mim há nove meses, sem enfeite algum, como filhotinhos! Apresentava aos amigos a melhor parte e mim!

Mas a primeira foto, essa, só os meus olhos  puderam capturar: em ambos os partos, não deixei ninguém entrar comigo na sala de cirurgia. Acho que para preservar  genuína a primeira imagem das minhas criancinhas, egoisticamente guardada na caixa da memória, incompartilhável, só minha...

(Lú Thompson – mãe egoísta da Liz e da Giu)

domingo, 16 de outubro de 2011

Um momento mágico!

Quem nunca passou por momentos de dificuldades no relacionamento? É uma dó... mas acho que todas nós...

Depois de um casamento de quase 20 anos, três lindos e abençoados filhos, tudo parece desabar e você pensa: “acho que fiz tudo errado!” E eu, como toda mortal, passei por esse momento terrível... Não me sentia bem, achando que estava sendo uma mãe injusta com meus filhos, me comportando de forma errada, sendo um mau exemplo para eles. Pensei que ser mãe e pai seria o fim do mundo e que eu havia decepcionado meus filhos ao pedir a separação. Nenhum deles questionava, mas eu via em cada olhar a vontade de estar com o pai ali pertinho deles. E era esse olhar que me corroía, como se a culpada de tudo aquilo fosse eu. Achei que era o fim do mundo. Passava grande parte dos meus dias chorando, preocupada se daria conta de ser verdadeiramente mãe.


Era véspera do dia das mães. Minha filha mais velha marcou uma depilação para mim de presente. Comprou também vários outros presentes do meu gosto (calças de ginástica, pijama de oncinha, maquiagem...). Fomos até o centro e ela disse que enquanto eu me depilava, ela daria uma volta. Desanimada, pensando na vida, estava eu lá, deitadinha no centro de estética, quando ela pede para entrar. Levei um baita susto, mas ela apareceu, como uma luz para a minha vida, exibindo sua tatuagem: na nuca ela tatuou a palavra “MÃE”.


Foi um momento mágico em minha vida: uma injeção de alegria, eu estava no caminho certo e ainda era uma referência positiva para minha pequena garota de 22 anos.  Ela se mostrava orgulhosa daquela mãezinha triste e vencida, e pulava de felicidade ao mostrar que era feliz de tê-la como mãe.

Minha vida mudou a partir dali. Não pela tatuagem, mas pela atitude. Vi que os momentos mágicos acontecem em nossa vida a todo momento quando somos MÃES. Vi que minha menina estava ali, comigo, e continua sempre. É minha pequena grande amiga. É minha filha. Meu grande tesouro. E meus outros dois grandes tesouros, mesmo sem manifestar, estavam ao meu lado.

E que os momentos mágicos vinham seguidamente... eu estava desperdiçando tais momentos com tristezas que nem valiam a pena.

(Vânia Oliveira - mãe da Lívia, do Renan e do Ramon)

Boas vindas para a peça que faltava!


Venho hoje aqui apresentar a peça que faltava para este nosso quebra-cabeças ficar completo: a VÂNIA OLIVEIRA, que aceitou, depois de um bom tempo, fazer parte dessa nossa especial equipe!

Adoro os textos da Else, que ocupava a vaga do domingo nas duas semanas, mas, desde o começo, isso era algo provisório, já que a proposta inicial era conseguir 14 mães, 14 visões diferentes sobre um mesmo ângulo! Algo semelhante aconteceu comigo, quando ofereci a minha vaga provisória de uma das segundas à Luciana Thompson, e fiquei só com a quinta-feira, na escala, porém, continuo postando toda quinta, como extra em uma delas, postando por prazer e não por "obrigação". Aliás, noto muito isso em cada uma aqui presente -- todas escrevem por prazer, pelo prazer de ser mãe e com o intuito de COMPARTILHAR, TROCAR!

Espero, sinceramente, que a Else continue escrevendo nos dois domingos! Seus textos são fantásticos! Assim como sei que os da Vânia também muito agradarão e nos emocionarão! A família agora está mais do que completa! Obrigada, Senhor, pelo contato com cada uma dessas mães e pela presença (especial) delas aqui! Seja bem-vinda, Vânia, querida! A casa é sua!

Com amor,
(Andreia Dequinha - mamãe de Miguelito)

sábado, 15 de outubro de 2011

Proteção materna é magia!


Uma gaveta toda revirada. É assim que me senti quando mergulhei, de uma só vez,  meus dedos, olhos e pensamentos nessa linha do tempo, em busca de encontrar  uma  cena e classificá-la como o  momento mágico  mais peculiar do meu contexto materno.
 
Sem uma resposta de imediato esperada, o que eu provoquei foi uma avalanche delas... Que difícil! Entretanto, a seleção é  fundamental, tem que ser definida... mas qual  critério seguir?   Pela magia? Admiração? Encanto? Fascínio? Ilusionismo? Sobrenatural?  Qual quadro devo pendurar desta vez que retrate com totalidade algo especial,  ou quem sabe, transcendental?

O momento do nascimento é mágico; a amamentação é mágica; o embalar é mágico; o crescer e o desenvolver  de um filho é mágico; as primeiras palavras são mágicas; os primeiros passos são mágicos; o carinho  e vínculo entre mãe e filho é mágico; o dia-a-dia de mãe e filho, com todos os atropelos, alegrias e surpresas é mágico...

Passar pela maternidade é receber uma graça e compartilhar com Deus uma parcela do Seu amor. Desenvolve-se, a partir daí,  um novo sentido (Quem sabe o sexto, sétimo ou oitavo deles) para tornar-se mais apta,  capaz de zelar, com todas as letras do pequeno e indefeso ser que foi entregue com permissão divina. Proteção: uma palavra-chave que atiça os instintos maternais a tal ponto,  que,  “estar de plantão”, para uma mãe, não é nada difícil, pois isso acontece até inconscientemente.  Bem... vamos aos fatos:

Uma vez, eu deixei minha pequena, de poucos meses,  alguns minutos  sozinha no quarto e fui atender o portão. Enquanto eu dispensava a tal pessoa,  comecei a me sentir estranha, com falta de ar e um incômodo inexplicável. Parecia que estava “fora de órbita” e só conseguia pensar  na minha filha.  Tratei de entrar correndo e quando cheguei no quarto a encontrei passando mal, sem conseguir respirar. Rapidamente a socorri e consegui  acalmá-la. Só de imaginar o que poderia ter acontecido a ela se eu não tivesse seguido a     minha intuição, me faz ficar arrepiada. Graças a  Deus minha conexão com ela estava 100%.

Alguns anos depois, a caminho do trabalho, senti que o meu filho (de mais ou menos doze anos naquela época) corria perigo, não sabia por qual motivo, mas ele precisaria de mim. Nem hesitei. Desci do ônibus e me dirigi à escola onde ele estudava. Confirmei minhas suspeitas: um colega seu tinha reunido uma turma para dar uma surra nele. Estavam distribuídos em lugares estratégicos,  em frente à escola esperando-o para o “massacre”.  Meu filho nem sabia dessa armadilha. Eu me dirigi a eles, tive uma conversa looonnnga e muuuuiiiiiito difícil, mas consegui fazê-los mudar de idéia. Novamente agradeci a Deus pelo “toque” e por me ajudar a resolver tal questão. Depois do ocorrido, lógico: vem as lágrimas de emoção e de agradecimento.

Esses dois episódios extremamente significativos, para mim, estão diretamente ligados por um elo:  “o  toque”,  que nomeio e eternizo aqui  como  o momento mágico.  Como é  forte o sentimento de proteção de uma mãe,  um tipo de preservação   da espécie que não tem preço! é um vínculo sublime que  ultrapassa à explicação da lógica e o formalismo da ciência!

 (Zizi Cassemiro, mãe-protetora do Danilo e da Patrícia)