terça-feira, 31 de maio de 2016

Meu doce peixinho


Tudo indica realmente que ele é do signo de Peixes, afinal, ama água, a do mar então! Hummmmm... Como é doce o meu peixinho! 

Mas ele sofre bem as influências capricornianas, da mãe e de Aquário, do pai, que, segundo o Zodíaco, não combinamos, mas o que seria da vida sem os opostos?!? Acho que essa influência marcou bastante o meu pequeno peixinho...

Sei que ele tem as características em formação ainda, menino do segundo decanato, possui sua independência tipica do signo, carinho (quando quer), tudo é no tempo e na vontade DELE, é como um peixe que tenta furar a piracema, esperto para umas coisas, preguiçoso para outras (o meio influencia, e muito! risos), mimado (eu também fui, então por que não?), mas sei que tem um bom coração, é sentimental...

Ainda é cedo para observar todas as características, e é bem capaz de que muitas outras ainda venham a aflorar, já que sei que são muitas as influências exercidas sobre ele... Mas estou atenta! 

Certo dia, vi que havia se emocionado com uma cena de um desenho a que assistia, me comoveu, por certo, então aí pude ver que meu peixinho está crescendo, as mudanças acontecendo... Para mim foi lindo observá-lo secando os olhinhos discretamente, para que não visse! Ele está virando um rapaz, o meu "hominho", que deita em meu colo para ver seus desenhos preferidos e que, no mesmo rompante, cisma e me abandona (amor bandido).

Gosto do signo dele por ser místico, ser intuitivo, observador ao extremo... Acredito que, não só pelo signo, ele será um grande homem. Torço! 

(Elizabeth Oliveira - mãe orgulhosa do pequeno peixinho LG)

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Meu leãozinho!


O leãozinho

Gosto muito de te ver, leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho

Para desentristecer, leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho

Um filhote de leão, raio da manhã
Arrastando o meu olhar como um ímã
O meu coração é o sol, pai de toda cor
Quando ele lhe doura a pele ao léu

Gosto de te ver ao sol, leãozinho
De te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba

Gosto de ficar ao sol, leãozinho
De molhar minha juba
De estar perto de você e entrar no mar

(Caetano Veloso)

Como não sou muito ligada em horóscopo, confesso, tive que pegar uma "colinha básica" do Google para ver as características deste signo! Miguelito é leonino, do dia 14 de agosto!

Concordo que meu leonino é generoso, bondoso, fiel, carinhoso (ao extremo!), criativo, entusiasta, e é compreensivo com os demais (mas só até a página 10, porque quando se estressa... sai de baixo!). Também concordo que tem um ar prepotente e mandão, meio intolerante em alguns momentos, e nestas horas é uma "queda de braço" aqui em casa (eu sou escorpiana... preciso dizer mais alguma coisa?!? he he he).

Não sei se todo leonino é assim, mas o meu garanto que é: tem a mania de interferir até quando não deve, é entrão, mas suuuuuuuuuuuuuuuuuuuuper justo (tenho o maior orgulho e olha que ainda não tem nem sete anos!).

Discordo um pouco quando diz que gosta de se arriscar. Miguel nem me deixou tirar a rodinha da bicicleta, por exemplo, por puro medo de cair, de se estabacar! (risos) Ele é super na dele, medroso para um monte de coisas, sensato, tenta ao máximo evitar conflito... a não ser, claro, que presencie alguma situação de injustiça. Nisso puxou a mim. Acho que pode estar mais no DNA do que propriamente no signo.


Acho que gosta sim da rotina, pela segurança que isso lhe passa, mas é claro que, como qualquer pessoa normal, às vezes gosta de respirar novos ares... experimentar... Realmente gosta de crianças, de interagir, de teatro, e de festas! Tem também força, é seguro (quase sempre), tem espírito de liderança, é extrovertido quase sempre (principalmente nas apresentações da escola!) e como faz amigo com facilidade!

Independente das qualidades e dos defeitos, vindas do signo ou dele mesmo, em essência, é fato que sou apaixonada por esse meu leãozinho! É e sempre será o meu gatinho e o meu leão, dependendo dos momentos... seja dócil e domesticado... seja feroz e rugindo em toda a sua selvageria... será sempre o meu melhor amigo, parceiro de todas as horas, o melhor antidepressivo que poderia existir nesta vida! 

(Andreia Dequinha - mãe do leonino mais lindo do mundo!)

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Eu me perdoo

                                 

Eu vivo arrependida... O meu arrependimento tem o tamanho proporcional à certeza no ato da escolha. Se visto a blusa vermelha, na rua acredito que a azul me cairia melhor. Sou capaz de me arrepender do sabor no meio do picolé. Acho que nasci assim, indecisa e arrependida. 

Houve arrependimento até em relação ao tempo. Demorei muito a engravidar. Eu me tornei  mãe pela primeira vez aos vinte e oito anos. E depois, somente aos quarenta. Sete anos de casamento até que eu decidisse engravidar pela primeira vez. Fiquei esperando pelo tempo certo, pela hora certa e hoje me arrependo por ter esperado tanto. Gostaria de ter sido mãe mais cedo para poder ser jovem junto com os meus filhos.

Sei que dirão que a jovialidade está na alma, mas acredito que a maior concentração esteja, sim, no físico. Aos 4.7, não me sinto capaz de correr com a Maitê ou de acompanhar o Renan  assistindo a filmes pela madrugada como fazia quando era mais nova.

Entretanto, na maternidade, em si, houve muitas certezas. Sou segura dos meus exageros, do excesso de cuidado com os dois e estou certa da minha luta.

Deus me confiou a educação do melhor filho, amigo e companheiro que uma mãe pode querer e acertou em cheio quando me designou a Maitê, por quem não escondo uma paixão que vem de outras esferas.

Por mais que minhas escolhas não sejam perfeitas, por mais que meus diagnósticos não resultem em saldos tão positivos, eu me perdoo. Acredito fielmente que mãe sempre acerta, até mesmo quando erra, porque agimos em nome de um bem maior que se chama AMOR.
                                                                                                 
                                                                                         (Mônica Jogas- mãe do Renan e da Maitê)

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Mãe não é perfeita...



Quantas vezes já ouvimos a frase: "-- Mãe é perfeita"?!? Aí internalizamos isso e muitas vezes nos frustramos, pois erramos todos os dias.

Arrependimentos graaaaaandes confesso que não tenho, se não com certeza eu me lembraria...

Quando minhas filhas (gêmeas) nasceram, parei de trabalhar por três anos e não me arrependo, pois pude aproveitar uma fase maravilhosa da vida delas . Eu tinha uma pessoa que me ajudava, mas fazia questão de sempre estar por perto para “corujar” as duas.

Pequenos arrependimentos fazem parte da vida de toda mãe. Eu duvido que nenhuma tenha caído na tentação de dar um grito fora de hora, de não ter atendido a algum pedido, de ter dado uma de “louca” quando não precisava...

Acho que me arrependo de não ter lido mais para elas! Li bastante, mas poderia ter lido TODOS os dias. Também poderia ter criado as duas com um pouco mais de liberdade, acho que as deixei muito embaixo das minhas asas (minha mãe fez isso comigo). Arrependo-me também de ter falado alguns “nãos”, quando, na verdade, poderiam ter sido “sins”, mas que, por medo de errar, preferi não arriscar. Às vezes em meu momento “neurótica” falo coisas do tipo: "– Ahhh, vocês vão se arrepender por me tratar assim, quando eu morrer não adianta ficar chorando” – fala sério – completamente desnecessário... Daí vou lá e peço perdão a elas.

Mas a vida é assim... Quantas e quantas vezes acho que estou fazendo gol a favor e descubro que fiz foi contra! Quando isso acontece, admito meu erro e peço perdão – não tem outro jeito. Eu tento ser a melhor mãe do mundo, mas não sou perfeita...

A maternidade foi a melhor benção em minha vida - graças a ela eu cresci, amadureci, aprendi a ser mais humilde e a deixar de ser tão egoísta. Como filha única, poder gerar e cuidar de duas ao mesmo tempo... foi -- e é --  maravilhoso!!!
(Maria Regina - mãe das bençãos Catarina e Beatriz - 18 anos)

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Arrependimentos maternos


Desde que me tornei mãe, não passo um único dia pensando em algo que fiz, ou que não fiz, ou que poderia ter feito melhor. Arrependimento é algo que me persegue e, entre tantos, um se refere ao meu resguardo após o parto. Acho que eu poderia ter ficado menos igual a uma doente. Não saía do quarto, não trocava de roupa... enfim, eu não vivia, apenas sobrevivia. Claro que a depressão pós-parto só ajudou esse quadro a piorar, mas eu poderia ter percebido que estava mais frágil e que, ainda assim, poderia fazer grande parte daquilo que eu fazia antes. 

Outro arrependimento se refere a não sair com a bebê. Sempre que eu precisava sair de casa para qualquer coisa, eu deixava a Laura com a minha mãe e aí cronometrava a saída para voltar sem encontrá-la chorando de fome. Eu poderia ter tomado o devido cuidado e sair sem pressa, curtindo minha cria fora do ninho, só eu e ela...

Por fim, me arrependo de ter ficado tão neurótica com relação aos horários e à rotina. Ouvi tanto falar que a criança precisava ter rotina que então fiquei numa super neurose, e isso, com certeza, influenciou negativamente no sono da bebê. Eu ficava assustada se passava dos horários do sono, por exemplo, ela sentia isso e aí que não dormia mesmo, entrava no estado vulcânico e pronto... o caos estava feito! 

Sei que tudo isso tem muito a ver com o fato de eu ser mãe de primeira viagem, mas agora, mais calma e já mais experiente, que eu percebi que poderia ter deixado os primeiros meses mais leves, mas...


 (Renata Marchioreto Muniz - mãe da pequena Laura)

terça-feira, 24 de maio de 2016

Não posso passar a borracha...

Gosto muito da frase "A vida é a arte de desenhar sem borracha", pois simplesmente não dá mesmo para voltar atrás... Eu, por exemplo, tenho grandes arrependimentos na minha vida como mãe! De todas as filhas da minha mãe, eu sou a campeã em conflitos internos, e talvez por isso cometi tantos erros. O primeiro grande arrependimento da minha vida foi em relação ao meu filho mais velho. O meu exagero de mãe rígida fez daquela criança um menino tímido, demasiadamente inibido. Ele tinha muito medo de mim por causa das minhas atitudes. Eu, por minha vez. queria muito ser aquela mãe disciplinadora, sem ser autoritária, mas infelizmente não era, eu só sabia ser um tanto dramática (na tentativa de acertar, é claro, como todas as mães!).

Quanto me culpei por isso! Em um certo momento da adolescência, ele precisava se defender em razão de alguns comentários de colegas (bullying escolar), mas não conseguia. Cheguei ao ponto de desejar que seria melhor receber reclamação por ele ter batido em alguém na escola do que vê-lo chegar chorando todos os dias porque não conseguiu reagir a mais uma humilhação. Eu me revoltava comigo mesma e pensava que eu devia mesmo era ter ensinado o meu filho a dar porrada nos outros, isso sim, mas fui dar uma de mãe correta, certinha e olha o que eu ganhei (e ele também!). Tadinho! Agora é tarde, não posso passar a borracha! (risos)

Mas, hoje, posso dar graças a Deus!!! Orei muito pelo meu filho e vejo que ele superou tudo, e se tornou um moço pra lá de argumentador!!! Com seu jeito próprio de pensar e de se posicionar a respeito de qualquer assunto, chega até a ser chato, além de extremamente crítico! (risos) 

Quanto ao Elias (um doce de menino!), lembro-me apenas de uma pequena pirraça que ele fez e que, por causa disso, mais uma vez manifestou-se o meu exagero como mãe, pois dei tantas chineladas nele, com tanta raiva, com todas as minhas forças, que ele ficou todo vermelhinho e eu também toda vermelhinha de tanto chorar de arrependimento, pois ele dormiu soluçando, tadinho!!! (estou até chorando agora me lembrando da cena).

Jamais serei a mãe perfeita, mas sou a mãe real, a mãe que tem sentimentos... Sou a melhor mãe que  posso ser, a mãe que, apesar de todas as dificuldades, está sempre lá. A mãe que ora todos os dias de joelho pelos filhos e que sempre leu a Palavra de Deus para eles durante toda a infância e adolescência (agora que já estão crescidos leem sozinhos, embora eu continue dando aqueles lembretes de mãe chata, do tipo: "Leiam a Bíblia, meninos!!!" ou "Não se esqueçam de fazer a oração!" kkkkkkkkkkkkkkk)

Um dos meus arrependimentos recentes foi impedir meu filho mais velho de se divertir com os amigos em um sábado à noite! Mesmo ele já tendo vinte anos de idade, saiu para tocar violão com a turma da faculdade, mas quando chegou lá viu os meus recadinhos dramáticos dizendo que só daria o carro para ele trabalhar e que o resto que fosse a pé ou de bicicleta, e outras coisinhas mais. Ele voltou na hora, com certeza, e chateado! Pedi perdão, disse que tudo isso é porque me preocupo e porque o amo muito!! Ele me respondeu que também me ama!!(ufa, que alivio! risos).

A grande verdade é que todas nós erramos como mães, machucamos e decepcionamos os nossos filhos, mas o perdão é um santo remédio e faz parte da dinâmica de fortalecimento do amor entre pais e filhos, pois, na maioria das vezes, traz aprendizado e mudança positiva de atitudes. É uma forma divina de reconciliação, já que a borracha não resolve! Enfim...

                                                           
(Maria José - a mãe dramática de Mateus e de Elias)

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Ainda bem que arrependimento não mata!


Dia desses eu estava vendo uma reportagem que comentava que as mulheres atualmente são mais estressadas, principalmente no quesito MÃE. Até concordo, mas não deixo de defender. Antigamente as mulheres costumavam ficar em casa, apenas cuidando da casa, do marido, dos filhos, vivia, enfim, só para o lar... e hoje em dia a maioria delas continua fazendo tudo isso, só que somada à tarefa de estar trabalhando fora, batalhando seu lugar ao sol, numa dupla (ou até tripla) jornada! O estresse, pra mim, vem dessa sobrecarga. E notei isso não só quando fui mãe, mas quando tive que ser a mãe e a professora, voltando ao trabalho. Não foi naaaada fácil. 

Isso faz quase sete anos, mas até hoje me sinto dividida entre dar mais atenção ao meu filho ou à minha profissão. Quando estou brincando com o Miguel, me sinto roubando tempo de corrigir minhas provas ou elaborar minhas aulas e minhas atividades... e quando me dedico a isso e vejo meu filho ao meu lado, brincando sozinho, também me culpo, e tem sido assim, sucessivamente...

Não tenho mais muitos arrependimentos, confesso, já que optei por trabalhar menos e deixar todas as minhas manhãs livres e, portanto, disponíveis para o meu filhote. Nelas a gente brinca, eu o levo às suas atividades, ajudo a fazer as tarefas da escola, enfim, eu aproveito para curti-lo, sem culpa. É a minha carta de alforria (momentânea e diária) da Andreia professora! Ali eu tento ser apenas a mãe do Miguel... e olha que já é coisa pra caramba! Dá até pra cansar! (risos)

Sim, me arrependo apenas de ter trabalhado numa escola particular, três manhãs e com tantas turmas, dando aulas de Redação e trazendo pra casa tanta coisa para corrigir. Para trabalhar, eu tinha que deixá-lo sozinho com minha mãe... sobrecarregando a mesma... e privando elezinho de estar mais comigo, de acordar e me dar um "bom dia" e um abraço apertado que dinheiro nenhum a mais nunca vai compensar! Fora as horas também roubadas dele corrigindo uma pilha de texto! Foi aí que percebi claramente que quanto mais a gente ganha, mais se gasta, sem falar que o estresse vai nos fazendo pifar! O dinheiro que vem a mais logo sai para remédios e/ou médicos... e o que fica vai embora inevitavelmente depois, para o voraz Leão do Imposto de Renda! 

Foi a melhor coisa que eu fiz na vida: trabalhar menos...!!! Não me arrependo de ter tomado essa decisão!!! A gente até toma menos sorvete, come menos pizza, vai menos ao cinema, não viaja, compra menos roupa... mas não tem preço pegar um sol com ele na pracinha, pela manhã, enquanto ele anda de bicicleta (e ainda dá pra rolar um sacolé... he he he). São as escolhas que a vida e o nosso coração nos obrigam a fazer! 

Ahhhhh, acabei de me lembrar de um arrependimento recente, bem recente... na verdade, ocorreu anteontem, à noite. Eu, morrendo de dor por causa da Chikungunya, estava deitada e elezinho pulou da cama dele pra minha, dando, sem querer, uma joelhada justamente onde mais eu estava sentindo dor. Veio apenas me dar um beijo de boa noite e um abraço  (tão carinhoso ele é, tanto quanto é desastrado) e eu, movida pela dor intensificada, dei a maior bronca nele e o mandei voltar pra sua cama... A carinha de desapontamento dele foi mais afiada do que qualquer lâmina e como feriu meu coração! Fere sempre! Tem esse poder! Me arrependo, sim, desta e de todas as outras vezes em que me estresso com ele, à toa, em que dou bronca em vez de compreender... em que grito em vez de conversar calmamente...  em que choro em vez de gargalhar com ele... em que julgo em vez de explicar... Minha sorte é que sei pedir desculpas quando noto que me excedo (e são muitas as vezes, eu bem sei!) e ele, generoso e compreensivo ao extremo, sempre me perdoa! 

Enfim, ser mãe não é nada fácil... ser mãe e profissional é mais punk ainda... Como erramos! E como devemos estar atentas para comemorarmos também cada acerto! É dificílimo a gente encontrar o ponto de equilíbrio... Até hoje eu o tenho buscado, incessantemente, e tomara que um dia eu o encontre, para dar uma paz mais constante ao meu coração!

(Andreia Dequinha - mãe do Miguelito que sempre me perdoa!)

domingo, 22 de maio de 2016

Porque sou a melhor mãe que posso ser...

"Hoje, eu lavando a louça, meu filho me pediu colo, e eu falei friamente: -- Estou ocupada! Quando terminei a louça o vi sentado na cama assistindo sozinho a seu desenho animado com esse semblante triste da foto, aí logo meu coração partiu e eu me lembrei de um texto que escrevi há algum tempo. Preciso fazer a leitura desse texto todos os dias, preciso entender que ele cresce rápido demais e que eu preciso aproveitar...

Hoje minha noite está cheia de arrependimentos. Assim como algumas pessoas falavam que depois da maternidade eu iria me arrepender de muita coisa, falavam que me arrependeria de não ter conhecido o mundo sozinha, que me arrependeria em não terminar meu curso de Medicina primeiro, que me arrependeria de não ter curtido direito a vida...

Hoje estou aqui arrependida. Mas não é de nada disso que me disseram: Eu estou arrependida porque briguei com você, só porque você ficou tentando colocar o DVD da Peppa sozinho. Eu estou arrependida porque deixei você chamando diversas vezes "mamãe" antes de eu atendê-lo. Eu estou arrependida porque não deixei você tomar mais um copo de suco. Eu estou arrependida porque você me chamou para brincar e eu falei que estava ocupada. Eu estou arrependida porque você levantou os braços pedindo colo e eu disse "a mamãe pega já já" e não peguei... Tudo isso porque o dia foi cheio demais e eu queria dar conta de tudo. 

Agora eu me lembro de você tão novinho... Parece que foi ontem que você nasceu e hoje o vejo tão crescido, cheio de atitude. Gela o coração perceber que estou perdendo o nosso tão curto tempo, preocupando-me com outros afazeres. A casa sempre será a mesma e você cresce muito rápido. Poucos meses atrás eu guardava mordedores e chocalhos e hoje já guardo carrinhos e bolas. Amanhã estarei guardando livros e tablets. Não vou mais perder tempo! Farei isso só quando você dormir, para que todos cheguem e vejam nossa casa decorada por você, que tomem cuidado para não tropeçarem nas coisas e quando me perguntarem o que passei o dia fazendo eu responderei: -- Vendo meu filho crescer! Você é muito mais importante e não quero mais me arrepender. Te amo!"

O texto acima é de autoria da Maria Renata Cerqueira, que tem uma página muito legal no Facebook, chamada "Porque sou a melhor mãe que posso ser" (recomendo e eu já estou lá curtindo, claro!), e eu o trouxe pra cá porque me identifiquei demais! E duvido que eu seja a única! Que atire a primeira pedra quem nunca se arrependeu de alguma coisa, ainda mais em se tratando de filho! Como a gente se culpa! Como a gente tenta se desdobrar! Como a gente se cobra! Como a gente acaba sofrendo por não dar conta de tudo (ou pelo menos não da forma que gostaria!). Independente de tudo isso, no fundo, precisamos ter essa consciência de que podemos não ser mães perfeitas (e isso existe?!?), mas que somos mesmo a melhor mãe que podemos ser! E que isso nos absolva e que nos baste! Amém?
(Andreia Dequinha - mamãe do Miguelito e meio mãe deste nosso blog também) 

Do Purgatório à Plenitude

Se  queremos ter saúde e sonharmos com um belo corpo, precisamos fechar a boca para tudo que nos é agradável ao paladar (doce, pizza, hambúrguer e outros similares...) para comer salada, salada e salada... Uma vez ou outra, algo mais saboroso. Praticar exercícios físicos, até suar camisa, ao invés de ficar jogado na cama,  lendo um  bom livro, assistindo a um filme interessante,  teclando com um amigo ou tirando uma boa soneca...

Para um profissional exercer a profissão desejada, tem que estudar, estudar e estudar... ou mesmo passar por um treinamento pesado que, muitas vezes, requer esforço e sacrifícios... Até aquele saboroso  pão doce, exposto no balcão de vidro da padaria, já sofreu várias sovas para tornar-se  uma guloseima cobiçada por tanta gente... inclusive por mim. 
 
Já li e já ouvi vários comentários sobre a necessidade do sofrimento para se alcançar o aperfeiçoamento. Uma espécie de purgatório, onde as dificuldades são experimentadas de várias formas,  para chegar-se à perfeição. É assim em qualquer circunstância da vida... E para quem é mãe e avó, como no meu caso, esta constatação se encaixa como uma luva...

Ser mãe e ser avó têm sido duas experiências incríveis em minha vida. A primeira foi um verdadeiro purgatório: insegurança, medo, sofrimento... Até hoje, surpreendo-me ao ouvir muitas mães afirmarem que não tiveram problemas, que tudo foi tranquilíssimo... Não, gente, pra mim não foi nada fácil. Às vezes, chego a pensar que sou exagerada; ou então, as pessoas fantasiam esta realidade, porque fomos criadas ouvindo dizer que mãe não tem direito de reclamar de suas dificuldades, de suas dores... Mãe não pode errar e tem que se virar com sua cria... “Quem pariu Mateus, que embale!”

Planejei minhas duas gravidezes. Nenhum dos dois veio por acaso. Assim que constatei a primeira, tratei logo de me cuidar: mudei hábitos alimentares, segui à risca orientações de meu obstetra e li tudo que me foi possível na época. As revistas “Gravidez e Parto”, “Pais e Filhos” e os encartes de jornal com os conselhos do pediatra Dr. de Lamare tinham lugar certo em minha mesinha de cabeceira. Eu os lia com tanto interesse, que parecia aluno responsável estudando para prova.

Finalmente chegou o momento de passar pelo teste. Recebi a tão esperada prova. E que dificuldade, meu Deus!!!  Foram dias, meses,  anos... e eu cheia de dúvidas; muito pouco sabia resolver. De nada adiantou toda a leitura, tanto preparo... parece que emburreci. Entre tantas e tantas  situações que me deixaram aflita, destaco a famosa cólica dos primeiros meses. Tudo que li como sobre lidar com ela, caiu por terra... Aquele serzinho frágil, contorcendo-se de dor, deixava-me em pânico; mesmo eu sabendo que é normal, que era o organismo se adaptando ao alimento...  E choravam eles, e chorava eu. Não sei por que Camilla e Guilherme tiveram tanta cólica, já que cuidei tão bem de minha alimentação... E o que me deixava mais encucada, era quando ouvia mães amigas dizerem que seus bebês não tinham cólica, que só choravam pra mamar... Como assim??? Que fenômeno normal é esse (os  pediatras dizem ser normal) que só meus filhos tinham?

Vivi meu purgatório materno, como responsável por duas crianças que hoje já são adultas, e, portanto, libertei-me de tanta insegurança.
Tornei-me avó há dois anos e dez meses. E sem que eu me preparasse para viver esta doce aventura, recebi Clara e Valentina em meus braços. Gêmeas e prematuras de sete meses, de tão miúdas, cada uma cabia na palma de minha mão. Clara veio para casa primeiro;  depois de passar vinte e três dias  em uma UTI Neonatal, enquanto  Valentina chegou depois de trinta e três dias na mesma UTI. E aí, minha gente,  aquela prova tão difícil que eu quase não soube responder no tempo de meus filhos, de repente se tornou facílima... A começar pelo primeiro banho que eu dei nas duas. Enquanto com eles precisei de duas pessoas amigas para fazê-lo por mim, com as netas foi tranquilo... Eu não tinha aqueles pontos inflamados do parto normal e da cesárea, muito menos o medo de não saber cuidar do umbiguinho, de afogar o bebê... enfim. A cólica que elas também tiveram, eu tirei de letra. Enquanto a mãe delas também ficava nervosa e apavorada com a choradeira, eu as pegava ao colo (uma de cada vez) e as acalentava até aliviar aquele desconforto...

Não, não tem sido um mar de rosas cuidar das duas, até porque criança é criança; sem essa de que é calminha e não dá trabalho... Dá trabalho sim, e muito... Só que o purgatório me preparou muito bem. Encaro tudo com calma, paciência, determinação e muita FÉ em Deus e na Virgem Maria. Sempre recorro a Eles para que eu consiga agir com a sabedoria a necessária.

Cheguei à conclusão de que o purgatório purificou minha trajetória materna e me tornou uma avó coruja e muito feliz.

(Zenilda Soares - mãe da Camilla e do Guilherme e avó das gêmeas Clara e Valentina)

sábado, 21 de maio de 2016

(Re)Aprender a dar banho?


Grandes expectativas compõem o momento do primeiro banho do bebê, especialmente para aquelas marinheiras de primeira viagem cheias de receios e de incertezas, mas que deram, sem hesitar, seu sim à maternidade e assumiram esse compromisso com coragem e determinação.

A boa notícia é que não estamos sozinhas nessa missão: presenças e palpites de parentes ou amigos circulam por todos os ângulos.  Todos solidários formam uma corrente de otimismo para incitar esses primeiros desafios maternais.

Memórias da infância vêm à tona e provocam nostalgias sem uma contribuição prática para aquela ocasião: os banhos nas bonecas  eram tão simples e tranquilos! Deveriam servir como ensaios para essa singular e real experiência. Entretanto, alimentou apenas o imaginário; o verossímil ficou à deriva...

Tenho nas mãos um serzinho frágil e enrugado cujos olhos me fitam, não de modo indagador, mas  com um olhar inocente e ao mesmo tempo curioso para saborear uma aventura hídrica.

Inquietações iniciais buzinam dentro da minha cabeça: E se eu o derrubar?; E se a água entrar nos ouvidos?; E se o bebê engolir aquela água durante o banho?; Qual sabonete ou shampoo ideal?; O que fazer se os olhinhos do bebê arderem?; Saberei  banhar direito todas as partes?; E se eu machucar o umbigo que ainda não caiu?; A temperatura da água está adequada?; O volume da água está apropriado?; Quanto tempo deve durar o banho?; Posso banhá-lo mais de uma vez por dia? Etc... etc.

Perguntas e respostas se fundem. Não há tempo para elas naquele momento. Palavras atrasam atitudes, reflexões adiam decisões. Para que esperar mais por algo tão evidente?

Cautelosamente, sentei-o na banheira apoiando-o na mão esquerda enquanto a direita trabalhava simultaneamente com o sabonete e água pelo corpo e nos cabelos do bebê. Foi necessário mudá-lo de posição para o acesso às costas e término da tarefa.

 Trabalho concluído em poucos minutos com sucesso. Medo superado a cada banho. Só mesmo a experiência diária capacita uma mãe à perfeição.

                                           (Zizi Cassemiro, mãe do Danilo e da Patrícia; avó do Gabriel e do Johnny)

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Banho de picão, ou seria com picão?


Ahhhhhh esses primeiros banhos!!! Foram regados com muito picão. Sim, isso mesmo!! Aquele carrapicho que muita gente odeia quando gruda na roupa, mas que é, garanto, um santo remédio para icterícia.

As gêmeas nasceram de 8 meses e o médico disse que se elas ficassem com icterícia deveríamos voltar ao hospital para que elas ficassem tomando banho de luz. Lá fui eu pesquisar o que seria esse “banho de luz”. Ahhhhhhhh... mas não irão precisar não (ô judiação)!!!

Mas só que comecei a notar que elas estavam com um leve amarelão, e comentei com minha sogra. Foi quando ela saiu pelo bairro em busca do tal “mato” e, depois de alguns minutos, ali estava ela com um pé de picão na minha frente e disse: " – Vamos fazer um chá e colocar na água do banho". Confesso que fiquei meio duvidosa sobre aquilo, mas, como sempre acreditei na sabedoria dos mais velhos, lá fui eu fazer o chá e dar o tão famoso “banho de picão” nelas. E não é que deu certo?!? Cheguei até a  ligar para o médico comentando isso e ele disse que às vezes funciona "quando o caso não é tão sério" (Será que ele riu de mim?!? hehehehe) Infelizmente não tenho o registro desse banho, mas está tudo guardadinho aqui em minha memória...

A protagonista do primeiro banho quando chegamos em casa foi uma amiga-irmã, mas depois assumi todo os outros (para surpresa de muita gente). Não tive medo de derrubá-las, apenas me preocupava bastante com o umbigo. Quando ele caiu ficou bemeeeeeemmm mais fácil. Elas amavam tomar banho e isso foi me dando ainda mais segurança, mesmo querendo muuuuuuuuuuito que minha mãe tivesse dado o primeiro banho, mas como ela já estava morando com o Papai do Céu...

(Maria Regina - mãe das gêmeas lindas Beatriz e Catarina)

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Não fui a protagonista dos primeiros banhos, mas...


O primeiro banho em casa pode ser um desafio para as mamães de primeira viagem, mas nem tanto se você for mamãe experiente, o que, em hipótese alguma, era o meu caso, pois não fui protagonista dos primeiros banhos dos meus filhos!

Dizem que, quando nasce um bebê, nasce uma mãe, e eu posso dizer que realmente nasce, embora não seja algo tão simples e mágico como é divulgado ou como fica em nosso imaginário. Algumas angústias e muitos temores foram os principais sintomas que surgiram junto com essa nova mãe.

Primeiramente eu assumo que sempre fui medrosa. Não tive coragem de dar banho naqueles meninões, que já nasceram enormes! O primeiro com quatro quilos e duzentos gramas e o segundo com três quilos e novecentos! Mas, mesmo grandões (que até parecia mais fácil do que se fossem bem pequeninos), eu tive medo de enfrentar, era muito medo de fazer algo errado. Acho que também foi um pouco por causa da cesárea, pois me senti muito fragilizada... disso eu me lembro muito bem!

Assim como muitas mulheres, o primeiro banho aqui em casa foi executado por outras mãos! Nestas horas nada melhor que do que mãos experientes. Do primeiro filho tive por perto a minha sogra e cunhadas, e, do segundo, quem esteve por perto foi a minha irmã, já não tive o privilégio de ter minha mãe por perto para usufruir da experiência dela (tive filhos distante dela... só uns três mil e quinhentos quilômetros! Só lamento!).

Eu era uma mulher frágil, com um monte de vontade e um tanto de medo. Mãe de primeira viagem, depois mãe de segunda viagem, o que foi pior ainda, pois tive que voltar para o hospital oito dias depois que ganhei o Elias. Fiquei internada mais oito dias, por causa de uma infecção e demorou mais ou menos sessenta dias para cicatrizar. Nem me lembro mais quanto tempo levei para dar o primeiro banho dele. Já faz tanto tempo!

Mas depois que tudo se ajeitou, peguei a prática e dava banho neles até de madrugada, pois não me contentava em limpá-los só com lencinhos e eles gostavam do banho. Aos poucos foram surgindo as batidas na água, respingando para todos os lados e a mamãezinha aqui tomava banho junto, sem querer. (risos)

É isso! Aos poucos as coisas se encaixaram. Acho que deu pra ter uma ideia do desafio. Mesmo não sendo a protagonista dos primeiros banhos, eu peguei o bonde andando e deu tempo de me alegrar com eles, ensiná-los a gostarem e até se divertirem, pois a alegria é a gente que faz acontecer.

Acredito que todas mães passam por todos estes desconfortos iniciais, cada uma do seu jeitinho, uma mais corajosa, outra um pouco menos, mas superamos tudo com alegria!

"Dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas..."
 (Efésios 5:20)

                                                                                                      (Maria José - Mãe de Mateus e Elias)

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Superando medos


No primeiro mês de vida da minha filha Laura quem deu os banhos foi a minha mãe. Primeiro para me resguardar por conta da cesareana e segundo porque eu nunca tinha dado banho em nenhuma criança. Após esse tempo, eu pedi para começar a dar os banhos. 

Foi bem tenso no começo. Medo de deixar escorregar, de afogar, de usar a água muito quente ou muito fria, de não enxaguar direito e dar alguma alergia, de não conseguir enrolar direito na toalha, entre outros. Então, nesses primeiros banhos, a minha mãe me supervisionava! Os banhos eram sempre no mesmo horário, às 15 horas, porque era inverno e precisávamos usar a parte mais quente do dia. Com o tempo, fui me habituando e já não sentia tanto medo, nem precisava mais do termômetro, pois já havia criado algumas técnicas e comecei a não precisar mais da minha mãe o tempo todo. 

A banheira era montada no quarto da filhota e mais pra frente foi para o banheiro porque ela começou a jogar água em tudo, mas, mesmo lá, eu continuava usando o suporte para ficar mais alta. Logo foi para o chão porque ela se mexia demais e o risco de cair era grande. 

Hoje, com um ano e dez meses, ela ainda toma banho na banheira, mas porque aproveito e tomo banho junto, então facilita as coisas. No final do banho ela entra no chuveiro, ainda relutando, mas já começando a gostar e, assim como eu, vai superando cada medo...

(Renata Marchioreto Muniz - mãe da Laurinha, de um ano e dez meses)

terça-feira, 17 de maio de 2016

O temor de dar banho

Temor! Pavor! Parece até filme de terror, mas era assim que eu me sentia quando ele ainda era miúdo, e confesso que ainda me sinto um pouco, pois sou muito estabanada e sempre falta alguma coisa do banho por fazer.

Sempre tive meus anjos da guarda, graças a Deus! No início era a enfermeira do postinho (chique eu, heim!!! risos), depois minhas primas e até mesmo o pai do LG (a maior figura fazendo isso).

Eu sempre com medo de quebrar, de afogar... até mesmo um simples banho comigo tenho medo dele cair do colo... Agora não mais! Mas vêm as neuras! Ohhh, que mãe neurótica sou eu... Morro de medo do piso, de ele vir a escorregar, então tenho milhões de anti-derrapantes (detalhe que ele não fica em nenhum), fora a opção da banheira, que o levado tira o pino e ela esvazia... 

Enfim, dar banho no LG, para mim, é uma aventura, afinal, sempre tem uma novidade! Cada vez ele quer levar uma coisa pro banho... menos ele mesmo, é claro, porque se pudesse fugiria (risos), mas depois que está lá eu consigo tirar tudo, menos ele! (risos) Fora que eu também tomo banho, por eu ter um poder de comando que nem mesmo meu cachorro obedece, quem dirá uma criança cheia de independência como ele!!! Disfarça! (risos)

Mas é gratificante cuidar dele, embora às vezes esqueça que ele tem orelhas, etc kkkkkkkkkkkkkk... Mãe de primeira viagem, sei que não posso só me inocentar por isso, mas por ser estabanada mesmo, por querer fazer tudo rápido e correto e aí sempre dá um BO!!! (risos)

No final, graças a Deus, tudo fica tranquilo, com ele limpinho, cheiroso, à espera de mais um banho (ou não). kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


(Elizabeth Oliveira - mãe do porquinho do LG)

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Até que eu tentei socializar, mas...

Bem que eu procurei nos meus arquivos de fotos e também vasculhei no meu HD da memória, mas não encontrei nenhum registro do PRIMEIRO banho do Miguel, que pena! Um saco ter que depender da boa vontade dos outros para tirar fotos de cada momento desses e olha que, naquela época, ainda nem se falava em selfie! E eu também, desastrada assumida, jamais arriscaria a fazer um com ele nestas horas! (risos) Então vou ampliar um pouco o tema e falar sobre os primeiros banhos da vida dele... e de alguns participantes especiais!

Tirando aqueles primeirões, dados na própria maternidade, quem deu o primeiro banho em casa claro que fui eu! Mesmo morrendo de medo de segurar aquela coisinha miúda e frágil, encarei, já que morria de ciúmes e não queria confiar a ninguém aquela experiência tão única! Na primeira semana foi terrível, tenso, principalmente por conta do umbigo! Depois que este caiu, ficou tudo beeeeeeeem mais fácil! 

Nas primeiras semanas, tive que fingir ser compreensiva e solidária e ceder alguns banhos... A vovó Lucinha quis dar um banhozinho em um dia, e a tia Iria quis dar num outro... e todo mundo com a coluna pedindo arrego, já que a gente colocava a banheira em cima da cama! (risos)


Caminhando para o terceiro mês, tia Bárbara nos emprestou um suporte para a banheira e que foi uma bênção! Minha coluna não só agradeceu um bocado como também ganhei mais segurança para aproveitar os banhos! (risos) Fui ficando tão "fera" que acabei ficando, de fato, solidária e até topei dividir (um pouquiiiinho) essa tarefa e deixei o pai também dar banho em alguns dias! (mesmo não saindo de perto, o que foi bom pra eu conseguir tirar algumas fotos... aliás, desconfio de que só liberei por conta disso, mas abafa... he he he).

Mas confesso que eu ficava com tanta pena de ver minha mãe todo dia cercando, rodeando, grudada, doida para dar um banho nelezinho que também acabei liberando para a vovó Cléa, mas só quando ele completou seis meses, porque aí já se sentava na banheira que nem um rapazinho (naquela época ela ainda estava se recuperando de uma isquemia). Foi a maior alegria, para ambos, aliás, para nós três!


Com uns quatro meses, improvisamos uma banheira na casa da tia Iria, no Rio, e foi com essa idade que ele também começou a tomar banho em bacias, em piscininhas, e até em balde (ofurô!). Se amarrava! Uma baguncinha boa atrás da outra, cheio de novidades! Época gostosa! E fora os banhos no tanque e os de mangueira... um pouco mais pra frente...


Até hoje eu adoro dar banho nele, e monopolizo meeeeeesmo, sempre que posso, mesmo sabendo que ele já está na idade de se virar sozinho! Enquanto ele não me der um passa-fora definitivo, eu continuarei, feliz da vida, a exercer essa função... (risos)

(Andreia Dequinha - que adora dar banho no Miguelito)

domingo, 15 de maio de 2016

De filhos a repolhos

Vocês só falam de filho! Qual mãe ainda não ouviu isso? Do próprio marido, do lado masculino da mesa ou de alguma amiga que ainda não tenha decidido passar pela a ventura da maternidade. Quando é comigo, respondo imediatamente: "Não tô falando de filho, tô falando de mãe. De mãe, de mim, de todas as mães, da questão mãe, entendeu?!" O fato é que esse virou mesmo meu assunto predileto, desde que não entre muito na cor do cocô. Podemos até começar pelo cocô. Podemos até começar pelo cocô, mas, invariavelmente, a conversa vai parar no ponto X, o mais interessante, o lado existencial, o ser mãe, o ser colocada em xeque todos os dias, o caminhar no fio da navalha, em que as palavras são pérolas para um serzinho tão disposto no mundo. Quando o X é alcançado, a conversa pode me levar a dormir às quatro da manhã, sem esquecer que o pivô do assunto, aquele de quatro anos, vem acordar às sete. 

Filho faz você pensar muito! 

Lembro muito bem, na mesa do jantar, quando nosso pequeno Nino, que mal articulava uma frase inteira, com a boca cheia de repolho, perguntou: "Mamãe, você gosta de repolho?" Não vou saber explicar aqui, caras leitoras, acho que mesmo com todos os gestos e olhares que uma atriz dispõe para tentar se expressar, eu não conseguiria fazer vocês entenderem completamente o que me aconteceu ao ouvir "Mamãe, você gosta de repolho?". Aparecia ali pra mim Nino, o homem. Aquele que com menos de três anos queria saber uma opinião, o mesmo que, um dia, iria adjetivar e abstrair. Meu Deus! Não sei o que me aconteceu. Foi uma frase, uma pergunta simples que me fez ver que eu tinha ali na minha frente uma personalidade que me acompanharia a vida toda, que cresceria deixando o tênis pela sala e que um dia, com uma mão enorme, talvez desse um carinhoso tapa na minha bunda querendo me dizer que alguma coisa não tem importância. "Adoro, filho, adoro repolho."

Filho faz você pensar muito. Você pensa na  vida, no que você vai ser, no que eles vão ser, na melhor maneira de cumprir sua missão por aqui... Você pensa e fala. E, quando você fala, parece que você tá falando de filho, mas você tá falando de existir! Ih! Hoje estou filosofando muito.

Depois que tive filho, quis voltar pra faculdade. Só não sabia se queria psicologia, pedagogia, antropologia, filosofia, ou até física, já que a ciência anda por aí tentando explicar o milagre da vida. Mas desisti da ideia porque, depois dos  filhos, o que você menos tem é tempo. E eles próprios acabam nos ensinando muito. O pequeno Nino me viu com uma calcinha de florzinha que pouco uso e falou: "Mamãe, que que é essa calcinha?" "Uma calcinha da mamãe, filho. Você gostou?" Passa um tempo e ele solta: "Já sei como é a vida, mamãe. Homem gosta de passarinho e mulher gosta de borboleta". Fiquei pensando naquela simplicidade. No que teria a ver a calcinha de florzinha com aquela "filosofada" infantil. Não sei exatamente. O que sei é que é sensacional ter crianças em casa. Eles nos restabelecem a lógica. Nós vamos fazendo curvas e eles nos põem na reta, nos ajeitam o pensamento. 

(Denise Fraga - Extraído do livro "Travessuras de Mãe")

sábado, 14 de maio de 2016

Importei da minha infância


I
Importei da minha infância
Esse meu jeito menina
O  bom senso de humor
Que até hoje predomina
Apesar de ser avó
De dois netos, vejam só
Brinco com minha rotina

II
Importei da minha infância
Meu jeito de fazer graça
Gostava de imitação
Vestida como palhaça
Divertia o pessoal
Na maior cara de pau
Merecia  até uma taça.

III
Importei da minha infância
A oratória dos meus pais
Que doía mais que vara
Com resultados iguais
Pois palavras tem um peso
Agem de modo coeso
Educando muito mais.

IV
Importei da minha infância
Esse lado humanitário
Gostar de ajudar o próximo
Em trabalho voluntário
Pois a sensibilidade
É uma grande qualidade
Não depende de salário.

V
Importei da minha infância
O amor pelos animais
O zelo pelos bichinhos
Para mim nunca é demais
Sempre tive a companhia
Deles no meu dia a dia
Desfazer disso?  Jamais!

VI
Importei da minha infância
As qualidades que tenho
Valorizar as pessoas
Reconhecer seu empenho
Enxergar o lado bom
Descobrir que há um dom
A ser tratado com engenho.

VII
Importei da minha infância
A religiosidade
O respeito ao Ser Supremo
Fé,  amor e  caridade,
Ser simples nas atitudes
Valiosa nas virtudes
Conduzir sempre  a verdade.

VIII
Importei da minha infância
Os  valores  necessários
Para esboçar o meu palco
E traçar o meus cenários
Escrever o meu enredo
Sem mistério nem segredo
Nas linhas dos meus diários.

IX
Importei da minha infância
A educação que tive
Tão humilde e grandiosa
Que nesses versos revive
Com flashes de umas lembranças
De quando eu era criança
E até hoje sobrevive.

X
Importei da minha infância
A explicação do agora
Como entender o presente
Se o passado ignora?
O  tipo de mãe e avó
Cujas crias são xodó
E exibo mundo afora.

(Zizi Cassemiro, mãe do Danilo e da Patrícia, avó do Gabriel e do Johnny)

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Os draminhas da minha infância


A vida em família deveria se desenrolar num clima de bom humor e serenidade... mas isso não acontecia na minha infância, pois a minha mãe era muito nervosa e eu morria de medo dela, aliás, cresci e fiquei adulta tendo muito medo dela. Mas não a recrimino por isso, coitada, pois criar sete filhos não é pra qualquer uma! É mesmo para uma heroína! Hoje eu sei disso e posso muito bem entender todo aquele mau humor.

Ela era muito rígida com as palavras, por isso muitas vezes eu desejava levar uma surra do que ficar ouvindo todas aquelas falações intermináveis! 

Não é que foi uma infância ruim, sei que havia outras bem piores na minha época, mas a gente nem podia correr, fazer algazarra entre nós. Imagine sete irmãos! Mas ainda assim brincávamos muito de pular corda, brincadeiras de roda, de peteca com alguns amigos. Porém ela odiava jogo de futebol... meu irmão levou muitas surras por causa disso, principalmente porque chegava atrasado para a janta e isso ela não perdoava!

Hoje, olhando para trás, agradeço a Deus por ela, porque sei que toda aquela rigidez tinha uma única finalidade: que todos nós, os seus sete filhos, crescêssemos com responsabilidade e dignidade. Superamos tudo! Graças a Deus!!

Mas o que importei mesmo da minha infância foi o drama. As minhas irmãs são todas mais calminhas do que eu... nenhuma delas é dramática, mas EUUUU!!! Que dó que tenho de mim! (risos) Pois o que pega mesmo...  Ah!!! São os meus draminhas!!! De vez em quando me surpreendo fazendo aquele drama do tipo: "Eu não sei o que seria dessa casa se não fosse eu"!!! Ou "quando eu morrer aí sim vocês vão me dá valor"... E mais ainda: "Eu só não chamo o quarto de vocês de chiqueiro, porque eu tenho dó dos porcos". (Vi na TV) kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Mesmo com os meus draminhas, eu sei que fiz diferente com os meus filhos, já que sempre me policiei em relação aos gritos e aquelas falações intermináveis. Fui um pouquinho dura com eles, reconheço, mas, como todas as mães, queremos educar os nossos filhos da melhor maneira possível. Erramos???? Sim e muito!! Todas nós erramos, afinal somos todas humanas! Sempre brinquei com eles, brincávamos de perguntas e respostas, de stop e até tentei jogar vídeo game com eles... maior fracasso, não deu (risos)... mas fui várias vezes  assisti-los jogar futebol. No domingo passado, por exemplo, no dia das mães, o meu filho me disse: "-- Mãe, vai lá no ginásio pra eu fazer um gol e mandar um coraçãozinho pra senhora" (fez o gesto do coração com as mãos). Fui lá, mas o time que ia jogar com o time dele não compareceu. Ficou pra próxima, mas o importante é que fui lá.

Então é isso! Alguns conflitos são inevitáveis durante a nossa trajetória como filha, como mãe, mas o que importa é que cada uma é feliz do seu jeitinho, com os filhos que Deus concedeu a cada uma de nós.

"Grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres..."
(Salmos 126:3)

                                                                                                       (Maria José - mãe de Mateus e Elias)

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Agora sou mãe, mas já fui filha...


Tal mãe, tal filha... ou seria... Tal filha, tal mãe?!?

Minha infância foi maravilhosa!!! Sou filha única, mas brinquei demais! Subia em árvores, andava a cavalo no sítio do meu avô, rolava no barro... Vixe... Tive uma infância bem “moleca”. E isso sempre tentei passar para minhas filhas. Não sou daquelas mães que acham que não pode se sujar, que sempre a roupa deve estar limpa... Elas também aproveitaram muito isso.

Outra coisa que importei da minha infância  foi o gosto por trabalhos manuais – fazer fuxico, crochê, tricô, brincos, pulseiras... Como não tínhamos muito dinheiro, minha mãe me ensinou a fabricar minhas próprias coisas. Aqui em casa sempre estamos mexendo com algum artesanato - caixinhas, velas, sabonetes, pulseiras... E assim vai. Ahhhh!!! Elas também gostam de montar quebra-cabeça (e eu também).

É óbvio que trazemos no corpo, na alma e na mente lembranças boas e más, tento filtrar e passar somente as coisas boas para elas. Mas somos humanos e, sendo assim, falhamos (tento aceitar isso). Em alguns momentos, percebo que minhas falas e algumas atitudes são iguaizinhas as da Dona Lourdes (minha mãe), até mesmo algumas chantagens do tipo: “ -- Vocês sentirão minha falta quando eu não estiver mais aqui!” kkkkkkkkkkkkkkk

Às vezes falo ou faço alguma coisa para elas e me lembro que eu falava para minha mãe: “ -- Isso jamais farei com meus filhos!” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Até parece! Doce ilusão! Sei que elas também pensam assim, mas só quando o dom da maternidade chega é que percebemos  que  MÃE É MÃE e só muda de endereço. hehehehehe

Minha mãe não me deixava lavar a cabeça no primeiro dia de menstruação, dormia quase todos os dias de meia, e também fiz isso com elas e não me arrependo. Sou “da moda antiga”, acredito demais na sabedoria dos nossos sábios anciões. Agora o “não tomar banho depois da janta” passou mesmo em branco por aqui...  kkkkkkkkkkkkkkkkk

(Maria Regina - mãe das gêmeas Catarina e Beatriz - 18 anos)

terça-feira, 10 de maio de 2016

Velha Infância

Pode até ser meio "demodê", mas é como vejo minha infância: velha e bem "distante", mas que, por ora, renasce com a companhia do meu LG! 

Trago muitas lembranças daquela época, pois sempre fui uma menina peralta, peraltíssima, por isso não devo, nem de longe, culpar meu pequeno quando ele faz suas traquinagens, pois teve a quem puxar! (risos)

O que eu carrego muito de quando era criança são as cantigas de roda e as músicas para ninar que sempre me lembram de minha mãe! Adorava vê-la dançar, e isso faço bem com meu filhote, aproveitando que ele se amarra em dançar e também gostamos muito de rir... ele tem o sorriso fácil e a alegria inocente que um dia eu também acho que tive, mas que, infelizmente, não me recordo mais.

Ainda é pequeno o nosso tempo de convívio e de nossas trocas, de nossas conquistas, mas sei que vou apresentar a ele tudo que tive, principalmente uma infância na roça,  cheia de bichos (que ele já muito curte).

É doce e suave a infância, que devemos tentar repassar sem medo aos nossos filhos, devemos retomar as brincadeiras divertidas, o andar de bicicleta pelo prazer... enfim, simplesmente ensinar a ser criança e a brincar como criança!!! É o que eu tento fazer!!!

(Elizabeth Oliveira - mãe do pequeno LG)

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Diretamente da minha infância

Passar de filha à mãe é um processo muito curioso! E algumas influências são mesmo inevitáveis! 

Há muitas coisas que minha mãe fazia comigo e que eu bem que tento fazer diferente com o Miguel, mas vira e mexe eu me pego cometendo os mesmos erros que apontava nela e que ela apontava em minhas avós, e logo me policio. Mas algumas coisas eu confesso que faço total questão de manter e aí vejo um pouco da minha infância presente na rotina do meu filho e é muito bom, gratificante, uma espécie de máquina do tempo!  

Moramos com a minha vó paterna até os meus dez anos... e ela era o meu xodó, minha defensora, exatamente como a minha mãe é do Miguel (tomara que elezinho possa ter a companhia dela por ainda mais tempo). Lembro-me das mesmas reclamações de mamãe, na época: que ela se metia em tudo, que me protegia das surras, reclamava das broncas (que achava sempre exageradas!), que ia acabar me estragando, me deseducando, me fazendo todas as vontades, me dando tudo na mão... no entanto, ela agora faz igualzinho, sem tirar nem por, com o Miguel. (risos)

Além disso, tento inserir algumas das muitas brincadeiras da minha infância na vida do Miguel, como pique-pega, pique-esconde, bandeirinha, queimado, futebol, bola de gude... brinco com ele de massinha, de desenhar, de pintar, e até de boneco, casinha e panelinha (sem nenhum grilo pra quem pensa que é coisa (só) de menina!). Leio com ele bastante livrinhos, crio histórias, compro um monte de joguinhos da minha época, para não deixá-lo só no vício do vídeo-game e do tablet. Tentei até importar da minha infância aquele hábito de ouvir historinhas (aqueles disquinhos coloridos, de vinil, relíquia!), só que adaptando, já que agora a coisa é mais completa, com direito à imagem e até 3D no DVD!!! Na minha época, todos esses efeitos especiais ficavam por conta da minha imaginação mesmo! (estou ficando velha mesmo, meu Deus!).


Eu o incentivo a brincar bastante! Criança tem que brincar e como o brincar ensina! O lúdico é valiosíssimo! Mamãe só me deixava brincar com a garotada da vizinhança depois que eu terminava de fazer todas as tarefas da escola, estudar para a prova, essas coisas... e acho que sou um pouquinho parecida nesse ponto, com a diferença de que não o alfabetizei cedo, antes de ir para a escola, justamente por achar muito chato ter sido privada de descobrir coisas novas junto com os amiguinhos, na idade certa, mesmo sabendo que foi por um bom motivo, com as melhores das intenções! Sou grata!

Fazendo igual ou fazendo diferente, o certo é que vamos construindo uma nova história... sempre...

(Andreia Dequinha - mãe do Miguelito)