sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Não há melhor lugar do que a nossa casa!

Depois de ter passado uma noite horrível no hospital, com direito a muriçocas, roncos e calor, muito calor. O que eu mais queria era voltar para minha casa. Não dormi nada, apenas cochilava, pois me assustava cada vez que Cauã colocava o resto do parto para fora. Parecia que ele ia morrer engasgado. Estava insegura, era minha primeira noite como mãe e eu estava longe da minha.
 No outro dia pensei que fosse sair pela manhã, mas tinha que esperar o obstetra e a pediatra liberarem e o hospital não informava que horas os médicos apareceriam para dar alta. Particular do SUS é assim, gente, sem programação. Quando eles resolveram aparecer, lá pra três horas da tarde, a pediatra olhou meu Bisculisco e achou a pele dele estranha. Perguntou se ele tinha passado do horário de nascer e ficou lá examinando meu filhote. E eu, ao lado, rezando MUITO pra não ter que passar mais uma noite naquele hospital. Ela então nos liberou e imediatamente liguei para o meu Super pedindo que fosse nos pegar. Tenho certeza de que ele não demorou mais de uma hora, mas eu liguei umas duas vezes, super nervosa, pedindo que ele fosse logo. Eu queria sair logo daquele lugar. Cauã já estava todo empacotado, tadinho, esperando o papai. Meu Super chegou, junto com mainha e painho. A comitiva toda (por isso a demora, eles estavam se “emperequetando”) para nos tirar do hospital.
Cheguei em casa e coloquei o filhote na minha cama (até hoje ele prefere a nossa) para, enfim, tirar a primeira foto dele. Depois disso deitei ao seu lado e fiquei olhando para ele e cheirando (eu fazia muito isso, rs). Não fiquei por muito tempo, pois estava exausta e adormeci feliz da vida por estar com meu filhote, com minha mãe, na minha cama e na minha casa. Bem no estilo Dorothy de "O Mágico de Oz", sonhando feliz e repetindo: não há melhor lugar do que a nossa casa.
(Dani Lino, mãe Dorothy, de Cauã)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Apresentando o lar ao Miguel!


O pediatra já tinha vindo nos visitar cedinho e dado alta para ele e, a partir daí, comecei a contar os minutos para a obstetra chegar para também me dar alta e podermos sair da maternidade e vir para a nossa casinha. Lembro-me de que fiquei um bom tempo sozinha, só olhando dormir aquela coisinha miúda, rosadinha, com dedos minúsculos e tão bem feitinhos, como todo o resto. O pai tinha saído cedinho para vir para casa pegar o carro.

Aproveitei para tirar muitas fotos dele ali em seu bercinho provisório e até hoje me lembro perfeitamente de cada detalhe da roupinha que escolhi para registrar esse marco: um conjuntinho lindo de calça comprida e casaquinho, creme com verde, que havia sido presente de uma xará que trabalha comigo! Juntei a isso, claro, touca, e sapatinhos do Fluminense, para agradar o pai babão! A espera pela obstetra demorou 15 minutos, mas foram os mais demorados da minha vida! Lembro-me de que era uma manhã ensolarada de domingo,  dia 16 de agosto, 11:15 h. Senti-me uma escrava que finalmente tem em mãos a sua carta de alforria! Estava doida para chegar em casa e mostrar tudo ao meu príncipe, principalmente o cantinho dele, que tinha ficado lindo, graças à ajuda da minha irmã, já que eu ainda não tinha colocado o conjunto do berço e nem feito os últimos retoques!

Senti neste dia que não só eu e Jeter estávamos radiantes ao podermos chegar em casa com nosso tesouro -- além, claro, de mamãe, a vovó mais apaixonada do mundo -- mas também cada cômodo da casa assim ficava quando nós três, como numa procissão, passávamos. Sem dúvida alguma, nossa casa ficou incomparavelmente mais bonita, alegre e mágica neste dia e só, claro, ficaria ainda mais se o vovô Antônio estivesse aqui também nos esperando. Mas sei que ele estava. De um outro modo, mas estava. Meu coração sentia e não há dúvida alguma quanto a isso.

(Andreia Dequinha - mãe babona meeeeeeeesmo do príncipe  Miguelito)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

É só o começo...



Confesso que, às vezes, parece-me bem difícil postar, pois difícil é traduzir em palavras tantas emoções. Como descrever a emoção de ver o rosto do seu bebê pela primeira vez assim que ele sai de você, ainda sujo? Como descrever o primeiro contato? Como falar do primeiro aconchego? Como colocar em verbos o que sentimos na alma quando chegamos a casa agarradas - porque ninguém ouse pegá-lo de nossas mãos neste momento - com nosso presente? Apresentá-lo sorridente a todos os cantos da casa e ele, muitas vezes dormindo, responde, com suavidade, que reconhece o lugar onde esteve junto com você o tempo todo. Cúmplice na sua felicidade.

É engraçado, mas só percebemos a responsabilidade, a mudança nas nossas vidas na chegada. Quando colocamos nosso bebezinho no berço. É nesta hora que o percebemos verdadeiramente nosso.

É na chegada que temos nosso ponto de partida.
QUANDO EU NASCI
Quando eu nasci
ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais ...
Somente,
esquecida das dores
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém ...

Para que o dia fosse enorme
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos da minha Mãe ...

(Sebastião da Gama)

(Carmem Lúcia - mãe da Bia e do Fillipe)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Enfim, a liberdade!


Depois de oito dias na incubadora, Henrique finalmente foi para o quarto. Foi a primeira vez que peguei meu pitoquito no colo. Fiquei muuuuuito feliz porque achei que ele só ficaria mais uma noite naquela maternidade e que pela manhã, o pediatra me daria a tão esperada alta. Mas como ele nasceu com 1.900 kg e, durante sua "estadia" no CTI baixou para 1.700 kg, o médico achou melhor ele adquirir mais peso antes de poder ir embora pra valer.

Os dias foram passando e eu lá, naquele quarto sozinha com ele, sem dormir, muito cansada, entupindo o coitadinho de leite (ainda com seringa) pra que ele engordasse logo...rsrsrs

E foi no 13º dia que finalmente meu filhote ganhou a liberdade! Nem acreditei quando o doutor chegou pra ver se ele tinha alcançado os 2 kg e ele tinha! Coisa mais linda! Fisicamente falando, ele ainda não apresentava nenhum sinal da paralisia cerebral que sofrera e isso só fomos perceber mesmo quando ele estava com dez meses. Lembro que liguei pro meu marido, que estava trabalhando, mas correu pra nos buscar na mesma hora.

Foi inexplicável passar pela catraca que separava a maternidade do corredor da saída. Essa sensação ficará guardada em mim pra sempre...

E junto com aquele serzinho todo dependente da gente, fomos na farmácia comprar tudo que fora receitado pelo pediatra e em seguida, para a casa de meus pais. Estava insegura em levá-lo direto para a nossa casa e o combinado era que iríamos ficar uma semana lá, mas não consegui. Queria muito o meu cantinho e meu marido não suportava mais dormir sozinho....acabei ficando três dias só.

Eu enxergo a saída da maternidade como a primeira das muitas vitórias do Henrique.

(Simone Maróstica, mãe do vitorioso Henrique)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mãe e Filha...

                             
Mãe e filha

Linda, muito mais que linda
Essa menina agora
Linda, muito mais ainda
A se descobrir...
Através da voz, da fauna e da flora
Na misteriosa forma de crescer
Tu és a mãe e és a filha
Desse eterno renascer

Minha doce companhia,
Pela vida afora
Te desejo só um guia
Nessa trajetória
Achar o teu espaço
Abrir o braço
Para aquele que vier depois
Fazendo jus, a ser feliz,
Brilhante como é o sol
O que reluz, está em ti,
O Amor

(Zizi Possi)

A minha saída do hospital foi marcada por alegrias e tristezas, mas qualquer tristeza foi superada por toda alegria do mundo: minha filha! Inicio esse post com a música “Mãe e Filha” de Zizi Possi (que fala lindamente da relação entre mãe e filha),  mas ao mesmo tempo me vem à mente  bela canção "Filho" de Milton Nascimento, que maravilhosamente nos diz: “Toda vida existe pra iluminar / O caminho de outras vidas / Que a gente encontrar / Homem algum será deserto ou ilha / Como não pode o rio negar o mar...”

E saí do hospital com a certeza de que aquele pequeno ser iluminaria não só a minha vida, mas a de toda gente que cruzasse seu caminho. E mais ainda, tive a certeza de eu jamais estaria só, que nunca eu seria deserto ou ilha, pois tenho a minha filha, meu norte, meu porto seguro, razão de minha luta, motivo maior para o prosseguimento de minha caminhada. Sem ela, extinguir-se-iam as razões, cairiam por terra os motivos.

Minha broa já abriu as portas do navio, ganhou o mundo, mais ainda somos um par de jarros, como eu sempre disse: “cara de uma, focinho da outra”, quase iguais na aparência, gêmeas na essência..., mas ela nunca me deixou só, nunca estaremos longe uma da outra, desde o seu nascimento até hoje, a cada dia que passa me descubro nela, me crio, me recrio e me reinvento, por amor, por minha filha!

(Irene Sena - mãe da Sâmia)

domingo, 25 de setembro de 2011

Devagar e sempre


Quando venho aqui aos domingos escrever o último post da semana, tenho a preocupação de não ser repetitiva. Afinal, não tem nenhumíssima graça ficar lendo as mesmas idéias, ainda mais se requentadas, e o blog ia ficar com cara de paráfrase! Mas ontem vim aqui rapidinho para ler minhas companheiras e fiquei apreensiva, porque creio que tudo que há no inconsciente coletivo sobre aprender com os filhos elas já colocaram, e muito bem, aliás!

Revisitando os guardados nas lembranças, percebo que o aprendizado vem em doses homeopáticas, já que, eternas alunas que somos, não assimilamos de uma vez só aquela enxurrada de informações. Analisando mesmo, vejo que muita coisa estará sendo aprendida ad eternum, dependendo da idade dos nossos filhotes:  paciência para ouvir as mesmas desculpas pra não saírem da cama cedo ou não terem feito o dever de casa; tolerância para engolir as negativas para os pedidos de botar e tirar a mesa do almoço ou guardar as roupas espalhadas; humildade para reconhecer que me excedi e gritei demais ou fui muito dura; desprendimento porque estão a sair por aí, experimentando suas pernas e suas vontades, tomando decisões por si; resiliência quando estou prestes a explodir e preciso me lembrar que a adulta sou eu e que esperam de mim serenidade, equilíbrio, conforto e colinho.

Aprendemos muito sem nos darmos conta, é inerente à maternidade. Ficamos assombradas com a força e a sabedoria que se apoderam de nós em alguns aspectos e, por outro lado, com a completa ausência delas em muitos momentos... Não conseguimos quantificar nosso aprendizado e, ao mesmo tempo, sabemos que ele acontece, sentimo-nos engrandecidas por isso.

E é pela absoluta falta de palavras para concluir a minha fala que tomo as de José Saramago:

"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo".              
       (Else Portilho)

sábado, 24 de setembro de 2011

Independência -- um aprendizado!

Para começar, criar filhos não é brincadeira. A Bíblia diz: “Ensina a criança o caminho em que deve andar e até quando for velho não se desviará” (Prov. 22:6). Portanto, podemos perceber claramente o quanto é desafiador educar uma criança.

Pensando nisso,  eu e o meu bem sempre tivemos o cuidado de ensiná-los a não mentir. Por causa disso, aprendemos que nunca devemos pedir para um deles dizer que não estamos, quando somos solicitados por alguém ao telefone ou à porta, pois o exemplo é o que fala mais alto.

Aprendi com eles a não gritar, chegar  tranquila do trabalho, pois antes eu era bem nervosa, ficava  estressada  por quase nada, qualquer coisa fora do lugar era motivo para uma bela falação, igualzinha a minha mãe, mas aos poucos fui me policiando e percebi que era preciso melhorar, pois não são só os nossos filhos que precisam melhorar o comportamento, os pais precisam rever  as atitudes e perceber até que ponto  isso ou aquilo reflete positivamente ou negativamente na vida deles.
Por causa deles, aprendi que mãe estressada cria filho estressado. Hoje sou outra pessoa, primeiro abraço e pergunto como estão, conversamos, depois vejo se há algo errado, mas por terem sido bem orientados, nunca encontro algo errado, eles são maravilhosos! Não me dão trabalho, são filhos obedientes, preciosos demais!!

Aprendi a criá-los mais independentes, sempre foram ao dentista sozinhos e com isso eu fui aprendendo a não ser tão insegura, hoje eles têm a maior prova dessa independência. O Elias 13 anos viajou para João pessoa PB para participar de um evento grandioso; Olimpiadas escolares nacionais, como goleiro de Futsal (já contei esse fato anteriormente) ficou uma semana longe e eu fiquei muito feliz e segura.
O Mateus, 15 anos, viajou para Minas Gerais sábado passado para participar de uma exposição de desenho e robótica em São João Del Rei, chegou  na quinta-feira, 22/ 09. Então diante desses simples e pequenos fatos, aprendi a ser uma mãe mais segura e a entender que nossos filhos devem ser educados, não para viver na barra da saía da mãe, e sim  para enfrentar o mundo lá fora, isso eu considero a verdadeira qualidade de vida, mas como sabemos, não é nada fácil, pois o mundo é perigoso!
O mais engraçado dessa história é que aprendi uma coisa que antes não me importava -- a gostar de esportes, principalmente de futsal, futebol, ir ao ginásio de esporte torcer, já que antes não ia, aliás, aqui é a casa das chuteiras dos meiões, dos uniformes e medalhas e é uma delícia! Os dois jogam e os dois são torcedores do Santos. Até torcer para o Santos, eu aprendi hahahahahaha!

(Maria José, mãe de Mateus e Elias)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Eterna aprendiz das gêmeas

Bom, para começar essa figura não existiria se não fosse uma das gêmeas, pois ela me ensinou a juntar todas essas imagens em uma.
Tentei montar a imagem de acordo com as principais coisas que aprendi com elas.´Vamos lá então...Não irei na ordem...( Bom, com elas ainda não aprendi a ser organizada, mas tentarei)

Com elas aprendi a agradecer a Deus todos os dias por ter me confiado as duas, depois de tantas tentativas frustradas.
Com elas aprendi a ficar com o coração na mão se ouço uma risada que aparentemente parece mais um choro de desespero, ou se elas  têm uma febrezinha ou  dorzinha.Ou seja, aprendi a ser mais neurótica ainda hahahah
Com elas aprendi a fazer uma coisa que sempre tive vontade mas minha mãe nunca deixou -- tomar chuva e depois pisar na lama no quintal e sujar os pés, uruuuuuuuuuuuuuu que delícia!!!!
Com elas aprendi, ou melhor , estou "aprendendo"( que lição difícil) a dar liberdade a elas e deixando que as vezes sigam e decidam seus caminhos , mas deixando claro que confio muito em cada uma delas ( não sei se passo de ano nessa disciplina)
Com elas aprendi que o meu tempo agora é também o tempo delas, que não adianta eu sofrer, querendo que as coisas acontecem na minha hora, no momento que EU quero.
Com elas aprendi a ser mais ZEN, a contar não somente até 5, mas 10, 15 antes de perder a cabeça e cometer algum erro (claro que as vezes são inevitáveis), e depois me arrependa, mas caso isso aconteça, ter a humildade de perdir perdão a elas, reconhecendo minhas limitações.
Com elas aprendi a amar incondicionalmente...
E finalmente com elas aprendi a ser MÂE

Queridas Beatriz e Catarina, muito obrigada por serem minhas filhas e me ensinarem todos os dias a ser uma mãe cada vez melhor.Perfeita sei que não sou e que nunca serei,mas ofereço todo meu amor e carinho a vocês que me ajudam a acreditar todos os dias no Milagre da Vida e que quando Deus faz uma promessa assim como fez ao nosso pai Abraão , Ele cumpre!!!

                       Maria Regina-Mãe aprendiz de todos os dias da Catarina e Beatriz

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Com ele aprendi...


... a não fazer mais mil planos porque bem em cima da hora tuuuudo pode mudar (ainda mais se ele resolver dar aquela cagadinha básica ou ficar febril!);
... que nunca mais me sentirei sozinha;
... a ser mais tolerante, principalmente comigo mesma;
... a não prolongar a raiva;
... a não ter medo de nada (nem da Cuca!);
... a ver um desenho 699 vezes por dia, e sem reclamar;
... que eu estarei sempre em segundo lugar, mas é por uma ótima causa;
... a não ter tempo para nada e não me lamentar por isso;
... a cantar um moooooontão de músicas infantis;
... a dormir tão pouco e ter meu sono todo picotado, mas sem mais reclamar;
... a ter coragem para enfrentar tudo, até o que mais me paralisava;
... a ser alegre até nos meus dias de maior tristeza e dor;
... a me policiar e tentar falar menos palavrão, só para dar o exemplo;
... que qualquer dor pode ser curada com um beijinho do Doutor Miguel;
... que sou capaz de dar a minha vida por alguém;
... que deixei de ser a Andreia para ser a mãe do Miguel e isso nem me incomoda;
... que ele manda muito mais em mim do que eu nele (mas esta parte ele não precisa saber, nem tão cedo!);
... que é preciso me aproximar mais e mais de Deus;
... que Deus me ouve, que Ele tem promessas lindas para a minha vida e como Ele me ama!

Pensei sinceramente em não vir aqui hoje, postar como extra, porque todas (principalmente a Luciana) já falaram de forma linda e bem expressiva do quanto a nossa vida muda depois que a gente se torna MÃE, mas, por teimosia, apareci. Aqui estou, fazendo coro a todas as mães de que a chegada do meu filho foi um divisor-de-águas em minha vida... Ainda bem! Hoje sei que, por causa dele e devido a tantas lições que ele sem querer tem me ensinado, sou uma pessoa beeeeem melhor! Agradeço a Deus por isso, por ter me dado esse tão valioso e incomparável professor que é meu filhote Miguel!

(Andreia Dequinha - mãe do professor com doutorado Miguelito)

Um novo ser

 É difícil lembrar de mim antes dos meus filhos, parece até que já nasci com eles grudados em mim. Felizmente o tema dessa semana fez um processo "remember", do antes e depois de ser mãe.
Não sei se posso chamar esse processo de aprendizagem (ou o livro dos prazeres...rs) ou de construção. A maternidade fez uma metamorfose na minha vida. Deixar tudo e todos para depois, inclusive a mim mesma, para estar completa do lado do filho quando este precisa. A casa revirada, os serviços acumulados e deitar de conchinha no sofá porque o Lucas está carente ( e ainda coçar as costas dele...rs). Esquecer um monte de problemas com apenas um sorriso e um rebolado do Felipe. Acalmar a TPM ensaiando a dança do Faustão com os dois...(risos). Entre tantas outras aprendizagens, preciso ressaltar duas: Ser uma profissional melhor, que tem um olhar diferenciado sobre a criança e o adolescente.  Como aprendi a ouvir, a sentir os meus alunos a partir da minha convivência com meus filhos. E aprendi a compaixão com aqueles que me educaram. Hoje compreendo as dores, as preocupações de meus pais, a dificuldade porque passaram e sempre muito perto dos filhos. Hoje, estão por aqui, socorrendo os netos. Agradeço ao Pai do céu por isso.

(Mariuza Freire, mãe construída por Felipe e Lucas)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Quem verdadeiramente aprende???


Aprendi...

Com meus filhos aprendi
Que ter paciência  é saber esperar...

Esperar que o momento passe, que a hora chegue
Que o dia acabe, que anoiteça.
Que o sol não nasça de ponta cabeça.
Que a escola não ligue, que o retorno aconteça.
Que o sorvete derreta e o leite não ferva.

Que o trabalho seja pouco e alegria imensa.
Que o sorriso seja longo e a lágrima pequena.
Que a vida nunca acabe,
Simplesmente reconheça:

Que o tempo é de todos,
e a "liberdade pequena".
Que o amor é infinito,
e a maternidade serena.

E assim vamos nesta vida que é puro aprendizado.

(Carmem Lúcia - mãe da Bia e do Fillipe)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ao infinito e além

  

A primeira coisa que aprendi com o Henrique foi que nem tudo que queremos podemos ter, mas que dá pra ser feliz mesmo assim. Aprendi com ele o que é a superação quando o simples gesto de segurar um copo d'água tornou-se a coisa mais difícil do mundo, mas não impossível. Aprendi com ele a entender o real significado da palavra determinação quando vi suas incansáveis tentativas de levantar do chão segurando em mim, e  mesmo com as mãozinhas suadas pelo medo de cair, conseguir. Aprendi com ele que ser insistente não é tentar duas, três, quatro vezes, mas sim, infinitas vezes, como no dia em que ele deu exatamente três passinhos em minha direção e que eu gritei tanto, tanto que o vizinho tocou a campanhia pensando ter acontecido alguma coisa. Mas não, eram gritos de felicidade e de esperança.

Aprendi com ele a aceitar e a conviver com as diferenças e nunca mais, em hipótese alguma, parar em vaga que não é minha. Aprendi que não questionar "por quê comigo?" é a forma mais simples de se aceitar e viver. Viver sorrindo. Aprendi com ele que a música é o alimento da alma, que o talento é nato e isso ninguém pode tirar. Aprendi com ele que o medo faz parte de todo esse processo, mas que a coragem é maior, ainda mais quando criamos laços de amizades com quem nos causava esse medo: médicos, anestesistas, fisioterapeutas.

Aprendi tanta coisa com ele...muitas mesmo. Na verdade, aprendemos.
E sei que ainda temos muito a aprender. Como diz a Elsinha querida "Henrique, ao infinito e além...muito além".
(Simone, mãe orgulhosa do Henrique)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Pípili, a professora!


Inicio minha participação aqui falando da minha filha mais velha, a Liz. Eu também tenho a Giulia, de apenas 3 meses, que é uma delicinha, mas hoje tenho que falar da Liz!  Estava aqui pensando em como a convivência com a Liz me transformou... Deus me abençoou com uma criaturinha incrível, cheia de novidades e tagarelices. Um serzinho que sabe o que quer e a hora que quer, um espelho mágico onde me vejo e me aprimoro... Essa garotinha do alto dos seus 2 aninhos nem tem noção do quanto já me ensinou...
Para começar preciso dizer que desejei muito a Liz, ela foi sonhada, planejada, ansiada, fruto de muita oração (após ter perdido meu primeiro bebê, aos 34 anos, ainda com 2 semanas de gestação). Decorridos 3 meses do evento traumático,   finalmente, fiquei  grávida da Liz.  E no momento em que foi detectada a presença de Beta HCG no meu sangue, Liz me ensinou, talvez, a mais preciosa de todas as lições: Deus responde à oração!!!
Em todos os momentos ela me ensina... Quanto tenho que brigar com ela milhares de vezes pelo mesmo motivo, a Liz me ensina que somente com persistência é que se alcança o objetivo. Quando tenho que deitar ao seu lado e bater na sua bundinha para que ela pegue no sono, ela me  faz importante e me ensina o quanto a minha presença traz tranquilidade. Quando sou acordada às vezes com um beijo, outras aos prantos, para que prepare sua mamadeira matinal, ela me ensina o quanto sou necessária  em sua vidinha. Quando ela passa mal  ou se machuca, ela me ensina que preciso ser forte para poder ajuda-la. Quando ela fala pra mim as mesmas frases que digo a ela, quando quer usar meus sapatos e os meus brincos, quando repete qualquer expressão que costumo usar,  ela me ensina que sou sua referência. Quando chega  de mansinho e fala baixinho no meu ouvido: "Mamãe,’o’ te amo!”, me ensina que a felicidade existe e  não custa caro e que  meu coração pode, sim,  derreter!
Ah, essa minha Pípili, nem sabe a professora que é! Viver com ela é uma festa e a sua simples presença torna minha vida muito mais feliz! Aprendi com ela a ser melhor a cada dia, a ser MÃE (em capslock) diante de suas exigências e temores, a ser a criatura mais babona da face da terra ao ver aqueles dentinhos separados rindo pra mim, a ficar com o coração na mão quando ouço seu choro e na mesma hora me encher de força para poder socorrê-la, me ensinou o poder curativo do beijo... Com ela aprendi o tal do “orgulho espiritual” que meu Vô Carlos tanto falava, aquele sentimento de satisfação em saber que ela é minha filha!
(Lú Thompson - mãe da Liz e da Giulia)

domingo, 18 de setembro de 2011

Inesquecível. Meeesmo!


Os primeiros contatos imediatos dos meus peitos com a boquinha da Talita estarão para sempre na minha memória!  Dois dias após seu nascimento, registrei no meu caderninho: “Ontem foi um dia muito complicado. Doía tudo, não tinha posição pra sentar, nem deitar nem ficar em pé. Cheíssima de puns, sem fome, horrivelzinha, tadinha de mim! A Talita, coitada, nem experimentou direito o meu colinho, só o do travesseiro, para mamar. O mamá esquerdo rachou, ela chorava, eu também, a mãe [minha] nervosa, um terremoto só!” A boquinha era tão minúscula, que só pegava o bico do peito, com consequências dolorosas. Cada mamada era um suplício, quando ela abocanhava meu bico, eu tinha de segurar um grito de dor.  Aos poucos, no decorrer da mamada, eu ia relaxando, ou o bico ficava anestesiado, sei lá, e eu curtia ela esmagando meu peito com aquelas mãozinha gorduchas ( eu me lembrava dos cachorrinhos novos,  com aquelas patinhas cor-de-rosa, empurrando as tetinhas da mãe deles! )

A gente ouvia lá do quarto aquele “aaah”  de fome, eu corria pra tirar aquela salada de frutas em que tinha se transformado meu sutiã, cheio de cascas de mamão e banana ( cicatrizantes, dizem), lavava os peitões e me preparava para o nhac da menininha da Claybon. Minha mãe levava pra mim aquele embrulhinho cheiroso que chupava os dedos. Demorava um tempããão pra arrotar, cochilava na troca de peito, o Mô e a  mãe se alternavam pra apressar aquele arroto que nunca vinha, e eu dormia nos intervalos. Era um ritual pra lá de estressante...

Quando fui tirar os pontos da cesárea, só consegui deixar um pingo de leite (uma colherinha de chá...) tirado com aquela bombinha manual assassina do bom humor. Na volta, encontramos a  Talitinha comendo as mãozinhas e minha mãe desesperada com o desespero dela.

Somado a isso, eu estava tomando o remédio da diabete, que passava pelo leite e às vezes dava queda de glicose nela (uma vez passou 9 horas dormindo direto, só respirava e fazia cocô) . Não por acaso, acho eu, meu  leite químico sumiu na mamada da noite de 11/10, e o Mô foi voando pra rua catar um leite pra ela. Aí, entraram as alergias, que ficam pra outro dia. Terminou ali a minha curta carreira ( 1 mês de altos e muito baixos) de amamentadora da Tatá.

O Tariq parecia um bezerrinho faminto, tinha um bocão afoito, que engolia bico, auréola e ainda mais.  Mamava sem parar, no início a cada 1:30h, eu ficava que nem um zumbi de madrugada! Quando ficou maiorzinho, dava cada mordida com aquelas gengivas,  que eu tinha de sacudi-lo só um pouquinho,  “para que tivesse modos à mesa...”  Mamou até quase os 10 meses, quando tive de voltar totalmente ao trabalho (a licença-amamentação da prefeitura dura mais que a do particular) e começou a sua intolerância à lactose.

Meu obstetra, aquele iluminado, me ensinou uma posição muito confortável para amamentar, com o Tariq em cima de dois travesseiros, embaixo do meu sovac... er, da minha axila (ô palavrinha feia), de frente para o peito. Gente, uma maravilha!! De frente pra mim, então eu ficava com as duas mãos livres pra fazer carinho nele ou para comer, para ler...  Não me dava dor nas costas, tenho uma escoliose que incomodava muito nas mamadas da Tatá. Era uma diversão, apesar de que, exatamente nesses momentos é que a Talitinha resolvia aprontar todas, e o pobre volta e meia dava um pulo com meus berros pra que ela sossegasse.

Experiências únicas, momentos inesquecíveis, cada um com sua particularidade e emoção, claro, além de intensos  aprendizados de maternidade, pois a gente não nasce mãe...  Acho que o curso intensivo é mesmo durante os primeiros anos, imersão total. Depois a gente vai dividindo nossos filhos com o mundo, né, vai aprendendo a viver e a deixar viver, assim, meio de longe... Eternas expectadoras que somos, tornamo-nos, aos poucos, também espectadoras, torcendo para que “tudo dê certo”.

Foi uma semana muito rica essa aqui no blog!
                                                                              (Else Portilho)

sábado, 17 de setembro de 2011

Eu disse: SIM!


 Antes, o pequeno ser habitava no meu interior e lá mesmo se desenvolvia e era  alimentado. Agora, em meus braços, já na fase seguinte, pousa seus olhos nos meus e busca  saciar sua sede e fome. O aroma do ambiente lhe é familiar.  Instintivamente, investiga a área e a percorre. O pequeno caçador, embora novato, encontra logo  o que procura e o prende suavemente com as mãos. Explora os contornos e descobre uma saliência  sem  abertura que precisa ser aperfeiçoada. A partir de então, inicia seu trabalho de sucção, abrindo um caminho para a passagem do alimento que vai fortalecê-lo dia após dia. Saboreia, aprova e quer mais, sempre mais e mais. Não é uma dependência, é a continuação da união já iniciada através do cordão umbilical que, ao nascer foi rompido, entretanto o elo continua  num eterno laço de carinho.
A amamentação: eis um novo desafio marcado por um início  meio  complicado:  são incertezas, receios, dores que em contrapartida duelam com o compromisso,  a persistência,  e o carinho de uma mãe que não mede esforços para o bem estar do seu filho.  Lógico que nessa batalha o time campeão será aquele marcado pelo amor incondicional de mãe e contra isso ninguém tem chance alguma. 1x0 para o bebê.
Amamentar é doar o melhor de si; é partilhar segurança, tranqüilidade, carinho e ternura;  é aproximar mais ainda mãe e filho(a); é perdurar o verbo amar em prol de um certo alguém muito especial. Essa fonte de alimento não requer prática, nem tampouco habilidade. Tudo isso sem nenhum custo adicional! Basta um sim.  Como negar?

Além do meu SIM, homenageio o tema desta semana com este singelo acróstico:

Alimento natural e perfeito
Misturado ao amor e carinho
Acalma a dor,  sacia a fome e a sede.
Método prático, rápido que,com
Eficiência,   protege e
Nutre na medida certa, além de
Ter  a temperatura ideal.
Amamentar  é um ato de amor que só
Custa cumplicidade mútua entre
A  mãe e o bebê revelada nos
Olhares que se entrelaçam nesse momento singular.


                                                                 Zizi, mãe do Danilo e da Patrícia

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Saudade!!!

Sempre tive muita vontade de escrever sobre esse tema.Então decidi vir aqui hoje dividir com todos essa grande alegria que foi poder amamentar minhas queridas gêmeas.

Quando engravidei, não imaginava que daria conta, pois meus peitos eram pequenos e não tinha  NADA de bico, então todos ficavam falando que seria muito difícil e dolorosa dar de mamá a elas.

Segui alguns conselhos: esfregada com bucha vegetal, tomava sol. Depois que elas nasceram a cada mamada corria para o quintal e "da- lhe sol" nos peitos. Graças a Deus não senti nenhuma dor, eles não sangraram, não racharam, mas o bico não se formou, e não senti falta, pois deu tudo certo graças a Deus.

No tópico "isso foi inesquecível", citei que dar de mamá foi a coisa que mais me marcou como mãe; sentir aquela cosquinha do leite descendo QUE DELÍCIAAAAAAAAAAAAA", e que saudade, muuuuuuita saudade.Tive muito leite, (pudera). Colocava a Catarina, depois a Beatriz,outra hora a Beatriz depois a Catarina- uma sempre que tinha que esperar sua vez ahahahah.A cada 3 horas,lá ia a vaca leiteria cumprir sua missão .Apesar de terem nascido de 8 meses, o leite desceu rapidamente.Quando acordei da anestesia, estava molhada e pensei que havia feito xixi, mas para minha surpresa a enfermeira me disse que meu peito não parara de sair leite e que traria as gêmeas rápido para que elas aproveitassem o colostro, pois continha muitas vitaminas.

Consegui amamentá-las só no peito até os 3 meses, e até 5 intercalando com mamadeira.A imagem que escolhi reflete muito bem o meu sentimento em poder amamentar.Ficava observando seus olhinhos me fitando- momento mágico!!!

                                              Maria Regina -"mãe de leite" da Catarina e Beatriz

“Amamentar é um ato de amor”

Antes de ser mãe eu lia, ouvia essa frase e ela não significava nada para mim. Só depois de Cauã é que consegui “captar a mensagem” e toda vez que a amamentação virava uma tortura essa frase ficava pairando na minha cabeça como um mantra. Juro. Depois que você passa a amamentar um filho você começa a compreender porque muitas mães deixam de amamentar e passam a oferecer outro tipo de leite. Hoje sou mais compreensiva com relação a isso, antes achava um absurdo. Hoje compreendo. Não concordo, mas compreendo.
Tem que ser muito guerreira para amamentar. Eu, graças a Deus, fui. E sinto uma saudade enorme daquele tempo em que vivia para amamentar meu pequeno. No início foi sofrido... peito rachado, sangrando; mastite; sem tempo para... nada!Só amamentando! Perdi peso rapidinho e fiquei só “a capa do Batman”. E o mantra não saía da minha cabeça. Hoje vejo as fotos e recordo o quanto foi bom amamentar meu pequeno.
Nada no mundo apagará da minha memória os olhinhos de Cauã e sua mãozinha alisando meu peito enquanto eu amamentava. Era mágico!Hoje quando tomo banho com ele, às vezes ele pede, na molequeira, para mamar no peitinho de mamãe. Eu digo não, mas bate uma saudade... Então olho para o “peitinho de índia” e o mantra novamente: amamentar é um ato de amor. De muuuuuuuuito amor!

Dani Lino, ex-“capa do Batman”, eterno “peitinho de índia”.    

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

E haja peitinho!


Não tive leite logo nos primeiros dias para alimentar o meu filho e confesso que isso me atormentou um bocado! Me sentia a pior das mulheres! Me cobrava. Chorava e até hoje fico com os olhos cheios d´água ao lembrar! Conversei com muitas amigas que já tinham passado por isso e que já estavam inteiras emocionalmente, e sem sequelas. Tentava me convencer que meu filho, assim como muitos bebês, seria criado mamando Nan ou Bebelac, e que isso não diminuiria o meu amor por ele nem o dele por mim! No outro dia, porém, lá estava eu esfregando o meu peito, passando creme, forçando com o tira-leite, tomando remédio para o leite descer... Tanto esforço para conseguir tirar menos de um dedo de leite no chuca! Humilhante! Frustrante! Sem saída e sem esperança, desencanei.

O leite começava a chegar, tímido, e Miguel, sem jeito, mamava errado, pegando só o bico. Conclusão: peito ferido, que doía pra caramba, latejava, dava febre e até sangrava. Muito choro. Nem assim desisti. Ainda bem! Venci essa batalha! Contrariei todas as opiniões, até mesmo da minha irmã, que é nutricionista e trabalha na área de pediatria, de que "quando o bebê pega a mamadeira já era peito!" Miguel prontamente largou a mamadeira e se tornou cada dia mais e mais apaixonado pelo "pi", pelo "pê" e que, já faz tempo, virou "peitinho".

Agora faço o caminho inverso: tem sido uma outra batalha para tirar o peito dele! Morro de pena! Sei que sentirei falta de ver o olhar apaixonado que ele toda hora lança para cada peito, sem falar nas inúmeras vezes que faz carinho e diz que o peito é "lindu". Protelo, como se tentasse compensar os primeiros dias em que o leite lhe fora negado. Ele parece dependente e viciado no peito, mas, na verdade, desconfio de que cada peito é que se viciou nele e dele depende, assustadoramente. É um outro cordão que precisa ser cortado, eu bem sei. Só não sei quando. E enquanto isso... HAJA PEITINHO!
(Andreia Dequinha - mãe do Miguel, viciado em peitinho)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Não foi dessa vez


É muito difícil, pra mim, falar sobre amamentação. Acredito que o sonho de toda mamãe é ver seu filhote agarrado em seu peito, com aquela carinha satisfeita olhando fixamente para ela, como que agradecendo tanto amor dedicado a ele naquele momento.

Infelizmente, como todas devem imaginar e como acho que já comentei aqui, não pude amamentar o Henrique e consequentemente, não pude sentir e nem vivenciar tudo o que a Irene escreveu em seu post e que eu achei tão lindo!

Como ele nasceu prematuro, precisou ficar 13 dias no CTI, mamando por sonda e eu lembro bem que nos primeiros dias, eram 3 ml de leite a cada "mamada". O leite era meu. Eu tirava com aquelas "bombinhas" manuais e congelava pra levar no Hospital no dia seguinte. Era um martírio tirar o leitinho desse jeito porque, além da dor física, ainda tinha a emocional, que me rasgava por dentro. Eu lembro que sentava no sofá, respirava fundo e começava a chorar, antes mesmo de começar a tirar... e aos poucos, como eu não tinha os estímulos da boquinha do Henrique sugando, meu leite foi secando, secando e fim. Secou de vez!

Quando ele foi pro quarto, meu leite já não existia e então tivemos que aderir à mamadeira e ao Nan, bendito e caro Nan! rs

Eu queria muito ter amamentado. Não foi dessa vez. Não foi DESSA vez! Quem sabe eu tomo logo coragem e aí, quando a Alícia chegar (já falei dela aqui? rsrs), esse momento de pura doação finalmente aconteça, né?
(Simone Maróstica, mãe do Henrique)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

AMA...mentação!


AMAmentar. Acredito ser esse um dos maiores atos de amor por nossos filhos e filhas. A Sâmia mamou e mamou muito: mais de dois anos e meio. E quando parou de mamar, não quis nem saber de mamadeira, passou direto para a caneca. Acho que é por isso que ela adora canecas... rs Tem uma coleção delas.

A AMAmentação (tem amor até no nome) é um momento único, ímpar, que deveríamos eternizar, pois faz de nós, mulheres, seres poderosos. Esse momento de contato com nossos filhos e filhos nos engrandece e nos torna únicas. O leite é o alimento ideal para matar a sede e saciar a fome do bebê. Amamentei minha filha o máximo que consegui e sei que o meu leite contribuiu para  que ela crescesse com saúde e protegida contra as doenças. Por outro lado, o ato de amamentar cria um forte vínculo entre mãe e filho. É a segurança que a criança busca, inconscientemente. Em nosso peito, nossos meninos e meninas encontram tudo o que precisam, fortalecendo corpo e alma.


“O futuro do Brasil está nas crianças, já dizia o escritor Monteiro Lobato. Além de bem alimentada, elas deveriam encontrar também escolas de tempo integral e uma formação profissional que proporcione a segurança financeira necessária para a constituição de uma família. A sociedade tem de estar voltada para evitar a perda das crianças para o crime.”
(Irene Sena - mãe da Sâmia)

domingo, 11 de setembro de 2011

Um pouquinho muito de mim


Compartilho com meus filhos o gosto pela leitura, o prazer de esquecer as horas, sorvendo letrinhas,  mergulhados em outros tempos e espaços. Temos em comum a capacidade de nos deixarmos absorver pela palavra escrita, estejamos à mesa do café, no meio de uma arrumação ou no banheiro... Ambos são brincalhões, espirituosos, têm um olhar diferentes sobre muitas coisas e adoram fazer trocadilhos, que nem a mãe deles.

A Talita divide comigo as agruras de ser desorganizada, espaçosa, de perder celular, carregador de bateria,  trabalhos de escola, roupas, elásticos de cabelo, molhos inteiros de chaves, de jurar que tinha guardado aqui e não ali... (Nós duas deixamos o Mô doido...) Ah, e a aversão à matemática!

O Tariq de mim herdou o pavio curto, a tolerância zero à frustração, o “quero tudo agora”, a teimosia.

Fico muito incomodada, claro, percebendo-me neles, quando, nos pequenos detalhes que compõem nossos dias, saltam mais as falhas do que os acertos. O Mô e eu conversamos muito sobre isso. E sempre que, ao serem repreendidos, usam como  defesa “mas a mamãe faz assim”, o pai traz à luz o fato de que  ”talvez” eu  já não consiga mais fazer diferente, mas que eles dois podem começar a tentar mudar, principalmente vendo meu estado "à beira de um ataque de nervos" diante da própria bagunça.

Mas, por outro lado, fico "ligeiramente" toda boba  quando vejo neles o que tenho de positivo, né...
E não podemos negar que educar também tem a ver com tudo isso: preciso ser vigilante para perceber aonde é que isso pode ir. Por isso é que vou postar aqui o poema que havia feito, quando confundi o tema da semana.
Educar para ser

Como cuidar sem invadir
Saber estar aqui e ali?
Quando fingir que nem vi
Ou pegá-lo se ele cair?...

Podar mas deixar crescer?!
Queria só proteger...
Como é indicar um caminho
Para educar direitinho?!

Qual é a medida, afinal?...
Para acolher e amparar
(Isso é paradoxal!)
E decisões respeitar?...

Somos mães, não somente
Criar laços, não amarras
É um lento aprendizado.

Para que no mundo esta criança
Não só viva e esteja
Mas também para que SEJA.

(Else Portilho)