segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O dialeto "Sofiês"

Outro dia, me peguei pensando numa coisa que eu conversava muito com o pai pra valer, quando Sofia ainda era bem pequenininha e não falava... a gente ficava imaginando como seria a voz dela... rs... coisa de pai e mãe babões que acham tudo lindo.
Me lembrei do parto, quando a médica pegou minha filha no colo, disse que ela era a cara do pai, mas tinha o choro rouco da mãe... É bem verdade, eu tenho a voz meio rouca e Sofia também tem.

E hoje, 1 ano e 10 meses já se passaram da data do parto... Sofia cresceu, está esperta e falante!!! Ela fala muito, tem a voz mais doce e charmosa que eu já ouvi em toda vida, fala de tudo, conversa pra valer!!!
Por isso resolvi mostrar aqui mais um pouco das conversas que andamos tendo lá em casa... em "Sofiês", é claro...
Sofis e eu na sala, ela de costas pra mim. Os cachorros da rua começam a latir e a vizinha que odeia latidos solta uma bombinha na rua... Sofia se assusta, vira pra mim e diz:
"- Ô ôco mãe!! Que tuto" (ô louco mãe, que susto!).

Marido chega em casa, lá pelas 22 horas e a pequena ainda acordada, quando ele abre a porta ela diz:
"- Papaiginho, xaudadiii" (papaizinho, saudade).

Sofia na hora da refeição, faz birra e não quer comer. Marido tentando despertar o interesse da cria, diz que vai comer tudo... Ela responde:
"- Vai tão, papai!" (vai então, papai!).

Agora ela me chama de mamãe Ana e na cabecinha dela toda Ana é mamãe... vou explicar, tenho uma amiga que também se chama Ana, e Soft toda vez que a vê diz:
"- Oiii, mamãe Ana!"

Sofia tamando banho comigo, molha a mão e passa em meus cabelos, me olha e diz:
"- Mamãe inda!" (mamãe linda!)

Ela abraça a gente, dá um tapinha nas costas e diz:
-"Humm gotoso, deícia!!"
Eu tentando fazer ela dormir no meu colo, digo: eu te amo Sofia!
Ela me olha e diz (com a maior cara de sono...linda!)
"- Amo mamãe!!"

Ploft... Morri de amor!!!

(Ana Cláudia - mãe da Sofia e do Blog pessoal http://soumãepravaler.blogspot.com/)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

...

Passamos parte da tarde hoje embaixo do ventilador, vasculhando álbuns de fotos em papel, à cata de antigos carnavais. A busca não foi muito produtiva, não encontramos fotos do Tariq, nem no computador, e  olha que temos muitas...  Mas as que achamos dos dois já contam algumas historinhas.


Essa bailarina de 2 aninhos não achou muita graça no carnaval de rua não. Saímos com ela atrás de um bloco, ela fechou a carinha e só relaxou depois que ele se dissolveu. Batia com essa bexiga no chão, ria do barulho, foi muito legal!!



Aos 3 anos, a folia foi só na escola mesmo. Organizaram um bloco de pais, filhos e professores, com fantasias de TNT, queeentes pra caramba, kkk!! Ela curtiu à beça, antes do desfile começar, já estava quicando, dançou muuuito!!




Em 2001 estávamos em praia Seca com meu pai, ela vestiu a fantasia e brincou em casa mesmo, encantada com o brilho da roupa.Toda hora ia se conferir no espelho!!



Há 2 anos a Talita passou a ocultar sua identidade, vestindo roupas de clown ou bate-bola. Sente-se segura atrás dessa máscara, apenas uma das tantas que usa(rá) na vida. Faz parte do seu crescimento, desde que não se perca de si mesma...




E a única que temos do Tariq é a de pirata, da qual ele retirou os complementos, para se sentir mais livre, calorento que é. Se não fosse ele, teríamos passado dentro de casa o recesso de carnaval... Mas sua animação me tirou da zona de conforto em frente ao laptop e lá fomos nós pra gandaia!!!


E acabou o carnaval, acabou o ópio do povo (um deles), acabou o horário de verão, as férias também se foram de vez. Acabou-se o sonho que uniu mães, corações, emoções e letrinhas, destinado a preservar  amores,  alegrias, angústias, lembranças e divagações sobre esse eterno estado de graça. Imaginamos nossos filhos daqui a muitos anos se emocionando com esse cantinho de ternura e conhecendo um pouco mais daquelas que lhes deram a vida. 

De tudo o que trocamos e vivemos aqui, fica a certeza do nosso crescimento, pois conhecer as dores e as alegrias umas das outras nos fez próximas, nos fez admirar e respeitar cada uma, por esses  momentos de luta e de glória. Muitas de nós se descobriram aqui escritoras, sensíveis que somos aos apelos do nosso eu materno-literário! Não deixemos esquecida essa habilidade!

Ainda que o blog siga, não será com as mesmas mãezinhas, parceiras desse sonho, idealizado e tornado realidade pela Dequinha como um presente para a Simone, e tembém cuidado com zelo pela Nívea Marinho. Por isso, escrevo meu post quinzenal como uma despedida.  Vocês são gente da melhor espécie.


Deixo como homenagem a todas que se empenharam para que o blog tivesse Vida, essa letra do Pe. Fábio, e um vídeo, que não é o mesmo da letra.
                                                                                                (Else Portilho)




Todas As Mães 

Em sua mãe acalanto
Na sua voz, meu ninar.
No seu seio o meu alimento
Seu desejo de me tocar


Iluminando os caminhos
Você foi mãe e foi pai
Que vibrou com as vitórias
Incentivando a lutar


Meu anjo, minha leoa.
Mãe, minha proa, meu mar
Mãe que tentou, mas não pôde
O seu filho criar


Mãe que com muito carinho
Uma solução buscou
Ao perder a batalha
Quando um dos seus se calou


Amor puro e bonito
Como é bom relembrar
Chamo de mãe
Essa mulher
Que para sempre vou amar
No seu abraço, o meu ninho
E os seus beijos vou guardar
Chamo de mãe
Essa mulher
Que para sempre vou amar
Sem você me sinto sozinho
Me proteja com seu olhar
Fortaleça em meio a doçura
Prometa não me deixar
Amor puro e bonito
Como é bom relembrar
Chamo de mãe essa mulher
Que para sempre vou amar
No seu abraço, meu ninho
E os seus beijos vou guardar
Chamo de mãe
 
Essa mulher
Que para sempre vou amar
Chamo mãe
Essa mulher
Que para sempre vou amar
 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Só pintadinhos de índios na escola!


De todos os temas, até agora, este foi o mais difícil. Não sei se, em algum momento, os meus filhos se fantasiaram de alguma coisa. 

Lembro-me de que uma vez o Mateus chegou da escola, pintado de índio, porque era “dia do índio”, apenas  uma data comemorativa da escola. Não foi exatamente uma fantasia. 

Quanto ao carnaval, nunca participamos, não gostamos mesmo e nem é por causa da questão religiosa, pelo fato de sermos evangélicos, pois passei 27 anos da minha vida, vivendo outro momento religioso e morando no Nordeste, onde o carnaval é uma festa grandiosa, muito forte mesmo, mas mesmo assim, nunca presenciei uma festa carnavalesca . 

Nunca tive atração pelo carnaval. E ele existir ou não existir é a mesma coisa e os meninos também nunca demonstraram a mínima vontade em participar. Por este motivo, nunca se fantasiaram. 

Provavelmente fazemos parte de 2 ou 3% da população que prefere ficar longe de toda essa bagunça que é o carnaval e ir para um lugar bem calmo e tranquilo. Assim, todos os anos nos refugiamos em retiros espirituais e é maravilhoso! Acampamos em um lugar lindo e aconchegante! 

Acho até que nasci no país errado, pois enquanto muitos amam o carnaval eu fico imaginando que essa festa tão somente é sinônimo de bebedeira, violência, fumaça de cigarro, drogas, morte, gente suada, fedorenta devido ao excesso de calor, gente que toma banho de cerveja, que bagunça pra valer, que tenta em três dias esquecer mágoas e assim por diante...  

Não entendo como as pessoas passam o ano inteiro fazendo contagem regressiva para o carnaval. Gente que passa necessidade, mas para o carnaval não pode faltar.

Pronto! Aproveitei para fazer o meu desabafo em relação à grande festa do ano! Tão apreciada por muitos e tão detestada por uma minoria! Respeito os que gostam! rsrsrs


(Maria, mãe dos não-carnavalescos Mateus e Elias)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pirata Miguel Aladim Pan!!!

A primeira fantasia carnavalesca utilizada por Miguelito, aos seis meses de idade, foi a de pirata, conforme podem conferir logo abaixo! E, por milagre, ele era mais calminho nesta época e até deixava alguns acessórios na cabeça... Saudades daquele tempo em que as MINHAS vontades de mãe prevaleciam, embora me orgulhe já da personalidade forte do meu filhote e de suas preferências, de suas escolhas!


O mais curioso foi ver que meu filho, ao contrário de mim e a exemplo do pai, é um folião nato! Precoce! E chamou a atenção pra caramba e não só de todos que estavam no "Tamoyo" como também por cada um que passava pela rua, quando estávamos indo pra lá e voltando! Foi lá no clube que ele curtiu seu primeiro Carnaval, e arrasou como o pirata mais lindo do mundo, dessa mamãe babona que vos fala!!! (risos)


A segunda fantasia carnavalesca de Miguel foi a de Aladim, presente de tia-dinda Iria, que ele só usou em casa mesmo, já que choveu durante o Carnaval e por isso desanimamos de sair de casa e ir, de ônibus, ao clube! Mas quem foi que disse que isso lhe roubou a alegria e impossibilitou essa figurinha rara de cair, do seu jeito, na folia?!? Na na ni na nãããão!!! Até se arrumar para ir à padaria, na esquina, já está valendo pra elezinho!!! Confiram!!!



E este ano ele já aprontou com a sua terceira fantasia, o seu terceiro carnaval... Teve baile lá na escolinha dele e ele foi disfarçado de Peter Pan, embora tivesse enchido o meu saco para ir de Homem Aranha! Só Jesus! Acabou se deixando convencer (sorte minha!), depois de eu ter contado umas 2000 vezes a história do Peter Pan e, inclusive, ter falado que ele era também uma espécie de gnomo que adora proteger o verde e as plantinhas da vovó! (risos)


Abaixo ele está na escola, com sua amiguinha Melissa, aguardando a chegada dos outros amiguinhos para o baile começar! Mais do que a fantasia externa é importante cultivar a interna, responsável pela criatividade, pela imaginação, pelos sonhos... Tomara que nisso meu Peter Miguel Pan não cresça nunca! Tão bom! 


E vale lembrar que, independente da fantasia usada, a mágica estará sempre presente e Miguelito será sempre a personificação da alegria de toda a gente, especialmente minha, claro!

(Andreia Dequinha - mãe do carnavalesco lindo chamado Miguel)

FantaVidas

Falo sobre carnaval com o conhecimento de quem faz uma busca no google para conferir dados... Por vezes nem pareço brasileira. Em outro texto, minha imparcialidade ao futebol, neste, meu desapego ao carnaval. Como posso ser assim, vivendo no tal “país do samba e do futebol”? Entretanto, os filhos estão aí para reverterem as situações e, muitas vezes, implantarem novos e saborosos valores às nossas vidas.

Nada mais engraçado do que vestir o Renan de palhacinho e levá-lo à consulta da pediatra com apenas 4 meses. Tendo direito ao nariz de palhaço e tudo! Com o meu menino nunca me senti desprotegida no carnaval, pois sempre desfrutei da companhia de super- heróis, como Batman, Robin, Zorro, Power Rangers e muitos outros... Havia também um cacique lindo que incorporava o cupido e com sua flecha  se  fazia  apaixonar e era apaixonante mesmo... Hoje, aos 14 anos, não quer mais fantasias, mas continua me protegendo com o seu carinho e um sorriso encantador.

A pequena Maitê em seu primeiro carnaval  vestiu a clássica baianinha, ano passado foi uma suave bailarina e , este ano, uma linda ciganinha. Em sua homenagem, então, parodiei um famoso samba-enredo da escola que representa a comunidade em que moro, a  Ilha do Governador.  Vamos cantar?



O amanhecer
A cigana fez o meu destino  
                                 
Bem melhor

Bolas de sabão, muitas bonecas

Pelo chão

Eu sempre quis, sonhei

O que será o amanhã?

Como vai ser o seu destino?

Irá crescer, desabrochar

Como uma flor, linda menina                                                                   

E vai correndo minha bebê.

Rumo direto ao adolescer

E o tempo irá dizer

Seja feliz,Maitê.

Sempre feliz!



(Mônica Jogas - mãe do sempre protetor Renan e da Ciganinha Maitê)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Um mundo de sonhos...

Era uma vez uma menina chamada Mariana. Ela sempre sonhava com personagens de desenhos infantis, embalada pelas histórias que a mamãe contava e pelos filmes a que assistia...

As suas duas primeiras fantasias saíram de contos de fadas: BELA (de “A Bela e a Fera”) e BRANCA DE NEVE. Eram, na verdade, pijamas que, de tão fofos eram mesmo duas pequenas fantasias...
Reprodução das fantasias similares às usadas

Mas, a pequena Marianinha crescia e sempre queria ser como seus personagens favoritos. A chance para se transformar neles era, então, suas festas de aniversário. Nos dois primeiros aniversários, no entanto, por ainda ser muito pequenina, sua mãe optou por roupas confortáveis e não fantasias.

Ao completar 3 anos, a pequena Mariana vestiu a fantasia da personagem que mais amava na época e que foi tema de sua festa: MINNIE MOUSE. Pulou, brincou, correu, comeu doces e só teve a fantasia retirada quando “desmaiou” (=dormiu) após abrir todos os presentes recebidos na festa.

Assim que entrou na escola, pode viver seu primeiro Carnaval. E, assim, temos sua segunda e talvez mais favorita fantasia: BAILARINA. Ela gostou tanto dela que até hoje diz que quer se tornar uma...

Quando a festa dos 4 anos chegou, uma coisa era certa: o tema. Lógico que era BARBIE. A dificuldade para nossa amiguinha era escolher qual delas... Enfim, optou pela Barbie “Moda e Magia”... Puro glamour!

A mais recente fantasia de Mariana, usada não somente neste Carnaval, mas em casa praticamente 24 horas por dia e nas idas às casas das vovós é a de BORBOLETA. Às vezes, ela a define como fada, às vezes como de borboleta... mas isso não importa! O importante é se divertir, sentir que voa alto, alto, alto... e que viverá feliz para sempre!!!!


(Nina Marinho, mãe da Branca-de-neve-Bela-Minnie-Bailarina-Barbie-Borboleta Mariana)

domingo, 19 de fevereiro de 2012

As fotos dos meus tesouros!

Iniciando como a Dona Florinda (do Chaves), mas não tem como não achar que meus "meninos" são mesmo uns tesouros! rsrs
Em toda casa há uma Dona Florinda e um Kiko, com certeza. Na minha eu tenho três.
Com dois filhos adultos e um adolescente, foi difícil reunir os três em uma só foto... cada um vai em uma festa, tiram fotos com seus amigos e eu confesso que não sou amante da câmera digital.
Em meio a tantas fotos, escolhi algumas, mas fiquei morrendo de vontade de sair postando um montão delas, para que vocês pudessem vê-los.

Aí estão: Lívia, minha mais velha (23 anos), Renan (21 anos) e Ramon (11 anos).



(Vânia Oliveira - mamãe orgulhosa da Lívia, do Renan e do Ramon)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

“Cada mergulho é um flash”


É o que eles dizem quando fogem de mim ao me verem munida de uma câmera fotográfica, porque eu não dou sossego mesmo! Até o pequeno Gabriel já andou sem paciência porque a corujona aqui enxerga beleza em tudo o que os filhotes fazem e não quer perder nada. Teimosamente, por trás de uma máquina, ali estou eu  no registro até de cenas banais em que eles nem  supõem que estão sendo observados.

Na verdade, o que esses rebentos não compreendem é o  meu fascínio por essas lentes que, além de captar  imagens  de momentos únicos, permite-me vivenciá-los todas as vezes desejadas. É dessa forma que traço minhas “viagens” sem sair do lugar: cada pasta ou álbum é um porto e/ou aeroporto que me permite embarcar nessa turnê de lembranças e experiências únicas. 

Graças à tecnologia, hoje podemos contar com máquinas digitais que facilitam e muito tais aventuras. Mesmo assim, não tirarei o mérito das máquinas analógicas, minhas companheiras e parceiras que coloriram com seus “cliques” tantos álbuns dos meus ex-pequeninos. 

E se eu dependesse apenas da memória para lembrar-me de quando eram bebês ou  adolescentes? Logicamente não iria dar tanto vexame, visto que boa parte dos acontecimentos ainda desfila diante dos meus olhos internos, mexe com minhas emoções e não  permite  que eu esqueça que a vida  é magia .

Há, entretanto, fendas não registradas por essas obedientes e antenadas lentes: o silêncio, o vazio,  a procura, o cheiro, a saudade e outros implementos dolorosos gerados pela saída de cada um deles. Um desses “vôos” permaneceu cinco anos fora do ninho; agora, para minha alegria, retornou e trouxe na sua bagagem um conhecimento fruto de seus esforços e um caldeirão de planos futuros; o outro fez o contrário: permaneceu no aconchego materno enquanto se nutria de estudos e trabalho e, um belo dia, decidiu que estava preparado para cuidar do próprio ninho e foi.  

A receita para lidar com a ordem natural dos fatos é tentar manter em equilíbrio a razão e a emoção, pois nossos filhos são um bem que geramos e criamos para o mundo, não sendo, portanto, propriedade nossa.

 Enquanto acompanhamos o desenvolver desse itinerário, não custa nada uma pose aqui, um “clic” aqui, outro acolá... e assim vamos tecendo, com lindas figurinhas, a nossa história cheia de sorrisos, abraços, olhares expressivos, surpresas, sustos, furos, expressões faciais diversas, biquinhos, beijocas e até chifrinhos (com os dedos), pois há sempre um pestinha por perto... 



Zizi Cassemiro, a incansável mão que, sem cerimônia, aperta o "clic" para o Danilo, Patrícia, Gabriel...

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Atenção... Sentido!



Esta é a mais nova foto do meu filhote, Cauã. Cheguei do trabalho cedo e quando ele me viu fardada pediu que eu colocasse a roupa do bombeiro nele. A bota ficou tão engraçada, então resolvi tirar uma foto, claro, prestando continência para a mamãe aqui, rs. Ele se diverte horrores quando coloco a farda nele.

Nunca havia colocado a bota, mas desta vez ele pediu o uniforme completo, no padrão, e lá fui eu realizar seu desejo e deixar registrado, claro.

(Dani Lino, mãe do Cauã)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

As imagens que amo!

(Passeio a  São Paulo)
                                              
Eu amo fotografias e amo fotografar. Por diversas vezes, na fase em que o espírito aventureiro invade nosso interior, saudosa adolescência, pensei em deixar tudo e me aventurar pelo mundo em busca de imagens. Infelizmente ou felizmente - como saber?- não passou de um sonho. O choque de realidade foi maior e tive que me conformar com as câmeras que eu ganhava, com as imagens mais próximas  e, mais tarde, com as que o orçamento me permitia comprar.

Depois da maternidade, a coisa se agravou. Continuei fotografando tudo, registro os melhores momentos de forma que se um dia eles ousarem sumir da minha memória, eu possa revivê-los  através das imagens arquivadas. Tenho sempre uma máquina na bolsa. Outro dia, “precisei” comprar um celular e quando percebi, estava preocupadíssima com a resolução da câmera... Tudo pela praticidade...

Contudo, nem sempre foi fácil assim. Na época do Renan não havia máquina digital. A surpresa de mandar revelar as fotos da máquina analógica e ver como elas saíram, também tinha um sabor especial. Tenho  o registro de todas as fases da  vida do meu filho , um álbum com 750 fotos  reveladas só dos seis primeiros meses de vida. Agora, na era digital é que eu me deleito. São incontáveis as imagens, os arquivos lotados, pesando o PC, com a vinda da pequena Maitê. Confesso não ser apegada às câmeras, troco facilmente a que tenho por qualquer outra que apresente melhor resolução. Quanta infidelidade...

Bom, escrevi tudo isso para dizer que fotografia para mim é poesia. Fotos revelam momentos que traduzem e expressam sentimentos. As melhores fotos para mim são as que deixam saudade. Não só as que nos fazem rir de perder o fôlego ou chorar de soluçar, como também, as que nos fazem esboçar breves sorrisos, mas que nos inebriam a alma com doces recordações. E , neste momento, as fotos que trazem as melhores lembranças são as fotos dos meus filhos com o meu paizinho que acabou de nos deixar. Sem dúvida, a melhor pessoa que eu conheci ao longo da vida...

Aí vão as imagens, junto  às maravilhosas lembranças...

(Aniversário de 80 anos) 
(Brincando com a Maitê)

(Viajando com as crianças)
(Nossa doce intimidade)
Pai, sei que o senhor está em um  belíssimo lugar descansando de uma longa e honrada jornada. A certeza de que um dia iremos nos encontrar é o meu acalento. Renan, Maitê e eu te amamos muito.  

(Mônica Jogas - mãe de Renan e Maitê)                         

O click "miguelístico" mais recente!


Todo dia sou presenteada com esse sorrisão escancarado e com suas atitudes peraltas!

Este click, o mais recente, por enquanto, se deu porque Miguel, fuçando umas tralhas antigas de mamãe, encontrou uma rede velha e esquecida guardada num saco. Prontamente quis saber o que era e para que servia. Não contente nem satisfeito com a explicação, teórica, quis logo partir para a parte prática e lá fomos nós pendurar a rede no corredor.

O tempo todo me convidou para brincar de me balançar com ele na rede, mas... não confiei no tecido nem nos ganchos envelhecidos... Não sabia se todo o equipamento era à prova de excesso de gostosura da mamãe aqui, sabe! (risos)

Os balanços solitários não foram menos divertidos nem empolgantes por conta disso... e sei que, apesar da parede feia que serve como pano de fundo e que denuncia que  precisa de uma urgentíssima reforma, sei que o ar de novidade presente no olhar do meu filhote compensa qualquer coisa e o leitor mais sensível e atento logo perceberá isso! Não?

(Andreia Dequinha - mãe do peralta Miguel, que completou dois anos e meio anteontem)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Muitos sorrisos

Fotos são registros de nossos melhores momentos. Gostamos de recordar  tudo o que vivemos, exibir nossa felicidade, esbanjar nossa alegria, ainda que, às vezes, pareçamos um tanto esquisitos naquela foto com a boca aberta, os olhos fechados, o cabelo em pé, um intruso que passou bem na hora da melhor pose...

Porém, quando olhamos nossos filhos, eternizados em suas etapas, numa fotografia, sempre achamos que eles estão lindos e perfeitos.

Por que não?? São eles nossos projetos melhorados. E nos reconhecemos neles, no sorriso, no olhar, até na careta e - nos olhos fechados -.

Meus filhos sempre foram muito fotogênicos, suas fotos ficam perfeitas, sabe, eu caprichei na produção (rsrsrs) . Não reparem em meu momento coruja. É só uma constatação!

Meu filho ainda é pequeno, não gosta muito de posar, agora ele quer é nos fotografar, ou, sua nova mania, fazer vídeos esquisitos nos quais aparecem pedaços de cabeça, de pés, de garganta e coisas tremidas. Ele se diverte. Já a Bia faz mil poses, no espelho, fazendo bico, mandando beijo, em todos os ângulos, como se estivesse tentando achar uma outra Bia.

É engraçado. Vou colocar aqui uma das fotos recentes em que os dois aparecem juntinhos, como dois anjinhos, que são.


(Carmem Lucia - mãe da Bia e do Fillipe)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Palhacinho na hora certa!


Essa foto foi tirada domingo (12/02/12), mas não por mim. Como todas sabem, eu estava internada já há nove dias e tive minha tão sonhada alta ontem à noite. Que bom que deu tempo de vir aqui no nosso cantinho!

Tínhamos um aniversário pra ir, da Lívia, filha do meu primo e portanto, nossa priminha, mas o tema era carnaval e no convitinho ela pedia para que fôssemos fantasiados. Recebi o convite na semana anterior, mas como sou brasileira e deixo tudo pra última hora, não fui atrás de nada. Só não sabia que seria internada e que fosse ter que passar por cirurgia...

Então, minha prima foi me ver e disse que iria comprar uma roupinha de palhaço que tinha visto e que levaria o Henry na festinha pra mim, mesmo porque, meus pais e meu marido não estavam no clima, mas seria bom meu filhote se distrair um pouquinho. E eles foram e se divertiram muito pelo que vi nas fotos! 

Que ironia, né? Foi uma semana tão difícil e a foto mais recente do Henrique é ele vestido de palhacinho, um dos símbolos da alegria. Deus é muito bom mesmo....meu filho sofreu todos esses dias minha ausência, mas um dia antes da minha volta, se divertiu como nunca.

E hoje, já quando acordamos, ouvi as mais doces palavras de amor: "Mamãe, que bom que você tá aqui!"
Mordi muito esse palhacinho lindo!

Simone Maróstica, mãe do palhacinho Henrique.

2 anos e meio!

Não precisa de nada rebuscado para fazê-lo feliz! Basta reunir, em cima da hora, alguns amiguinhos e fazer uma pipoquinha, um Tang, comprar um bolinho miúdo com refri para virar uma festa -- de alegria e de animação!!! 2 anos e meio de vida do meu filhote já!!! 

Lamento por andar tão cansada... esgotada... e por não ter tido tempo de me sentar no chão da sala para brincar com massinha e guache... nem assistir ao filme "Rio" com ele pela milésima vez... Não tenho tido ânimo para ir à pracinha nem levá-lo ao parquinho ou para andar de trenzinho... mas sei que, no fundo, elezinho, com toda a sua sabedoria infantil, sabe que optei por trabalhar mais para poder oferecer a ele um pouquinho mais de conforto. Só peço muito a Deus para que Ele me oriente para que, apesar disso, eu consiga me dar a ele também. Sei que o tesouro mais precioso para ele é o estar ao lado de quem ama e que o ama! Já chegam as negligências e abdicações da outra parte...

Felicidades, meu arcanjo lindo!!!
(Andreia Dequinha - mãe do animado Miguel)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A pose mais charmosa!

(Diz aí se essa menina não é uma fofura?!)
Calor é pouco pra descrever o que anda acontecendo no clima desse mundãodemeudeus!!!
Os dias andam muitíssimo quentes e é difícil aguentar sem muita água e claro, pouca roupa...


Sofia é muito calorenta, assim como o pai dela, chega a escorrer o suor da cabeça, a roupa fica toda molhada e por isso na maioria das vezes deixo só de fralda, ou no máximo um shortinho... Criança pode tudo não é mesmo?!

Essa foto foi tirada na última sexta-feira, quando o calor estava nos castigando por aqui... Sofia só de bermudinha, deitou no chão e disse: "Mamãe, tá tente... caiô" (tá quente... calor!!!... rsrsrs), se esparramou no chão e quando me viu pegar a câmera, se virou rapidinho e fez essa pose mais fofadomundo... depois pediu pra dar uma olhadinha na foto e disse: "Nenê inda!!"
Eu quase derreti de calor e de tanto amor por essa fofura mais linda do mundo....!!!

(Ana Claudia - mãe da Sofia e do blog http://soumaepravaler.blogspot.com)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Coração brasileiro

Nenhum de nós aqui morre de amores por futebol... Só  ficamos ouriçados na Copa do Mundo, aí o coração estremece mais do que o normal. O Mô nem brinca muito de bola com o Tariq, não é a praia dele. Eu adoro chutar coisas do chão, tipo amêndoas, tampinhas, pedrinhas, e só o Tariq divide comigo esse prazer, brincamos muito dentro de casa com bolas de meia!! Tentei convencer a Talita a fazer futebol na ACM, mas ela não se anima não.

O Mô é flamenguista e eu, vascaína. A Talita nasceu flamenguista, teve sapatinhos, sandalinhas, camiseta e tal, depois cresceu e escolheu o Vasco, pra ficar do meu lado. Mas depois que o irmão começou a gostar um pouco de futebol e flamengou que nem o pai, ela passou a observar mais a vida e descobriu que 99% dos seus amigos torciam pelo Flamengo! E simplesmente, virou a casaca mesmo, vê se pode, bandeou-se para a maior torcida do mundo! Na maior cara de pau!

E  durante a Copa... enlouquecemos de tanto gritar, nos paramentamos todos, nos camisamos, vuvuzelamos, cornetamos, entramos de cabeça no clima!! Mas como ficamos também  agitados  em jogos de vôlei, de basquete, em competições de natação e onde quer que haja equipes brasileiras, deduzimos então que o negócio aqui é mesmo torcer pelo país, não tem essa de time!

Ai, gente, pronto, acabei...

(Else Portilho - mãe dos brasileirinhos Talita e Tariq)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Meus santistas favoritos!


Tudo começou  em 2002 quando o Santos foi campeão brasileiro. Na verdade, eu não percebi quando eles começaram a torcer pelo Santos. Isso eles me contaram depois de muito tempo, pois nunca me interessei por futebol. Então, por esse motivo, não me envolvia muito na conversa entre o pai corintiano e os filhos santistas. 

Eu demorei muito em  perceber que eles eram santistas. O Mateus simplesmente decidiu que ia torcer  pelo Santos sem influência de ninguém. Ele tinha seis anos na época e já influenciou o Elias, dizendo que era legal torcer pelo Santos. 

E assim, continuam até hoje torcendo, gritando muito quando o time faz o goooooooooool! Sofrem um pouquinho, pois de vez em quando esperam pela vitória e às vezes é aquela frustração. Ficaram  felizes porque o Santos foi campeão da “Libertadores” e contavam com o Tri campeonato  mundial quando disputou  recentemente com o Barcelona, mas tiveram que se conformar com a goleada de 4x0 e ouvir as frases tipo: BMG na camisa do Santos quer dizer: “Barcelona Me Goleou” e outras bem piores. Mas isso não importa, continuam torcendo. 

São tão ligados em futebol que até fizeram inscrição em Cuiabá e participaram de um peneirão do Santos, como goleiros, mas não passaram no teste. Continuam jogando e participando dos campeonatos. Eu os deixo participarem e fico na minha, só vendo e ouvindo, mas no fundo torcendo em silêncio para o time deles. Mãe é uma bobice sem tamanho!

(Maria José - mãe de Mateus e Elias)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Nosso time é o Brasil, sil, sil,sil!!!


Meu Deus, que tema difícil esse, ainda mais para quem tem meninas!!!
Aqui em casa na verdade ninguém é fanático por time de futebol. Eu "digo" que torço para o Palmeiras, mas não assisto a nenhum jogo, confesso que não tenho a mínima paciência. Meu marido é mineiro e torçe para o Atlético Mineiro, e para não me contrariar também tem um pezinho no Palmeiras.

A Beatriz e a Catarina percebendo esse nosso desinteresse por time, também não torcem fervorosamente para nenhum , falam que são palmeirense, tiram sarro quando o Corinthians perde,  mas não seguem nada.Nunca comprei nenhuma camiseta de time para elas.
Agora quando o assunto é torcer para o Brasil, a conversa já é outra!!!Na copa, nas Olimpíadas tem torcida, tem blusa.Nós 4 somos muuuuuuuuuuuuito patriotas, amamos muito o Brasil apesar de todas os problemas e dificuldades.Confesso que de um tempo para cá, ficamos um tanto decepcionados por ver os caminhos que o futebol vem trilhando.Muita grana envolvida, muito jogo de interesse e o show que tanto gostamos está ficando em segundo plano.É a vida!!!

(Maria Regina- mãe das brasileirinhas Catarina e Beatriz)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Futebolisticamente falando, zero à esquerda

                        

Nossa! De futebol não entendo nada. Outro dia, meu filho perguntou como  tinha sido o gol, porque ele saiu da sala justamente na hora daquele histórico acontecimento. A televisão estava ligada, eu a assistia sem ver, e, com muita naturalidade, respondi: “Filho, um jogador chutou a bola, o goleiro não agarrou e todos gritaram: gol!!!”  O olhar de decepção do Renan para mim, nunca mais foi apagado...  Ele pegou o celular, ligou para o pai, que estava ouvindo o jogo pelo radinho no trabalho e obteve a resposta desejada...
              
Lembrar desse acontecimento me fez voltar no tempo...  Aos 11 dias de nascido, eu vesti o Renan com o uniforme do Fluminense, composto por macacão, meia, sapato (que não coube no pé) e até um boné. Toda a indumentária era para agradar o pai, tricolor de coração, que não sabia mais como se orgulhar daquele menino. Acredito mesmo que não houve opção para o Renan: Ou ele seria tricolor ou ele seria fluminense... Será possível afirmar que a pobre criança escolheu o time pelo qual iria torcer ou foi convencido pelo pai do que deveria ser... Se eu for perguntar, o que escuto é: “Está no sangue!” Então tá, né?

Ainda pensando nessas coisas de futebol, lembro da primeira vez  em que levamos o Renan ao Maracanã. Sim, levamos, porque eu também fui, afinal, o que uma mãe não faz pela segurança de um filho? Eu bem que tentei levar um livro na bolsa para ler durante o jogo, mas meu marido me proibiu , dizendo que eu não o  faria passar por isso... Então, encarei como um passeio turístico e quando percebi, lá estava eu, cantando em uníssono com a torcida. Contudo, isso não foi o suficiente para que eu me rendesse ao futebol, até por que, confesso ter perdido a bola de vista várias vezes durante a partida...
               
Hoje, olho para a minha caçulinha Maitê e penso qual será a reação do pai   ou do irmão, se ela optar, por exemplo, por torcer pelo Botafogo,  já que a pedido meu , não sofre tanta influência e o máximo que já vestiu, até hoje, foi uma camisetinha na última vitória do time em  um campeonato. Será que a pequenina irá ou poderá escolher? Uma coisa posso garantir, se a minha menininha puxar à mãe, será futebolisticamente falando, também  uma gatinha zero à esquerda.
(Mônica Jogas - mãe do torcedor Renan e da futura torcedora Maitê)

Sou tricolor de coração...


Na época, para agradar o meu marido, como eu não tinha time nenhum, por nem gostar de futebol, resolvi me tornar tricolor, meio que de brincadeira, mas a coisa foi ficando mais séria e eu até usei o boné e a camisa do Flu algumas vezes, inclusive, quando estava grávida, dona de um lindo barrigão! Acho que, no começo, foi meio que hipnose, diante de tantos escudos que eu via espalhados pelo quarto: adesivos colados na gaveta, na parte de dentro da porta do guarda-roupa, a faixa pendurada na porta, a bandeira enorme pregada na parede como um enorme quadro, a camisa vestida a cada jogo... Por fim, acho que esse escudo grudou foi em meu coração, e até no Maracanã eu fui parar! O casamento acabou, mas o time ficou em mim, comigo. E não só em mim, mas também no nosso filho Miguel. 

Ele já saiu da maternidade com o símbolo do Nense grudado nele... nos sapatinhos, na touca, na luvinha... e só não no macacão porque este ficou tão grande que o engoliu e adiou um pouco o uso. Ficou tão apaixonado que a primeira palavra que ele pronunciou, ainda com meses, foi Neeense! Bem pequetitinho, reconhecia o símbolo de longe e apontava, gritava, fazia a maior festa onde quer que fosse! Às vezes eu e o pai dele nem enxergávamos e pensávamos que fosse até invenção ou confusão dele, mas, logo em seguida, lá ao longe aparecia um tricolor... ou uma tricolor... que ele prontamente reconhecia como seres de uma mesma espécie, de uma mesma tribo! (risos)

Hoje ouço umas duzentas vezes por dia que o gol que ele fez é do Neeeeeeeeeeeeeeeeeeense, que a bola do Neeeense é a mais bonita, que quer colocar a roupa e o meião do Neeense, que quer ouvir o hino do Neeeeense no celular do pai... sem falar que ele fica prestando atenção nos jogos e comemora, reclama, fica nervoso, estressado, como na foto, enfim... Me acabo de rir! Uma comédia! 

Meu filhote entrou até para a historia por ter sido o tricolor mais novo a fazer parte da carreata do Amaury Valério, aqui na nossa cidade, quando o Fluminense ganhou! Lá ia ele, todo metido, com o uniforme do time, sentadinho no meu colo, ao lado do pai, no fuscão cinza. Mãe e pai vestidos com a camisa do Nense e até o fusca foi com a bandeira pregada em cima! Miguel colocava a cabeça pra fora do carro e gritava “Neeeeeeeeeeeeeeeeense!” para cada um que passava e que, claro, ficava doido! Um calor danado, e toda hora eu dava água para ele... na garrafinha do Neeense, claro! Não poderia ser diferente!

 (Andreia Dequinha – mãe do tricolor Miguelito)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Tinha que ser... São Paulo!


A questão de times em nossa família sempre foi muito fácil. Todos são são-paulinos. Simples assim. Tinha como a pequena escolher outro time? Nem se quisesse...

Desde pequena incentivei, confesso, que ela torcesse pelo mesmo time que eu e seu pai. Só de pensar naquelas famílias em que cada torce por um time, me dava calafrio... kkkkk Assim, associei sempre o “GOOOOOOLLLLL” que ela ouvia nas transmissões ao nosso time. E foi fácil. Sempre que ela via jogos de futebol, já sabia que o “legal”, “o da mamãe” era o São Paulo...

Agora ela está na fase de dizer que outros times são “Eca”. Já tentei diminuir essa reação, com medo de que ele encontre algum amiguinho menos compreensivo que torça por outro “time-eca” e estou conseguindo. Mas, recentemente, estávamos no shopping e eis que ela aponta para um rapaz em outra mesa e diz: “Mãe, olha, olha!!!”. Eu procurei o motivo da surpresa. O rapaz estava com camisa de um time rival (que não vou dizer qual...). Então, lhe perguntei o que estava acontecendo e ela: “Que eca a camiseta dele, mamãe!!! Credo!!”. A minha sorte foi que o rapaz não viu, pois estava um pouco longe, mas fiquei roxa de vergonha... Aproveitei para explicar que todos têm direito a torcer por qual time quiserem e que ela não devia chamá-los de “Eca”...

Assim, nossa pequena são-paulina está aprendendo a conviver. E a torcer.

 (Nina Marinho, mãe da são-paulina orgulhosa Mariana)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Botafogo X Flamengo


Nem tudo que ensinamos segue adiante, infelizmente. Um deles é o bom gosto para time. (risos)

Quando Pedro era pequeno mostrava era um ótimo político, pois perguntávamos qual time ele era e ele respondia: "Botafogo, Flamengo e Brasil". O último era dito dando uma grande ênfase ao "il" e com isto ríamos e agradava a todos.

Como dá para perceber a família é dividida, eu e meu pai somos Botafogo e meu marido e a madrinha são Flamengo e por aí vai. Mas para falar a verdade não foi a influência nossa que o levou a escolher ser flamenguista (eca!). Acho que foram os colegas e as vitórias do dito cujo na sua fase de criança. Não foi nossa influência porque não tem muito fanático por futebol. O pai até que assiste a algumas partidas, mas se tiver qualquer coisa melhor para fazer ele não se prende ao futebol. 

Além disso, pai e filho são meio "bola murcha".(risos). Ele, quando era pequeno, nem gostava muito de jogar e quando descobriu que não era tão bom de bola passou a ser o goleiro para poder brincar com os colegas. Ele sempre inclinou-se para outros esportes, onde jogava bem melhor.

Bem, como gosto não se discute, lamenta-se, ele segue sua torcida e sua maior diversão é zoar os botafoguenses. Faze o que, né? 

(Cris Happy, mãe do Pedro)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Uh, vai "pá cima", é o "tem" bala da Colina!

Essa parada de time é coisa séria aqui em casa ( rs)! Mantemos a tradição que há séculos foi estabelecida nos clãs dos 3 sobrenomes que Liz tem! Mas muito "pra frente", e de tanto ouvir os urubus das redondezas, ela andou dizendo o nome de um outro time aí... tudo fogo de palha, por conta da lavagem cerebral que tentaram fazer nela... No final das contas falou mais alto o sangue cruzmaltino, já que aqui em casa tanto o Thompson, quanto o Marques e o Nazario são vascaínos. Não tinha pra onde correr, né, gente?!  O pior é que tinha!!! Na verdade, quase que correu pro outro lado!!!  rs

Porém, como boa mãe vascaína que sou, passei a chamá-la para  acompanhar comigo os jogos do Vascão no Campeonato Brasileiro 2011 . Daí ela aprendeu: Uh, vai pa cima é o tem bala da colina!!! Gol de Dedékenbauer! Diego Showza, do Vasco! O Vascão é o time da virada! Uh, pulaê deixa o caldeilão fervê! Essas coisinhas que enchem de orgulho o coração de qualquer  mãe!

Mas falando sério, ela começou a ser "Vasca" por AMOR... amor não ao time, mas ao Vovô Teno, que ficava triste toda vez que ela falava: É gol de "famengo"!

O que importa de verdade é que minha filha, além de manter as tradições familiares, demonstrou ter um coraçãozinho generoso, que preferiu ver o sorriso do vovozinho, escolhendo o melhor: o nosso Vascão!

E não sei você, mas eu tenho orgulho de ouvir minha filhota dizer: Eu sou "Vasca" !!! Vovô Teno, essa é pra você!!! rs

(Lu Thompson, vascaína, filha do vascaíno Teno, esposa do Marcelo, vascaíno e  mãe orgulhosa da vascaína  Liz!!!)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Para os filhos...

Quando vemos um barco no porto, imaginamos que está em lugar seguro, protegido por fortes amarras. No entanto,  sabemos que está lá se abastecendo e se preparando para zarpar. Desse modo, cumprirá o destino para o qual foi criado: enfrentar seus próprios perigos e aventuras. 

Dependendo do que a força da natureza lhe reserve e deixando seu rastro, ele terá de desviar da rota, traçar outros rumos e buscar outros portos, mas retornará mais forte pelo conhecimento alcançado, enriquecido pelas diferentes culturas conhecidas. 
Então, teremos muita gente feliz no porto, celebrando suas milhas navegadas.

Assim são os filhos: os pais são seu porto seguro até que se tornam independentes, porque, por mais proteção e cuidado que tenham sob as asas paternas, os filhos nasceram para singrar os mares da vida, correr seus próprios riscos e viver suas próprias aventuras. 

Levarão com eles os exemplos adquiridos e os conhecimentos aprendidos, mas o mais importante estará no interior de cada um, no leme de seu coração: a capacidade de ser feliz. 

Da mesma maneira que a felicidade não pode ser dada ou transmitida, ninguém pode traçar a rota dos filhos. Os pais podem, sim, fazer com que levem em sua bagagem valores que permitam manter o curso para esse rumo. 

Os pais não devem seguir a travessia dos filhos e estes, nunca devem descansar nos resultados do sucesso dos seus pais; mas devem navegar no mar, saindo do porto a que seus pais chegaram. 

Mas é tão difícil para os pais soltar as amarras e deixar zarpar esse barco... No entanto, pensando que o maior presente de amor que um pai pode dar é a autonomia, nós desejamos a vocês, filhos, um vento bom e um mar bem calmo! 

(Extraído do livro "201 mensagens para os filhos") 

Uma baguncinha inesquecível

Como vocês já conhecem muitas travessurras do Renan, hoje vou contar uma baguncinha deliciosa e talvez uma das únicas que eu me lembre da minha Lívia. Meu caçula não é um menino "muito arteiro" também não...

Aos dois aninhos, em um inverno daqueles bem gelados, preparei um banhinho gostoso na banheira, coloquei-a no chão, enchi de brinquedinhos e uma agua bem quentinha.

Tudo fechado, a Lívia se esbaldou na água. Com muito pesar, retirei minha gorducha da água (hoje ela não é mais gorducha!) e coloquei camisetinha, blusa de frio, casaco de lã, calça, toquinha, meia, tênis e uma caneleira de lã (tudo rosa!). Ela ficou muito fofa e quentinha.

A campainha tocou e eu fui atender. Ao voltar, não encontrei a Lívia em lugar algum. Não era possível ter que procurá-la no banheiro. Fui. E lá estava ela, com toda essa roupagem, sentadinha na banheira, novamente se deliciando dos brinquedinhos e da água morninha!

Não tive a sorte de registrar esse episódio, mas lembro-me perfeitamente de retirá-la pingando água pelos tênis, encharcadíssima, pesadíssima e sem saber por que é  que ela não podia continuar com aquela brincadeira tão divertida!

Foi uma cena muito fofa e uma baguncinha bem pequena, mas adorável aos olhos da mãe!

(Vânia Oliveira - mãe da Lívia, do Renan e do Ramon)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Super-ação-pueril


Danilo, meu ex-pequeno e agora grande-homem, protagonizou (quase) todos os posts que mencionavam travessuras infantis. Mal cabem na minha memória suas peraltices desde a época de criança, adolescência e (por que não?) fase adulta que, com orgulho e emoção, eu descrevo e, de certa forma, revivo as incríveis peripécias  desse “anti-herói”. 

Quando pequenino, eu estava sempre por perto, de olhos bem atentos para qualquer eventualidade, pois o “indomável” adorava o elemento surpresa e dava o que fazer aos seus atentos guardiões: mãe, pai, avô, avó, tia etc... 

 Por isso, vinte anos depois, quando encarou a paternidade de forma tão madura, foi a prova maior de que um novo ciclo se iniciara. Ele passara de protagonista a narrador e traçava, então, os primeiros rabiscos da sua novo enredo o qual a palavra responsabilidade ganhava mais peso e sabor. 

Um novo contexto à vista, sujeito a outras aventuras que eu nem havia imaginado ainda, me aguardavam pacientemente. Enquanto eu contemplava e curtia aquele lindo rebento com várias  dobrinhas e cabelinho meio loiro encaracolado, dialogava com meu pensamento: “Será que o novíssimo fruto um dia vai superar o pai nas traquinagens ?  Se filho de peixe... “

O relógio, na sua incansável melodia do tic-tac,  marcava o alvorecer ao por-do-sol, virando, ano a ano, páginas do calendário, permitindo-nos a alegria em acompanhar o crescer e o desenvolver do pequeno já bem esperto Gabriel. 

Mesmo danadinho, uma criança encantadoramente dócil com as pessoas e os animais. Tão novo já queria compreender fatos e colaborar no desenrolar deles. Iniciativa e determinação ele tinha e tem para usar e abusar;  afinal de contas,  vô e vó são pai e mãe adoçados com mel,  e minha casa,  seu favo à disposição. 

Uma noite, porém, acordei porque senti que a coberta estava úmida em alguns locais. Estranhei aquilo. Não conseguia dormir, havia algo espalhado pela cama que me incomodava. Decidi acender a luz para verificar melhor e quase infartei:  A cama estava cheia de ovos de galinha, alguns quebrados embaixo de mim, outros rolavam de um canto para outro quando eu me movia. 

Minha primeira reação foi pânico total. O que poderia ser aquilo? O susto não conseguiu conter o grito. Quando olho para o lado, lá está o meu netinho. Questionei o porquê daquela bizarra cena,  precisava URGENTE de uma justificativa. Olhando-me decepcionado, ele disse que colocara os ovos embaixo de mim para que fossem chocados porque queria que nascessem pintinhos, igual à cena do filme a que assistira durante o dia. 

Tinha razão: havíamos assistido “Voando para Casa”, que conta a história de uma garota que salvou um ninho abandonado cheio de ovos de ganso, improvisou um cantinho para que  eles nascessem em segurança, depois tomou conta deles até ficarem adultos e ainda os ensinou a voar de volta para o sul. Gabriell ficara tão  impressionado com o filme que decidira fazer essa “experiência maravilhosa” usando-me como cobaia sem nenhum aviso prévio.  

Aqueles olhinhos inocentes e assustados junto àquelas palavras mal pronunciadas e cheias de boas intenções foram suficientes para me desarmar. Que egoísta sou eu, meu Deus!, A minha criança (filho com mel) estava preocupada com a extinção das aves e deu, a seu modo, uma pequena contribuição para a preservação daquela espécie. Que lindo amor pelos bichinhos! Tentou, apenas, protegê-los do bicho-homem que só tem olhos para si mesmo. 

Zizi Cassemiro - homenagem especial ao adorável e esperto Gabriel (um filho com mel)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Filho de peixe, bombeirinho é!

 Este tema foi difícil pra mim, pois o nome do meu filho é Cauã e o seu sobrenome é travessura, rs. É difícil escolher as maiores travessuras dele, pois são tantas!Desde pequenino meu rebento prega peça nessa mamãe que vos fala. Aos quatro meses de vida ele caiu da cama pela primeira vez, depois mais uma, mais uma e pra completar deu um salto do cercadinho e caiu de cabeça no chão. Coisa boba... mamãe quase enfarta, mas tudo bem!
A pior de todas foi quando com quase dois anos ele resolveu sair da pizzaria onde estávamos comemorando a formatura do meu cunhado e ele simplesmente abandonou o parquinho em que brincava e saiu a caminhar pela avenida mais movimentada da cidade!Procurei pelo parquinho e nada, quando já estava indo para a porta da pizzaria vejo uma adolescente com meu filho nos braços. Quando me dei conta do perigo que ele correu, podendo atravessar a rua a qualquer momento... Ai, não gosto nem de lembrar!
Teve também a vez em que tivemos que pintar as paredes do seu quarto, pois ele cismou em mostrar sua veia artística pelos quatro cantos. Tem dias que ele acha divertido se pintar e quando vejo, lá está ele puxando a minha roupa para que eu o veja TODO pintado. Também teve uma vez em que ele e meu sobrinho estavam brincando no quintal da casa dos meus pais e eu ouvi lá da cozinha meu sobrinho falando “pula, vai, pula!”. Quando fui olhar ele estava em cima de uma pilha de blocos e se preparando para dar um salto. Ufa!Foi por pouco, como ele mesmo diz. Vez em quando ele se esconde nos lugares mais inóspitos (tudo bem, é exagero de mãe), tipo guarda-roupa, caixa de papelão, balde, entre a grade e a janela do quarto, embaixo da cama e por aí vai.
Tem também as travessuras que a mamãe e o papai fazem com o menino travesso, rs. Como no dia em que colocamos para andar a cavalo sozinho. Ele achou divertidíssimo e até hoje pede para andar no cavalo “peto”. E a outra vez em que colocamos para ele fazer rappel. No iniciou ele estava achando o máximo, pediu para colocar o equipamento todo e toda hora perguntava se tinha chegado a vez dele. Quando realmente chegou, ele não achou nada engraçado e pediu pra voltar pra casa, rs. Passado o susto ele me pede pra fazer de novo, mas darei mais um tempinho com essa travessura, mainha e painho disseram que vão mandar nos prender se fizermos de novo. Tenho culpa se meu filho gosta de aventura? Filho de peixe, bombeirinho é!
                                
                                       (Dani Lino - mãe travessa do travesso Cauã)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Pique-esconde no supermercado!?!


No momento não me recordo de nenhuma travessura assim muito marcante ou estaparfúdia de Miguel, até porque eu e mais ainda mamãe fazemos a linha SOMBRA, grudadas e sempre atrás dele, o que certamente evita um bocado de artes! Porém, me recordo de um episódio que me deixou muito nervosa e com uma sensação imensa de impotência! Serve? Tomara!

Miguel sempre adorou brincar de pique... pique-pega e mais ainda de pique-esconde, só que sempre brincamos muito no quintal e também dentro de casa... e ele sempre ingenuamente me respondia quando eu perguntava onde ele estava! Uma vez, justamente no supermercado, ele cismou de brincar de se esconder e sem nem me avisar. Fui pegar um pacote de biscoito e quando olhei pro lado... Cadê?!? Instantaneamente o supermercado ficou ainda maior... imenso... e eu, menor que a menor das formigas! Contraste! Pavor! Medo! Saí que nem uma louca verificando cada corredor, gritando por ele e nem sinal do pestinha! Quase chorei, quase desmaiei, quase liguei pra CIA e pro FBI, quase enlouqueci, quase morri... mas, em meio a tanto quase, desisti do carrinho de compras e resolvi ficar plantada num ponto estratégico do supermercado, que dava para ver todas as saídas, assim teria certeza de que pelo menos para aquela rua movimentada, ele não iria.

Depois de minutos que, para mim, pareceram anos, eis que surge ele, com a cara mais lavada do mundo, como se nada tivesse acontecido, sorrindo e me perguntando se eu tinha desistido de procurá-lo! Até hoje não faço a menor ideia de onde ele estava tão bem escondido! Só sei que a minha vontade inicial foi de enfiar a pregada nele... mas logo desisti, porque senti que ele não entenderia nada... estava apenas brincando... além do mais, a alegria por vê-lo ali na minha frente, são e salvo, me deu um alívio tão grande que o que fiz foi tentar disfarçar as lágrimas e abraçá-lo com saudade de quem não se vê há séculos! E quem disse que não tinha tudo isso?!? Coração de mãe é um relógio muito doido e que não bate com coerência nem com constância nem com explicação...

(Andreia Dequinha - mãe do Miguel, que é expert em pique-esconde)

Travessuras ou gostosuras

                                                       

Entre um rebento e outro eu me presenteei como que chamo de “férias  fraldais “ por   doze anos. Isso mesmo, a diferença de idade entre meus filhos soma doze longos  anos. O primogênito, Renan, agora com 14 anos e a pequenina Maitê, completando nesta fase, 2 anos e 5 meses.         
                    
Com o primeiro não tive o que reclamar. Meu filho era calmo, obediente, raras e brandas foram suas travessuras. Eu conseguia entrar e sair em lojas de brinquedos sem que ele  me pedisse absolutamente nada.  Apenas observava... Um príncipe. E eu, me achava então, a mãe-modelo, afinal, percebia que ao meu redor crianças se jogavam no chão e mães gritavam alucinadas ao terem que dizer um simples não a seus filhos. Que coisa!

Entretanto, como Deus é justo, quis me mostrar o outro lado da moeda, mandando uma plebeia pra lá de ouriçada. A Maitê é assim, um furacão, como diz o pai. Ela mexe em absolutamente tudo... Ir ao shopping desfrutando de sua companhia  é uma verdadeira aventura ... Indiana Jones perde fácil, porque ela é arteira mesmo, da turma de Denis, o Pimentinha, sabe? Pois é... Hoje, sou eu quem tem uma pequena que não aceita o não como resposta e se joga no chão como forma de pirraça quase todas as vezes em que é contrariada. Meu reinado de mãe-modelo desabou e eu posso garantir que cuidei dos dois da mesma forma.

Em casa, as travessuras aumentam. A gatinha  conhece o espaço que tem e o domina como ninguém. Basta que eu esqueça por um segundo a porta da cozinha aberta e lá está  a Maitê se lambuzando no açúcar, batendo com uma colher na lata de leite em pó  ou , como  autodidata , desenvolvendo sua própria matemática ,  separando e contando   de forma aleatória os  grãos do feijão. Exagero? Não é não! Outro dia, após o banho, arrumei a princesa com um pijaminha  bem quentinho para dormir no ar-condicionado. Fui até a área de serviço e quando voltei, imagine, ela estava outra vez na banheira, de roupa e tudo, não mais como uma princesa, mas como disse em outro momento, uma verdadeira plebeia.

Nesse instante, sentei no banheiro, fiquei olhando para toda a inocência que envolve uma criança nessa fase e comecei a rir, mesmo tendo a impressão de que eu deveria era  chorar...  A água, o açúcar, o feijão servem apenas para adoçar ainda mais essa fase da vida que já é tão doce. Encontrá-la com o pote de açúcar  todo derramado pelo chão  foi a chance que eu tive de perguntar: “Travessuras ou gostosuras, minha filha linda ?“ E se ela soubesse  responder, com certeza diria, “Os dois, mamãe.”


(Mônica Jogas - mãe do príncipe Renan e da dulcíssima plebleia Maitê)