Mostrando postagens com marcador Vânia Oliveira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vânia Oliveira. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de março de 2016

O melhor passeio

Agora com filhos crescidos, as férias já não coincidem: um trabalha no banco, a outra quer sair para a balada, o outro já começou a arrumar um tanto de compromissos. Com isso, hoje quase não tenho fotos de nós quatro juntos (só a do Ano Novo) e tornou-se uma raridade sairmos juntos também. Claro que eu sinto falta. Remeto-me ao texto "Antes que elas cresçam", de Affonso Romano de Sant’Anna, quando ele relata a saudade da bagunça no banco de trás.  Poxa... Isso passou tão rápido!

Vou relatar então um passeio das antigas e outro muito recente. O primeiro, quando meu filho foi competir ginástica olímpica e eu estava grávida de 8 meses do caçula. Fomos todos: eu, o Renan (o atleta), a Lívia, o Ramon na barriga e o pai. Foi um passeio maravilhoso para a cidade histórica de Ouro Preto.

Depois disso, quase não saíamos mais todos juntos! Filhos adolescentes passam a ter outras curtições. Nem o Mc Donalds chama mais atenção... (risos)

Então, hoje, o passeio que mais curto e que me dá um orgulho danado não inclui os três filhos. É quando me levanto aos domingos de manhã e saio para ir à igreja. O Ramon levanta de bom humor, pega a Bíblia e me acompanha. Não tem como não me emocionar mais. Não há passeio que se compare a este! O melhor passeio acontece todo domingo! 


"Ensina a criança no caminho em que deve andar, 
e, ainda, quando for velho, não se desviará dele". (Provérbios 22:6) 

(Vânia Oliveira - mãe da Lívia, do Renan e do Ramon)

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Do que eu sinto falta

Toda mãe é completa só pelo fato de ser mãe. Claro que com todas as dificuldades do dia-a-dia, os problemas, a rotina... Mas em compensação, temos a alegria de ser mãe, ganhar sorrisos, abraços, responsabilidades, emoções sem fim.

Mas em meio a tantas alegrias, depois de ser mãe três vezes, há uma coisa que me faz muita falta. E eu nunca vou conseguir superar essa falta: a da MINHA MÃE! Ela, que me acordava todos os dias com um café com leite morninho, pra não queimar a minha boca, que fazia vitamina de abacate para meus alunos de violão, que era apaixonada por música e por crianças, não chegou a conhecer nenhum dos meus filhos.

Ela se foi... e eu tinha acabado de fazer 19 anos. A dor com que escrevo essas palavras ainda é a mesma daquele dia 26 de março de 1987. As lágrimas me descem como um rio neste momento.

Ela dizia que queria um netinho para cuidar, colocar no meio da cama dela e tratar como um bibelô. Mas três paradas cardíacas a levaram antes de conhecer minha primeira filha, Lívia.

Sinto tanta falta do carinho da minha mãe, de seu sorriso, sua pele cheirosa,  branquinha...
A Lívia nasceu em janeiro de 1988. Tem tantas coisas em comum com minha mãe!!! Eu sei o quanto elas seriam amigas! Sei que amaria também os dois meninos e daria muito amor...
Sinto tanta falta!!! Queria que meus meninos tivessem conhecido a vó MANUELA.

Sei que não fui uma filha tão boa como ela merecia, e sei também que se ela estivesse aqui, eu teria um porto muito seguro, uma amiga pra contar meus segredos, pra cuidar de mim e dividir comigo meus fardos e minhas alegrias.

Sinto falta de ela não ter visto o crescimento dos netos dela, cada conquista, cada dodói, cada coisinha... A dor é imensurável!

Tenho meus três tesouros e sou grata a Deus por ter me presenteado com tanta bênção. Mas sinto a falta de minha mãezinha amada, adorada, querida no meio de nós!

(Vânia de Oliveira - mãe da Lívia, Renan e Ramon e Filha da Dona Manuela)

domingo, 19 de fevereiro de 2012

As fotos dos meus tesouros!

Iniciando como a Dona Florinda (do Chaves), mas não tem como não achar que meus "meninos" são mesmo uns tesouros! rsrs
Em toda casa há uma Dona Florinda e um Kiko, com certeza. Na minha eu tenho três.
Com dois filhos adultos e um adolescente, foi difícil reunir os três em uma só foto... cada um vai em uma festa, tiram fotos com seus amigos e eu confesso que não sou amante da câmera digital.
Em meio a tantas fotos, escolhi algumas, mas fiquei morrendo de vontade de sair postando um montão delas, para que vocês pudessem vê-los.

Aí estão: Lívia, minha mais velha (23 anos), Renan (21 anos) e Ramon (11 anos).



(Vânia Oliveira - mamãe orgulhosa da Lívia, do Renan e do Ramon)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Uma baguncinha inesquecível

Como vocês já conhecem muitas travessurras do Renan, hoje vou contar uma baguncinha deliciosa e talvez uma das únicas que eu me lembre da minha Lívia. Meu caçula não é um menino "muito arteiro" também não...

Aos dois aninhos, em um inverno daqueles bem gelados, preparei um banhinho gostoso na banheira, coloquei-a no chão, enchi de brinquedinhos e uma agua bem quentinha.

Tudo fechado, a Lívia se esbaldou na água. Com muito pesar, retirei minha gorducha da água (hoje ela não é mais gorducha!) e coloquei camisetinha, blusa de frio, casaco de lã, calça, toquinha, meia, tênis e uma caneleira de lã (tudo rosa!). Ela ficou muito fofa e quentinha.

A campainha tocou e eu fui atender. Ao voltar, não encontrei a Lívia em lugar algum. Não era possível ter que procurá-la no banheiro. Fui. E lá estava ela, com toda essa roupagem, sentadinha na banheira, novamente se deliciando dos brinquedinhos e da água morninha!

Não tive a sorte de registrar esse episódio, mas lembro-me perfeitamente de retirá-la pingando água pelos tênis, encharcadíssima, pesadíssima e sem saber por que é  que ela não podia continuar com aquela brincadeira tão divertida!

Foi uma cena muito fofa e uma baguncinha bem pequena, mas adorável aos olhos da mãe!

(Vânia Oliveira - mãe da Lívia, do Renan e do Ramon)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Salvo pela sandalinha!


Férias! Momento de descontração, alegria, prazer...
Era o que realmente esperávamos que acontecesse quando resolvemos todos (eu, meu marido e nossos dois filhos) conhecer o litoral capixaba.

Tudo pronto, malas e malinhas arrumadas, a viagem foi maravilhosa.
Conseguimos um apartamento de frente para a praia de Piúma, no terceiro andar, com direito a uma sacada e uma vista incrível.

Até aí, beleza!
A Lívia, então com três aninhos e o Renan com quase dois.
Ela, como sempre, comportada, obediente, uma doçura.
Ele, por sua vez, com a mesma criação, bagunceiro, levado, arteiro, tudo de danado ele era (e ainda é!)

No primeiro dia, arrumamos tudo e preparávamos para dar uma voltinha, quando meu marido foi até à sacada ver a linda vista.
Lívia também foi e ficou ao seu lado para admirar também.
Renan, claro, subiu no muro e escorregou. Estávamos no TERCEIRO ANDAR!!!

Ronaldo só viu o pequeno vulto se virando para fora do prédio, e o que costumamos dizer, a mão de Deus agiu naquele momento e ele agarrou Renan pela sandalinha!
Ele entrou no apartamento com o Renan ainda peduradinho pela sandália.
Choramos todos!

Claro que trocamos de apartamento no mesmo dia e pedimos um com vista para os fundos. Rsrsrs
Tirando isso e mais uma queimadura com ferro de passar roupa (nessa mesma viagem) tudo transcorreu muito bem!
Eles adoraram a praia e a partir dali, vi o quanto meu Renan era levado! Rsrs

Hoje, ele tem 21 anos e é um atleta de ginástica olímpica em minha cidade.
Já fez muitas outras viagens para o exterior, para outras cidades do Brasil, mas não era dessa forma que ele precisava me dizer que seria um grande ginasta, né?


Para comprovar, este vídeo, de apenas 12 segundos, mostra um pouquinho da ARTE que hoje ele sabe fazer bem!

(Vânia Oliveira - mãe do Renan, da Lívia e do Ramon))

domingo, 8 de janeiro de 2012

Meu bichinho de estimação

Eu não tenho muito a contar sobre animais de estimação dos meus filhos, pois nunca tivemos um. Como já disse em outras postagens, meus filhos tiveram SÉRIOS problemas de bronquite e pelos não seriam bem vindos, principalmente dentro de um apartamento. Com isso, optamos pelo bem-estar deles e nunca tivemos nem mesmo um peixinho. (acho que peixinho chegamos a ter sim!! Rsrsrs)

Bom, moro em um sobrado e minha irmã mora na casa de baixo. Ela sempre gostou de bichinhos e acabou comprando a Sandy, uma poodle.
Eu nunca tive tempo para me dedicar e nunca animei dar um animalzinho aos meus filhos. O curioso é que nunca tinha me apegado a nenhum deles até a chegada da Sandy.

Eu ia na casa da minha irmã e ela cativou a mim e a meus filhos. Fazia uma festa incrível quando cada um de nós chegávamos em casa e acabamos por amá-la como se fosse nossa também.
Ela reconhecia o barulho do meu carro, das vozes de cada um e eu ainda dizia que ela era a única “pessoa” que fazia festa todos os dias quando eu chegava do trabalho.

Foram 14 anos de muito carinho que ela nos deu. Para quem dizia que não se apegava aos bichinhos, a Sandy chegou e me fez entender ainda mais a frase de Saint Exupery: " Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"...

(Vânia Oliveira)

domingo, 25 de dezembro de 2011

Cartinha para o Papai Noel



MEUS FILHOS ACREDITAM NO PAPAI NOEL! É verdade! Um Papai Noel um pouquinho diferente: na maioria das vezes, é uma figura feminina, loira, que hoje tem 43 anos e é EXTREMAMENTE APAIXONADA pelo Natal; outras vezes, pode ser um homem magro, alto, de cabelos grisalhos, de 54 anos.

Quando pequeninos, gostávamos de escrever cartinhas para o bom velhinho. À medida que iam crescendo, acabavam descobrindo,  por eles mesmos, a verdadeira identidade do provedor de tantos presentes...

Mas a culpada de tudo isso sempre fui eu, que passei por inúmeras dificuldades financeiras quando criança e ainda assim esperava a visita do “Papai Noel”. Eu devia ter talvez uns cinco ou seis anos, foi um Natal inesquecível, pois meu pai estava desempregado e minha mãe não trabalhava fora. Minhas duas irmãs, ainda adolescentes também não trabalhavam.

Nunca comemorávamos com ceia, mas meu pai fazia uma árvore de galhos secos e a enfeitava com algodão e caixinhas de fósforos embrulhadas para presente.

Na noite de Natal, ao acordar, encontrei ao lado do meu sapatinho, (que nem havia sido colocado ali para ganhar presente, mas por tê-lo deixado na beiradinha da cama na noite anterior) encontrei uma boneca muito simples, sem articulações, uma caneta de 8 cores e um pedaço de pudim. Mesmo tão pequena, eu nunca esqueci a simplicidade e o espírito de Natal daquele momento.

Com um nozinho na garganta, vibrei dizendo que o Papai Noel havia passado na minha casa. Meu pai sorriu e cantarolou: “Eu não te falei? Seja rico ou seja pobre, o velhinho sempre vem.”

Aprendi ali, que o espírito do Natal é exatamente esse desejo de dias melhores, alimentar sonhos, esperanças, solidariedade nos corações.

Sempre montei árvores para minhas crianças e, próximo à meia-noite, eles ouviam o sininho do Papai Noel tocando, e, para surpresa geral, os presentinhos já estavam na árvore.

Hoje, com dois adultos e um quaaaaaaaaaase adolescente,  ainda brincamos sobre esse assunto e nunca falamos que queremos presentes de Natal, mas que irão deixar cartinhas para a Mamãe Noel (eu) e para o Papai Noel (o pai deles). Achamos muita graça nisso e gostamos dessa brincadeira.

Claro que não esquecemos de falar sobre o verdadeiro sentido do Natal e da importância do nascimento de Jesus em nossas vidas.

...

Ao sentar aqui, na frente desse computador, tinha pensado em outra coisa, mas a recordação atrapalhou meus planos.

Vou aproveitar o finalzinho de meu texto (que virou um emaranhado  de histórias) para então, escrever uma cartinha ao Papai Noel:

Querido Papai Noel,

Meu desejo, como o de todos os outros anos que virão, é que minha família esteja sempre unida, com muita saúde, paz, felicidade, amor e que possamos comemorar o nascimento de Jesus, não só nessa data festiva, mas todos os dias dos anos vindouros.


Que todas as famílias tenham essa mesma felicidade de poder, unidas, participar desse momento de confraternização e que nossas vidas sejam mais alegres, mais felizes, mais NATAL!

(Vânia Oliveira)

domingo, 11 de dezembro de 2011

Onde andará o meu doutor?



Hoje, acordei sentindo uma dorzinha...
Aquela dor sem explicação e uma palpitação! 

Resolvi procurar um doutor... Fui divagando pelo caminho...
Lembrei daquele médico que me atendia vestido de branco
e que para mim tinha um pouco de pai, de amigo e de anjo...
o meu doutor que curava a minha dor!
não apenas a do meu corpo, mas a da minha alma...
e que me transmitia paz e calma!
chegando à recepção do consultório,
fui atendida com uma pergunta!
"Qual o seu Plano? O meu Plano?"
Ah! o meu plano é viver mais e feliz!
é dar sorrisos, aquecer os que sentem frio
e preencher esse vazio que sinto agora!
mas, a resposta teria que ser outra!
O "Meu Plano de Saúde"...
Apresentei o documento do dito cujo, já meio suado tanto
quanto o meu bolso... e aguardei
quando fui chamada, corri apressada...
ia ser atendida pelo doutor,
aquele que cura qualquer tipo de dor!
entrei e olhei... me surpreendi...
rosto trancado, triste e cansado...
"Será que ele estava adoentado?
é, quem sabe, talvez gripado!"
não tinha um semblante alegre, provavelmente devido a febre...
dei um sorriso meio de lado e um bom dia!
Olhei o ambiente bem decorado
sobre a mesa a sua frente um computador
e no seu semblante a sua dor...
O que fizeram com o Doutor?
Quando ouvi a sua voz de repente:
"O que a senhora sente?"
Como eu gostaria de saber o que ele estava sentindo...
Parecia mais doente do que eu a paciente...
"Eu? Ah! Sinto uma dorzinha na barriga e uma palpitação"
E esperei a sua reação
Vai me examinar, escutar a minha voz
E auscultar o meu coração
para minha surpresa
apenas me entregou uma requisição e disse:
"Peça autorização desses exames para conseguir a realização..."
Quando li quase morri...


"Tomografia Computadorizada",

"Ressonância Magnética"
e Cintilografia"!
Ai Meu Deus! Que agonia!
Eu só conhecia uma tal de Abreugrafia"...
Só sabia o que era "Ressonar" (dormir),
de "Magnético" eu conhecia um olhar...
e "Cintilar" só o das estrelas!
Estaria eu a beira da morte? De ir para o Céu?
Iria morrer assim ao léu?
Naquele instante timidamente pensei em falar:
"Não terá o senhor uma amostra grátis de calor humano
para aquecer esse meu frio?
O que fazer com essa sensação de vazio?
Me observe Doutor!
O tal "Pai da Medicina", o Grego Hipócrates acreditava que,
"A arte da medicina está em observar"
Olhe para mim...
É bem verdade que o juramento dele está ultrapassado!
Médico não é Sacerdote...
tem família e todos os problemas inerentes ao ser humano...
Mas, por favor me olhe!
Ouça a minha história!
Preciso que o senhor me escute e ausculte!
Me examine! estou sentindo falta
de dizer até "Aquele 33"!
Não me abandone assim de uma vez!
Procure os sinais da minha doença
e cultive a minha esperança!
alimente a minha mente e o meu coração...
me dê ao menos uma explicação!
o senhor não se informou se eu ando descalça...
ando sim!
gosto de pisar na areia e seguir em frente deixando
as minhas pegadas pelas estradas da vida,
Estarei errada?
Ou estarei com o verme do amarelão?
Existirá umas gotinhas de solução?
Será que já existe vacina contra o tédio?
ou não terá remédio?
Que falta o senhor me faz meu antigo Doutor!
Cadê o scoot, aquele da emulsão?
que tinha um gosto horrível
Mas me deixava forte que nem um "Sansão"!
E o elixir? Paregórico e categórico!
e o chazinho de cidreira,
que me deixava a sorrir sem tonteiras?
Será que pensei asneiras?


Ah! Meu querido e adoentado Doutor!

Sinto saudades...
dos seus ouvidos para me escutar...
das suas mãos para me examinar...
do seu olhar compreensivo e amigo...
do seu pensar...
do seu sorriso que aliviava a minha dor...
que me dava forças para lutar contra a doença...
e que estimulava a minha saúde e a minha crença...
sairei daqui para um Ataúde?
Preciso viver e ter saúde!
Por favor me ajude!
Oh! Meu Deus, cuide do meu médico e de mim,
caso contrário chegaremos ao fim...
porque da consulta só restou,
uma requisição digitada em um computador
e o olhar vago e cansado do Doutor!
Precisamos urgente dos nossos médicos amigos...
a medicina agoniza...
ouço até os seus gemidos...
Por favor! Tragam de volta o Meu Doutor!
Estamos todos doentes e sentindo Dor! E Peço!!!
Para o Ser Humano uma Receita de "Calor"
e para o exercício da Medicina uma Prescrição de "Amor"!
Onde andará o Meu Doutor?

Autora: Tatiana Bruscky
"Vestido de Chita"
Recife/Pe
(Vânia Oliveira)

domingo, 27 de novembro de 2011

Eu ODEIO quando eles fazem isso!


O prazer de ser mãe é imensurável! E por mais que eles nos façam raiva, pirracem ou nos respondam, passamos por cima de tudo isso e amamos. Amamos incondicionalmente. Não há nada mais lindo e renovador que o sorriso de nossos filhos!

Queremos bem, queremos muito bem... queremos  melhor que a nós mesmas. Queremos sentir suas dores, sofrer a dor deles, só para não vê-los sofrer. Há duas coisas que eu ODEIO: quando eles adoecem e quando eles choram. Ai que vontade que eu tenho de estar ali, no lugar deles e sofrer por eles.

Agora, com dois filhos adultos, passando por tribulações de adultos, dificuldades que eles mesmos precisam resolver...  e os vejo chorando... lastimando-se de terem sofrido alguma humilhação ou constrangimento, a leoa se enfurece, e quer logo oferecer palavras de conforto, levantar a autoestima de cada um deles e brigar por eles, como quando um coleguinha derrubou seu picolé, ou lhes deram um beliscão na escolinha...

Minha vontade é de fazer uma redoma de proteção para que nada lhes aconteça, mas só consigo fazê-lo hoje através das palavras, dos conselhos e das orações. Como diz Arnaldo Jabor: “eles saíram do banco de trás para o volante de suas próprias vidas”. E eu fico ali, chorando junto, por dentro, mas dando todo o apoio do mundo.

Também não gosto quando eles adoecem. Não gosto daquela carinha de tristeza, de febre alta, de criança (e adultos) acamados. Saio para trabalhar e volto com um presente. Adoro ver uma carinha de felicidade para abrir o papel de presente. Aqueles segundinhos de expectativa, sem saber do que se trata, deixam-me tremendamente feliz. Eles nunca se deram conta dessa minha estratégia... nunca me disseram que gostavam de ficar doentes só para ganhar presentes. Quando vi que a coisa ficava feia, era o meu paliativo para ver um sorrisinho e um brilho nos olhos daquele serzinho tão importante na minha vida.

O Renan, quando criança, sofria de bronquite e frequentemente tinha que ir ao médico. O Ramon, nos sete primeiros anos, teve três paradas respiratórias e foi internado às pressas. Sustos que vivemos intensamente enquanto não chega o ponto final desses sofrimentos. A Lívia, não teve problemas de saúde, enquanto chora por outros motivos (namoros, autoestima, trabalho, amigas...).
 
Acho que esse “ódio” é o de todas nós, que queremos tanto, e tão bem, que no permitimos que nada de ruim possa passar por perto de nossas crias.Defesa? Proteção? Instinto? Acho que é apenas ... amor materno!

(Vânia Oliveira - mãe de Renan, Lívia e Ramon)

domingo, 13 de novembro de 2011

Eu ADORO quando eles fazem isso!

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, para quando ele for velho, não se desviar dele.”
(Prov. 22:6)

Para quem tem três filhos, triplicados são os afazeres, mas também as alegrias. Cada um deles tem sua maneira de ser, seu jeitinho especial de fazer as coisas e é exatamente aí que guardamos em nossos corações suas peculiaridades.

Têm brincadeiras de que me lembro especificamente de um deles, gostos alimentares, musicais, que todas as mães vão se acostumando ao “jeitinho” gostoso de seus filhos, mas vou me reter apenas a um momento (que é muito especial para mim) que é a hora de ir dormir e eu sempre fiz uma pequena oração junto com eles.

Com o passar dos anos,  dizer “boa noite, dorme com Deus” ainda continua nos hábitos dos maiores. O menor, que completará 11 anos na próxima semana, ainda insiste em dizer toda a oração:

“Boa noite, dorme com Deus. Jesus cuida dos seus sonhos pra você ter um soninho bem tranquilo. Anjinho da guarda toma conta de você o tempo todo. Jesus te abençoa. Amém. Eu te amo, eu te adoro, eu te quero pertinho de mim!” (nessa parte, interrompemos a oração pra dizer: “eu já tô pertinho de você!” aí dizemos juntos: “ah, é... esqueci! Boa noite!)

E depois de um tempo, também fizemos uma modificação na oração, pois ele aprendeu na igreja que devemos adorar somente a Deus. Então o finalzinho da oração passou a ser:

“Te amo, te quero pertinho de mim (eu já tô!) Boa noite!!"

É um momento que parece tão simples, mas eu estou REALMENTE agradecendo a Deus pelos meus filhos e ainda pedindo a Ele a proteção divina. Fiz a modificação na oração com prazer, ao ver que meu filho também aprende conhecimentos sobre Deus e me ensina. Eu adoro, ou melhor, gosto muito quando ele faz isso!

(Vânia Oliveira)

domingo, 30 de outubro de 2011

A primeira ida ao pediatra

Caramba! Isso é remexer num baú de recordações beeeeeeem antigas, que eu já tinha até arquivado no porão da minha memória! rsrs  Terei que contar as três primeiras idas ao pediatra, com a Lívia, o Renan e o Ramon.
Uma mamãe de 19 anos, empolgadíssima em saber o peso da primeira filha depois de um mês, a primeira ida ao pediatra poderia se comparar ao dia da primeira ultrassonografia: uma emoção sem fim.
Passei a anotar no caderno da faculdade todas as medidas da Lívia, o peso, diâmetro cefálico, a dieta... tudinho. O que o Dr. Edgard dizia era verdade mais absoluta do mundo e eu cumpria “à risca” o que ele pedia pra fazer: vitaminas, geleias, papinhas, etc.
Bom... essa recordação só ficou pra Lívia, porque para os outros dois eu relaxei tanto, que às vezes, nem os levava na data marcada! Tadinhos! Mas a mamãe mais experiente já conhecia as “manhas” e tirou de letra. Só não guardei as medidas, como fiz com a primeirona... mas o zelo e o amor eram os mesmos.
E uma curiosidade: o mesmo médico cuidou dos três. Uma gracinha que, pra mim, é o “melhor do melhor do mundo!”.

(Vânia Oliveira - mãe da Lívia, do Renan e do Ramon)

domingo, 16 de outubro de 2011

Um momento mágico!

Quem nunca passou por momentos de dificuldades no relacionamento? É uma dó... mas acho que todas nós...

Depois de um casamento de quase 20 anos, três lindos e abençoados filhos, tudo parece desabar e você pensa: “acho que fiz tudo errado!” E eu, como toda mortal, passei por esse momento terrível... Não me sentia bem, achando que estava sendo uma mãe injusta com meus filhos, me comportando de forma errada, sendo um mau exemplo para eles. Pensei que ser mãe e pai seria o fim do mundo e que eu havia decepcionado meus filhos ao pedir a separação. Nenhum deles questionava, mas eu via em cada olhar a vontade de estar com o pai ali pertinho deles. E era esse olhar que me corroía, como se a culpada de tudo aquilo fosse eu. Achei que era o fim do mundo. Passava grande parte dos meus dias chorando, preocupada se daria conta de ser verdadeiramente mãe.


Era véspera do dia das mães. Minha filha mais velha marcou uma depilação para mim de presente. Comprou também vários outros presentes do meu gosto (calças de ginástica, pijama de oncinha, maquiagem...). Fomos até o centro e ela disse que enquanto eu me depilava, ela daria uma volta. Desanimada, pensando na vida, estava eu lá, deitadinha no centro de estética, quando ela pede para entrar. Levei um baita susto, mas ela apareceu, como uma luz para a minha vida, exibindo sua tatuagem: na nuca ela tatuou a palavra “MÃE”.


Foi um momento mágico em minha vida: uma injeção de alegria, eu estava no caminho certo e ainda era uma referência positiva para minha pequena garota de 22 anos.  Ela se mostrava orgulhosa daquela mãezinha triste e vencida, e pulava de felicidade ao mostrar que era feliz de tê-la como mãe.

Minha vida mudou a partir dali. Não pela tatuagem, mas pela atitude. Vi que os momentos mágicos acontecem em nossa vida a todo momento quando somos MÃES. Vi que minha menina estava ali, comigo, e continua sempre. É minha pequena grande amiga. É minha filha. Meu grande tesouro. E meus outros dois grandes tesouros, mesmo sem manifestar, estavam ao meu lado.

E que os momentos mágicos vinham seguidamente... eu estava desperdiçando tais momentos com tristezas que nem valiam a pena.

(Vânia Oliveira - mãe da Lívia, do Renan e do Ramon)