quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Educar é uma obra de arte!


Criança devia vir com manual de instrução. Botão liga/desliga e CD de instalação. Ainda assim correríamos o risco de fazer algo errado e não funcionar direito.
São tantas perguntas, dificuldades... Estamos o tempo todo achando que não fazemos direito. Que esta ou aquela atitude não foram as melhores. Que não estávamos preparados para este compromisso, que... que...
São tantos quês, tantas dúvidas. Difícil, às vezes, perceber que o coração costuma estar certo e que na intuição – ou não – vamos aprendendo junto, reeducando-nos com situações e caminhos diferentes.
Sou mãe de adolescente. Quer momento mais delicado do que esse?!? É uma tremenda inconstância.
Não adianta querer que nossos filhos sejam nossa cópia. Por mais parecidos que sejamos, cada um trilha, ou trilhará, caminhos diferentes, gostos diferentes, vivências diferentes. E não é isso que nos torna seres tão interessantes??
Parodiando o poeta: a grande arte de educar é fazer da educação uma obra de arte.
(Carmem Lúcia - mãe da Bia e do Fillipe)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Educa-nos, filho!


Estou aqui escrevendo e apagando, escrevendo e apagando, escrevendo e apagando e não consigo encontrar as palavras certas para começar meu texto :(  Vou tentar de novo...

Eu já era uma educadora quando descobri que estava grávida e foi um susto quando me dei conta que iria ter a responsabilidade de educar um filho meu, SÓ MEU!
Meus pensamentos eram confusos..."Vou fazer exatamente como meus pais fizeram comigo! Já sei, é só eu não fazer nada do que meus pais fizeram comigo! Não, não, não, posso copiar algumas, outras melhor não..."

Mas como não somos donos de nossas vidas e muito menos  capazes de escolher o que a nós já foi designado, ganhei de presente o Henrique. Ele é uma criança diferente de todas que já vi. E por ser essa criança diferente, nossas atitudes, de pais (e avós), também acabam sendo diferentes, mesmo sabendo que não deveriam ser.

O Henrique não teve a fase de fazer estrepolia e a gente ter que chamar a atenção, não teve a fase de sair e mexer nas coisas dos outros e levar aquela bronca monstra, não teve a fase de correr, atravessar a rua sem olhar e a gente quase morrer de desespero e depois colocá-lo de castigo...então, nessa parte foi fácil educá-lo. O ruim dessa história é que, por conta disso, nós acabamos por dar tudo e mais um pouco pra ele, na hora que o bichinho bem entender.

Quando ele entrou na escolinha, o ano passado, foi um período difícil de adaptação porque mesmo tendo uma monitora e um atendimento especializado exclusivos, todos o tratavam como qualquer outra criança e então ele estranhou. Estava acostumado a ter as atenções todas voltadas só pra ele. Eu agradeço muito às queridas que cuidaram e que cuidam dele pra mim, ensinando-o  e educando-o como é pra ser feito. Sinceramente não sei se estavámos fazendo tudo direitinho.

O Henrique fica confuso em alguns momentos. Meus pais, que cuidam dele para que eu possa trabalhar, dizem sim pra tudo, aí já viram, né? Eu e o Rodrigo, na maioria das vezes, dizemos não! Esse conflito já é beeem antigo e pelo jeito vai durar pelo resto da vida dele, tadinho...rs

Mas uma coisa é certa. O Henrique aprendeu com a gente a ser amoroso, paciente, doce, insistente. É um alívio saber que ele ainda não tem consciência de que é uma criança diferente das outras. Talvez não seja mesmo. Não, ele não é!  Ele nunca pergunta por que não pode brincar de certas coisas, por que usa botinha (órtises) e andador, por que não pode ser como aquele ou aquela menina. Pelo contrário, ele é persistente, ele tenta de qualquer maneira superar seus probleminhas e, muitas vezes, até nós nos surpreendemos.

Na verdade, se fizermos um balanço de tudo, é ele quem nos educa, todos os dias, mostrando-nos que ser diferente é normal.
(Simone Maróstica, mãe aprendiz do pequeno Henrique)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Da arte de educar em uma casa só de mulheres...

"Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu..."

Minha filha cresceu em uma casa de muitas mulheres (somos sete). Como diz Gabriela, minha sobrinha: somos a casa das sete mulheres. Educar não é tarefa fácil, mas procurei educar minha filha de acordo com os rígidos princípios de uma família tradicional mineira, aprendidos com meus pais, principalmente com meu pai, ainda que tenha convivido pouco com ele. Perdi meu pai aos onze anos de idade, mas guardo dele boas recordações. Era severo, no entanto soube nos educar e bem. Em sua simplicidade deu-nos a medida exata de amor e respeito ao próximo, ensinou-nos, mesmo semi-analfabeto, a dar valor aos livros e aos estudos. Era um homem de poucas palavras, mas sabia como ninguém a força delas, tanto é que nos dava livros de presente. Minha mãe é uma guerreira, em todos os sentidos, com o falecimento de meu pai, ela se fez presente em todos os momentos de nossas vidas, mesmo quando a partida do meu irmão lhe roubou toda a alegria, ela se fez forte por nós. E essa fortaleza advinda de minha mãe, sempre procurei transmitir à minha filha. E nessa casa de seis mulheres (sete com a Sâmia) todas fortes, geniosas, batalhadoras, guerreiras, sonhadoras, mas com pés fincados na realidade agreste do velho Jequi, cada uma soube a seu modo me ajudar na difícil arte de educar. Quem tem filho criado com os avós ou perto deles, sabe que 'casa de vó é sempre dia de domingo'... rs Posso dizer que minha filha tem muitas mães. E minha filha é assim, desde cedo, uma “senhorinha levada”, que muito herdou das mulheres que me ajudaram a criá-la e a educá-la.

(Irene Sena - mãe da Sâmia)

domingo, 28 de agosto de 2011

Muito além do cordão


Acho que tenho me saído melhor do que eu esperava nessa história de cortar o cordão... Digo isso porque até hoje, segundo o Mô, ainda não cortei o meu com a minha mamis, sinto uma necessidade vital de estar com ela todo dia, ao menos falar no telefone. Quando ligo pra lá e ela não atende, fico desmontada, já imagino a cena dela caída etc, nem gosto de pensar. Tenho uma preocupação danada com o que ela come, bebe, faz, aff, uma carrapatia só... Quando ela, depois do 1º mês da Talitinha, juntou as coisas e decidiu que já era hora de voltar pra casa dela, eu fiquei desesperada! Foi tão importante aquele colinho, aquele apoio total, o chão sumiu quando ela resolveu que já bastava...

Por isso então é que pensava ser ainda mais difícil criar meus filhos pro mundo, deixá-los livres para tomar suas decisões, saber apenas orientá-los, apoiá-los nas quedas e  a hora de estar a postos e de me ausentar, com discrição. É um aprendizado lento, diário, doloroso... Como cuidar sem invadir, qual é a medida? Laços, não amarras. Como acompanhar sem conduzir, sem arrastar?... Qual é o limite entre abandono e libertação?...

Quem tem sob sua responsabilidade crianças e adolescentes, personalidades em formação, dorme e acorda com esses questionamentos... Apesar de ser muito impulsiva, costumo reconsiderar minhas decisões arbitrárias quando percebo que me excedi. Minha filha começou a andar sozinha de ônibus há poucas semanas, e vivo com o coração na mão, imaginando que ela pode cair, ser atropelada, sofrer um assalto ou outro tipo de assédio, descer no ponto errado (kkkk, e isso JÁ aconteceu). Fico segurando a vontade de ir buscá-la na escola todo dia, sabendo que é preciso que ela passe por esses medinhos para crescer, para se sentir segura e capaz. Deixá-la ir sozinha à padaria ainda me dispara o coração, mas estou sendo forte... Meu filhote também alça seus primeiros voos sozinho, a pé, para a natação e à pscicomotricidade, e a criatividade dos meus pensamentos me deixa até sem graça de contar...

Essa angústia me desequilibra com frequência, pois muitas vezes eles parecem surdos aos meus conselhos, apelos e ordens. Aliás, já li não sei onde, que de tanto a gente falar, falar e repetir, os filhos se desligam mesmo daquela chatice! É preciso, mesmo, deixar que eles passem por apertos, para que amadureçam de verdade. É nossa obrigação dar liberdade para as borboletas...

E o meu refúgio, o meu consolo, é esta prece:

“Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.”

(Gibran Khalil Gibran)

                                                                    (Else, eternaprendiz de mãe)

sábado, 27 de agosto de 2011

De repente!!!

De repente

Tudo acontece tão de repente!
De repente minha mãe em dor 

Vida que arrebenta o ar em meus pulmões


Mundo...
De repente um mundo e o mundo no meu mundo

De repente uma nova era,
nova vida, novos amores, novos sabores e mudanças

Mundo de amor, de ilusões, de alegrias , de decepções
De repente mundo de experimentações , alegria e prazer
Num mundo juvenil , colorido ainda que seja digerido 
em preto e branco mas ainda mágico
(...)

ecoando num grito pelos quatro cantos do mundo
E num choro misto de dor e alegria
entrei pela porta da frente e para o mundo
O mundo infantil, colorido, verdadeiro e mágico

no mundo de repente é vida!
Vida com sentido, cor e certeza
Vida sempre bem e maravilhosamente vivida!
De repente isso tudo é vida.

corta o cordão umbilical dela que ligava ao meu 
e dava ao meu mundo repleta segurança.
De repente um choro ecoa pelo mundo choro...,
choro do alegria...
choro de vida...


(Débora Acácio)


Meus pequenos, grandes homens!

Um dia me separei de cada um deles, através de um corte e até hoje esses cortes  continuam acontecendo. Os dois  sempre foram bastante independentes, desde bem pequenos sempre foram sozinhos ao dentista e em tantos outros momentos em que souberam se virar sozinhos, o fizeram como se fossem gente grande.
                
Hoje a maior prova dessa independência é que o Elias participou dos jogos estudantis de futsal local, como goleiro titular, e ganhou;  participou do regional, ganhou e foi disputar o campeonato estadual  em uma cidade longe, mais de 400 km e o melhor: o time dele ganhou,  e agora está de viagem marcada (de avião) para João Pessoa na Paraíba, para disputar as olimpíadas nacionais.  Está radiante de alegria! E nós da família, ficamos aqui torcendo por ele.

"E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores..." (Gen 28:15)

(Maria José)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Dói, é necessário, mas ainda não estou preparada!



Só agora

Baby
Tanto a aprender
Meu colo alimenta a você e a mim
Deixa eu mimar você, adorar você
Agora, só agora
Por que um dia eu sei
Vou ter que deixá-lo ir!
Sabe, serei seu lar se quiser
Sem pressa, do jeito que tem que ser
Que mais posso fazer?
Só te olhar dormir
Agora, só agora
Correndo pelo campo
Antes de deixá-lo ir!
Muda a estação
Necessário e são
Você a florecer
Calmamente, lindamente...
Mesmo quando eu não mais estiver
Lembre que me ouviu dizer
O quanto me importei e o que eu senti
Agora, só agora
Talvez você perceba
Que eu nunca vou deixá-lo ir!
Que eu nunca vou deixá-lo ir!
Eu não vou deixá-lo ir!

(Pitty)
 
Às vezes fico pensando se realmente cortaram o cordão umbilical das minhas gêmeas, pois nosso relacionamento é tão intenso que fico assustada. Não gostaria que elas fossem dependentes de mim como eu fui com minha mãe, e é por isso que converso muito com cada uma  e, quando acho que estou exagerando, peço a Deus que me dê essa libertação.

No sentido denotativo, cuidei muito bem do cordão, sou do " tempo antigo" mesmo. Coloquei faixa e, inclusive, utilizei as mesmas que minha mãe usou em mim (quando ela morreu fui fazer a faxina em seu guarda-roupa e lá estavam elas guardadinhas em um saquinho). Todo cuidado valeu a pena - o umbigo ficou lindo.

No sentido conotativo, o primeiro momento marcante dessa ruptura foi o primeiro dia de aula. Ai Jesussssssss!! Elas me deram tchau como se nada estivesse acontecendo, fui embora chorando e elas  felizes com a "tia". Confesso que no fundo esperava uma ligação do tipo: "-- Mãe, a Catarina e/ou a Beatriz estão chorando demais, dá para você vir buscá-las?" Que nada!!! Cheguei lá e elas estavam fazendo a maior festa com seus novos amigos e com a professora.

Refleti sempre sobre isso e sei que Deus já está trabalhando minha afetividade e dependência e sei também  que atende aos meus pedidos, pois só Ele sabe o quanto sofri quando perdi minha mãe, pois não fazia absolutamente nada sem que ela estivesse ao meu lado me ajudando a decidir "tudo". Esse processo é dolorido, mas necessário.

Essa viagem que acabei de fazer também foi outra experência muito boa, pois elas tiveram que se virar sozinhas nas casas onde  ficaram, se apoiando mais uma na outra.

Mas, enfim, acho que não estou preparada para ver/sentir esse cordão cortado, ou seja, "deixá-las ir", como a Pitty cita em sua música. Não sei como vai ser o dia em que cada uma delas seguirá seu rumo, seja para faculdade, casamento, sei lá, cada uma deverá pintar e construir seu próprio caminho. Só peço a Deus que me dê muita força!!!
           (Maria Regina - mãe das gêmeas Catarina e Beatriz)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

De umbigo a umbiguinho...


De umbigo a umbiguinho

Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe já pulsava sem querer
O meu pequenino coração,
Que é sempre o primeiro a ser formado
Nesta linda confusão.
Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe já comia pra viver
Cheese salada, bala ou bacalhau.
Vinha tudo pronto e mastigado
No cordão umbilical.
Tanto carinho, quanta atenção.
Colo quentinho, ah! Que tempo bom!
De umbigo a umbiguinho um elo sem fim
Num cordãozinho da mamãe pra mim. (...)


(Toquinho)

Linda essa canção! Demonstra exatamente como eu pensava quando grávida: tanto conforto, comida na hora certa, carinho, calorzinho... e de repente é expulso do paraíso (risos). Esse deve ser a maior rompimento para os bebês, tem até ato solene de "cortar o cordão umbilical". Já para nós, mamães, tantos outros rompimentos virão. Voltar ao trabalho após a licença maternidade, parar de amamentar, não é um corte do cordão... é um rasgo, como se o arrebentasse. Mas não para por aí... vamos seguir pela vida afora cortando tantos outros cordões.

Dois momentos, até hoje, ficaram bem marcados na minha memória: de repente a mãozinha escorregou da minha e já não era bom andar de mãos dadas na rua... eram homenzinhos e precisavam mostrar isso caminhando sem a proteção da mãe. A sensação foi como se faltasse um pedaço de mim, uma extensão do meu braço que sempre estivera ali. O outro, aconteceu somente com o meu filho mais velho. Entre a infância e a adolescência ficou arredio. Não aceitava meu carinho, minha ajuda e a comunicação entre nós ficou muito difícil. Muito dolorida essa fase!

Hoje eles gostam de andar de mãos e de braços dados, pendurados no ombro, uma beijação que não acaba mais (risos). Porém, minha comunicação com o Lucas não mudou muito. Sei que tantas outras fases virão e que fazem parte da formação da personalidade deles. E que Deus nos faça fortes para "cortar" tantos outros cordões.
(Mariuza Freire)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Ligados no cordão...

Ficamos ligados ao cordão antes mesmo da nossa filha nascer...

O cordão umbilical já começou a me deixar apreensiva na últimas semanas de gestação. Gostaria muito de ter tido parto normal, mas lá para a 38ª semana, vimos que o bendito cordão estava enrolado no pescoço da bebê. Foi necessário, portanto, marcar a data de uma cesariana. A médica até tentou me acalmar, dizendo que isso era comum, que os bebês se movimentavam muito e que certamente o cordão não seria um problema tão grave.

E assim, ela nasceu e quando achava que o cordão deixaria de ser um problema, eis que o umbiguinho passou a ser minha preocupação. Não que tenha acontecido qualquer problema com ele. Muito pelo contrário – estava bem, mas custei a entender que a bebê não sentia dor quando o limpávamos. Por mais que eu tivesse a consciência disso, parecia que era algo dolorido. Coisas de mãe de primeira viagem.

Simultaneamente a essa ideia de dor, me batia aquela de que o umbigo poderia ficar feio. E o tanto de receitas que eu ouvi? Colocar moedas, faixas – coisas que a crendice popular vai perpetuando. Não as segui, claro, mas cuidei direitinho do umbigo da minha filha. E, felizmente, ele ficou uma gracinha.

 (Nina Marinho, mãe da Mariana
 - que se amarra num cordão umbilical - piadinha infame!)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

E o cordão foi do papai!!!

Cordão - algo que parece tão frágil e que une a perfeição.  Penso nisto e cada vez fico mais maravilhada com a perfeição de Deus. Desde o momento da concepção tudo é tão lindo e sempre me surpreendo. Nunca tinha parado para pensar neste elo que me uniu ao meu filho. Agora no real, só posso dizer que quase não participei desta fase dele, mal vi o seu cordão. Rsrs Ele nasceu e depois de ser bem cuidado na maternidade, quem cuidou desta parte foi o maridão. Ele é ótimo para curativos, eu sou péssima. Acho que devia convocá-lo para falar desta parte. Rsrs Eu só via meu lindão com seu curativo, não participei de nada. Ele tinha o maior medo de dar qualquer problema , causar alguma infecção. Cuidou que foi uma beleza!  Ainda tinha grande preocupação do umbigo do garoto ficar bonitinho, ainda bem que ele soube fazer tudinho, pois o Pedro tem um lindo umbigo. rsrs
(Cris Happy - mãe do Pedro)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Cortando (várias vezes) o cordão...


Nunca entendi tão a fundo a expressão popular "cortar o cortão umbilical" até Miguel nascer. Nunca imaginei também a intensidade da dor ao cortá-lo e menos ainda sabia que existem vários cortes durante cada fase!

O primeiro corte acredito que tenha sido na hora do parto, quando a obstetra pega aquela imensa tesoura e torna dois o que o que até então era um só ser, interligado. Logo depois disso há um outro corte, que é você não querer se desgrudar do seu filho e ele precisar ser levado pelo pediatra, para voltar todo limpinho e arrumadinho para você. Tudo isso no mesmo dia! Dureza!

Ao contrário de muitas pessoas, eu que dei o primeiro banho em meu filho, apesar do medo e da insegurança. Fiz questão de dar. Confesso que só duas pessoas deram banho nele na primeira semana: minha irmã e a vovó paterna, mesmo assim eu morri de ciúmes, confesso. Até hoje monopolizo esses momentos! E um belo dia, depois de tirar a fralda delezinho para dar banho, foi que caiu na minha mão o seu umbigo. Tudo sequinho e devidamente cicatrizado, mas entrei em desespero e como chorei! Não sei ao certo explicar o que senti - uma mistura de emoção, de perda, de tristeza, sei lá!

O outro corte foi a primeira vez em que voltei a trabalhar e tive de ficar um bom tempinho longe dele. Doeu, mesmo sabendo que eu o encontraria, e bem cuidado por mamãe, quando chegasse em casa, assim como doeu muito também o dia em que foi passar dia com a minha irmã e saiu, todo metido e independente, me dando tchau e tudo!

Agora fico esperando novos cortes do cordão, já que não posso evitá-los. Suspeito que seja a ida dele para a escolinha e a retirada do peitinho. Só não faço ideia de qual acontecerá primeiro, se bem que isso pouco importa: ambos doerão, não tem jeito, e preciso me acostumar, porque ser mãe é precisar cortar o cordão umbilical inúmeras vezes... e o que me consola é saber que nada nem ninguém (nem mesmo a passagem do tempo) poderá desfazer aquele buraquinho chamado umbigo, que nos faz lembrar de que só estamos aqui porque alguém muito especial nos alimentou (e nos alimenta) através do cordão umbilical. E em pensar que ainda existem pessoas que perdem tempo olhando pro seu próprio umbigo sem se reportarem a isso!
(Andreia Dequinha - mãe do Miguel)

domingo, 21 de agosto de 2011

Confraternizando e agradecendo...



Caiu um toró danado,  o que espantou mais da metade dos meus convidados  e o chão do salão de festas do condomínio estava imuuuundo. O Mô limpou o que pode, tadinho, mas houve uma festa no dia anterior e no domingo do Chá da Talita não tinha funcionários pra arrumar o lugar... Eu nem podia ajudar, porque passei a gravidez inteira de molho, e de molho fiquei durante a festinha inteira, deitada , às vezes recostada num colchonete, hehe!!

Engraçado mesmo foi  que a minha roupa, um macacão cor de telha, era  e-xa-ta-men-te  da cor  das paredes  do salão! Então, olhando de longe, as pessoas tinham a impressão de que eu estava grudada na parede, kkkkk, que é de tijolinhos!!! Quando me contaram isso, fiquei um pouco sem graça, né, afinal, ninguém quer ser lembrado porque sua roupa combinava com a decoração da festa...

No meio da nossa baguncinha, meus peitos vazaram leite e foi uma gritaria bem legal, uma emoção só... Tive contrações também, muito doloridas, talvez por isso minhas amigas tenham começado a ir embora, de fininho, no meio do Chá.  E 9 dias depois a minha filhinha chegava!! 

O  do Tariq foi bem animado, no salão do prédio da minha mãe, uma comilança boa pra caramba, que a Rita e a Rosana, amigas da minha mãe, fizeram!!! Uns pães caseiros,  musses salgadas, bolo salgado, nossa, tô aqui  lembrando  e tá dando água na boca...  Uma amigona  de adolescência, a Kinkino, chegou  quando todo mundo e a comida já tinham ido embora e despencava  um temporal! Ela e a filhinha, kkkk, e nada tínhamos pra oferecer, pois, como costumamos cacofatar, “acabou-se tudo”. Elas comeram pão dormido, passado na frigideira, com requeijão, feito pela mamis...  E foi uma presença que me deixou muitíssimo contente, pois não os víamos há anos.

É claro que a gente fica mesmo emocionada  com a presença de todos, mas sempre ficam umas marquinhas que nos arrepiam quando lembramos... Eu trabalhava numa escola particular na época e era apaixonada por ela, dava o melhor de mim ali. Três amigas de lá vieram, a  Márcia Fraga, a Mônica e a Dorvalina, e agora, escrevendo o post, tá passando aquele filminho que faz a gente derreter de tanto chorar. Fui muito feliz lá, nossa. Mas fechou há uns 3 anos, não recebemos o que tínhamos de direito, uma tristeza.

E o melhor amigo do Tariq , o Vinícius, também foi ao Chá, dentro da barriga da mãezinha dele,  a Camila!! Minha aluna no Ensino Médio, ficamos amigas e engravidamos juntas, nossos meninos nasceram com 15 dias de diferença!! Dá gosto ver a amizade desses dois, inseparáveis  desde a creche  e,  ainda que estejam há  2 anos em escolas diferentes, não desgrudam, não discutem, sentem saudade um do outro, brincam hooooras seguidas sem brigar. Quando ele dorme aqui em casa é uma farra muito boa, e fico emocionada de ver  a alegria deles juntos. São espíritos afins, sem dúvida, e o tempo não apaga esse sentimento.

E o que é o Chá-de-bebê, não é mesmo, senão esse momento de confraternização entre gente que se quer bem, de dar boas vindas ao que vai chegar, de agradecer por estar junto?...
(Else Portilho)

sábado, 20 de agosto de 2011

Chá de bebê: sim ou não?


 Um nascimento é algo mágico que traz luz e deixa as pessoas melhores e mais felizes. As expectativas crescem à medida que se aproxima a hora da chegada do bebê. Há todo um preparo físico e psicológico que ocorre naturalmente para lidar melhor com a nova situação, sem esquecer, é claro, do envolvimento pleno da família e dos amigos. No entanto,  as opiniões se dividem quando o tema é chá de bebê.

O minúsculo acróstico abaixo pretende, de forma mera e concisa,  representar as possíveis divergências que permeiam:  fazer ou não o chá de bebê e por quê?

   (x) Sim                                        (x) Não
Curioso                                     Cansativo
Hilário                                      Horrível
Animado                                  A ssustador
                             
D ivertido                                 D esgastante
E special                                  E stranho

B om                                        B rega
E ssencial                                 E xagerado
B enéfico                                  B izarro
E mocionante                           E nfadonho

Xiiiiiii!!  E agora???
Essa recepção excêntrica que vai do riso às lágrimas, do agradecimento à lamentação, do encantamento à revolta, não só sobrevive como adquire aprimoramento com requintes de sofisticação: atualizou-se, modernizou-se. Basta um clique em sites de busca que listas e listas aparecerão  e cada item apresentará estratégias sedutoras e até convincentes para que essa recepção seja necessária e inesquecível. A começar pelos convites, depois as listas de presentes, seguindo de lembrancinhas, brincadeiras e jogos diversos, apelidos para a mãe, comidas, bebidas, decoração, trajes...  não esquecem nem da época ideal para se fazer o tal do chá.  São tantas dicas, sugestões, modelos... As informações são tão completas e tão fáceis de serem aplicadas que (quase) se torna desnecessário recorrer a alguém para organizar o evento.
Em poucos anos, tantas mudanças, ai!!
Na minha época (Não que eu seja saudosista rss) comprávamos todo o enxoval (precinho salgado!!)  em cores neutras porque não tínhamos como saber antecipado o sexo da criança. As visitas e os presentes chegavam  sim, mas depois do nascimento. Isso significa que o Danilo e a Patrícia não tiveram o privilégio de um chá de bebê, mesmo assim, não deixaram de ganhar vários presentes e carinhos e beijos e abraços e mimos e etc etc etc....
Já participei de vários chás de bebês, que na verdade, pareciam mais uma festa devido a quantidade de pessoas, os “comes e bebes” e tantos presentes.  Entre todos eles, eu enfatizo um, por apresentar uma peculiaridade a mais: o chá de bebê virtual organizado pelas amigas integrantes da comunidade do Orkut. Nada mais, nada menos do que o encantador Miguel da Dequinha. Fiquei mais animada neste chá de bebê do que nos outros em que estava presente fisicamente.  [...]
Veja só: mesmo  descendente de  uma época na qual a informática não estava no topo ainda, até que eu me adaptei bem às mudanças oriundas da tecnologia (rsss).
(Zizi Cassemiro)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Nem chá das cinco...


Quando engravidei estava desempregada e dependia do meu Super. Ele sempre foi contra gastar dinheiro com qualquer tipo de festa. Acha tudo isso uma extravagância, dinheiro jogado pelo ralo, e coisa e tal e tal e coisa... Eu até pensei em fazer um chá de fraldas, pensando em gastar pouco para ganhar muuuuuitas fraldas. Em vão... Meu Super d-e-c-i-d-i-d-a-m-e-n-t-e não gosta de gastar dinheiro com festas. Juro que tentei, mas a pessoa "lisa" fica sem argumentos nessas horas,rs. E como não trabalhava, achava mesmo uma judiação colocar meu Super pra bancar tudo sozinho e também nossas prioridades eram outras. Seria loucura da minha parte gastar dinheiro com chá de bebê. Eu não quis arriscar pra saber se teria o retorno... E assim Cauã nasceu, sem chá de fraldas, sem chá de bebê, sem chá das cinco, sem aniversário de um, dois anos... Mais o de três aninhos está chegando e agora, tcharam!Eu tenho o poder, hehehehe. Super que me aguarde!Estou confabulando com mami. hohohohoho!

P.S: Estou aqui pensando, fui até lá na comu pra me ajudar, mas não encontrei. Não sei se tive um chá de fraldas organizado pela Arte e Manhas ou se foi só um mimo das artemanhosas. O importante é que adorei ter recebido o carinho de vocês. Abri os presentes encantada com tudo e feliz por ter ganhado amigas virtuais especiais!Obrigada, mais uma vez!
(Dani Lino - mãe do Cauã)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Overdose de Chá de bebê!!!


"Chá de Panela" eu só tive virtualmente, pois, ao vivo, nem rolou, até porque continuamos morando na mesma casa, mesmos móveis... de novo mesmo só a vida a dois, aliáas, a quatro (com papai e mamãe também!), mas, em compensação, tive um monte de "Chá de bebê"!!! (risos)

Tive um virtual chi-quér-ri-mo virtual, organizado pelas minhas queridas amigas da comunidade orkutiana "ARTE E MANHAS DA LÍNGUA", depois fiz um aqui em casa (antecipadíssimo, com medo de Miguel cismar de, como eu, adiantar), depois ganhei um organizado pelos amigos de uma escola em que trabalho, outro na outra escola e ainda mais um organizado pelos meus alunos de Arraial do Cabo. Placar final: 5 Chás de bebê e pintura apenas em um!!! E detalhe: isso foi devido a brincadeiras propostas por mim mesma. Tudo planejado. Eu, como sempre, inventando moda e tentando sair da mesmice e do tédio...

As mais divertidas delas foram a do barbante na cintura, em que o pai da criança tinha que cortar um pedaço de barbante que fosse do tamanho do barrigão (o pai do Miguel apanhou um bocado, já que fiz questão de que ele participasse de tudo!), a do bingo (com as cartelas personalizadas e com itens relacionados ao bebê) e a do conselhos para os pais (tínhamos que acertar que convidado tinha dado cada conselho escrito num papelzinho em formato de coração). Foi, inclusive, devido a esta que a pintura entrou em ação. Como erramos!!! Fugi da mesmice de tentar adivinhar presentes embrulhados (só desembrulhei depois do Chá!). A maldade foi tão grande por eu ser professora, que não me deixaram nem analisar pela letra; minha irmã que ia lendo!!! (risos)

Felizmente, no meu caso, não teve nada dessa história sinistra de desfilar pela rua, pois sabiam que isso eu não ia topar. Acho que assim já é mico demais!!! Sem falar que uma coisa é a gente pagar mico entre amigos e outra é ter de pagá-lo tendo estranhos e curiosos como plateia. Nããão mesmo!!!

Fiz uma retrospectiva super fofa, com muitas fotos do barrigão, mas que não consegui passar no dia de jeito nenhum, pois não gravava no DVD nem por um decreto!!! Nela ainda tinha uma música que o pai de Miguel tinha criado para ele, tocando no cavaquinho, cujo refrão dizia mais ou menos assim: "El, el, el, el, el, el, já chego aprontando, meu nome é Miguel" e tinha uma parte que agradecia pela presença no Chá de bebê! 

No mais, foi tudo muito divertido, mágico, me senti muito querida, muito paparicada, radiante e... linda!!! Impressionante como carregar um filho nos deixa com uma luz diferente!!! E só assim para termos também orgulho de estarmos super barrigudas e nos alegrarmos por ouvir isso a todo instante!!! Sinto tanta falta disso, confesso, mas não o bastante para querer passar por isso de novo!!! A não ser que um dia eu fique doida e mude de ideia, porque no momento é muito mais fácil eu arrumar um chá para beber (serve até de boldo e super amargo) do que pensar em outro Chá de bebê!!! (risos)

(Andreia Dequinha - a mamãe-canguru, na época, do Miguelito)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Chá sem chá


Nunca entendi muito bem por que o nome dessa reunião de doidas apaixonadas se chama "chá de bebê".  Não é estranho que tenha de tudo menos chá??? Até que fui a um em que tinha chá. É claro que preferi beber refrigerante, afinal, chá num chá de bebê é meio estranho... Brincadeiras à parte, ou melhor, brincadeiras fazem parte!

Também não entendo direito esta cultura de fazer a pobre mãe, já ansiosa pela chegada do filho de palhaça. Imaginem a situação: embrulha-se aqueles presentinhos, às vezes, sapatinhos, e espera-se que a vítima descubra quem deu, o que é, e - incrível - até a marca do produto. Pelo amor de Deus!!! Só invocando os super - poderes de mãe, que ainda não estão desenvolvidos. E - como ela não consegue - é obrigada a ir sentindo todas as partes sendo pintadas com aquele batom vermelhão, que aparece do nada, (acho que as pessoas compram só para essas ocasiões: pintar a barriga de alguém, o nariz, os braços... enfim, o que for possível).

Depois vem aquela maldita faixa de papel higiênico - que também tem sempre alguém que já trouxe pronta, com gliter, purpurina e afins.Para completar, a chupeta, a mamadeira, os grampinhos no cabelo e o momento: A saída para o desfile triunfal no meio da rua, com a verdadeira procissão atrás. Momento mágico!!! Mas, como não dizer, que é um momento realmento mágico?!? Compartilhar a chegada de um filho com amigas queridas: "Não tem preço".

(Carmem Lúcia - mãe da Bia e do Fillipe)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Chá de bebê?

Não sei se não era moda, mas nem me passou na cabeça fazer. Ai quanta coisa deixei de curtir. Rsrsrs  Acho que não pensei em fazer, pois detestava o chá de panela, só ía em algum que a pessoa era muito amiga, pois achava uma verdadeira chatice aquelas brincadeiras sem graça e repetitivas. Desculpem-me se desagradei alguém que adora. Rsrs O meu chá de panela fiz como festa de aniversário e foi misto, acho que assim ficou bom, meninos e meninas a festa fica mais legal. Quanto ao chá de bebê, quando estava quase nascendo meu pimpolho e eu ia entrar de licença,  um dia estou saindo da minha aula e uma professora amiga me chama para ir à biblioteca, quando chego lá... tchan tchan! Estava uma turma nossa com um chá de bebê surpresa.  Adoreiiiiiiiii! Ganhei muitas lembranças lindas e ajudaram bastante no enxoval.
Também tive um chá de bebê individual, pois meu sogro, sempre exagerado, comprou meu enxoval completo. A caixa era tão grande, tinha tantas coisas que teve que vir em cima de um carro. Fiquei enlouquecida, foi maravilhoso e que Deus o tenha, pois infelizmente ele já se foi e nós perdemos este grande esbanjador e que curtiu bastante a chegada do seu neto.
(Cris Happy - mamãe do Pedro)

Não deu tempo!


Chá de bebê? Só se for assim....
Eu poderia falar e bastante sobre meu chá de cozinha (ou, como a maioria diz, chá de panela), já que foi beeem diferente e muito divertido, além de emocionante. Música, amigas, cartazes colados por todo canto e nada daquela besteirada de pintar a gente, fazer com que adivinhemos tal presente... essas coisas que, sinceramente, acho bem chatinhas. Eu poderia.... massss tenho que falar sobre chá de bebê.

O problema é que o Henrique não teve chá de bebê! Não deu tempo porque o danado resolveu se antecipar e muito, então, o chá de bebê que eu estava pensando em fazer seguindo a mesma linha do meu chá de panela, não rolou. :(

Eu já tinha pensado na data e em todos os detalhes, mas um mês antes, aconteceu tudo que vocês já sabem. E aí, minha mãe e minha tia correram atrás do que faltava, pois eu, nem em sonho, tinha tudo ainda. Sorte que o quartinho eu já tinha comprado, mas não montado...rsrsrs
                                          
Estou pensando aqui no que mais posso escrever, mas não consigo pensar em nada, então, deixo a ideia do chá de bebê do Henrique para a Alícia, minha próxima filhinha, que virá quando eu tiver coragem e quando o Henrique for mais independente. Aí eu compartilho com vocês! hehehehe

                                        (Simone Maróstica, mãe do apressadinho Henrique)

domingo, 14 de agosto de 2011

2 aninhos do meu príncipe!!!


Postagem extra e por um bom motivo: hoje meu filho Miguel completou dois anos de vida!!! Muito cansaço (fiz tudo praticamente sozinha), mas também muita alegria!!! Familiares e amigos mais chegados reunidos para comemorarmos esta tão bela data!!! Se a cada aniversário que fazemos passa um filme em nossa mente, imagine então o que não ocorre quando se trata de aniversário de filho!!! Tudo dobrado!!! 

No ano passado ele ainda nem andava sozinho... precisava dar a mão a cada convidado para dar suas passadinhas ou ia de um lado para o outro no colinho de cada um... o tema escolhido foi CIRCO e me lembro que choveu o dia todo, o que só não tornou sua festinha um fiasco porque foi no clube e num local coberto. Este ano resolvi fazer em casa, no meu quintal, e o tempo até que ajudou. Apesar do vento, comum à época do ano, o que me leva a crer que será sempre convidado, não choveu. Só no finalzinho que caiu uma poeirinha, como se dissesse sutilmente ao restante dos convidados que já era hora de ir embora. O tema desta vez foi COCORICÓ, que ele adora (especialmente o Alípio e o Astolfo!), e como ele corria, alegre, pelo quintal, quando não estava se divertindo que nem um sapinho no pula-pula! Foi um dia maravilhoso, inesquecível, gratificante, alegre, mesmo coincidindo de ser também "dia dos pais" e eu não podendo ter o meu aqui para se alegrar como vovô coruja do Miguel...

Fomos dormir já era quase uma hora da manhã, pois, movido pela curiosidade, que desconfio que herdou de mim, ele cismou de abrir cada presente e ainda brincar com cada um deles, deslumbrado! Só não saiu tudo perfeito porque, além de eu ter me esquecido de passar a retrospectiva que eu fiz com tanto carinho e empenho, sempre tem gente mal educada que cisma de ser invasiva e começa a roubar docinhos, o que eu até entenderia se se tratasse de crianças, da idade do Miguel, por exemplo, mas só não entendo, como não acho a menor graça, quando se trata de adolescentes idiotas e de burros velhos! Pior ainda é que sempre tem gente maluca por perto, querendo compreender demais e contribuindo para deseducar mais ainda, transformando culpados em vítimas e vice-versa.

Idiotas à parte, inevitáveis que eles são, meço um pouco a medida do amor que tenho pelo meu filho especialmente quando sinto necessidade de educá-lo, de mostrar claramente o que pode e o que não pode, o que é certo e o que é errado, e é por essas e outras que um dos brindes da festinha de hoje foi um marcador de página que trazia escrito a seguinte passagem bíblica, com a qual muito concordo:

"Ensina a criança o caminho em que deve andar,
e ainda quando for velha não se desviará dele."
(Provérbios 22:6)

No mais, deixo aqui registrado o meu "feliz idade nova" para o meu filhote educado e que me enche de alegria e de orgulho! Sempre! Por ele vale todo e qualquer sacrifício, até aturar certos espíritos de pouca luz (de pouca educação também)!!!

(Andreia Dequinha - mamãe do aniversariante animado Miguel)

Batizado inesquecível

Após uma enquete realizada entre os habitantes do nosso cantinho, chegamos à conclusão de que inesquecíveis mesmo são as tiradas, os Criança diz cada uma, porque de tão presentes na nossa vida, estamos sempre nos referindo a essas pérolas, que nos fazem rir pra caramba!! Mas resolvi contrariar a maioria após folhear os caderninhos e reler algumas anotações, pois dei com o batizado da Talita, me comovi muito e aí não quis mais saber do resto!!

Ela tinha 2 anos já, e a minha sogra cobrava muito porque a gente adiava tanto, que fazia mal deixar a criança pagã etc. Eu sempre achava chatinhas à beça as cerimônias de batizado, de casamento, tudo muito mecânico, no automático, mas ela e minha mãe nos prensaram e marcamos para logo depois do aniversário.

Minha nossa, foi alegre, rápido e comovente!! O padre era brincalhão, a cerimônia foi gostosa, alto astral! Um povaréu, igreja entupida, mas fresquinha a manhã, tranquilas as crianças. O Márcio e a Erika, os padrinhos, seguraram aquela bacia com a água que o padre benze. E eu fui escolhida para ler a Oração da Consagração, em que a mãe pede à Nossa Senhora que cuide do futuro da filha, oferecendo sua maternidade e seus esforços por ela. Uau, foi bom demais! Quando o ajudante do padre veio me pedir pra ler e eu fiz aquela leiturinha de primeiro contato, já fiquei emocionada! Lá no altar, a voz começou a tremer, me deu um nó no gogó, os olhos boiaram... eu via o Mô, meus pais, minha sogra, minha cunhada, minha irmã, todo mundo fungando. Aí ficou aquele suspense, todo mundo lá na igreja me olhando e aguardando que eu desabasse. Mas não desabei não, respirei fundo, espremi aquele nó e li bonitinho até o fim, sem piscar, senão ia pingar tudo no papel. Meu coração disparou, fiquei um pouco tonta, parecia que aquela voz nem saía de mim... Foi uma sensação interessante, não exatamente boooa, até mesmo desconfortável, mas emocionante demais da conta!!!

Na hora dos cumprimentos, o padre me deu um abraço caloroso e disse que nem sempre os batizados são assim, com aquela emoção toda. Eu já não frequentava mais a igreja católica naquela época, estava me tornando espírita, e ficamos, eu e o Mô, muito sensibilizados com as palavras do padre Armando. Lembrei-me agora de uma coisa inesquecível que minha sogra, católica fervorosa, extremamente fechada a outras crenças, me disse há uns anos: “Minha filha, apesar de você ser espírita, eu fico muito feliz e agradecida a Deus por você trazer uma religião para dentro da sua casa, por você levar meus netos a frequentar uma religião e ensinar-lhes a conhecer e a amar a Deus”. Sorrio sempre com esse “apesar de você ser espírita” dela e entendo a força que ela fez para passar por cima de suas convicções e me dizer isso...

Porque, mais importante que ter uma religião e professar uma fé, é ter religiosidade dentro da gente, é saber que existe um amor maior que tudo, que existe um Criador que nos fez à sua imagem e semelhança e que nosso caminho é seguir as pegadas de Jesus. Se assim nos dispusermos, estaremos cumprindo o nosso papel neste planeta.
                                                                                                                                (Else Portilho)

sábado, 13 de agosto de 2011

Inesquecível e triste!

Muitas coisas na minha vida como mãe foram inesquecíveis, como as viagens ao Nordeste,  a sorveteria, a pizzaria, que continua fazendo parte de nossas vidas, pois é sempre muito divertido sairmos juntos. Mas a coisa mais chocante na minha vida como mãe foi algo que me marcou profundamente. Meu filho mais velho sofreu bullyng escolar. Por volta  de 10 para 11 anos, comecei a perceber, pois  detestava  a escola,  vivia  irritado, chorava do nada e  reclamava que alguns colegas diziam  que ele tinha orelha grande, que era um cabeção, que  era feio e coisas do tipo.

Numa consulta de rotina, falei com o médico, e ele o encaminhou ao psiquiatra e foi dado um quadro de depressão, sofri muito, pois ele tomou antidepressivos por quatro meses, mas eu não ficava bem, vendo-o todo animado, falando muito, pois era muito tímido, eu sabia que era o efeito do remédio, experimentava  tirar, mas  ele ficava muito mal. Pedi que os irmãos orassem por ele e  depois,  fui tirando o remédio aos pouquinhos, até que depois de uma semana eu não dei mais, ele ficou uma semana na cama, pálido, mas não voltei a dar o remédio, aí a sinusite dele voltou, porque era um problema de fundo emocional, algo tinha que sair de dentro dele, já  que havia tirado o remédio.

Uma amiga me indicou a homeopatia  em Cuiabá, levei-o e foi muito bom, ele melhorou da sinusite e aos pouquinhos foi melhorando de tudo, isso ocorreu de 2005 para 2006, mudei ele de escola, mas toda vez que se aproximava a hora dele chegar, meu coração ficava apreensivo, porque todo dia, alguém dizia alguma coisa com ele,  do tipo: “E aí Mateus você é virgem, você gosta de meninas?” E coisas bem piores, com deboche. Até que fui à escola ano passado e resolvi contar tudo que estava se passando, fiz ele dá os nomes dos colegas ele não queria, mas acabou dizendo, comuniquei à coordenação da escola, aí eles chamaram os pais desses meninos, e dei um basta. Este ano, não aconteceu nada, graças a Deus!  Se aconteceu , ele não quis contar.

Ano passado foi muito difícil, pois ele passou a ter medo de coisas, de barulhos e tinha  insônia, não dormia no quarto dele, dormia com a gente, pois tinha muito medo, mas isso também passou, está ótimo agora. Continuo tratando  dele  na homeopatia e entregando para Deus em oração, tem sido muito bom. Estava frequentando uma psicóloga desde novembro do ano passado, mas agora não quer mais ir, disse que não está doente. Ela me disse que ele é um menino inteligente, criativo, mas apresenta uns sintomas de desânimo que se não forem tratados poderão gerar uma depressão, só que anteriormente um outro psicólogo me disse que tinha dúvidas se ele teve depressão algum dia, fiquei muito aliviada, e acredito que foram apenas uns conflitos próprios da idade.

Hoje ele está com 15 anos, continua odiando a escola, mas é um menino responsável e sempre tira boas notas.  É muito inteligente, ganha um dinheirinho fazendo trabalhos para alunos de uma escola particular, porque ele faz coisas incríveis, filma, edita que é uma beleza! Os professores o elogiam muito por isso.

Tem dificuldades de relacionamentos, não têm amigas, e os  amigos são poucos, só sai para o futebol, para a escola e para a igreja, é super tímido e me diz assim: “mãe, como que eu vou namorar  se nenhuma menina me acha bonito?” Fico sempre preocupada, pois  ele se acha feio e até hoje aos 15 anos nenhuma menina se manifestou em relação a ele, mas eu sempre digo pra ele que ainda é cedo. Só que o Elias tem 13 anos e já tem alguém gostando dele.

Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam;  Deus é a fortaleza do meu coração, e a minha porção para sempre” (Salmos 73:26)

(Maria José, mãe de Mateus e Elias)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Tudo foi, é, e sempre será inesquecível!!!

Foram tantas coisas inesquecíveis, que fica quase impossível eleger uma.Vou colocar algumas:
A primeira foi quando o médico me perguntou quantos filhos eu queria ter (no momento da ultrassonografia). Como já fazia alguns anos que estávamos tentando, respondi que naquele momento o mais importante era ser mãe. Foi então que ele me pediu para olhar para a TV e me mostrou um coraçãozinho batendo e logo colocou na outra metade da tela outro coração batendo. Na hora não entendi direito e ele, percebendo que eu estava "viajando na maionese", decidiu explicar que não era apenas um coração que batia dentro da minha barriga e sim DOISSSSSSSSSS. Fiquei feliz, chorei, e agradeci a Deus por Ele ser tão fiel na minha vida.

O batizado delas foi outro momento maravilhoso.

Depois foi a primeira homenagem na escola no dia das mães - que fofasssssssss - estavam com roupas coloridas, dançando a música do arco íris da Xuxa com um bambolê, e a coordenadora mandou um carro de som para nós, foi muito emocionante, pois naquele momento também lembrei da minha mãe.

A primeira palavra que escreveram, foi outro momento muito lindo, elas vieram me mostrar que já sabiam escrever o nome delas 
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Mas se fosse "obrigada" a escolher um momento inesquecível, penso que escolheria dois momentos (eu posso tudo em dobro né?).
O primeiro foi a primeira tremidinha que elas deram quando estavam em minha barriga por volta dos 3 ou 4 meses, e o segundo foi a primeira mamada (acho que essa última ganha). Até hoje não me esqueço da sensação de poder senti-las mamando em meu peito e olhando em meus olhos. Aquele momento era só nosso, era como se o mundo desaparecesse e aquela troca de olhares fosse a única coisa que existisse.

                                     (Maria Regina- mãe das gêmeas Beatriz e Catarina)