segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Clichês


Tentei sair do primeiro clichê "O melhor passeio que fizemos é aquele em que estamos juntos", mas não consegui... Isto porque é verdade. Não importa se vamos à quitanda da esquina ou se damos a volta ao mundo - se a família está unida, tudo é especial.

Falando, então, de maneira geral, quando as meninas eram muito pequenas, qualquer passeio ou viagem exigia um planejamento incrível... Tínhamos que pensar em tudo o que seria necessário e se teríamos condições de “sobreviver” com aqueles itens por determinado período. Então, se fôssemos para hotéis, por exemplo, já pensávamos se lá havia banheiras adequadas, berços, cozinha para preparar as papinhas, etc...

O clichê dos pais super preocupados e super detalhistas estava aí: nas primeiras vezes, e com a filha mais velha, erramos muito. Ou por excesso (levando quase que a casa toda nas costas) ou por falta justamente de um item de que necessitávamos e não pensamos.... Depois, fomos ficando mais espertos e acertando.

Assim, os passeios mais recentes, agora que elas estão maiores e menos dependentes de tantas “tralhas”, têm sido os melhores. Elas também interagem mais e curtem mais as viagens... Adoram as comidas, os quartos, as brincadeiras dos monitores. E se tem piscina, a diversão está completa (isto é clichê?).

Um termômetro que uso para saber se o passeio foi legal é a reclamação na hora de ir embora. Quando maior o “chororô”, mais divertido foi! 

Fica, então, a vontade de passear novamente e dividir momentos inesquecíveis junto de quem se ama! (Sim, um novo clichê, eu sei.... Mas muito verdadeiro!)

Nina Marinho (mãe da Mari e da Analu)

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Me disseram que se foi


"Me disseram que você foi embora para não mais voltar. Não senti dor maior no mundo ao pensar que jamais o veria outra vez. Dor que não se pode explicar, tão forte que nem as lágrimas não fazem cessar. Então me disseram que foi melhor assim, talvez sem saber quão melhor era poder te encontrar… Alguns disseram que você foi para um lugar melhor, talvez sem saber quão melhor era sua casa quando estava aqui…

Também me disseram que você descansou,  já que estava doente, sem talvez notar que, em certa medida, todos estamos. Outros me disseram que, com o tempo, melhora, mal sabendo que o tempo não anda tão rápido quando se fala em saudade... Saudade do sorriso, da cara fechada, de ovos de páscoa escondidos e cartões de natal recheados de carinho. Saudade das horas ao telefone, do toque da pele e do olhar que podia sorrir.

Alguns me disseram que vai passar, e, por um breve instante, sorri aliviada. Mas aí comecei a te encontrar, em esquinas perdidas, no cheiro do vinagre com cebola, no sabor da pimenta. Numa música de viola. Numa caixa de chocolate ou num assalto a geladeira sem ninguém olhar. Numa lembrança e às vezes num sonho. Num perfume ou num vulto parecido. E então decidi que não quero que passe, porque assim te faço presente em mim quando me dizem que não está mais no mundo."

O texto acima foi  escrito por Léia, uma amiga minha que perdeu o filho, e eu o trouxe pra cá por achar que o tema tem tudo a ver com o blog, como uma forma de representar as mães que passaram por um momento triste desse, de perda. Que se sintam abraçadas, confortadas. 
(Zizi Cassemiro)

Do que eu sinto falta

Toda mãe é completa só pelo fato de ser mãe. Claro que com todas as dificuldades do dia-a-dia, os problemas, a rotina... Mas em compensação, temos a alegria de ser mãe, ganhar sorrisos, abraços, responsabilidades, emoções sem fim.

Mas em meio a tantas alegrias, depois de ser mãe três vezes, há uma coisa que me faz muita falta. E eu nunca vou conseguir superar essa falta: a da MINHA MÃE! Ela, que me acordava todos os dias com um café com leite morninho, pra não queimar a minha boca, que fazia vitamina de abacate para meus alunos de violão, que era apaixonada por música e por crianças, não chegou a conhecer nenhum dos meus filhos.

Ela se foi... e eu tinha acabado de fazer 19 anos. A dor com que escrevo essas palavras ainda é a mesma daquele dia 26 de março de 1987. As lágrimas me descem como um rio neste momento.

Ela dizia que queria um netinho para cuidar, colocar no meio da cama dela e tratar como um bibelô. Mas três paradas cardíacas a levaram antes de conhecer minha primeira filha, Lívia.

Sinto tanta falta do carinho da minha mãe, de seu sorriso, sua pele cheirosa,  branquinha...
A Lívia nasceu em janeiro de 1988. Tem tantas coisas em comum com minha mãe!!! Eu sei o quanto elas seriam amigas! Sei que amaria também os dois meninos e daria muito amor...
Sinto tanta falta!!! Queria que meus meninos tivessem conhecido a vó MANUELA.

Sei que não fui uma filha tão boa como ela merecia, e sei também que se ela estivesse aqui, eu teria um porto muito seguro, uma amiga pra contar meus segredos, pra cuidar de mim e dividir comigo meus fardos e minhas alegrias.

Sinto falta de ela não ter visto o crescimento dos netos dela, cada conquista, cada dodói, cada coisinha... A dor é imensurável!

Tenho meus três tesouros e sou grata a Deus por ter me presenteado com tanta bênção. Mas sinto a falta de minha mãezinha amada, adorada, querida no meio de nós!

(Vânia de Oliveira - mãe da Lívia, Renan e Ramon e Filha da Dona Manuela)

sábado, 27 de fevereiro de 2016

O que me faz falta


Não sei dizer bem do que mais eu sinto falta, pois são muitos os momentos em que me pego lembrando de alguma coisa que passou. Uma arte, um chorinho, um sorriso com dentes faltando...

Porém, também percebo que muitas lembranças vão ficando distantes, pois são a todo tempo substituídas por novas lembranças. O rostinho infantil vira um rosto adolescente e nem nos damos conta do quão rápido isso aconteceu.

Pra cada filho, uma saudade.

Minha filha Beatriz, quando pequena, vivia me abraçando, atrás de mim pelos cantos, querendo brincar. E, hoje com 17 anos, já não quer mais brincar, mas quer conversar. Dela sinto falta dos cachinhos louros, das bochechas rosas e de quando ela me dizia, quando eu chegava cansada do trabalho, “mãe, estou com uma pena de você” e seus olhinhos me abraçavam com amor.

Já meu filho, corria para mamar. Não perdia uma chance de se deitar no meu colo e puxar meus cabelos. Vivia correndo pela casa. Para que ele ficasse quieto, íamos assistir a vários desenhos. Eu era especialista em Power Rangers. Mas diferente dela, hoje com 11 anos, ainda vive puxando meus cabelos e ainda é muito carinhoso.

O mais difícil, ao pensar nisso, é constatar que muitas lembranças ficam distantes e são eles que nos lembram certas coisas. "Lembra, mãe?" "Tinha me esquecido, filho(a)"...

Quando se vive sempre com os filhos, sejam eles pequenos ou grandes, não dá para ficar pensando naquilo de que se sente falta. Sempre há momentos para se viver e o que realmente vale a pena guardar são seus sorrisos invariavelmente lindos.

(Carmem Lúcia - mãe da Bia e do Felipe)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A maternidade que me foi oferecida

Vendo todas as postagens maravilhosas aqui no blog, me emocionei e me animei de contar um pouquinho sobre a minha "maternidade". Infelizmente eu não tive o privilégio de engravidar, por anos fui a médicos, fiz exames, fiz cirurgias, tomei remédios e nada. Chorei e ainda sofro muito por causa disso, lamentei e sempre perguntei o porquê! Mas as respostas vieram por caminhos obscuros, tortos, que eu mesma que teria que desvendá-las e entendê-las.

Deus me deu algumas tarefas aqui na terra e uma delas foi passar pela vida de cinco criaturinhas fantásticas, que vieram ao mundo para mudar a minha vida, mudar o meu conceito de maternidade. Eles  precisavam do meu amor, do meu apoio, do meu colo de mãe, dos meus ensinamentos, das minhas broncas, da minha atenção e eu precisava do amor deles, da dependência deles, da infância deles. 

A tarefa não foi fácil, pois pulei várias etapas que uma mãe biológica passaria para amadurecer, para se preparar para a tarefa da maternidade, não tive a surpresa da descoberta da gravidez, não coloquei barriga, não vi meus seios se encherem, não senti nem chutes, nem enjoos, não sei a dor e nem o prazer do parto, não senti a paz que se instala quando um bebe está mamando, mas, ainda assim, amei, sorri, brinquei, aprendi, errei, aceitei, dei mamadeiras, troquei fraldas, levei para escola, falei sobre namorados, pressenti, aconselhei e tiveram momentos em que chorei e sofri quando alguns foram seguir seus caminhos. Minha história é grande e, aos poucos, vou contando a todos sobre os meus cinco filhos de coração!


Minha vida começou a ser modificada, transformada, iluminada no ano de 2000 quando minha afilhada nasceu. Sua mãe precisava fazer um curso de enfermagem porque desejava arrumar emprego e pediu que eu ficasse com sua filha, que era um bebê, e, com isso, tive meus primeiros contatos com fraldas e mamadeiras. Aquela criança se tornou tão importante para mim que eu não mais queria fazer nada na minha vida além de cuidar dela e rezava para chegar os dias das aulas da minha comadre (fato que até hoje ela não sabe, mas vai saber porque vou mandar o texto pra ela - risos).

Ela me ensinou a ter sono leve, a distinguir choro de dor, de fome e de manha. Foi ela que desenvolveu o meu instinto materno, meu pressentimento, meu olhar além daquilo que está à nossa frente e, principalmente, ela que me ensinou a premeditar e adivinhar. Foi uma experiência incrível! Um crescimento pessoal inexplicável!!!! Aquele bebê me olhava nos olhos tão profundamente, externava uma ternura tão grande, que meu coração se enchia de amor e quando eu a devolvia aos pais se instalava um vazio imenso dentro de mim, mas sabia que brevemente estaria vivenciando todo aquele amor. Mas tinha que ser assim, então, hoje, eu agradeço muito aos meus compadres, a Bene e Edvaldo que, com humildade, confiança,  sem ciúmes, sem temor, me deram essa oportunidade de cuidar de sua filha e agradeço também a minha afilhada Maria Eduarda que sempre olhava pra mim com tanto amor a cada banho, a cada passeio, a cada colherada de comida que eu dava, a cada fralda trocada, era um sorriso atrás do outro, éramos cúmplices, tenho certeza!!! Hoje ela está com 15 anos e continua sendo " um amor que não se mede".

                                         (Eliane Pralon - mãe de cinco filhos paridos pelo coração)

Saudade sempre!

Saudade? Saudade tem sete letras e tem sete anos que aumentou. Desde que você, Pedro, começou a seguir o seu caminho. Eu sei que criamos filhos para o mundo, damos asas, mas quando ele segue adiante, por mais que estejamos felizes, tirá-los de pertinho da gente é muito difícil. Sinto saudades todos os dias, gostaria que você nunca crescesse, fosse sempre aquele garotinho que eu era o centro das atenções. Mas mãe é assim, recheada de ambiguidade, recheada de hipérboles, recheada de amor e esperança.

Do que sinto mais saudade e muitas vezes gostaria que o tempo voltasse atrás é de... TUDO! (risos) Desde a barriga! Como amei ficar grávida! Me sentia uma ET e ao mesmo tempo altamente realizada.

Sinto saudades de você bebê, dormindo no meu quarto, do seu sorriso quando acordava e nos via. Sinto saudades de você aprendendo a andar, com tanto medo, mas com aquela confiança quando nós segurávamos sua mão. Sinto saudades das suas apresentações na escola, mesmo quando você não queria usar nenhuma das fantasias estipuladas pela professora. Sinto saudades de você meu aluno, mesmo quando eu dava aquela bronca ao pé do seu ouvido. Sinto saudades quando você era pequeno e me disse que não iria mais para a Marinha porque ficaria longe de mim. Ai que saudades!

Enfim, sinto saudades de você, de suas fases, pois o meu amor é infinito. Mas, mesmo com todas essas saudades, eu só posso dizer que, ao mesmo tempo, estou muito feliz. Você cresceu, se tornou um homem de bem, íntegro, feliz e que me dá a cada dia mais orgulho. E pode ter certeza que sentirei saudade dessa sua fase de hoje também.


(Cristina Barata - mãe do Pedro)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Certamente sentirei falta...



Eu não sinto falta, mas sei que ainda sentirei das noites em que coloco meu filho pra dormir. Pra mim, esse é o melhor momento do dia; é um ritual. Deito na cama com ele, o "fiote" levanta, escolhe o livrinho e eu começo a leitura. Depois da leitura vem a oração. Eu faço a minha, ele faz a dele e depois rezamos o Pai Nosso abraçados. E logo em seguida a oração de Nossa Senhora Sant’Ana, padroeira da cidade. Pra finalizar, juras de amor e beijos de boa noite... muitos, muitos beijos.

Como não ser o melhor momento do dia? Hoje ele já é alfabetizado, mas ainda prefere que eu leia, pois eu faço “as vozinhas” e a história fica “mais legal”. A minha oração, na verdade, é agradecimento. Agradeço por tudo... por todos... pelo dia bom... pelo dia ruim e a dele é uma cópia da minha, mas numa versão melhor; bem melhor. Ele agradece pelo brinquedo, pelo coleguinha Hércules que vem brincar com ele, pelo sol, pelos pássaros e por eu ser “a melhor mãe dele” e Robson por ser o melhor pai. 

Um certo dia resolvi rezar o Pai Nosso abraçados – estava com preguiça de sentar para rezar (risos). Ele gostou da ideia e agora só rezamos assim, abraçadinhos. A oração de Nossa Senhora Sant’Ana apareceu no “ritual” depois que o avô deu de presente um cofrinho que vem a imagem e a oração da santa. Pronto! De lá pra cá, primeiro o Pai Nosso e em seguida a oração de Nossa Senhora Sant’Ana. Tem dias que o cofrinho não está na cabeceira da cama e eu, cansada, pulo pra parte das juras de amor. Ele balança o dedinho e diz que ainda falta uma coisa. Levanta, pega o cofrinho e manda eu ler a oração.

As juras de amor são muitas, os beijos também; na verdade, um “caminhão de beijos” como a gente fala. E aí ele me abraça forte e diz que vai dormir “grudadinho” com a mamãe e que ele adora. Fico deitada com ele por um tempo e quando penso que dormiu e já posso levantar; ele agarra meu braço e eu fico mais um tempinho ali, “grudadinha”. Penso naquele momento, agradeço e o coração já fica apertadinho de saudades...
(Dani Lino - a mamãe do Cauã)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Das coisas que uma mãe sente saudades...

Quero começar o meu texto com uma frase (que não é minha): "De todas as tarefas que Deus confiou ao ser humano, a de ser mãe é com certeza a mais sublime" (João Prezado)

Ser mãe é abrir mão de muitas coisas, para ganhar a oportunidade de ver um ser tão pequenino crescer com tantos encantos diante dos seus olhos... Aí esse bebê cresce, aprende a sentar, a andar, a falar. Começam a expressar suas próprias opiniões, o que é muito bom! De uma hora para outra, e não sei bem quando, eles abandonaram certas preferências, certos brinquedos. À medida em que cresceram foram revelando traços físicos e psicológicos muito parecidos com os nossos. O tempo passou e como passou rápido! Quando percebi, estavam na faculdade! É tão mágico mágico poder acompanhar esse desenvolvimento!

Hoje, se pudesse, com a experiência que adquiri, -- ás vezes vencendo, outras perdendo --  acho que teria curtido muito e muito mais eles crescerem. Não que eu não tenha curtido, mas poderia ter curtido mais e mais e mais... Só sei dizer que são tudo de mais precioso que possuo, sempre foram as grandes alegrias da minha vida! Mesmo no trabalho, sempre estava a lembrar deles e tenho certeza que se eles fossem me avaliar como mãe presente e principalmente "mãe que não grita", eles me dariam uma excelente nota. Eu tenho orgulho dos filhos que tenho. Já ouvi de outras pessoas: "Seus filhos têm excesso de educação".

A grande saudade...??? Acho que não tenho saudades de quando eram muito pequeninos, muito dependentes de mim, pois até gosto da liberdade que tenho hoje, de sair tranquila para trabalhar e não ter com o que me preocupar, pois sei que estão em casa com o pai  ou saíram para trabalhar, estudar ou jogar futebol. Mas a grande saudade é do tempo em que eles só iam onde eu e o pai dele fôssemos, porque agora tenho uma grande preocupação: depois que chegamos da igreja sábado à noite, o mais velho sai mais ou menos dez horas e chega por volta de uma ou duas horas da manhã, porque vai se juntar a uma turma de universitários para tocar violão e tomar tereré. Ele sai com o carro (já tirou a CNH), outra grande preocupação, mas ele diz para eu ficar tranquila que não vai fazer nada demais, só vai cantar com a turma. Não sei até que ponto eu posso ficar tranquila, só sei que durmo e nem vejo quando chega. O pai que sabe a hora que ele chega. E o mais novo viaja muito para jogar futebol, sinto um aperto enorme aqui dentro, mas eles têm que viver a vida deles.

Quanta saudade dos filhos pequenos ao meu redor, minhas sombras queridas a todo canto a carregar...


(Maria José -  mãe do Mateus e do Elias)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Às vezes é bom sentir falta...


Noooooossa... Do que sinto falta???

Com a chegada das gêmeas minha vida se transformou totalmente. Vivia por elas... dormia por elas... ficava acordada por noites sem fim por elas... Algo que sempre comento com as pessoas sobre sentir falta ou sentir saudade é de quando me sentava na poltrona (nada daquela chique que se usa hoje... era sofá mesmo!!!) e sentir aquela cosquinha do leite descendo e colocá-las para mamar... AAAAIIIIIII que SAUDADE... Graças a Deus não tive nenhum problema ao amamentar, o bico não rachou. Foi uma benção!!! Para mim, a experiência de poder amamentar foi única... indescritível!!! Uma esvaziava um peito e a outra ... o outro peito. (risos) Aos três meses percebi que a quantidade já não era o suficiente e tive que acrescentar a mamadeira, e, aos 5 meses, o leite acabou. Confesso que fiquei um tanto triste, frustrada, mas, como TUDO era intenso e não tinha tempo de ficar pensando “ na "morte da bezerra" (espero que conheçam essa expressão), segui em frente!

Sinto falta também das gracinhas que elas faziam por volta dos  3, 4 aninhos. Vocês não vão acreditar, mas sinto falta de comprar o material escolar delas... Chegar em casa, encapar, colocar nome... Isso sempre foi uma festa – caderno novo, massinha, giz de cera, lápis... QUE DELÍCIA!!! Estou “quase” indo até a faculdade para solicitar a lista de material... Seria muito mico? O que acham? kkkkkkkkkkkkkk

E agora estou sentindo falta de acordá-las para irem à escola comigo. Ir dar aula com o carro vazio, tem sido meio chato, um tanto silencioso...

Lendo os outros textos, fico pensando que cada uma de nós vive uma fase. Quem sabe, daqui a alguns anos, sentiremos falta do que estamos fazendo/vivendo hoje com nossos filhos. É por esse e tantos outros motivos que tento viver intensamente cada fase da vida delas. Acho que ainda sentirei falta de muitas coisas como mãe, mas tudo tem seu tempo... Tempo de chegadas e tempo de despedidas.

Como filha, sinto falta do cheiro do cabelo da minha mãe... Como mãe também sinto saudade do cheirinho do cabelo de bebê que elas tinham...

(Maria Regina - mãe das gêmeas Beatriz e Catarina)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Sinto mais falta do que não tive


Escrever assim, de última hora, e, depois de ler tantos textos lindos que tocaram minha alma, tornou-se uma tarefa um pouquinho difícil. 

Pelo título, acredito que vocês que já conhecem minha história, podem imaginar sobre o que eu vou falar. Fiquei pensando se falaria mesmo sobre isso ou se me limitaria a dizer as coisinhas que são comuns às mamães “normais”. Achei por bem falar sim, pois assim teremos olhares diversos sobre a maternidade. Sou contra a qualquer romantização da deficiência, mas isso está presente no dia-a-dia de quem convive com ela, pois as pessoas, claro que, sem maldade nenhuma, acabam por romantizá-la quando dizem, por exemplo: “Vocês foram escolhidos por Deus”, “Deus não dá o fardo se não podemos carregá-lo”, “Seu filho é um guerreiro e vocês também” e tantas outras frases que ouço quase que diariamente. Confesso que, de certa forma, me confortam, mas a realidade é um buraco que fica muito mais embaixo. Confesso também que, às vezes, me permito romantizar para tentar deixar tudo mais leve e ter um outro olhar em relação à deficiência. 

Dito isso, queria contar do que sinto falta...falta do que não tive. Eu sinto muita, muita falta mesmo de pegar meu bebê no colo logo após o parto e sentir seu cheirinho, olhar com calma seu rostinho, prestando atenção em todos seus detalhes. Sinto falta de amamentar....como eu queria amamentar! Sinto falta de acompanhar seus primeiros passinhos e de o ver cair sentado logo em seguida. Sinto falta de o ver jogando bola com o pai, ou basquete com os amigos, de o ver andar de skate, lutar karatê...Sinto falta de levá-lo nas festinhas de aniversário, deixá-lo lá e só ir buscar mais tarde, junto com os outros pais. Sinto falta também de amiguinhos em casa, de crianças que gostam de brincar com ele de uma maneira diferente, sem ter que correr pra lá e pra cá. Sinto falta até de ser chamada na escola por conta de alguma travessura. São muitas coisas que não tive e que sinto falta.


Por outro lado, tive tantas outras coisas que nem sequer imaginava que poderiam existir! Tantas experiências e momentos únicos vividos com uma criança especial (olha eu romantizando), mas especial não por ser deficiente e sim pela sua essência, pureza, inocência e alma. Mas isso é assunto para outro dia. 

(Simone Maróstica, mãe do solzinho Henrique, 10 anos)

A mamãe só está cansada!


"Finzinho da tarde, no ônibus, dois bancos à frente, uma menininha de cabelos cacheados sorri pra mim, muito meiga. Devia ter uns três anos de idade. Ao lado dela, sua mãe cochilava. Quando ela percebia que a mãe fechava os olhos, ela se levantava no banco.

Numa dessas, a mãe acordou. Deu um tapa na cabeça dela, falou num grito: "Fica quieta aí e senta!". Ela chorou um pouquinho, lágrimas escorreram. Meu coração apertou. Tive vontade de fazer algo, mas achei que era muita invasão da vida alheia e fiquei quieta. Dali a algum tempo, a mesma cena: a mãe dorme, a menina, entediada com o trânsito parado, aproveita pra levantar do banco um pouquinho, buscando as vozes de umas crianças que estavam na parte de trás do ônibus.

A mãe dessa vez a pegou pelos cabelos com força, deu um puxão que fez a menina cair pra trás, e, como se não bastasse, um "croque" na cabeça. Ao mesmo tempo, a voz dela saiu forte, com raiva. "FICA QUIETA AÍ, JÁ NÃO MANDEI!?".

A menina chorou forte. Enquanto chorava, as lágrimas escorriam e ela fazia um olhar muito, muito triste. Magoada, mesmo. Levantei na hora que a mãe falava "CALA A BOCA, SE VOCÊ NÃO PARAR DE CHORAR VAI APANHAR DE NOVO. QUE MENINA FEIA!". Quando eu vi já estava ao lado das duas. Abaixei e falei com a menina, que chorava muito. "Não chora não, tá? A mamãe só está cansada, ela quer dormir um pouco e descansar".

Olhei pra mãe, que pareceu envergonhada por eu estar interferindo, falou comigo com voz normal: "Ela fica levantando, tenho medo dela cair e se machucar". Respondi: "Eu sei, mas ela só estava olhando as crianças lá atrás.". Ela se dirigiu à menina, com a voz menos irritada. "Tá, agora pára de chorar, vai, já passou".

A menina soluçava, chorava alto. Eu falei com a mãe "Você tá cansada, né? Dá pra ver. Mas sabe, acho que ela só está meio cansada também, igual você". O olho da mãe encheu de água. "Acordei muito cedo hoje, trabalhei o dia inteiro, to morrendo de dor de cabeça, e agora ela não para quieta"... A menina berrava, lágrimas escorrendo... "Eu imagino.... Tem dias que é complicado mesmo... Mas eu acho que ela só está querendo a sua atenção", arrisquei. Pra minha surpresa, a mãe pegou a menina no colo e ofereceu o peito pra ela na mesma hora "Quer mamar, filha?".

Apesar do meu histórico de Mamífera, que amamentei até os 4 anos e pouco do meu filhote, me surpreendi, pois não é comum ver crianças assim maiorzinhas mamando em público. A menina começou a mamar no peito e parou de chorar na hora.

Enquanto mamava fazia carinho no rosto e no cabelo da mãe que, claro, desabou chorando. Apertou os olhos, agora as lágrimas escorriam no rosto dela, que depois começou falar meio baixinho. "Desculpa, filha, desculpa a mamãe, filha, desculpa", ela falava, enquanto fazia carinho na cabeça da menina, bem no lugar onde ela tinha batido, e dava vários beijos na pequena, que mamava e olhava pra ela. Em uns 5 minutos a menina tinha dormido no peito, mas a mãe não parava de fazer carinho e beijá-la. Quase perdi meu ponto, na hora de levantar ainda olhei pras duas e a mãe me falou baixinho: "Obrigada...".
Nem precisa falar que eu comecei a chorar também, e tô chorando até agora, né? Tem horas que só o que uma mãe cansada precisa é chorar um pouquinho também..."
Este lindo texto é da Áurea Gil, e se você terminou de lê-lo com lágrimas nos olhos, significa que entendeu a mensagem, e, mesmo sentido um pouco de ressentimento, sabe que, juntas, somos capazes de promover um bem maior ao coletivo materno!"
Recebi esse texto através da Luciana Thompson, via grupo, e depois o recebi também, via Facebook, da minha amiga Claudine Alvarenga, aí resolvi trazê-lo aqui para o nosso blog porque quantas e quantas vezes não nos sentimos assim tão cansadas, esgotadas, e por isso nossa paciência foge! Depois nos sentimos culpadas... nos punimos... e não há nada que alguém de fora possa falar que nos fira mais do que nossa própria culpa, né? Nos crucificamos! No fundo, queríamos saber ter paciência e doçura mesmo caindo de sono, com dor de cabeça, com problemas, exaustas! Nos esquecemos de que somos humanas e não saídas de desenhos animados, com direito a superpoderes e tudo! 
Que aceitemos nossas limitações, nossos erros, e que não nos falte coragem para pedirmos desculpas quando nos excedemos! Filho é sempre maravilhoso e entende, releva, perdoa, graças a Deus! E que também saibamos ser doces na abordagem quando presenciarmos situações como as descritas! Um recorte NUNCA vai dar o direito a ninguém de julgar o que a outra é como mãe! Que em vez de jogarmos pedras, que a gente possa e saiba atirar FLOR, OMBRO, CARINHO, COMPREENSÃO! É disso, também, que uma mãe, tão cansada, precisa!

(Texto trazido pra cá pela mamãe Andreia Dequinha - mãe do Miguelito)

domingo, 21 de fevereiro de 2016

A mamãe da Maria Antônia


Parece meio fora do comum uma garota, em pleno século XXI, ter como sua maior realização pessoal ser MÃE. Sim, eu sempre quis ser mãe. Em 2013, recém casada, tive um positivo, mas Deus precisou de um anjinho no céu para cuidar de mim. Nas brincadeiras de bonecas, ali estava meu desejo (in) consciente.

Hoje, quando o cansaço toma conta, sinto falta de quando era apenas brincadeira. Mas aí lembro das duas fitinhas rosa no teste de farmácia, da primeira ultra... A emoção vem novamente e faz o cansaço partir.

Me olho no espelho, vejo olheiras, não tinha nem quando ia ao CaboFolia. Lembro que não durmo uma noite inteira há muito, muito tempo. Mas acordar no meio da noite, uma, duas, até três vezes para amamentar me sacia tanto quanto eu sacio a fome dela.

Quando olho minhas unhas a fazer, meu cabelo preso num rabo de cavalo ou na pior das hipóteses: um coque mal feito... Sim, sinto falta dos meus dias de princesa... Mas todo tempo do mundo dedicado a ela recebo de volta num sorriso.

Hoje, depois de seis meses da chegada da Maria Antônia, sinto mais falta dos dias, semanas e meses que passaram ligeiramente, quase parecendo não ter visto ela crescer. Sinto falta da do seu chorinho de recém nascida, do cheiro inebriante quando a toquei pela primeira vez. Sim, sinto mais falta dos momentos que guardo do que das coisas que mudaram em minha vida depois da sua chegada. Essas coisas o tempo (ingrato) arruma. Ser MÃE, não... essa é minha oportunidade.
Quando eu sonhei ser MÃE sabia que não seria fácil, mas também achava que não fosse tão difícil. 


(Stephany Monteiro - 24 anos - mamãe da Maria Antônia, de 6 meses)

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Filhos e netos: o melhor presente!!!


Minha contribuição
Para  o ” MATERNA-idade”
É em versos de cordel
Pra falar sobre a saudade
Que percorre na memória
Ao lembrar de tanta história
Que me traz felicidade.

O Danilo e a Patrícia,
Minhas eternas crianças,
Hoje são profissionais,
Da mais alta confiança,
Lutaram com excelência
têm a sua independência,
No  saber e liderança.

Hoje olho para eles
E me custa acreditar
Que os rebentos já cresceram
E decidiram voar
Tecendo o próprio ninho
Construindo o caminho
Por onde vão transitar.

Enquanto eu os contemplo
Com  orgulho maternal,
Permito que as memórias
Revivam, pois, afinal
Recordar é preciso,
O passado eu valorizo
Um presente sem igual

Quando Deus me contemplou
Com  Danilo e  Patrícia
Fiquei  tão agradecida
E feliz com a notícia
Com total  dedicação
Dei carinho, atenção.
Mil beijinhos, que delícia!

Eles eram os brinquedos
Que mais me faziam bem
Eu só queria estar
Com eles e mais ninguém
O tempo havia parado.
Tornara-se um aliado
Ou eu era sua refém?

Acompanhei bem de perto
Todas as evoluções
Do dentinho à palavra
Dos passinhos às lições
A infância foi acabando
Adolescência chegando
Trazendo mais emoções.

A  nova etapa chegara
Mudando a cor do painel
Faculdade para os filhos
Muito trabalho e papel,
Mas, Deus tinha outro plano
Enviou naquele ano
Meu querido Gabriel.


Meu netinho trouxe luz
E mudou todo o cenário
Preparou novo contexto
E não ficou solitário:
Um milagre aconteceu
O Johnny  logo nasceu
Lindo, forte, necessário.

Fico, assim, emocionada
Ao falar dos meus amores
A saudade me rodeia
Mas não me provoca dores,
Cultivei boa semente
Que brotou rapidamente
Todas essas minhas flores

Não há perdas,  e sim ganhos
Nas fases da nossa vida,
Pois em cada uma delas
Há subida e descida
Com atalho ou desvio
Ela mostra um desafio
Que compõe a nossa lida.


(Zizi Cassemiro -  mãe coruja do Danilo e da Patrícia; vó coruja do Gabriel e do Johnny)

Tatuados em mim!

Acho que sou uma mãe sem nunca ter “parido”, pois quando acho que não existe mais amor em mim, me pego mais apaixonada pelos meus sobrinhos!

Tudo isso aconteceu há 6 anos, com a chegada de Isadora. Primogênita de tudo (sobrinha, neta, filha), pegá-la  no colo pela primeira vez fez meu coração parar. Ali já soube que estava rendida, ela já me tinha para sempre.

Quando Isadora estava com 4 anos, minha irmã ganhou o Heitor, que veio ao mundo para ser guerreiro. Um parto prematuro e com muitas complicações pós-parto. Mais um universo novo se revelava pra mim... Ao contrário do nascimento da Isadora, não pude ver o Heitor, pois não é permitido a entrada de parentes na UTI pré-natal (só pais e avós). Em um dos 45 dias em que ele passou internado, a chefe da enfermaria, naquele dia de manhã bem cedo, permitiu que Isadora visse e “pegasse” o irmão, ela conhecia o irmãozinho e eu o meu sobrinho, que, mesmo em foto, era a coisa mais linda do mundo. E lá já se vão 2 anos...

O tema da semana aqui no blog é do que sinto saudades...

Não sinto saudades da minha vida antes dos meus sobrinhos, porque ela continua a mesma... nunca quis ter filhos e continuo não querendo, mas já sinto saudades do tempo em que eles eram menores. Acho que passa muito depressa! Essas crianças crescem muito rápido! Só tenho que aproveitar cada minuto que tenho e posso passar com eles. E aproveito mesmo! 

Mesmo que eles não se lembrem, por exemplo, de como foi o primeiro banho (que, aliás, foi meu pai quem deu, nos dois!), são as minhas memórias da infância deles. O que eu posso e não posso fazer eu faço por eles! Isadora é minha parceira de comida japonesa, Heitor é meu incentivo para uma Pós em Educação Especial... Eles são a minha vida!

Eles não nasceram de mim, mas sou grata a Deus por permitir que eu seja uma tia “mãe”, que os leva no coração e agora também marcados na pele, devidamente tatuados em mim. 


(Flávia Damas - "tia-meio-mãe" da Isadora e do Heitor)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Do que mais sinto falta na maternidade...



Em primeiro lugar quero agradecer a Deus e à Andreia Dequinha, em especial, que me trouxe para perto de pessoas muito iluminadas, essas mamães daqui do blog. E vai um pouco da minha história. Filha única, com idade um pouco avançada e com várias complicações que sempre me impossibilitaram de gerar um filho... Conformada, já que Deus me deu a profissão mais bela do mundo - PROFESSORA - e assim eu poderia ter vários filhos e muitos carinhos... Passou o tempo e aconteceram os sustos: primeiro perco meu pai e, sete anos depois, minha mãe. Fiquei triste, pois havia feito uma promessa de lhe dar um neto ao final do ano. O neto não veio, e ela se foi, me deixando só. Seis meses depois descubro que estou grávida! Foi uma grande mistura de medo, agonia e até mesmo de raiva, pois não tinha mais meus pais! Então Deus, mesmo com todas as complicações, me permitiu ser MÃE, além de permitir receber amor incondicional de amigos especiais, dentre eles uma que merece destaque: Eliane Pralon, que sempre cuidou de mim nos 9 meses.

Então de que sinto falta?!? Praticamente de tudo!!! Da primeira mexida como suaves borboletas batendo suas asas dentro de mim, o primeiro batimento cardíaco dele que mais parecia uma escola de samba, e quando eu achava que não existia mais vida, ele gritou bem alto! Sinto falta das longas noites acordada, o sentindo mexer, das minhas agonias a cada consulta e exames para saber se ele estava ali! Ele, falo ele o tempo todo, porque dentro de mim sabia que era um menino... Sinto falta dos mimos diários de todos, sinto falta das nossas conversas (ele adorava ouvir falar de seus avós, mexia tanto!) Ouvíamos canções de ninar juntos, era, enfim, o nosso mundo.

Sinto falta das loucuras que fiz todo mundo passar, do nervoso da sala de parto, do controle da pressão, da pela macia, do cheiro doce e suave... Ahhhh, esse cheiro, não sai de mim, ficou me embriagando por horas enquanto me costuravam.

Se hoje me perguntarem se passaria por tudo outra vez, a resposta será rápida e única: SIM!!!

Sinto falta delezinho dormindo sobre mim, me fazendo de puff (como ainda faz até hoje), sendo meu amor único e verdadeiro! Dono dos olhos fortes de minha mãe, da alegria sem fim de meu pai, meu pequeno LG (ou remelento, como o chamava) me apresentou o meu pequeno grande mundo azul, de alegria sem fim, de uma mãe com muitos limites, mas que o ama. Sei que correr longas distâncias ao seu lado não conseguirei, e nem ao menos me abaixar, sentar no chão hoje se tornou difícil, mas tento suportar todas as dores de meu corpo, quando faço mal uso e abuso, somente para ter um sorriso dele.

Se hoje tenho força para viver, foi ele quem me deu! Deus, na sua infinita sabedoria, me deu esse anjo, esse meu presente que jamais terminarei de desembrulhar. E se vocês me perguntarem do que mais sinto falta... Fácil: sinto falta de TUDO, simples assim.

(Elizabeth Oliveira - mamãe do pequeno LG)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Saudade é vida!

Saudade é um estranho sentimento. Em certos momentos, impiedosa, faz doer e  machuca a alma. Em outros, provoca uma sensação gostosa, trazendo à tona uma doce e suave  melancolia. 

Poderia passar horas inteiras listando saudades:  a saudade  de ser filha e, por conseguinte, cuidada; a saudade de ver meu pai “brincar de vovô com os meu filhos”- imagem   transposta do meu cenário há pouco mais de quatro anos. Poderia também dizer que sinto falta da figura materna a me orientar diante dos momentos difíceis pelos quais venho passando na criação da  pequena princesa, a caçulinha  Maitê. Mamãe é  portadora da Síndrome de Alzheimer há mais de dez anos.

Mas, se é para falar sobre saudade, vou falar de uma saudade boa. Daquela que classifiquei como gostosa e responsável por uma doce e suave melancolia. Para isso, decidi homenagear meu primogênito que acabou de realizar sua matrícula na UERJ. O “calourinho” de Ciências Biológicas sempre me deu muitas alegrias. Ele foi e continua sendo meu melhor amigo e companheiro. É de toda essa história, desde o comecinho, que sinto muita, muita  saudade. Só não lamento o passar do tempo, porque este tem sido pra lá de generoso, presenteando-me com boas surpresas ao longo da vida. 

Sinto saudade da gestação. A  indescritível sensação dos pezinhos chutando à procura de espaço, enche tanto o meu coração que chega a  transbordar pelos olhos. Os longos diálogos gestacionais nos proporcionaram uma intimidade que  vem perdurando. Lembro-me com saudade do seu  primeiro dia de aula. Este foi um verdadeiro acontecimento na família. 

Renan se  tornou um bom aluno. Responsável e cheio de amiguinhos. Sinto saudade até mesmo de correr atrás das figurinhas para que ele completasse o seu álbum. Sinceramente, acho que  sempre vibrei em maior escala pelas conquistas do menino que , ao contrário da mãe, desde  muito pequeno, parecia saber lidar bem com perdas e frustrações. 

Além de bom filho e aluno, Renan se revelou um excelente irmão, assumindo uma postura que nem competia a ele em relação à pequena.  Hoje, entendo que Deus o enviou doze anos mais cedo para que pudesse se preparar para a chegada daquela que colocaria as nossas vidas de cabeça para baixo, mas que  também  traria emoção e muito aprendizado. Tenho a certeza de que você internalizou  e há de levar para a sua família o lema por nós criado: “ Os mais velhos cuidam dos mais novos  até que as posições se invertam.”

A saudade do meu menino de ouro, aquele que participava de forma ativa do grupo do “ deixa disso”, sem nunca fugir á responsabilidade, é grande. Conhecedor desde novo dos seus direitos conseguiu tudo o que quis, porque  aprendeu cedo  a dialogar e argumentar.. Meu  filho foi meu motivo primeiro de inspiração.

Sinto saudade da cena de vê-lo pela primeira vez com a irmã em seus braços e sei que sentirei muita saudade de todas as outras de afeto e comprometimento que presencio até hoje.  São tantas as saudades...  Curto cada instante, porque, no final, todos os bons  momentos  da vida transformam-se no tema desse texto: SAUDADE. 


Obrigada, meu filho Renan, pela  grande experiência de ser sua mãe. Obrigada por todas as saudades, inclusive as vindouras.

(Mônica Jogas - mãe do Renan e da Maitê)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Do que mais sinto falta? De nada!!!



Fiquei pensando em tantas coisas para escrever aqui... Nem quis ler os textos anteriores para não sofrer influência ou ficar frustrada por estar sendo repetitiva... Fiquei pensando, pensando... E cheguei a conclusão de que nada me falta!


Não sinto falta de nada porque já tenho tudo! Tenho riqueza que dinheiro algum pode comprar! A alegria de tê-las em minha vida, seus sorrisos, suas birras, suas conversas e necessidades, seus sonhos, alegrias e frustrações, seus encantos me completam, me fazem melhor, me aperfeiçoam, me humanizam, no sentido mais abrangente da palavra.

Nada do que havia antes delas teve mais importância...

Antes egoísta, inconstante, incompleta, insatisfeita, triste... Hoje, seus risinhos, seus cheirinhos , carinhos, manhas, suas manias e jeitinhos, tudo me completa de maneira tal que me sinto plena, realizada, agradecida ao Senhor por sua benignidade para comigo.

Deixei tudo pra trás para estar com elas, criá-las, ser exemplo, companhia e cúmplice, amiga e disciplinadora, companheira de aventuras e descobertas...e quer saber?! Não sinto falta do que já fui um dia, nem do que vivemos quando elas eram menores, porque cada dia vivemos coisas novas e, de verdade,  a presença delas me basta!

        (Lú Thompson, mãe eternamente grata a Deus pela vida da Liz e da Giulia!)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Que eu tenha sempre do que sentir falta...

Apesar de Miguel ter apenas seis anos (e meio), já sinto falta de muitas coisas, mas todas elas são relacionadas à existência dele em mim, em minha vida. NENHUMA tem a ver com a pessoa que eu era antes de ele nascer. Até mesmo quando penso no tempo livre que eu tinha antes de ser mãe, como, por exemplo, para ler quantos livros quisesse, na hora em que eu bem entendesse, sem nenhuma interrupção, assim como também ver vários filmes, sem nenhum tipo de censura, ou sair com os amigos sem ter hora pra voltar e poder compensar no dia seguinte, dormindo até tarde, eu logo me lembro de que NADA disso tinha tanta cor quanto agora, com ele a tiracolo. 

Muito melhor do que ler qualquer livro sossegada é poder ler para ele, com ele interagindo, ao meu lado, atento, com seus olhinhos brilhando a cada história, até mesmo para as repetidas, sempre com cara de "como se fosse a primeira vez". Muito melhor do que ver todos os filmes interessantes é poder mergulhar, com ele, em cada "faz de conta" que ele mesmo escolhe e me leva junto, me conduz. Sair com os amigos é bom, saudável, mas NADA se compara a passear com ele, para rirmos de nossas lambanças com sorvete ou das corridas que apostamos até um determinado lugar, sob os olhares curiosos de quem já não encontra a sua criança interior há tempos! (Graças a ele, todo dia eu tenho pelo menos um encontro marcado com a minha e tudo isso porque é ele a melhor companhia do mundo, me esqueço de todo o resto, o "em torno"). Sinto falta quando ele sai pra passear com a minha irmã ou com o pai e eu fico torcendo para que ele volte logo, pois até a casa em silêncio, sem a sua habitual bagunça, parece me cobrar a presença dele! 


Mesmo curtindo cada fase dele, cada mudança, também sinto falta de determinados momentos, como tentar ver o rostinho dele nas ultras (sempre com a mão no rosto; às vezes até com as duas!), senti-lo me chutar, e, principalmente, sinto falta de amamentá-lo, vendo aqueles olhinhos me encarando, enquanto mexia na própria orelha, ou no seu pé, ou nos meus cabelos, ou, ainda, acariciando o meu rosto! (Bezerrinho lindo da mamãe!) Sinto falta de vê-lo aceitar, curioso, animado, cada comidinha, todas as frutas, todas as verduras, muita água (inclusive de coco) e cada suquinho que eu oferecia... e agora anda tão ruim para comer, fora que eu tenho que mandar, umas duzentas vezes, beber água! (Minha bolota virou o meu magrelo, mas igualmente lindo, sempre!) 

Sinto falta de morder aqueles pezinhos gorduchos, cheirosos, e ouvi-lo gargalhar, por sentir cócegas! Sinto falta de ver como era corajoso e encarava de boa banho friiiiio no tanque ou na mangueira, e hoje reclama até dos banhos mornos! (Quase um hippie!) Sinto falta de poder escolher uma roupa para ele colocar e hoje é ele mesmo que escolhe, mesmo que isso signifique parecer, muitas vezes, ter "mergulhado no armário" (ou sair fantasiado de Bozo!) Sinto falta de ouvi-lo se esforçar para pronunciar cada nova palavra e de saber que o mundo dele parecia se limitar a mim e como era confortável poder controlá-lo! Agora ele já vai a vários lugares sem mim e passa um bom tempo na escola, sem que eu possa acompanhar cada ação dele! Sei que é um "ganho" vê-lo conquistar sua independência, mas às vezes (tantas) meu coração insiste em computar isso como "perda". 

Sinto falta de taaaanta coisa já e sinto que isso é só o começo do começo. Tenho consciência de que sentirei saudades imensas de inúmeras situações, e sei que isso faz parte do crescimento dele, do "ganhar asas", e do meu também! Alegro-me, pois sei que, em todas as fases -- permeadas por saudades e novidades -- não estarei só: estarei com ele, comigo e com a mãe dele. Sim, porque a partir da chegada dele em minha vida, deixei de ser UMA e passei a ser DUAS. E ambas seguem acreditando que o sentir falta é algo inerente ao ser humano, o tempo todo, e a prova disso é que, dentre tantas coisas, senti falta de vir aqui, neste cantinho, compartilhar minhas experiências e impressões, como mãe, com vocês, e aqui estou, de volta! E que seja pra ficar! E que tenhamos sempre do que sentir falta... 

(Andreia Dequinha - mãe de Miguel, um rapazinho de seis anos e meio)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Saudades do que ainda não se foi...



Um sábado qualquer de 2005.

9h- Ela se levanta, se espreguiça na cama e se levanta calmamente. Vai ao banheiro, onde toma um banho tranquilo. Arruma os cabelos, faz uma maquiagem suave e vai preparar o café
9h45- Com o marido, tomam o café da manhã: mamão, leite, café, queijos.... Planejam como será o dia: ajeitar a casa, sair para o almoço, shopping, cinema, diversão...
10h- Eles arrumam a casa. Cada um cuida de uma tarefa e rapidamente tudo está pronto.
11h30- Ela assiste na TV a episódios de séries americanas favoritas. Fica cansativo, então vai ler um livro.
12h- Arrumam-se e vão ao restaurante, onde provam tranquilamente seus pratos, acompanhado de muitas conversas sobre os planos futuros.
14h- Que tal um cinema? Pode ser... Mas já vimos aquele e aquele e aquele... Só sobrou aquele outro.... Tudo bem.... Vamos assisti-lo mesmo que não seja do nosso tipo preferido!


Um sábado qualquer de 2015.

05h- Ela acorda com o som de um choro. É automático. Já pega a bebê, que também automaticamente procura pelo seio. Meia hora depois, a criança, já saciada, dorme. Ela até tenta dormir novamente, mas desperta porque o pensamento está nas coisas que tem para fazer.
6h- Ela lava louça do dia anterior cuidadosamente para não acordar ninguém. Coloca roupas na máquina. Vê algumas roupas em uma pilha para serem passadas. Desamassa algumas, pois lembra que ele disse que já não havia mais roupas no cabide e a maior reclamou que não tinha mais calças nas gavetas.
7h30- Lembra-se de que não tomou café. Prepara-o, mas a mais velha acorda e pede ajuda para ir ao banheiro. Arruma o cabelo, ajuda-a com a troca de roupa e se lembra de que ela mesma ainda está de pijamas. Tenta trocar, mas a mais nova acorda novamente.
8h- Ele troca as fraldas, mas quem tem o alimento é ela. Ainda de pijamas, coloca a menor para mamar, senta-se com a xícara de café e observa a maior tomando seu leite, ajudada por ele. Os quatro na cozinha. Ele a ajuda, cortando o pão e passando manteiga.
9h30- Eles vão brincar na sala. Ela tenta arrumar a cozinha. Ele tenta arrumar a cama. As crianças querem atenção. Mais uma vez a louça fica na pia e a cama desarrumada porque brincar e estar com elas é o que importa.
11h- Preparam-se para ir ao shopping. Lenços umedecidos, fralda, brinquedo, troca de roupas, colher... Um mundo em uma bolsa! Primeiro, ela arruma a bebê e ela distrai a maior. Depois, ela ajuda a maior e ele fica com a menor. Então, ele se troca e ela fica com as duas. Por último, enfim, ela se troca. Saem.
12h30- No shopping, ela fica em uma mesa, enquanto ele compra a comida das crianças. Depois, ela alimenta as crianças e ele compra a comida do casal. Ele assume a alimentação das meninas, para ela comer. Então, ela distrai as meninas e ele almoça. Assim mesmo: cada um em um momento, senão, não é possível comer.
13h30- Filme? Nossa... Nem lembro a última vez que fomos ao cinema... Que filme é aquele? E aquele? Nem sabia que aquele existia... Vamos à área de brinquedos?

Esses são apenas fragmentos de dois momentos distintos da vida. Um sem filhos e outro com.

De um para outro, mudam-se a quantidade de pessoas, as atividades, a dinâmica. Um, é tranquilo, estático e planejado. O outro é rápido, cheio e com imprevistos...

De ambos há coisas para se sentir saudades: de um, a calmaria, o tempo para se fazer tudo tranquilamente, de se planejar e realizar. De outro, a correria (sim, é difícil, mas dá saudade) os momentos juntos, a amamentação, as brincadeiras, a alegria de ver outros felizes com algo simples!

Procuro viver intensamente cada momento porque tenho consciência de que vida muda. A rotina que vivo hoje provavelmente será diferente daqui a algum tempo. Já percebi isso porque tenho duas filhas e de uma para outra vi que muitas coisas não voltam.... Também sei porque os avós nos relatam o quanto sentem falta da rotina com filhos.

O bom de se ter mais filhos é isso: poder reviver aquelas situações mágicas, para quais não dávamos valor ou não tínhamos consciência de que passariam tão rápido na primeira vez. E poder aproveitá-las ao máximo, com um sorriso bobo e sob olhar de quem acha que você é louca...

Vale lembrar de que nem tudo são flores. Claro! Há momentos em que penso que vou enlouquecer? Sim. Mas sei que tudo passa. E posso, no futuro, sentir falta até disso! Para mim, tudo está no pacote “TER FILHOS”, que escolhi receber e que preenche o meu coração.

(Nina Marinho, mãe da Mari e da Analu)

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Saudades que eu sinto...

Se eu falar que não sinto saudades de antes da maternidade, eu estaria mentindo. Saudade principalmente dos banhos demorados e do sono profundo. Porém, se me perguntarem se eu gostaria de voltar para o passado,  minha resposta é com certeza: NÃO!

Junto com a maternidade vem uma responsabilidade muiiito grande, você passa a viver não para você, e sim pelo seu filho ou filha, no meu caso, pelo Alberto. Tudo que a gente faz, tem um peso enorme nas vidinhas dos pequenos, então tem que ser tudo muito bem pensado.

Então, voltando ao assunto...

Há muitas coisas das quais sinto saudades... Vou citar algumas coisas que tenho certeza de que muitas mães vão concordar comigo.

A saudade que sinto de antes da maternidade não se compara à saudade que sinto de quando ele cabia no meu colinho; não sei se por eu ser pequena ou por ele ser grande, ou talvez os dois. Era gostoso sentir o peso dele sobre meu peito, sentir os batimentos do seu coraçãozinho, ouvir sua respiração e sentir seu abraço. Hoje está um homenzinho, com 5 aninhos, mas, ainda assim, eu arrumo um jeito de dar um colinho, mesmo acabando com minha coluna. (risos)




Sinto saudade também do "monstrinho" que ele fazia, não há monstrinho mais bonitinho!

E uma das maiores saudades que sinto é de amamentar! É uma das coisas mais lindas da maternidade... Seus olhinhos me olhavam com tanta ternura, com tanto amor, como se eu fosse a única pessoa no mundo, e eu sei que naquele momento, eu era; pelo menos a única que importava! Sinto saudades das pegadas nos dedos enquanto mamava, nos cabelos, no nariz, na boca... às vezes até doía, mas mesmo assim sinto saudades. (risos)




Mas, apesar de tanta saudade, é lindo ver seu crescimento e seu desenvolvimento. Sempre estarei ao seu lado aplaudindo suas vitórias, suas conquistas, seus avanços, e apoiando quando tiver dificuldades em qualquer coisa. E peço sempre a Deus que continuemos amigos assim, pra vida toda!


Meu amigo, companheiro de todas as horas!

(Rosimery Areas- Mão do Alberto, de 5 anos)

sábado, 13 de fevereiro de 2016

A falta que me faz...

Vou começar o texto de hoje com uma simples pergunta: “ Como você era antes de ter filhos?” Pois bem, essa singela pergunta traz algumas memórias. Recordações de como era a nossa vida antes de gerarmos outra vida. Eu, particularmente, quando me recordo dessa época, confesso que, em certos aspectos, eu não me reconheço mais.

Sempre me diziam que quando nasce uma criança também nasce uma mãe, e essa afirmativa nunca foi tão significativa para mim até o dia em que eu me tornei mãe. A partir daquela data eu pude compreender o que, de fato, aquela frase representava. Desde então, minha vida mudou da água para o vinho, tanto o meu dia a dia quanto eu mesma. Uma vez que quando nos tornamos mães despertamos um lado antes desconhecido. Eu, por exemplo, obtive qualidades que antes eu nunca pensei que fosse ter. E digo uma coisa para você - eu nunca fui tão completa. 


Hoje a minha vida nem se compara com a vida que eu tinha antes. É claro que o dia passa a ser mais corrido, com mais tarefas para se realizar. Tem horas que achamos que ter um clone até seria uma boa ideia para dar conta de tantas coisas a serem feitas. E talvez sejam nessas horas que bate uma certa falta de quando nós tínhamos o tempo só para nós. Que as preocupações não eram tão grandes, afinal, nós não éramos responsáveis por mais ninguém além de nós mesmas. Que um banho poderia demorar o tempo que fosse necessário. Afinal, só quem é mãe sabe quão precioso é poder se banhar com calma, sem ter que sair correndo no meio do banho, toda ensaboada, só porque o nosso filho está chorando. Coisas de mãe... 

Atualmente eu não me pego olhando para trás, pelo contrário, procuro aproveitar ao máximo a oportunidade que eu tenho hoje, apesar de certos momentos, em que o estresse fala mais alto, eu desejar mais do que tudo um pouco de silêncio. Aquele silêncio só nosso, em que não vão ter interrupções ou choros, aquele momento em que podemos organizar os nossos pensamentos e ficar, realmente, um pouco, só em silêncio. Acredito que essa seja a minha maior “saudade”, porque, de resto, a maternidade só veio para me acrescentar. Hoje eu vejo que sou muito melhor do que antes eu um dia fui, que o meu dia a dia nunca foi tão animado, que os meus compromissos nunca foram tão definidos, e que as minhas horas livres nunca foram tão bem aproveitadas. Agora eu sei como alguém pode, sinceramente, mudar a sua vida. Modificar para melhor para o nosso melhor. 

Sendo assim, se me perguntarem hoje do que eu mais sinto falta, a minha resposta com certeza será: “ Um dia eu sentirei falta do barulho do desenho na televisão, das cantigas de roda, dos pequenos ensinamentos, dos brinquedos jogados pela casa, das pequenas/grandes conquistas, das primeiras palavras, das fraldas, dos sonos velados das mamadeiras.. Sentirei falta do meu bebê. Por mais que ele nunca deixe de ser o meu filho um dia ele não vai depender mais tanto de mim, não será mais a minha criança e serão desses detalhes que eu mais sentirei falta”. E acredito que você também!



Um beijo no coração!

(Alline Lyra - mãe do pequeno Matheus)