quinta-feira, 14 de julho de 2016

Eles não têm padrinhos!


Meus filhos não têm padrinhos, porque não foram batizados quando eram crianças. Várias passagens bíblicas enfatizam o quanto o Batismo é um assunto importante, mas creio que ele está relacionado a uma decisão, a uma entrega voluntária, quando alguém decide vivenciar esse momento, conforme o desejo do seu coração. Bem sabemos que a obra é de Deus, mas os corações e as vontades são individuais!

Algumas igrejas evangélicas costumam fazer a apresentação de um bebê ao Senhor, como um ato de gratidão, um momento de alegria inexplicável! Esse ato não tem o caráter de um Batismo, é apenas um compromisso da família em apresentá-lo à igreja e aos amigos, pela alegria de saber que esse bebê crescerá nos ensinamentos do Senhor, que os pais darão àquela criança uma orientação sobre o caminho em que deve andar.

Quando Moisés resumiu a vontade de Deus para os israelitas, nas últimas semanas de sua vida, ele disse: "Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te". (Deuteronômio 6:6-7). Foi isso que fiz pelos meus filhos: ensinei, mostrei a direção, mas o poder de decisão não me pertence, são eles que vão fazer a escolha, já que são livres para decidirem pelo Batismo, quando sentirem esse desejo.

O Mateus já fez essa decisão, há quatro anos e, na verdade, até achei muito cedo, mas foi uma escolha dele, eu não podia interferir. Quanto ao mais novo, ainda não fez essa decisão... Mas é por isso que a Bíblia diz: "Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo o propósito debaixo dos céus." (Eclesiastes 3:1)

O Batismo é um grande privilégio, um mandamento do Senhor, e vai muito além de escolher alguém que possa estar presente na vida de nossos filhos quando não pudermos estar; trata-se de um compromisso com Deus, uma aliança. É preciso lembrar que religião não salva ninguém! Deus é que faz a nossa vida ser grandiosa! O importante é a alegria e o privilégio de estar junto aos nossos filhos para que eles sintam segurança ao tomar suas decisões, principalmente aquelas que marcam a nossa vivência familiar e a nossa intimidade com o Criador.

(Maria José - mãe de Mateus e Elias)

9 comentários:

  1. Maria José, admiro a sua forma firme, verdadeira e meiga de agir e de expressar-se nos textos, mantém os seus valores e ao mesmo tempo respeita e aceita as diversidades. Como seria se todos pensassem iguais?
    A própria gravidez já é uma bênção por si, pois só Deus permite a vida de qualquer ser e só ele pode abençoar, portanto quando alguém diz " Deus abençõe"!, é uma afirmação de que somente Ele possui esse poder.
    Padrinhos são, na verdade, alguém que confiamos, gostamos e convidamos a acompanhar o crescimento dos nossos filhos, dando-lhes atenção especial. É um compromisso feito com o coração, não há obrigatoriedade, há apenas boa vontade e carinho. É mais alguém, além dos pais, que nossos filhos poderão contar.
    Mesmo com todos esses benefícios, nem sempre os pais consideram necessários, visto que há parentes e amigos que fazem o papel de padrinhos, mesmo sem ser. Essa decisão é de cada um, de acordo com os valores, a criação, a necessidade. Qualquer resposta a isso deve ser levada em conta, visto que os pais sabem qual a melhor forma de educar os seus filhos.
    Eu, por exemplo, tenho cinco afilhados: Bruno, Cristiano, Paulinho, Gabriela e Lucas. Este último, decidiu por ele mesmo que era meu afilhado porque sente grande carinho pela família, existe entre nós um vínculo afetivo familiar, embora os pais dele e eu sejamos amigos. Mas eu acompanhei toda a trajatória da mãe dele desde solteira, namoro, casamento, gravidez... Portanto, ninguém da família esteve tão efetivamente na vida deles como eu. Eles são evangélicos e eu católica, mas pode acreditar que ela (chama-se Regina) é a minha maior amiga. Eu fui ao batizado dele na igreja evangélica e gostei, foi muito bonito e significativo. Eles sã bem atuantes na igreja: ele faz parte do grupo de jovens que tocam durante as orações, os pais (Regina e Edvaldo) têm funções internas também. Eu, várias vezes, participei de trabalhos na minha igreja, vou à missa também e procuro seguir as normas. A diferença das religiões não interferiu em nada.
    Seus filhos são muito bem formados e educados. Vc é uma mãe muito atenta, carinhosa e os conduz no melhor caminho. Dá para ter uma ideia pelos relatos que vc faz. Na verdade, padrinho foi algo que não lhes fizeram falta. Eles têm pais, parentes e amigos. Não há compromisso maior do que o dos pais.
    Parabéns pelo lindo relato cheio cheio de fé e respeito.

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  2. Que lindo todo esse carinho com os seus afilhados, isso não tem preço! Isso é amor!!! Realmente o melhor que pode existir entre as pessoas, é o respeito, a amizade, o amor, independente de religião, eu tenho afilhados da época em que eu era católica e eles me tratam com o mesmo carinho de sempre, e todas as vezes que vou ao RN, vou visitá-los e eu sinto um carinho imenso da parte deles, isso é muito significativo. Além disso, tem um amigo dos meus filhos que mora com a gente, desde o ano passado e ele trata a gente como se fosse a família dele, a mãe mora em São Paulo e o pai mora aqui na mesma cidade, mas ele prefere morar com a gente, uma vez ele me disse através de uma mensagem em um agradecimento no final do ano passado, que pela primeira vez na vida dele soube o que é ter uma família de verdade! Isso não tem preço. Eu o trato como filho, o que compro para os meus filhos, compro pra ele também, aliás estou esperando uma oportunidade no blog para falar sobre ele, meu filho do coração!
    Obrigada Zizi, pelas lindas palavras! Na verdade, é encantador a maneira que cada um tem de conduzir as coisas da forma que acredita, isso é o que torna tudo muito mais agradável. O importante é a união de pessoas que se encontram, que dão certo, independente de religião! E viva o AMOR!!!

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  3. Pura verdade: temos filhos de coração, irmãs e irmãos de coração, pais de coração, afilhados de coração...etc... O amor fala mais alto do que as convenções...

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  4. Elizabete Sampaio14 de julho de 2016 13:23

    Como sempre arrasando Maria, adorei o texto.Por questões religiosas meus filhos também não foram batizados quando eram crianças, assim que decidirem o fazer terão meu apoio incondicional.

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    1. Com certeza seus filhos também farão a escolha deles, um dia quando achar que é o momento! Isso é o mais importante, a liberdade de escolha!
      Obrigada pelo apoio e incentivo! Adorei que veio aqui comentar!!!

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  5. Lindo texto e marcante, pontuou divinamente a essência do batismo que na verdade todos deveríamos praticar... Porém vivemos em meio as convenções.
    Bjs

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    1. Obrigada pelo carinho! Acho super importante essa diversidade, cada um pensa de um jeito, cada um faz como achar melhor né!?! Muito legal isso!!
      Adorei o seu comentário!!! Bjos

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  6. Obrigada por ter explicado melhor sobre a questão do "apresentar a criança ao Senhor" que faz parte da rotina evangélica. Não me ligo naaaaaaaaaaaaaaaaaaaada a essas convenções, confesso. Acho que o povo que complica tudo, já que ter intimidade com Deus é fácil e independe de tudo isso! Por isso que achei bem legal você deixar bem à vontade os seus filhos quanto a isso de batismo... Tem que vir do coração mesmo! Por pressão tudo se torna meio chato... Tô fora! (risos)

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  7. Com certeza, que é chato mesmo essa coisa da pressão, por isso deixo-os livres para escolher! É assim que tem que ser, cada ser é individual, e com o seu poder de escolha!...
    Obrigada por comentar, adorei!!!

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