domingo, 10 de julho de 2016

Mãe tem cheiro de vida!


Por vários motivos (que hoje prefiro não relembrar) só tive a oportunidade de conhecer as delícias do amor materno recentemente...

Admirava minhas amigas, sempre tão próximas de suas mães, e sempre me perguntava o que teria feito para não merecer tudo aquilo.

Abraços, carinhos, colo, sorrisos, conselhos, tudo isso me foi negado durante anos, mas felizmente eu sobrevivi, e hoje tento, juntamente com minha mãe reconstruir uma relação que, por natureza, nunca deveria ter sido rompida...

Acredito que ela também viveu esse tipo de relação, e apenas reproduziu comigo esse modelo familiar.

Quando descobri que seria mãe, jurei que nunca faria com meus filhos a mesma coisa, poderia até pecar por excesso, mas a cada segundo de minha vida eu demonstraria o quanto os amava, os protegeria de tudo e de todos, custasse o que custasse!

Ensinaria a eles o quanto é importante dizer que se ama, o quanto um abraço pode fazer por nós, o quanto um olhar pode aliviar nossas dores e cicatrizar nossas feridas...

Até hoje não há um dia em que eu não diga o quanto amo todos eles, não há um dia em que não lhes perturbe com abraços, beijos e que não queira saber o que aconteceu com eles...

... Porque eu sei que mãe deve ter cheiro de amor, carinho, segurança e alegria. 

Mãe deve ter cheiro de cumplicidade, força, garra, coragem e fé... 

Mãe deve ter cheiro de vida!
                      
                             (Elizabete Sampaio - mãe de Caíque Gabriel, João Pedro e José Miguel)

5 comentários:

  1. Muito sincero, Elizabete! Aquilo que possivelmente não foi um mar de rosas, você aproveitou para enfeitar com um toque especial e tornar a maternidade naquilo que realmente teria que ser em todos os sentidos, só amor, carinho, ternura e satisfação em compartilhar tão cheirosos sentimentos... Cheiro de vida!! Adorei seu texto!!
    Obrigada por compartilhar com a gente esses sentimentos tão marcantes, tão cheirosos!!!

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    1. Elizabete Sampaio10 de julho de 2016 16:45

      Obrigada Maria,adorei seu comentário.

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  2. Elizabete, muito me identifiquei com o seu texto. Sempre achei o máximo aquela mãe que tb é amiga, confidente, e que eu via quase sempre ocorrer com minhas amigas. A minha não é assim, nunca foi. É uma pessoa rude, que não é muito afetuosa (a não ser com o meu filho), difícil de se lidar, que não aceita crítica nenhuma, que não acha que erra, que não pede desculpas nunca na vida, que até pragueja e, com isso, magoa. Penso que a gente deve aceitar a pessoa como ela é, mas mantendo a distância necessária para a gente não se ferir tb... afinal, ninguém é saco de pancadas, né? Nem em se tratando de mãe...

    No caso da minha mãe, veio sim da criação... pois todos da família dela são assim... minhas primas fazem as mesmas reclamações das suas mães... Impressionante!

    Se isso ainda passaria para a minha geração, não sei, só sei que eu me policio para ser bem diferente dela, em muitas coisas, embora me pegue, como comentei no meu texto, reproduzindo algumas...

    Parabéns por ser essa mãe carinhosa com seus filhotes! Senti o cheiro do carinho daqui... e tb imagino que tenha se emocionado ao abrir seu coração neste post pra falar de sua mãe... Um beijo!

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    1. Elizabete Sampaio11 de julho de 2016 13:24

      Que legal que tenha gostado, nem sempre é fácil, nem confortável expor nossas feridas, mas com o tempo aprendemos que não há como se livrar delas, e muitas vezes é preciso aprender a conviver com elas e se possível extrair algum aprendizado...Eu acredito que todo sofrimento de alguma forma nos ensina algo, toda dor de alguma forma nos torna pessoas melhores.Luto constantemente para transformar minha dor em aprendizado,não é fácil, mas essa foi a minha escolha.

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  3. Que texto lindoooo!!! Emocionante, doloroso, verdadeiro!!
    Seu texto me tocou profundamente...a princípio fiquei sem palavras, depois decidi comentar. Sua dor me fez emocionar, meus olhos se comoveram...
    Mãe também é um ser passível de falhas? Por que não? Penso que todas as mães fazem o que elas acreditam ser melhor no momento, entretanto nem todas se colocam no lugar dos filhos para perceber o que realmente eles precisam. As marcas dolorosas acompanham a vida toda dos filhos, quando há uma falha grave referente aos pais.
    Embora o erro seja fato e não possa ser mudado, há uma forma de torná-lo menos doloroso, quando se recomeça algo de forma diferente, corrigi-lo não vai, mas refazê-lo talvez..... Vale a pena tentar...

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