segunda-feira, 3 de abril de 2017

A ultra marcante!

Nooooossa! Me lembro desse dia como se fosse hoje! Era dia 16/08/201!
Após passar por um susto enorme no dia anterior, com sangramento e ausência de batimentos na emergência do Hospital da Mulher, devido à minha quantidade de banha, eu entrei em pânico, pois o que eu mais havia sonhado em minha vida  poderia estar morrendo.
Corri no outro dia e só tinha uma vaga no Sindicado em Arraial do Cabo, fui correndo para lá. Nessa época, minha cunhada ainda estava viva e guardou o lugar para mim, mas ninguém ficou comigo para fazer o exame (me senti só, largada, por tudo e por todos, sem minha mãe para estar comigo). Fiquei lá esperando a minha vez, ansiosa, parecia que o dia não acabaria e que aquela hora de ser atendida jamais iria chegar.
Pronto! O médico me chama e lá vou eu! Entro na sala olhando tudo, com um medo enorme! O médico, frio, manda eu me preparar (e com aquele bendito roupão que não me cabe) e me deitar (o que nos separava era aquele biombo de tecido velho, com aparência de sujo). Ele inicia a ultra!

Nessa altura do campeonato eu já nem sentia nada... as esperanças já tinham ido embora... meu pequeno havia me deixado e apenas convivemos um mês (embora ele já estivesse com três meses): nada mexia, nada sentia, só cólicas fortes, e eu ali sozinha, sem uma mão para segurar...

Eis que, do nada, escuto uma barulhada sem tamanho e o médico diz: -- É O CORAÇÃO DO SEU FILHO! Eu chorava de soluçar e, mais uma vez, sozinha, aliás, sozinha não: estávamos eu, Deus e meu pequeno ainda ali! Que som lindo! A melodia mais encantadora que eu jamais ouvi na vida, pois me mostrava que ele estava ali, o meu menino, o meu remelento (como eu o chamava), o meu pequeno LG... que lutou bravamente para se manter ao meu lado.
E assim se seguiram mais algumas ultras, todas emocionantes, pois cada ida à obstetra era um suplício, pois não ouvia o batimento por conta da minha gordura e lá ia eu correndo para as ultras... às vezes acompanhada e em muitas sozinha, mas eu ia feliz, já que eu carregava o meu bem maior no ventre e não precisava de mais nada, de mais ninguém!

 (Elizabeth Oliveira - mãe sempre sonhadora do Luis Gustavo)

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