sexta-feira, 10 de junho de 2016

Pirraças e mais pirraças...

Primeiramente quero agradecer e dizer que estou muito feliz pela oportunidade de poder compartilhar com vocês, neste blog maravilhoso, as minhas experiências maternas!



Sou mãe de três crianças. Tenho trinta e três anos. Posso afirmar que sou abençoada, pois meus filhos fazem a diferença na minha vida e não consigo imaginar o meu dia-a-dia sem eles, já que são os protagonistas da minha doce trajetória como mãe e são eles que tornam o meu viver mais alegre, mais encantador! Mas que mãe nunca passou vergonha com as birras que eles aprontam em público?!? Vivenciei alguns episódios e vamos a eles:

A minha filha Renata foi a mais difícil de se lidar quando criança. De um aninho até quatro anos, fazia birras quase todos os dias, acho que por ser a primeira e por eu tê-la tido aos vinte anos, não sabia muito bem como educá-la. Todo lugar em que a gente ia, ela fazia birras! Numa viagem que fizemos juntas, com apenas um aninho, ela chorava o tempo todo, eu nem conseguia jantar, as pessoas tentavam ajudar, mas não tinha jeito. O mais difícil foi controlar dentro da igreja: ela corria, gritava, chorava, atrapalhava os cultos e às vezes as pessoas falavam e eu acabava descontando nela toda a minha raiva, mas graças a Deus tudo isso passou. Hoje ela é a mais tranquila da casa, me ajuda com o serviço doméstico, cuida das crianças e é muito quieta, tranquila... Muito especial a minha Renata! Eu conto as birras que ela fazia e a gente dá risadas juntas. (risos)

Depois veio o Nathan, hoje com seis anos. É um menino super tranquilo, mas aos quatro anos fui ao  supermercado com ele e levei o dinheiro contado para comprar margarina e ele queria um Danone, aí eu falei que depois eu dava, mas ele não me ouviu e  saiu puxando a minha roupa do freezer até ao caixa! Passei a maior vergonha, porque as pessoas me olhavam! Ao chegar em casa, dei-lhe umas varadinhas,  conversei e funcionou: nunca mais fez birras no supermercado!

Mas  o Jonathas, o de três aninhos...!! Ah!! Esse é o rei das birras!! Há poucos dias fui ao correio, justamente quando o sistema saiu do ar, e era o último dia pra fazer o documento das crianças. Fiquei umas duas horas esperando o sistema voltar, daí ele começou a pular na cadeira, jogar minha bolsa, derrubou meu celular, jogou o chinelo pra cima, e caiu por trás do balcão  do atendente. (risos) Foi complicado, pois eu falava e ele não me ouvia! Um rapaz balançou a cabeça e só olhava. Foi difícil aquele dia! Entrei na loja ao lado enquanto isso, e lá ele bateu na vitrine de vidro, peguei pelo braço e apertei, ele chorou e disse que não gostava mais de mim, voltei pra casa séria, e ele disse: “mãe, eu gosto de você"; "mãe, eu te amo”...  Querendo me enganar. (risos)

Ao chegar em casa, olhei bem no olho dele e conversei, pedi para que ele  nunca mais fizesse isso com a mamãe! Essa foi a pior vergonha que passei, mas, na maioria das vezes, ele é bonzinho, carinhoso, sempre está por perto!!

Graças a Deus não tenho muito problema em ir ao supermercado, levo os três na tranquilidade, eles pedem alguma coisa, eu digo  não, e eles quase sempre entendem...

Eu amo ser mãe, amo cada um com seu jeitinho especial de ser. Com o tempo, fui pegando experiência, um jeito mais tranquilo de educá-los, de  ensiná-los. Cuido delese sem estresse, e ainda cuido de mais uma menina, minha sobrinha de sete aninhos. Agradeço a Deus todos os dias por eles! Ser mãe é ter uma experiência nova a cada dia...

                                                                     
   (Gilmhara Soares - mãe de Renata, Nathan e Jonathas)

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Pirraça e suas marcas


Se fôssemos dividir a nossa vida em dois momentos proporcionais às relevâncias dos fatos, sem dúvida seria antes e depois de ser mãe. Essas duas experiências significativas resumem o trajeto linear representado pelas fases de criança à adolescente e de adulta à mulher.

Desde bem cedo, aprendi que os triunfos não estavam associados às chantagens emocionais e muito menos às birras ou pirraças. Ainda que não concordasse, nunca atropelei uma determinação dos meus pais porque eu era apenas uma gota em meio àquele poço de sabedoria e de amor.  Tinha muito que aprender antes de tornar-me sujeito das minhas decisões.

A princípio, como filhas, vivemos sob condições impostas, um espécie de liberdade guiada pela sabedoria dos pais, para o nosso próprio bem,  quer concordemos ou não (só descobrimos isso anos mais tarde).

Depois que os papéis se invertem, sentimos o irrecusável peso da responsabilidade tocar-nos as costas e, de mansinho, estabelecer-se definitivamente em nosso ser.  O relógio inicia, então, a contagem do tempo: é hora de colocar em prática os ensinamentos que tivemos para melhor guiar, orientar, educar nossos filhos.

Ninguém nasce mãe, é um processo que ocorre junto com a gestação e vai amadurecendo no dia-a-dia. A vontade de aprender e fazer tudo da melhor forma possível supera a habilidade para tal. Por isso, impossível evitar algumas gafes quando se deseja encarar, de fato,  a maternidade.

Flechada pelo Cupido, aos 20 anos assumi o matrimônio dando início a outra etapa da vida que já dura 34 anos e que  floresceu  com a chegada dos filhos e depois,  dos netos.

Com a chegada dos dois rebentos, meus dias estavam plenamente preenchidos, dois olhos mal conseguiam  acompanhar  o ritmo das peripécias de ambos. Danilo, movido pela curiosidade, carrega consigo a medalha de ouro da teimosia. Patrícia, que nunca gostou de papel subordinado, merece o troféu da argumentação.

Danilo escutava todos os conselhos, mas só seguia aqueles que iam ao encontro dos seus objetivos, ou seja, nenhum! Foi assim que quase se perdeu numa multidão;  queimou a mão em uma fogueira de São João; conheceu a sensação desagradável de um choque elétrico ao mexer numa tomada, sentiu nas mãos o calor de um ferro elétrico ligado, tomou várias ferroadas de abelhas, ficou preso dentro do capô de um  veículo portando a chave,  etc. Todos esses inevitáveis incidentes na infância e parte da adolescência foram consequências de sua clássica desobediência. Como adulto, menos inconsequente e mais cauteloso, surpreendeu pela dedicação e senso de responsabilidade ao lidar com suas obrigações e escolhas. Porém, a teimosia ainda mostra suas garras, preferindo, muitas vezes, aprender com os próprios tombos.

Patrícia, com poucos meses de vida, descobriu uma forma infalível de persuasão que a acompanhou durante alguns  anos e quase nos enlouqueceu: ela não podia ser contrariada de forma alguma que perdia o ar e passava mal. Tinha que ser socorrida às pressas, jogada para cima, sacudida, soprada. Imagine o desespero meu e de todos da família com medo que acontecesse o pior. Algumas pessoas afirmavam que aquilo era encenação dela, ou seja, pura manha,  e que eu deveria dar uma palmada para assustá-la. Não concordei com essa ideia e preferi seguir a minha intuição e os conselhos médicos: quando ela ameaçasse perder o ar, eu deveria sair de perto e observar de longe, sem que ela me visse. Dessa forma, caso precisasse eu poderia socorrê-la. Quando percebeu que aquela cena repetitiva já não provocava tanta atenção, aos poucos, ela parou. Até hoje eu não sei explicar com exatidão o que acontecia com a minha pequena ou qual a natureza daqueles dramas... Talvez aquela reação estivesse relacionada ao forte temperamento dela que se manifestou de formas diversas e marcantes em outras tantas cenas da vida...

Dois filhos, dois mundos que eu amo igualmente de forma incondicional e me delicio ao rever suas histórias de traquinagens, confusões, ações e reações que,  aos meus olhos,  virou uma canção cujas notas perpetuam docemente dentro deste coração materno que pulsa por eles...

(Zizi Cassemiro, mãe do Danilo e da Patrícia; avó do Gabriel e do Johnny)

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Não foi uma pirraça marcante, mas...

Durante algum tempo moramos na chácara, pertinho da cidade, um lugar muito tranquilo, onde os meninos passaram quase toda a infância. Nas nossas idas e vindas do supermercado, da escola, da padaria, da casa da minha sogra, sempre aconteciam coisas engraçadas, como corrida dos meninos pelo pasto, subir no capô do carro de uma porteira até a outra porteira e outras coisinhas mais. Era muito divertido!

Em alguns desses momentos, percebi que o Mateus não queria descer do carro quando chegávamos em casa. Era uma confusão porque não queria descer de jeito nenhum, não sei o que ele achava de tão interessante lá dentro. O fato é que, um belo dia, chegamos meio atrasados para fazer o almoço, porque eu e o pai deles tínhamos que trabalhar e resolvemos almoçar na minha sogra. Chegamos e nem entramos, pois a casa da  minha sogra era  pertinho, nem precisava ir de carro, mas o Mateus insistiu em ficar dentro do carro! O pai tentou, com muita calma, tirá-lo de lá, mas foi inútil, ele começou a chutar o pai, com muita pirraça. Fiquei só observando! Pensei que se o pai não fosse tomar uma atitude, mas ele agiu, pegou uma varinha e deu-lhe umas boas varadinhas nas pernas (foi a única vez que o pai bateu nele). 

Sobre a pirraça do Elias, foi da vez em que ele apanhou muito de chinelo, isso porque o mandei tomar banho e ele reagiu inesperadamente com pulos e choro, de pura birra. Essa foi a vez que reagi com muita fúria e o marquei todinho!

Tirando esses pequenos episódios comuns na nossa trajetória como mãe, posso dizer que sou mais uma mãe privilegiada, por nunca ter passado vergonha com birra de criança em supermercados ou qualquer outro lugar. Procurei criar os meninos ensinando-os a ter autonomia para lidar com os nãos da vida, justamente para evitar que cenas indesejáveis pudessem acontecer  no meio de uma plateia. Com certeza  uma das tarefas mais difíceis da educação dos filhos. Dá trabalho impor regras, isso exige uma enorme paciência, mas a colheita é garantida!

"Grandes coisas o Senhor tem feito por nós e por isso estamos alegres." (Salmos 126:3)                                                                                            
 (Maria José -  mãe de Mateus e de Elias)

terça-feira, 7 de junho de 2016

Quase pirracinhas

Já tentei me lembrar de alguma pirraça que Miguel tenha feito e que tenha me marcado de forma especial. Não encontrei. Aí tentei mudar a busca em minha mente, procurando um episódio de birra dele que eu tenha presenciado. Nadinha também. Foi aí que eu percebi que, mesmo às vezes reclamando taaaaaanto de que ele é levado, eu sou muito injusta com o meu filho, isso sim! 

Ao contrário de muitas mães, nunca passei vergonha com ele gritando no supermercado querendo que eu levasse alguma coisa que eu não podia, nem com ele se esperneando numa loja de brinquedos porque eu não ia levar o que ele tanto queria. Também nunca me respondeu de forma atravessada na frente de ninguém e muito menos foi grosseiro com alguém na minha frente, nada disso. Nunca o chamei pra vir embora de uma festinha ou até mesmo da pracinha e ele fez escândalo! Sempre veio na hora, ainda que com uma tromba imensa, o que eu acho super natural. 

O máximo que ele faz (mesmo assim raramente) é chorar e sair pulando pela casa quando eu prometo algo há dias e por alguma razão não posso cumprir. Isso sim o irrita profundamente! Até aí também acho super normal. Uma criança como outra qualquer, com reações esperadas. 

Para não dizer que eu não tive nada pra contar, relacionado à pirraça, vou citar duas quase-pirraças de quando ele ainda era bebê. Sempre fazia cena na hora de tomar Protovit (ou Vit Vit, como ele falava), ou remédio de verme (odeia até hoje), e na hora de fazer nebulização (coisa que hoje em dia faz numa boa e eu até estranho). Outra foi o primeiro estresse, de fato, dele. Tinha acabado de aprender a andar e adorava perambular pelo quintal, na época em que tínhamos muitas plantas por aqui. Pegava todo dia um solzinho gostoso. Mas num certo dia cismou de querer pegar mais do que o sol: tentou arrancar as plantinhas da vovó. Não deixei. Briguei, bati na mão. Foi a primeira vez que o vi magoado, conscientemente. Chorou (e eu também, discretamente), mas um segundo depois já queria rir, com minhas besteiras. Foi uma mistura curiosa de sensações da qual eu nunca me esqueci (nem a foto deixaria!).


Acho que Deus foi bem generoso comigo ao me dar o Miguel, e desse jeito, pois sou estressada e irritada ao extremo, nunca escondi nem escondo isso dele, e não sei, sinceramente, o que faria se ele fosse pirracento, do tipo que faz a mãe passar vergonha mesmo, na rua. Penso que eu o deixaria pra trás, fingindo que nem conheço, ou então lhe daria uma puta surra, com motivos suficientes para fazer um escândalo ainda maior. Não sei. Nem quero. Não tenho mesmo a menor paciência. Nem estômago. Deus sabe disso e quis, com toda a sua misericórdia, me poupar. Sou grata. Muuuuuito grata. 

(Andreia Dequinha - mãe do nada pirracento Miguel)

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Tantas histórias em tão pouco tempo

Nesse lindo universo de ser mãe aos 40, me pego às vezes pensando em suas manhas e fico tentando descobrir os porquês! São tantas as novidades que eu, velha e rabugenta, fico proibindo, enquanto ele somente quer descobrir as coisas, já que a vida, nesta fase do LG, é um mundo cheio de atrativos e que nós, mais velhos, vamos nos esquecendo disso e apenas parecemos nos lembrar de dizer o famoso NÃO.

Ele é bem birrento, por natureza, e nem poderia ser diferente, afinal, é meu filho, então quem sai aos seus... (risos) A pirraça dele que até agora me marcou (muito até, por sinal), foi quando saí com o pai dele durante o dia, o deixei dormindo e pedi à minha prima para ficar com ele. A casa caiu quando acordou e não nos viu! Minha prima relatou o ocorrido e eu também achei as provas espalhadas pela casa. Foram choros constantes que fizeram várias pessoas tentarem acalmar a ferinha, que rapidamente pegou minhas roupas e saiu espalhando tudo pela casa. Não satisfeito, sentou na frente do portãozinho da cozinha e ficou ali empacado (ohhh dó), aí veio o tio Mineiro, o tio avó, mas ninguém o tirava dali.

Quando cheguei, achei minhas roupas espalhadas pela cozinha, ele vestido em uma blusa minha, me esperando com o sorriso mais farto deste mundo. Aí veio a dor, o medo, a dúvida de como ele ficará sem mim, como em tão pouco tempo houve esse grude que antes não existia, o que o fez se aproximar tanto de mim que me assusta, pois hoje em dia tenho ainda mais medo de partir e deixá-lo aqui...

(Elizabeth Oliveira - mãe do pequeno LG)

domingo, 5 de junho de 2016

As tantas mães que existem em cada uma de nós...

Eu já fui a mãe que chega com as unhas feitas, cabelo penteado e outfit impecável. E já fui a mãe que chega atrasada com calça de ginástica, cabelo oleoso e blusa manchada (e a mancha pode ser desde restos de comida até excressões de um mini corpo humano). 
Eu já fui a mãe que amamenta feliz, e já fui a mãe que levanta resmungando porque teria que dar de mamar. 
Eu já fui a mãe que cozinha tudo em casa, apenas com ingredientes orgânicos, e já fui mãe que pede fast food por pura e absoluta preguiça. 
Eu já fui a mãe que se voluntaria para ir ao passeio com a turma da escola, e já fui a mãe que se esquece de mandar o lanche do filho. 
Eu já fui a mãe que leva ao parquinho e inventa brincadeiras, e já fui a mãe que liga a televisão para ter sossego. 
Eu já fui a mãe que contou até 10 e manteve a calma, e já fui a mãe que tem ataques histéricos. 
Eu já fui a mãe que guardou para o filho a última e melhor colherada da sobremesa, e já fui a mãe que comeu chocolate escondido para não ter que dividir. 
Eu já fui a mãe que conta os segundos para colocar as crianças para dormir, e já fui a mãe que fica pedindo mais um beijinho. 
Eu já fui a mãe que trabalha, cuida da casa e dos filhos, e já fui a mãe que não tem forças para sair do sofá. 
Eu já fui a mãe que mantém a lucidez mesmo em situações enlouquecedoras, e já fui a mãe que grita com os filhos. 
Eu já fui a mãe que cede aos pedidos de "mais 5 minutinhos", e já fui a mãe que levou o filho embora arrrastado e gritando. 
Eu já fui a mãe que precisou de conselhos, e já fui a mãe que deu abraços apertados. 
Eu já fui a mãe que fez cabanas na sala, e já fui a mãe que fingiu que estava dormindo só para não ter que responder. 
Eu já fui a mãe que salvou o filho de um tombo, e já fui a mãe que perdeu o filho de vista em pleno parque temático. 

Eu já fui todas essas mães e muitas outras. Muitas vezes fui várias delas em um dia só. Talvez você tenha me visto no meu melhor momento, e acreditou que eu fosse uma mãe exemploar, que tem tudo sob controle. Talvez você tenha me visto em um momento ruim, e por isso pensa que sou um total fracasso. 

Pouco importa. A vida não é perfeita, nem mesmo são as mães, nem mesmo são os filhos. Todas nós já estivemos dos dois lados. Um momento, ou um dia, não define ninguém. Caso você esteja precisando saber: você é uma excelente mãe e está fazendo um fantástico trabalho. 

Por um mundo com menos dedos indicadores e mais "eu sei que é difícil!". 


(Rafaela Carvalho - Dona da página "A maternidade por Rafaela Carvalho", no Facebook)

sábado, 4 de junho de 2016

Entre librianos e virginianas, um quarteto adorável


Tenho em casa um libriano e uma virginiana. Confesso que nunca parei para olhar as características dos signos dos meus filhos, mas sempre fiz relação com outras pessoas da família que compartilham da mesma "proteção zodiacal".

Renan tem o mesmo signo do seu tio Ney, meu irmão mais velho, um exemplo de equilíbrio e determinação. Esse irmão foi meu herói na infância, pois cedo saiu de casa a fim de ingressar na Marinha Mercante.

Lembro-me até hoje de uma boneca, a Mulher Biônica, presente que me trouxe de uma das suas viagens pela Marinha a Nova York. Trocava de rosto e tudo. Uma ostentação para a época. (risos) 

A herança genética ou zodiacal, sabe-se lá, mais presente no meu filho em relação ao tio é o esforço, seguido do equilíbrio. Sempre vi meu irmão estudando. Este, conquistou uma vida estabilizada e até hoje não o vi esmorecer diante da vida. 

Pelo jeito, Renan irá pelo mesmo caminho, vive estudando, pesquisando. Faz projeções para o futuro, até por que, é consciente de que não nasceu em berço de ouro e nada lhe cairá do céu. 

A Maitê é virginiana, assim como a minha sobrinha Jéssica. A Keka, como eu a chamo de forma carinhosa, além de linda, é inteligentíssima. Uma leitora voraz, daquela que faz inveja a qualquer professora de literatura. (risos) 

Minha pequena não está fugindo à regra. Linda como a prima, deixa de lado qualquer brinquedo se você  lhe ofertar um livro . Depois de receber incentivo na escola, não passa um dia sem que eu leia, a seu pedido, pelo menos uma nova historinha. E, com todas as especificidades da hiperatividade associada ao autismo, ela para e escuta. 

Maitê é inteligente. Aprende sozinha através da observação. Começou a mergulhar em uma piscina com quase dois metros de profundidade e saiu nadando, sem que ninguém a tivesse ensinado, deixando todos os presentes boquiabertos.

Tenho alguns pedidos a Deus e aos "astros do Zodíaco". Espero que Renan continue trilhando o caminho do tio e  que seja, além de bem sucedido, uma pessoa muito feliz. Sobre Maitê, peço que, assim como o a prima, continue encantada pelo universo literário. Em minha opinião, quem lê é mais feliz. 

Findo agradecendo aos meus familiares por serem bons exemplos e rogando forças para continuar orientando a esse bom filho e determinado libriano, assim como, descobrindo as aptidões da minha sapeca e também amada virginiana.

                                                        (Mônica Jogas - mãe do libriano Renan e da virginiana Maitê)

quinta-feira, 2 de junho de 2016

A culpa não é das estrelas!


O tema da semana é realmente um desafio para mim, pois não acredito em Astrologia como sendo um manual para dizer o que somos ou o que seremos. Por isso quero começar o meu texto com a seguinte citação bíblica, presente em Gênesis 1:14-15:

"E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra. E assim foi."

Vimos em Gênesis, o livro da origem, que Deus não atribuiu ao sol, à lua e às estrelas nenhuma outra capacidade a não ser a de iluminar o céu. Não podemos esperar dos astros respostas para os nossos problemas, Por isso fica difícil acreditar que o destino de alguém está traçado ou escrito nas estrelas, as quais foram criadas para serem apenas luminares no céu.

Eu, pessoalmente, não acredito em horóscopo e, aqui em casa, nunca falamos com ênfase sobre isso. Os meninos cresceram e, só depois de algum tempo, ficaram sabendo, por curiosidade, que um deles é de Aquário e o outro, de Touro, que eu sou de Escorpião e o pai deles é de Câncer. Fiz a minha investigação e descobri que nem chegaram a ler qualquer coisa sobre o assunto.

A esse respeito sempre comentamos que as estrelas devem despertar a admiração do poder, sabedoria e infinidade de Deus. Que são usadas para manter o controle de tempo e lugar e para nos lembrar da natureza fiel da aliança de Deus. Ao mesmo tempo, reconhecemos o criador dos céus. Que nossa sabedoria vem de Deus. (Tiago 1:5) E que a Palavra de Deus, a Bíblia, é o nosso guia ao longo da vida. (Salmos 119:105)

Para finalizar, quero dizer que respeito muito a opinião de cada pessoa, que respeito muito também o ponto de vista das minhas companheiras do blog, que escreveram tão lindamente, cada uma com a sua experiência. Tudo tão doce e racional, pois é encantador saber que cada pessoa tem as suas crenças!! Isso é maravilhoso!!

Tantas formas de ver o mundo e cada pessoa enxerga o mundo do seu jeito... e isso é o que fascina neste lindo planeta: as diferenças, até porque se fôssemos todos iguais ficaríamos muito sem graça, mas vamos seguindo, cada um de nós com a missão de respeitar a opinião do outro e principalmente, nós, como mães, o desafio de transmitir aos nossos filhos aquilo que acreditamos ser bom para eles e que necessariamente não tem que ser o que eles acreditam.

                                                                                           
 (Maria José - mãe de Mateus e Elias)

quarta-feira, 1 de junho de 2016

TOURO X PEIXES: terra e água se completam



Quando estamos ansiosos pela chegada de um filho, a última preocupação levada em conta  é  a sua referência zodíaca.  O que importa,  obviamente,  é que venha saudável  e nos embriague de alegria. O signo torna-se irrelevante naquele momento, porque cada filho é um desafio novo, independente se pertence ao  elemento terra, fogo, água ou ar; muito menos se é do sexo feminino ou masculino.

A satisfação com a chegada de um novo ser se mistura à aventura em lidar com alguém cuja personalidade e comportamento são distintos daqueles que ocupavam a nossa rotina até então. E no correr dos minutos, horas, dias, meses e anos, os traços que caracterizam essa “pessoinha” (no sentido diminutivo e carinhoso da palavra) vão, aos poucos, se definindo, permitindo, assim, uma prévia do futuro adolescente-adulto que irá compor o nosso cenário e fomentar as nossas expectativas.

Criamos todos os filhos seguindo a mesma linha, embora no primeiro a inexperiência nos “engesse” um pouco mais (o medo de arriscar e ser mal sucedido é maior que a procura de prováveis soluções simples). Entretanto, cada ser é um autêntico protótipo,  único e singular cujo molde não é reutilizado. É como um livro escrito pelo mesmo autor, mas que traz um ingrediente extra no enredo que o diferencia dos demais. O nascimento é, portanto, o auge da inspiração e o prêmio maior da criação. Sentimo-nos mais completos quando somos contemplados por esse milagre da multiplicação do ser.

Em casa, essa dádiva foi marcada pela diversidade no casal de filhos: ele: Danilo, o taurino; ela: Patrícia: a pisciana. Em outras palavras: terra x água. Para equilibrar esse contraste,  entra o elemento ar da aquarianíssima Zizi, a mãe coruja que se posicionava no meio da arena para mediar os conflitos e tentar, na medida do possível, ser justa, reconhecendo em cada um o seu valor, associado aos seus direitos e deveres.

Percebi, desde que eram pequenos, diferenças significativas entre ambos: ele teimoso ao extremo, muito inquieto, satírico, prático, ousado, com talentos musicais e artísticos para descontrair e encantar,  curioso ao extremo a ponto de quebrar o relógio de pulso do pai para ver como funcionava por dentro. Não é à toa que esse taurino tornou-se um ilustre engenheiro.

Ela: indiscreta (diz o que pensa doa a quem doer), intuitiva, de alta sensibilidade (com flashes de clarividência), com talentos literários para poema e prosa, leitora assídua, crítica, madura desde pequena, muito humana com as questões sociais, corajosa e impulsiva. Tudo isso já era um ensaio para a pisciana ser essa competente geógrafa.

Todavia, nem tudo gira em torno de antíteses. Há pontos convergentes entre eles: inteligentes, sensíveis, carinhosos e amorosos, competentes, responsáveis, determinados, boas pessoas para a sociedade, bons filhos dos quais me orgulho muito e que carregam um pouquinho de mim em algum cantinho daqueles adoráveis corações que fazem o meu bater mais forte...


  (Zizi Cassemiro - mãe aquariana do Taurino Danilo e da Pisciana Patrícia; 
                       avó do Pisciano Gabriel e do Libriano Johnny)