Sou mãe de três crianças. Tenho trinta e três anos. Posso afirmar que sou abençoada, pois meus filhos fazem a diferença na minha vida e não consigo imaginar o meu dia-a-dia sem eles, já que são os protagonistas da minha doce trajetória como mãe e são eles que tornam o meu viver mais alegre, mais encantador! Mas que mãe nunca passou vergonha com as birras que eles aprontam em público?!? Vivenciei alguns episódios e vamos a eles:
A minha filha Renata foi a mais difícil de se lidar quando criança. De um aninho até quatro anos, fazia birras quase todos os dias, acho que por ser a primeira e por eu tê-la tido aos vinte anos, não sabia muito bem como educá-la. Todo lugar em que a gente ia, ela fazia birras! Numa viagem que fizemos juntas, com apenas um aninho, ela chorava o tempo todo, eu nem conseguia jantar, as pessoas tentavam ajudar, mas não tinha jeito. O mais difícil foi controlar dentro da igreja: ela corria, gritava, chorava, atrapalhava os cultos e às vezes as pessoas falavam e eu acabava descontando nela toda a minha raiva, mas graças a Deus tudo isso passou. Hoje ela é a mais tranquila da casa, me ajuda com o serviço doméstico, cuida das crianças e é muito quieta, tranquila... Muito especial a minha Renata! Eu conto as birras que ela fazia e a gente dá risadas juntas. (risos)
Depois veio o Nathan, hoje com seis anos. É um menino super
tranquilo, mas aos quatro anos fui ao
supermercado com ele e levei o dinheiro contado para comprar margarina e ele queria um Danone, aí eu falei que depois eu dava, mas ele não me ouviu e saiu puxando a minha roupa do freezer até ao
caixa! Passei a maior vergonha, porque as pessoas me olhavam! Ao chegar em casa, dei-lhe umas varadinhas, conversei e funcionou: nunca mais fez birras no supermercado!
Mas o Jonathas, o de
três aninhos...!! Ah!! Esse é o rei das birras!! Há poucos dias fui ao correio, justamente quando o sistema saiu do ar, e era o último dia pra fazer o documento das crianças.
Fiquei umas duas horas esperando o sistema voltar, daí ele começou a pular na
cadeira, jogar minha bolsa, derrubou meu celular, jogou o chinelo pra cima, e
caiu por trás do balcão do atendente.
(risos) Foi complicado, pois eu falava e ele não me ouvia! Um rapaz
balançou a cabeça e só olhava. Foi difícil aquele dia! Entrei na loja ao
lado enquanto isso, e lá ele bateu na
vitrine de vidro, peguei pelo braço e apertei, ele chorou e disse que não
gostava mais de mim, voltei pra casa séria, e ele disse: “mãe, eu gosto de você"; "mãe, eu te amo”... Querendo me enganar.
(risos)
Ao chegar em casa,
olhei bem no olho dele e conversei, pedi para que ele nunca mais fizesse isso com a mamãe! Essa foi
a pior vergonha que passei, mas, na maioria das vezes, ele é bonzinho, carinhoso, sempre
está por perto!!
Graças a Deus não tenho muito problema em ir ao
supermercado, levo os três na tranquilidade, eles pedem alguma coisa, eu
digo não, e eles quase sempre entendem...
Eu amo ser mãe, amo cada um com seu jeitinho especial de ser. Com o tempo, fui pegando experiência, um
jeito mais tranquilo de educá-los, de
ensiná-los. Cuido delese sem estresse, e ainda cuido de
mais uma menina, minha sobrinha de sete aninhos. Agradeço a Deus todos os dias
por eles! Ser mãe é ter uma experiência nova a cada dia...
(Gilmhara Soares - mãe de Renata, Nathan e Jonathas)











