segunda-feira, 26 de junho de 2017

E ele já vai com as próprias pernas...


É impressionante como mãe vive passando por uns dilemas! Até bem pouco tempo eu reclamava de ter que parar tudo o que estava fazendo para atender ao pedido do Miguel para eu ir limpar a bunda! Às vezes eu estava até almoçando e, no começo, morria de nojo, confesso! Depois fui até me acosumando, sem querer depois abandonar o prato! (risos) E agora tenho reclamado de ele demorar demais no banheiro e quase acabar com o rolo de papel higiênico, usando contra mim o conselho que eu dei de "enquanto estiver saindo sujeirinha, vai passando"... e pior que ele parece ver sujeira até onde não tem mais! Eis o problema! (risos) 

No final, claro, ainda me chama, e eu tenho que largar o que estiver fazendo... para não mais limpar a buzanfa dele, mas para inspecionar se está tudo limpo por lá, na mais perfeita ordem! E geralmente está, graças a Deus! 

Também tem escovado os dentes sozinho, na minha frente, claro, se não fica lá o dia todo e acaba com toda pasta de dente do planeta... e acontece a mesma coisa em se tratando de sabonete (líquido, cujo vidro ele acaba em menos de uma semana, para o meu desespero, mas ainda é melhor do que tentar usar em barra, que ele consegue esfarelar e entupir a pia!). Perde a noção do tempo lavando as mãos e os braços, e eu sempre o chamo de "Lelei", pois é igualzinho ao avô paterno nesse sentido, e olha que nem convivem!

Há umas duas semanas, mais ou menos, cismou também de tomar banho sozinho... e aí tenho que controlar, se não ele alaga o banheiro (até porque o nosso até hoje não tem box) e ainda acaba com o xampu e com o condicionador... fica ali dias, que nem um pato! Nunca vi gostar tanto de uma água! 

Acho engraçada essa necessidade dele de ser autônomo, independente, e vejo tudo de forma natural, saudável, positiva, com orgulho e tal, mas, no fundo, há uma certa perda implícita em tudo isso... parece que estou perdendo espaço na vida dele... por mais que seja por um ótimo motivo, e sei bem que a gente cria filho para o mundo e não para debaixo da nossa saia (ou vestido, no meu caso, já que odeio saia! he he he). Metáforas à parte, é bom saber que ajudo na construção desse ser que, dia após dia, confia mais e mais nas suas próprias pernas... 

Que ele aceite as minhas nas caminhadas, lado a lado, diárias... cheias de orgulho e amor! 

(Andreia Dequinha - mãe do cada dia mais independente Miguel)

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Sobre festas...

Sou o tipo de mãe que sonha realmente com festas lindas, ricas de brinquedos, guloseimas, com várias atrações para as crianças se divertirem (e eu também, né?), mas confesso que nunca penso nos adultos... De boa, nem precisamos deles! (brincadeira!). Mas como não dá nunca para preparar uma festança dessas, vamos fazendo do nosso jeito, à moda antiga, com festas que, para mim, têm valor porque aquele glamour todo não combina comigo!

Festa  boa é festa em que eles correm, se divertem, ficam suados, exaustos e muito felizes. Festa boa é aquela que tem casa de bolinhas (para o meu pequeno dormir lá dentro).

É bem verdade que temos pouca experiências nesse tema...

Primeiro ano – fiz uma festinha, pois, claro, devemos comemorar um ano de existência, de ensinamentos e tudo mais, então usei o tema do "Ursinho marinheiro". Foi tudo muito simples, feito por mim e por amigos, mas foi liiiiindo! 

Segundo ano – Toy Story, claro que não foi como eu queria, mas teve casa de bolinha (pena que eu sou louca e surtada e não medi a minha casa, pois cabia também um pula pula louca). Fiz por conta do padrinho dele que não pode vir... Foi ótimo vê-lo acordando de madrugada para ver seus presentes e, principalmente, se a casa de bolinhas ainda estava lá: estava! Se acabou e, por sorte, o carro do dono da casinha teve o carro quebrado (resumo: três dias de alegria patrocinado pelo tio Rondinelle).

Terceiro ano – Não tivemos tema, por pouco não iríamos ter nem festinha (não deu, embora ele tivesse escolhido seu tema, que seria Ben 10, e viu fotos de enfeites todos que ele foi escolhendo pela net, mas a grana faltou!). Não sei nem se doeu nele, já que não demonstra esse sentimento chamado tristeza! Foi super simples, com um bolo de padaria (porque é o que ele gosta!), salgadinhos, coleguinhas da creche e família.. E ele já havia curtido no final de semana com o primo, comeu o rocambole que ele escolheu na padaria (sim, agora ele escolhe – afe... mudanças...).

Ainda não sei o que farei no ano que vem, porém meu sonho é ir para um lugar com bastante espaço, encher de brinquedos, crianças, DIVERSÃO! Os pais, ahhh sei lá, não me incomodaria com eles... faria um delicioso piquenique com os pequenos... tudo do jeito deles, com muitas coisinhas e guloseimas! Vamos ver até lá... 



(Elizabeth Oliveira – mãe mais ou menos festeira do LG)

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Não aprendi a dizer adeus...



Infelizmente é hora de dizer adeus, ou, como das outras vezes, um "até logo", não sei, e isso só mesmo o tempo dirá! 

É inegável que adoro escrever neste cantinho e não só por compartilhar minhas histórias ligadas ao meu filhote e poder ler as das outras mamães, mas principalmente por ver este espaço como uma espécie de "guardião de memórias, de lembranças"! Será bom ver um dia o Miguel vindo aqui ler tantos assuntos relacionados a ele e a nossa história, juntos, sempre! 

Só que, atualmente, tem sido muuuuuuito difícil encontrar tempo de vir aqui escrever, de me organizar, de revisar os textos, de atualizar os temas semanais... não tenho conseguido nem comentar os textos das duas mamães sobreviventes e como incomoda a gente não receber mais nenhum comentário e tão poucas visitas! Também não tenho mais ânimo (nem tempo) para ficar cobrando para que escrevam com antecedência e tal... então... 

Por tudo isso, acho que é mais do que chegada a hora de colocar um ponto... ou reticências... já que ainda há tanta história para contar, tantos assuntos a se explorar... 

Que a gente tire um tempo para refletir, reavaliar, se organizar, fazer um balanço e ir, por enquanto, para a vida e para os balanços que ela nos oferece, talvez em busca de mais histórias para contar! Que a gente saiba aproveitar ao máximo os nossos filhos, porque, como diz uma música de que muito gosto, "a vida é trem-bala, parceiro, e a gente é só passageiro prestes a partir". 

Um abraço carinhoso a todos que, direta ou indiretamente, passaram por aqui e nos acompanharam! Até um dia, quem sabe!

Com carinho, 

Andreia Dequinha - a mamãe coruja do Miguelito

domingo, 9 de abril de 2017

Ultras confirmaram: Só meninos!


Sempre tive um pensamento desde a minha solteirice: que queria ser mãe só de meninos, mas sei que não é legal pensar assim, pois, seja menino ou menina, o importante é que venha com saúde! Mas não era discriminação para com as meninas, pelo contrário, acho as meninas todas umas princesinhas, eu é que era muito preguiçosa para deixá-las bem arrumadas e lindas! Optei pelos meninos (como se eu tivesse o poder de decidir! kkkkkkkkkk).

A minha história como mãe começou um pouco tarde, já que tive o meu primeiro filho aos 32 anos, mas foi tudo bem, sem enjoos, tudo na maior tranquilidade! Aí veio a novidade: a ultrassom mostrou que era um menino. Só alegria! (Ele chegou pesando 4.200 e medindo 53 cm). Um meninão! Só não quis nascer de parto normal, mas o importante é que veio com saúde! Minha primeira grande alegria!

Com dois anos e dois meses depois, chegou o Elias e a ultrassom já havia mostrado que era outro menino, só para confirmar o meu pensamento: "Bem que podia ser outro menino"! Que felicidaaaade!!!...  (E ele chegou, pesando 3.900 e medindo 51 cm). Chegou  para completar a minha alegria! Meu xodozinho! Doce até hoje! Os dois são a  razão de tantas alegrias! Como é bom tê-los!!

Mas não fiz muitas ultras, apenas algumas, para o acompanhamento necessário! Agradeço a Deus todos os dias por tão grandes bênçãos na minha vida. Ele me concedeu a alegria da maternidade! E isso me faz imensamente feliz!!

                                                                                                     (Maria José - mãe de Mateus e Elias)

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Porque eu era ultra viciada em ultras!


Pense em uma pessoa viciada em ultras! Sou eu, certamente! Fiz além das necessárias! Algumas fiz pelo SUS e outras fiz particular! As por fora eu fiz só para comparar algumas coisas, outra eu fiz para tentar confirmar logo o sexo (porque na minha cabeça eu sempre soube que seria mãe de um menino!), outra para ver se estava tudo bem porque eu tinha tido uma infecção ferrada na garganta e precisei tomar antibiótico, com uns três meses de gravidez. Como fiquei aflita! Afe! 

Teve uma outra que eu fiz porque não aguentava mais de ansiedade... e queria porque queria ver melhor o rostinho do meu filhote! E ainda teve outra que eu me arrependi demais de não ter feito: a 3D!!! Estava tãããããão apertada em termos de grana que quando consegui fazer com que um dindim sobrasse para isso, que o Miguel já estava com uns oito meses e meio e muuuuuuito apertado dentro do seu casulo, chamado "barrigão"!!! A própria médica falou para eu sossegar que logo logo eu estaria com o meu filho em meus braços, vendo pessoalmente, babando... e foi isso mesmo que aconteceu! Ele colaborou e antecipou umas semanas! Veio antes do planejado (como eu também já imaginava!). 

Enfim, não sei eleger a ultra mais marcante, mas penso que sei escolher três delas! A primeira foi muuuuuito especial porque simplesmente me apaixonei por aquele "carocinho de feijão" que fazia um "tum, tum, tum" tão sonoro e ritmado, e que obrigou o meu a entrar naquela sintonia também! Foi ali que nossa "dupla sertaneja" começou, desconfio! (risos) 

Acho que na morfológica que eu e o pai levamos um baita susto, pois elezinho parecia não ter as pernas, dos joelhos para baixo! Que desespero! Mas aí a médica, atenta, percebeu que ele estava sentado justamente como eu costumo me sentar: em cima das pernas, com elas dobradas! kkkkkkkkkkkkkkkkk

Teve uma ultra que fiz com menos de um mês uma da outra e, comparando, deu diferença, parecendo que o Miguel havia diminuído uns bons centímetros! Fiquei enlouquecida, preocupada, mas aí a doutora Luciane me garantiu que a dela estava certinha e que era para eu ignorar a outra porque certamente o médico da outra clínica havia se equivocado! Ela, de fato, estava certa! Ufa! 

Outra ultra que me deixou muito contente foi a em que confirmamos o sexo! O pai também foi (não posso nem me queixar porque ele quase sempre me acompanhava nas ultras e nas consultas, a não ser quando estava trabalhando e aí não tinha mesmo jeito!) e ficou todo bobo, todo emocionado ao saber que colocaria mais um pintinho neste mundo! (risos) Se bem que acho que ele também ficaria todo contente se viesse a Clara de que tanto falávamos, nos bons tempos! 

E a ultra mais especial de todas acho que foi a última, pertinho de ele nascer! Não queria tirar a mão do rostinho... Eu me agachava e sacudia a barriga para ver se ele mudava de ideia e nada... Como eu e a surtada da médica, a amada Doutora Luciane, aprontávamos! E a novidade foi que, em vez de uma mão no rosto, ele havia colocado, rebelde que é, mais uma! Não queria mesmo papo naquele dia! Malvado! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Foi nesta ultra que descobri que ele estava com o cordão umbilical enrolado no pescoço, que havia virado cambalhota e que tinha saído da posição "encaixadinha" em que ficou durante quase toda a gravidez... O que logo se vê que ele já aprontava mesmo dentro da barriga, já me dava trabalho e mostrava que, em alguns momentos, não adiantava muito porque quem mandava era ELE! E é assim até hoje! E eu o amo de toda e qualquer maneira! Meu bem mais precioso, meu galã das ultras, tesouro dessa mamãe sempre ultra apaixonada! 

(Andreia Dequinha - mamãe que amava ver o Miguelito nas ultras)

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A ultra marcante!

Nooooossa! Me lembro desse dia como se fosse hoje! Era dia 16/08/201!
Após passar por um susto enorme no dia anterior, com sangramento e ausência de batimentos na emergência do Hospital da Mulher, devido à minha quantidade de banha, eu entrei em pânico, pois o que eu mais havia sonhado em minha vida  poderia estar morrendo.
Corri no outro dia e só tinha uma vaga no Sindicado em Arraial do Cabo, fui correndo para lá. Nessa época, minha cunhada ainda estava viva e guardou o lugar para mim, mas ninguém ficou comigo para fazer o exame (me senti só, largada, por tudo e por todos, sem minha mãe para estar comigo). Fiquei lá esperando a minha vez, ansiosa, parecia que o dia não acabaria e que aquela hora de ser atendida jamais iria chegar.
Pronto! O médico me chama e lá vou eu! Entro na sala olhando tudo, com um medo enorme! O médico, frio, manda eu me preparar (e com aquele bendito roupão que não me cabe) e me deitar (o que nos separava era aquele biombo de tecido velho, com aparência de sujo). Ele inicia a ultra!

Nessa altura do campeonato eu já nem sentia nada... as esperanças já tinham ido embora... meu pequeno havia me deixado e apenas convivemos um mês (embora ele já estivesse com três meses): nada mexia, nada sentia, só cólicas fortes, e eu ali sozinha, sem uma mão para segurar...

Eis que, do nada, escuto uma barulhada sem tamanho e o médico diz: -- É O CORAÇÃO DO SEU FILHO! Eu chorava de soluçar e, mais uma vez, sozinha, aliás, sozinha não: estávamos eu, Deus e meu pequeno ainda ali! Que som lindo! A melodia mais encantadora que eu jamais ouvi na vida, pois me mostrava que ele estava ali, o meu menino, o meu remelento (como eu o chamava), o meu pequeno LG... que lutou bravamente para se manter ao meu lado.
E assim se seguiram mais algumas ultras, todas emocionantes, pois cada ida à obstetra era um suplício, pois não ouvia o batimento por conta da minha gordura e lá ia eu correndo para as ultras... às vezes acompanhada e em muitas sozinha, mas eu ia feliz, já que eu carregava o meu bem maior no ventre e não precisava de mais nada, de mais ninguém!

 (Elizabeth Oliveira - mãe sempre sonhadora do Luis Gustavo)

domingo, 2 de abril de 2017

Vale um telão no meio da praça!?!


Moramos em uma cidade meio atrasada, onde não há cinema nem Shopping, então a moçada não tem muita opção para se divertir. A primeira ida dos meninos ao cinema se deu da seguinte maneira: havia um telão  em frente à universidade e olha que isso foi há mais ou menos dezesseis anos, eles eram bem pequenos e eu os levava para assistir aos filmes por dois ou três dias. Não me lembro muito dos detalhes, pois já faz muito tempo!  O cinema veio novamente, por diversas vezes, só mudou para o  meio da praça! Era muito legal, as famílias levavam os filhos,  e eles se divertiam a valer!

Fora isso, os meninos vão ao cinema quando viajamos para um centro maior, aqui mesmo no MT, onde mora a maioria dos nossos parentes. Então eles aproveitam a companhia dos primos e a diversão é garantida, embora atualmente isso seja muito raro acontecer, pois, em função da velocidade do tempo, os dois cresceram. Estão trabalhando e estudando, tornando-se quase impossível viajarmos juntos!

Atualmente vivemos uma história bem diferente do passado, quer dizer, continuamos morando na mesma cidade (risos), o que quero dizer mesmo é que, sempre que tem lançamento no cinema mais próximo da nossa cidade, o Mateus pega o carro e vai com os amigos, o que, para mim, não é muito confortável, pois a estrada é perigosa e eu sofro com isso, tento impedir, mas não adianta, ele vai mesmo, então só me resta pedir a Deus que o guarde! Tudo isso por causa de um cinema!!

Mesmo diante de todos esses obstáculos para curtirem um cinema, eles estão sempre ligados nos filmes, baixam, assistem em casa com amigos e a diversão não para por ai. Eles fazem  acontecer! (risos).

                                                                                                  (Maria José - mãe de Mateus e Elias)

quarta-feira, 29 de março de 2017

Já nem me lembro mais...


Sinceramente, não me recordo mais de quando foi a primeira vez em que o Miguel foi ao cinema, mas provavelmente tem registro, como quase tudo meu, nosso! (o problema é arrumar tempo para vasculhar tantos e tantos arquivos de fotos atrás disso!). Amo fotos e amo esses registros, que servem como tratamento para a minha amnésia! E a tendência é piorar... Sorte que, com o blog, muita coisa ficará viva, eternizada! 

Desde bem pequeno ele foi acostumado a ver filmes, longos, e sempre teve a maior paciência. E não me refiro apenas aos infantis não, mas alguns de adultos, como uns do "Percy Jackson" e "Escorpião rei", enooooormes, ainda mais para crianças! Sempre me acompanhou! Cinéfilo também! Emendamos um filme no outro, amarradões, tal qual eu fazia com o meu pai.

Por essas e outras, nunca apresentou nenhum problema no cinema, e olha que nem sempre precisa ter refri, pipoca, chocolate... essas coisas que seduzem mais a mim do que a ele, sinceramente! (risos) Ele se comporta, vê tudinho, às vezes solta umas risadas e uns comentários, mas nada preocupante ou que incomodasse ninguém! Nunca me pediu nem para ir ao banheiro, porque não queria perder nenhuma parte do filme (e, segundo ele, nem dá para "pausar"). he he he he

Lembro-me bem da primeira vez em que fomos ao cinema assistir a um filme 3D!!! Os óculos mal cabiam na cara delezinho! Foi o maior barato, porque as personagens e os objetos pareciam sair da tela e vir para cima de nós!!! O Miguel ria e se abaixava, tentava pegar o que parecia ser arremessado! Até eu tinha essa impressão, mas, adulto, tenta disfarçar para não pagar mico! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

O filme? Já não tenho certeza se foi o "Meu Malvado Favorito 2", "Os Smurfs 2" ou "Tá chovendo hamburguer 2", mas acredito que tenha sido um desses! E já repararam que eu tenho certeza de que era "algum dois" da vida! Ao menos isso! (risos)

Foram bem poucas as vezes em que eu não o acompanhei, como quando foi com o pai ver "A Era do Gelo - Big Bang" e outra em que foi com a tia Wellen e tia Tamires ver um filme do Bob Esponja (que eu deteeeeeesto!).

Só sei que, da primeira vez para cá, já foram muitos, incontáveis filmes a que assistimos, dentre eles: "Minions", "O bom dinossauro", "Procurando Dory", "Moana", "Pixels", "Alvim e os esquilos - Na estrada" e até "Minha mãe é uma peça 2" (Olha o dois aí de novo! he he he). Por isso que eu nem me incomodo com o fato de o primeirão ter fugido da minha mente, pois o único registro que verdadeiramente importa é o clima de parceria, de cumplicidade e de contentamento por estarmos juntos nesses momentos tão agradáveis! 

(Andreia Dequinha - mãe do cinéfilo Miguelito)

segunda-feira, 27 de março de 2017

Esperando a nossa sessão azul


Por incrível que pareça, o LG ainda não foi ao cinema e eu confesso que sonho com esse dia, mas tenho muito medo de levar o pequeno, por receio mesmo, já que ele não gosta de som alto e sai correndo! Acho que precisamos dar mais tempo e mais atenção às crianças que não se adaptam ao “sistema”! E, afinal de contas, quem disse que o "sistema" é certo?! Hoje olho por outro lado: o "sistema" é o que o Gustavo pode... ele é o que vale... o bem-estar dele que conta... ele que é importante... é o que eu tenho que levar em conta!
Mas juro que sonhei que, com a sua chegada, meu ingresso para os filmes infantis estava garantido e que agora não precisava mais pedir para ir com minhas amigas quando levavam seus filhos ou sobrinhos... Ainda iremos a muitos juntos, tenho absoluta certeza!

Até lá, fico aqui imaginando-o assistindo aos filmes, vendo os personagens enoooormes naquele telão e acho que ele vai gostar, mas estamos nos adaptando aos sons altos aos poucos. Sua socialização está ficando melhor a cada dia e assim sempre será, pelo menos se eu estiver perto...
Será mágica a nossa primeira sessão azul, eu sei que será, pois será o nosso momento! Nós iremos viajar por esse e por todos os mundos mágicos da fantasia... Elezinho vai se adaptar! Eu sei, eu sinto, eu torço!

(Elizabeth Oliveira -  Mãe sonhadora do Luis Gustavo)

domingo, 26 de março de 2017

Manias que valem por dois!

As manias do Mateus são as mais notáveis do universo, quem convive com ele, sabe o quanto ele é campeão em manias. Tem mania de lavar as mãos, de entrar no banheiro e não sair nunca mais, às vezes penso que morreu lá dentro.

Além disso, ele tem um perfeccionismo assustador, quando se trata de coisas que  cria, pois  quer que fique perfeito. Não vejo defeitos nos desenhos dele, mas tem sempre que apagar alguma coisa, ou até mesmo recomeçar, por achar que não está bom. O mesmo acontece com as canecas que ele imprime, sempre acha que o cliente vai reclamar, porque aos olhos dele  ficou com defeito. Chega mesmo a fazer mais de uma, nesse caso ficando no prejuízo, porque quando é personalizada, não tem como vender para outra pessoa. É um dilema!!!

Queria que esse perfeccionismo todo servisse para o quarto dele, roupas, calçados, mas não, quando abro o quarto, fico com dó de mim! (risos), O guarda-roupas, meu Deus!! Que é isso? Fico até triste!! Só não tem roupas pelo chão, porque nisso eu fui muito enérgica! "Não quero roupas jogadas pelo chão"! Consegui! Vitória! Mas não consegui fazer com que mantivessem tudo arrumadinho! Snif!! Snif!

Mas a maior de todas as manias do Mateus, me deixa um pouco preocupada, já cheguei a pensar que ele tem problemas. É difícil falar sobre isso, mas vamos lá. Mesmo não tomando café, ele enche uma xícara de café, mas bem cheia mesmo, se não for derramando, não serve, se não tiver café suficiente para fazer transbordar a xícara, ele desiste, porque não está cheia na visão dele. Tudo isso para molhar um pacote inteirinho de bolacha de sal, e comer uma por uma até o fim,  e tem mais,  a bolacha tem que ser de uma marca específica, não adianta eu comprar outro tipo, porque ele não aceita. Além do mais ele só faz isso, no mesmo lugar de sempre, quem estiver sentado no sofá da sala, de frente pra Tv, tem que sair, e mais ainda, isso só acontece a tardezinha, ou à hora que está passando um jogo de futebol. Nunca falha! É mania que não acaba mais! (risos).

Diante de todas essa manias, digo que ele tem manias de sobra, por ele e pelo o Elias, mas a maior mania dos meus filhos, é que os dois são  filhos amorosos, atenciosos, educados e cheios de talentos. Deus me concedeu dois seres encantadores como presentes. Sou muito feliz por isso! As manias acabam me divertindo, porque a gente tem sempre o que conversar, pois as maiores manias do povo dessa casa é conversar demais, principalmente  os meus dois Elias! Conversam por todos! (risos)
                                     
                                                                                                        (Maria José, mãe de Mateus e Elias)


quarta-feira, 22 de março de 2017

Manias da minha criança


O Miguel tem uma mania que muito me irrita: leva um ano no banheiro lavando as mãos... gasta quase um vidro de sabonete líquido... e fica ali perdido, sem pensar em nada... perde a noção do tempo e só sai de lá quando a gente grita e ameaça ir lá arrastá-lo! Costumo brincar que ele herdou essa mania do avô paterno, Lelei, e o curioso é que nem dá para dizer que imita, porque quase nem convivem! (risos) 

Tem o hábito de comer no quarto, em frente à televisão, e eu nem tenho moral para brigar, porque foi comigo que ele aprendeu! Fico trabalhando no laptop e comendo ao mesmo tempo, com a TV ligada, prestando atenção a uma coisa ou outra que me interessa. É só ele se sentar em sua cadeirinha e a gente colocar alguma coisa na mesinha que ele já pega o controle e aperta o 610, seu canal preferido: o tal de Cartoon Network (para o meu desespero, já que sempre achei o Discovery Kids muito mais educativo para crianças da idade dele, enfim...).

Outra mania que ele tem é de beber água depois de toda vez que toma remédio! É só pegar o remédio que ele sai correndo pra buscar a garrafinha d´água! Chega a ser engraçado! Parece um robozinho programado! E ainda vai tão veloz quanto o Papa-léguas! Biiiip, biiiip! (risos)

Engraçada também é a mania que ele tem de falar que "vai tirar a barriga da miséria" quando chega algum lanche ou quando vem o almoço e a janta. O entregador de pizza já até sabe e morre de rir, antecipadamente! Diz ele que aprendeu isso num desenho de que ele gosta! Louquinho de pedra esse meu filho! Um palhacinho! Faz todo mundo rir! Não sei a quem ele puxou! kkkkkkkkkkkkk

Fora isso, acho que ele tem aquelas manias comuns a todas as crianças da idade dele! Nada de anormal ou preocupante! Muito pelo contrário: me divirto com a grande maioria dela... menos, claro, com a primeira, porque daqui a pouco terei de trabalhar só para pagar contas de água e de perfumaria, graças a ele! Mas aos poucos ele cede e aposenta essa mania, de tanto que eu alego que, assim, ele ainda vai acabar com toda a água do planeta! E como ele também tem a mania linda de acreditar em um mundo melhor...

Mas se tem uma mania da qual nós não abrimos mesmo mão é a de sermos felizes, plenamente, sempre que podemos, afinal, sabemos que "a vida é trem-bala, parceiro, e a gente é só passageiro prestes a partir"!!!
 
(Andreia Dequinha - mãe do Miguelito nem tão cheio de manias)

segunda-feira, 20 de março de 2017

Manias de criança...

Por onde começar já que são tantas as manias que o meu filho tem?! Umas lindas, porém outras que me incomodam, pois sei que fogem ao nosso controle.
O Gustavo, ao longo desses seus três anos, vem desenvolvendo inúmeras manias, claro que, muitas das vezes, por conta de ser um menino autista, elas logo se tornam frequentes, tanto que às vezes eu nem sei bem controlar, mas confesso que, no fundo, todas as manias dele me agradam.
Como, por enquanto, tudo é novidade, vamos lá às manias: 

A melhor de todas  elas: SORRIR; outra é RODAR (ele gira mais que o pião do Sílvio Santos); tem mais uma que é GOSTAR DE ÁGUA (pelo menos três vezes ao dia: piscina!); mania de imitar os desenhos do Ben 10 (agora mudamos de fase e largamos o Buzz um pouco, agora somos aventureiros... ele, o Ben, e acho que sobrou para mim ser um encanador! A criança sabe todas as falas e gestos do filme antes mesmo de acontecerem).

·      Além dessas, ainda tem a mania de assistir a seus desenhos mexendo em seu tablet (olha ele! quando eu tinha a sua idade eu mal tinha um caderno para rabiscar, é a chamada EVOLUÇÃO – de que, particularmente, eu não gosto, pois para mim criança tem que forçar a imaginação, brincar com o anonimato, e aos poucos o estou levando para esse meu mundo mágico também!).

Temos mais e mais manias e sinto que sempre teremos mais e mais! Agora, por exemplo, ele pegou a mania de encher a cama de travesseiros e deitar lá... Será que é para pensar na vida? Não sei, mas meu homenzinho está ficando cada dia mais independente, só às vezes que se isola em seu mundinho  (não critico, pois também gosto muito disso, confesso!).
Ele também tem a mania de cuidar de mim quando estou doente! Se agarra tanto que fica gripado junto, mas me cobre, me faz carinho: é o chamado PROGRESSO! Estamos mudando aos poucos: eu, ele, nós. E ainda vamos atingir o topo das conquistas, juntos ou separados, mas é certo que muuuuitas outras manias irão surgir! Que venham! Todas elas!
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(Elizabeth Oliveira - Mãe ansiosa do pequeno Luis Gustavo)

domingo, 19 de março de 2017

Tudo tem o seu tempo!

"Há tempo de nascer e tempo de morrer". (Ec 3:2) Essa citação maravilhosa que a Bíblia nos apresenta nos faz refletir sobre a vida e em como temos que cumprir o nosso papel de pessoas preparadas para enfrentar, com maturidade, todos os tipos de situação na nossa vida, inclusive a morte.

Eu nunca passei por perdas muito dolorosas, não conheci a minha avó paterna, e convivi menos do que mais, com o meu avô paterno, por isso não foi uma separação dolorosa, que penso que sentimos apenas pelos mais próximos, que certamente sentiram muito com a separação eterna.

Quanto aos meus avós maternos, também convivi muito pouco com eles, ficamos mais próximos, porque depois de muitos anos de separação por morarmos tão distante (Nordeste), me mudei para o Centro-Oeste e, por isso, ficamos algum tempo mais próximos. Os dois se foram no ano de 2007. Com apenas dois meses de diferença da partida de um, o outro se foi, ficamos tristes, mas, ao mesmo tempo, alegres, porque temos a certeza de que partiram para a glória eterna com Cristo e ficaram livres dos sofrimentos terrenos.

Os meus filhos não passaram por nenhuma perda dolorosa, pois os quatro avós, graças a Deus, ainda estão com vida. Mas estão preparados para quando esse momento chegar. Aceitar a vida como ela é é o princípio da confiança em Deus. A nossa missão como mãe inclui isso também: preparar os filhos para enfrentar as situações dolorosas e encará-las com naturalidade, com tristeza, mas nunca com desespero. 
                                                                                                      (Maria José - mãe de Mateus e Elias)

quarta-feira, 15 de março de 2017

Como lidar com as perdas?!?


Muito difícil a gente se preparar para lidar com as perdas, imagine então ter de preparar filho para com elas lidar! Parece uma missão impossível, ou quase! Mas eu tento! Tento criar o Miguel na travessia entre o ser sensível e o se proteger, se poupar, coisa que eu, com mais de quarenta, ainda não sei fazer, confesso. Apanho um bocado nesta segunda parte: a de me poupar. Só sei sentir, só sei sofrer, mas me livrar do que absorvo é algo que ainda tenho buscado. 

Minha primeira grande perda foi aos dez anos, quando perdi minha vó paterna, com quem a gente morava. Fiquei sem chão. Levei aaaaaaanos para me recuperar desse baque e hoje já até toco no assunto sem chorar. Depois perdi a minha avó materna, mas não senti tanto porque via menos, não dividia com ela a minha rotina, como era com a outra. Perdi, também, vários bichos. Acho que morri um pouco com cada um deles. Fazia o maior escândalo e ficava mal com cada gato, cachorro, galinha, pintinho, passarinho que enterrava. E precisava ser próximo? Não. Sofri quando Tancredo Neves morreu, Ulisses Guimarães, Ayrton Senna, Mamonas Assassinas, Vander Lee e mais dezenas e dezenas de pessoas. E precisava ser famoso? Também não. Sofri por tantas pessoas anônimos que caíam de avião, que morriam em desastre ou incêndios, que eram vítimas de bala perdida... 

São muitas perdas acumuladas já! De alunos, de ex-alunos, de parentes, de amigos, de pais e mães de amigos, do meu primeiro grande amor (Leandro Cebola), até que veio, até agora, a mais dolorosa delas: a do meu pai. Segunda vez que o meu chão sumiu. Sumiu e eu tive que providenciar outro, porque não era mais criança e adulto parece que nunca mais pode sofrer inteiro, sem se preocupar com nada. A gente não quer é preocupar o outro, quem fica e sofre tanto quanto você, ou mais até! 

O Miguel só perdeu, até hoje, uma cachorra, a Lilica, e não sofreu taaaaaanto porque entendeu que ela estava doente e sofrendo. A morte, pra ela, foi um alívio. Eu também sabia disso, mas, mesmo assim, sofri. Ele que me consolou... 

Tento me preparar para lidar com as perdas que ainda virão, administrando-as nesse amontoado de perdas ao longo da vida, mas a sensação que tenho é que nunca conseguirei, então tento transmitir para o meu filho que todo mundo só está aqui neste mundo de passagem... ninguém é imortal... e que chato seria se todo mundo vivesse para sempre... O importante é a gente ter a consciência em paz e a certeza de que aproveitou aquela pessoa ou bichinho o máximo que pôde! Que a gente deixou bem claro o quão especial cada uma era pra gente! E que mesmo assim não é nada fácil... a saudade aperta... as lembranças nos visitam... só Deus mesmo para nos manter firmes... só Ele...!!!

(Andreia Dequinha - mãe de um rapazinho chamado Miguel)

segunda-feira, 13 de março de 2017

A dor da perda


Nossa! Eu imaginava que meu filho não era de sentir as coisas, etc, mas um dia aconteceu algo que me chocou muito! Eu jamais pensei que uma atitude minha, num momento de raiva, fosse afetar tanto elezinho como, de fato, afetou! "Morri" nesse instante! 

Um belo dia, numa das minhas quinhentas brigas com o pai dele, fui ao extremo: o celular do pai dele estava carregando no móvel, eu peguei e joguei da janela abaixo... Pronto! Foi ali que vi que feri meu filho, ele entrou em choque, se tremia todo e corria para janela. Putz! Que dó! Eu, uma idiota, fazendo uma criança sofrer daquela maneira! O menino ficou dias indo até a janela, desesperado! 

Me senti a pior pessoa do mundo, um animal da pior espécie! Jamais tinha visto meu filho tão infeliz, e pior: não podia compensar com nada, pois ele usava o celular para ver os desenhos dele, pois o aparelho era maior que o meu...

De lá pra cá, tenho me policiado mais, por conta dele! Não quero vê-lo sofrer com nenhum tipo de perda, nenhum, ainda mais vindo de mim, de quem mais o ama no mundo! 

(Elizabeth Oliveira - a mãe louca do Luis Gustavo)

sábado, 11 de março de 2017

Quase inimigos dos remédios!


Se tem uma coisa ruim na vida é ver filho doente! Tenho certeza de que todas as mães pensam assim e, se pudéssemos, transferiríamos a dor deles para nós mesmas.

Os meus nunca me deram trabalho na hora de tomar as vacinas, nunca fizeram escândalo quanto a isso,  mas o Mateus sempre teve  uma relação meio conflituosa com os medicamentos. Ainda bem que foram poucas as vezes em que ficou doente enquanto era ainda bem pequeno, pois, em algumas dessas ocasiões, quando ficava queimando de febre, vomitava todo o remédio. Era um "Deus nos acuda" e eu só sabia chorar, às vezes no meio da noite, sem saber o que fazer, por fim, com bastante calma, tentava misturar no suco e ele acabava engolindo um pouco sem jogar fora. Cresceu, mas só toma remédio quando é mesmo muuuuuito necessário!

O Elias também vomitou algumas vezes, ele até lembra de uma vez em que tomou às pressas para não sentir  o gosto, um soro daqueles de pacotinho que a gente compra na farmácia, mas não adiantou a maneira como tomou: botou tudo pra fora! E só toma um analgésico com um copo de água à parte, para engolir depressa, a fim de não sentir o gosto do remédio.

Uma vez ele deu uma de engraçadinho... Não queria ir à escola e então resolveu inventar uma dor de cabeça. Eu e o pai dele desconfiamos e fizemos pressão, dizendo que se ele tomasse remédio sem estar doente ficaria ruim de verdade, mas ele preferiu arriscar, então acreditamos que ele estava realmente doente, já que tomou o remédio sem reclamar. Porém, pra quem não gosta de tomar remédio, tinha que estar com muita vontade de não ir à escola!! Só confessou isso anos depois. (risos).

Sempre procurei passar para eles que nem tudo na vida é agradável, mas muitas coisas são necessárias para o nosso bem estar.  Mesmo com todos esses discursos de que tem que tomar, porque é bom pra saúde, o Mateus nunca se aliou aos chás, não toma  de jeito nenhum! 

Esses são alguns dos nossos desafios como mãe, mas com tranquilidade é possível resolver as situações da melhor maneira. Com paciência, eles acabam entendendo a razão do uso dos medicamentos. Sorte nossa! E deles! 

                                    (Maria José -  mãe dos meninos quase inimigos dos  remédios, Mateus e Elias)

quarta-feira, 8 de março de 2017

Vai um Rivotrilzinho aí?!?


Desde que o Miguel era bebezinho eu sofri com ele no quesito tomar remédio! Por sorte minha e misericórdia divina, foram bem poucas vezes em que ele ficou doente! Nem mesmo é criança que vive ralando os joelhos, ao contrário de mim, que vivia arrebentada e em uma época em que Merthiolate ardia pra caramba e eu ainda preferia o tal do "Mercúrio Cromo", que deixava tudo gritantemente vermelho, fazendo o machucado parecer ainda mais grave do que era, naaaaada discreto! 

O primeiro remedinho que logo me deu trabalho foi o Protovit (o "viti viti", no linguajar dele!), que rendia caras e bocas e até me divertia um bocado, já que ele não chegava a chorar nem nada, só tentava fugir, virando o rosto! De lá pra cá, não tenho mais problema em se tratando de Vitamina C, porque ele mesmo pega, todo dia, do pacotinho, uma jujubinha de Redoxitos e manda pra dentro! (risos) Além disso, toma também suas gotinhas diárias de própolis, quando acorda, antes de ir para a escola e na hora de dormir! Raramente fica gripado depois disso  (sem falar que ainda funciona como repelente)! 

Às vezes precisa tomar Ferro por conta de um pouquinho de anemia que costuma ter, por ser péssimo pra comer. Não gosta de quase fruta nenhuma, nem de legumes e verduras e não suporta bife de fígado! O que salva um pouquinho a pátria é que ama açaí, que é uma excelente fonte de Ferro! Puxou à minha mãe!

Quando ele passa da conta e piora no quesito "comer" e  quando me dá dor de cabeça extra quanto a isso, costumo dar um Apevitin dia sim e dia não, para abrir um pouco o apetite -- escondido da pediatra dele, que é contra! (que ela não leia este texto hoje! kkkkkkkk) Evito por puro medo de ele vir a engordar e também porque ele praticamente hiberna quando toma. 

O escândalo maior dele fica empatado entre a nebulização (quando era bebê, que ficava até vermelho e todo suado), tirar sangue para fazer exame (sorte que só fez uma ou duas vezes por ano, no máximo, até agora) e também entre tomar remédio de verme! Odeeeeeeeia! Faz um drama tão grande que a vizinhança deve pensar que eu o espanco e qualquer dia o Conselho Tutelar vai vir conversar comigo! (risos)

Uma vez ele estava febril e eu estava trabalhando, longe de casa, e pedi ao pai para vir dar um antitérmico! Fez mais show ainda do que o habitual e, como ainda estava com tosse, vomitou tudo. Chorou à beça. E ainda ficou me esperando chegar da escola pra poder dar banho... Sinistro! Não gosto nem de me lembrar disso! 

Os outros remédios ele, felizmente, toma direitinho (dentro do possível), quando precisa, ainda que resmungue às vezes e sempre bebendo água em seguida, "para tirar o gosto ruim" (segundo ele)! E às vezes até me surpreende, positivamente, como a única vez em que precisou ficar no soro (teve uma virose tão braba que ele ficou sem conseguir andar por duas semanas e numa época em que nem se falava em Chikungunya, mas teve todos os sintomas, o que o faz falar que foi "a primeira cobaia") e se comportou que nem um rapazinho! 

Deixou-me orgulhosa quando tomou (também uma única vez até agora) a tal de Benzetacil no bumbum, que dizem que dói horrores (e que eu nunca tomei), e já saiu da UPA andando, deixando com vergonha muitos adultos que saíam de lá mancando e que só não choraram por pura vergonha, verdade seja dita! (risos)

Também nunca me deu trabalho com vacinas... Chora, mas não tem medo porque sabe que precisa tomar para se proteger (sempre expliquei tudinho antes) e geralmente dá o braço numa boa (talvez o "numa boa" seja um exagero meu, tá, mas encara!). Só a primeira vez em que tomou uma gotinha que fez um escândalo, para a minha surpresa, invertida! Um tremendo "gorila"! 

Fora isso, comportou-se bem, dentro do possível, na única vez em que precisou dar uns pontinhos no queixo, quando também foi ao otorrino por ter enfiado um elástico pequenininho no nariz, quando bateu raio X ao cair de cabeça de um brinquedo do parquinho da escola. Também se comportou bem no dentista, se bem que ainda não precisou fazer nada além de limpeza e de aplicação de flúor. Tomara que assim continue com os futuros procedimentos, como obturação e afins! Que Deus nos ajude! E não tenho dúvida de que Ele protege, de forma especial, as mamães, tão neuróticas que a gente fica quando o filho adoece e precisa tomar remédios! Quase que EU preciso recorrer a um Rivotrilzinho, confesso! (risos) 

(Andreia Dequinha - mãe do mais ou menos estressadinho Miguel) 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Na hora do remédio...

Para uns, fácil, é pura didática, vai vendo; já no caso do meu filho, eu prefiro enfiar quinhentos comprimidos na boca de um animal feroz a dar uma gota de qualquer remédio para ele! Sem exagero...  Eu rezo e agradeço todos os dias por ele estar bem e não adoecer, porque a cada remédio é um berro maior que o outro (pra que tanto escândalo, Jesus?!).

Eu disse a ele que seria responsável por tomar seu Redoxon todos os dias! Se eu esqueço os meus, haverá de esquecer o dele também! Nesse ponto é tranquilo, já que ele me arrasta para a cozinha e pede para tomar (Ótimo! Maravilhoso) e aí a esperta aqui resolver fazer o quê? Todos os remédios são Redoxon! Ele até abre a boca, mas quando sente o gosto... parece um chafariz e adeus, remédio! Vai tudo pela casa, pela roupa e tudo o mais... Aí sai correndo, berrando mais alto do que carro de bombeiro em acidente grave! 

A solução que eu encontrei para tudo isso eu nem sei se é a correta: tasco dentro de mamadeira, com suco e por aí vai, dá certo, ou são as minhas orações?!? (risos) 

O bom mesmo é fazer nebulização! Ele adora brincar com a máscara e quando eu faço quer fazer também, de bagunça, mas quando precisa, de verdade, posso virar de cabeça para baixo, fazer minha barriga bater no queixo (essa parte é mole, já que a banha cai fácil), que a criança não para de berrar, aí vêm as pessoas que gostam de falar mais do que a alma: "Esse menino é fresco, faz à força!" Aí eu pergunto: pra que essa ignorância toda?! Já coloquei pirulito na máscara para ele chupar e fazer, já fiz de tudo, tento fazer até com ele dormindo, mas o raio do aparelho parece uma britadeira que faz barulho e o menino vai ao céu em cinco segundos.

Definitivamente meu filho é estressado no que diz respeito a remédio, termômetro (esse tenho de vários modelos e funções), mas mãe que é mãe arruma um jeito de cuidar de seus filhos! Do jeito dela! Hoje acredito naquele ditado que diz que só a mãe sabe atender e entender seus filhos e que cada um é diferente! Graças a Deus nunca critiquei nenhuma mãe em suas invenções! Cada uma faz o melhor para seus filhos! Eu apenas as admiro...

(Elizabeth Oliveira - Mãe atrapalhada do Luis Gustavo)

domingo, 5 de março de 2017

Os meus "grandes" campeões!


Olhando para o critério talento, o Mateus é medalha de ouro em desenho, pois ele é dono de uma criatividade espetacular. Não sei se é o meu olhar de mãe que o vê dessa forma, mas acho incrível o que ele consegue fazer! Além disso, é campeão em fanatismo pelo esporte, ama futebol, joga nas horas de folga e é torcedor fanático do "Santos". Nesse sentido, o Elias também é medalha de ouro, porque também gosta de jogar futebol e até já ganhou mais de vinte medalhas como goleiro, e ficou conhecido como o melhor goleiro da nossa região. É certo que se os dois morassem em um lugar mais avançado teriam tentado carreira no futebol.

Porém, quando olho para o critério psicológico, o Mateus se sobressai com as suas opiniões e manias, além de  ser muito argumentador  em determinadas situações.  Se ele achar necessário, se achar que está  certo, me enfrenta, para fazer prevalecer as suas opiniões, ele só não questiona mais porque ainda não se deu conta de que veio ao mundo só a passeio e com isso iria achar que todo mundo teria que fazer tudo pra ele, pois nem café sabe fazer! É um zero à esquerda na cozinha. (risos)

Talvez ele não sabe disso, mas é campeão em cortesia com os amigos: dá carona pra todo mundo, leva pra tudo que é canto, cinema, lanchonetes, e quando é para o futebol, enche tanto o carro que chega até a arrancar a proteção do porta malas para colocar mais gente lá dentro (um fora da lei) (risos).

Quanto ao Elias, aaaah!... Esse menino é de ouro!... Ele é medalha de ouro no critério carisma, humor, alegria (os amigos que o digam). Também o é em bondade, mansidão... Não que o Mateus  não tenha alguns desses aspectos, mas é que o Elias ganha dele em cumplicidade e confidências comigo e com o pai. Não sei se é porque sou a mãe, mas o Elias é o genro que toda sogra deseja para a sua filha. Só que essa frase é do Mateus, ele diz ser "esse cara". Sei não, mas acho que o Elias ganha nesse critério. (risos).

Mas, para finalizar, há um critério atribuído aos dois e como são campeões nisso! Até já falei sobre isso anteriormente. Demoram demais no banho e isso me tira do sério, porque eu sou o contrário. Só meu pai se iguala a mim. (risos)

Independente de tudo e de todos os títulos que já conquistaram, os dois são medalhas de ouro por serem bons filhos: educados, íntegros, honestos, verdadeiros cidadãos do bem, eles são os meus troféus! Eu que sou a grande campeã por Deus ter me dado filhos e por eles serem quem eles são:  a razão da minha vida!


                                                                (Maria José - mãe dos campeões Mateus e Elias)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

MIG: meu (eterno) campeão!


Independente das medalhas já conquistadas no Karatê, o Miguel é medalha de ouro (e até de diamante, se existisse!) em simpatia e em espontaneidade! Desde bebezinho falava com todo mundo e eu levava um ano para ir de casa à padaria, na esquina, porque ele simplesmente parava para cumprimentar e dar beijo e abraço em todo mundo. Era um barato! Hoje em dia tem ficado mais na dele e só se lança mesmo àquelas pessoas que falam mais alto ao seu coração! Acho que é fase, da idade mesmo! Mas, por sorte, acho que antipático não tem como ele ser, visto que nem o pai é, nem a vó e nem eu! 

Se tem outra coisa que eu adoro observar no Miguel é a sua espontaneidade! Sempre chama a atenção por onde passa, com seu jeitinho especial de ser, de agir, de interagir. Faz amizade facilmente, cativa as pessoas, é carinhoso, mas também fala "na lata" o que acha que tem que falar. Não liga se vai estar diferente dos outros, se ele estiver bem com ele mesmo e como isso é raro, ainda mais num mundo em que a pessoa deseja tanto ser aceita! 

Gosto também de sua criatividade, da sua maneira de sair inovando e criando histórias, brincadeiras, mundos... mas acho que essa característica, na verdade, está ligada à anterior, ao fato de saber e poder ser espontâneo. Só gente com a auto-estima bem trabalhada que consegue se soltar, ser ela mesma independente do que vão pensar ou falar. 

Ele também tem um lado carinhoso, carrapato, que gosta de ver filme grudado na gente, mesmo com tanto calor que tem feito, o que às vezes até me irrita, confesso! Mas basta convidá-lo para vir ficar na minha cama que ele logo se muda da dele, com seus inúmeros travesseiros (dorme com cinco, sem exagero! he he he). É meu parceiro, meu querido, meu amado, meu campeão! E que Deus permita que ele seja sempre assim: cheio de medalhas, reais e/ou simbólicas, pois merece! 

(Andreia Dequinha - mãe do campeão  chamado Miguel)